terça-feira, 8 de setembro de 2026

Líderes do Senado veem escalada na crise do STF, mas Alcolumbre deve segurar pedidos de impeachment contra ministros

 Líderes avaliam que decisão aumenta pressão por impeachment de ministros do STF, mas presidente da Casa deve segurar iniciativas até as eleições

Davi Alcolumbre, André Mendonça e Alexandre de Moraes
Crédito: Davi Alcolumbre/Carlos Moura/Agência Senado / André Mendonça/Sophia Santos/STF / Alexandre de Moraes/Luiz Silveira/STF

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi recebida por líderes do Senado como uma escalada da crise que já dividia integrantes da Corte. Apesar do aumento da tensão, a avaliação predominante na Casa é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não deve mudar sua postura: a tendência é que ele siga segurando iniciativas contra ministros do Supremo ao menos até as eleições.

Segundo O Globo, senadores ouvidos pela reportagem admitem que o novo capítulo pode ampliar a pressão pela abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. Ainda assim, interlocutores de Alcolumbre não veem disposição do presidente do Senado para pautar medidas que levem o embate institucional para dentro da Casa às vésperas do primeiro turno.

A avaliação entre líderes é que a decisão de Mendonça elevou a temperatura política, mas não alterou o cálculo de Alcolumbre. Como presidente do Senado, cabe a ele decidir sobre o andamento de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Até aqui, a orientação transmitida pelo senador a aliados tem sido a de represar essas iniciativas e evitar uma nova frente de confronto entre Legislativo e Judiciário.

Médica é morta a facadas no Paraná e bebê é deixado ao lado do corpo

 O bebê do casal teria sido colocado para dormir antes de o suspeito deixar o imóvel

Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, município vizinho a Maringá. - Crédito: Reprodução

 A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta dentro de um apartamento em Maringá, no Paraná, em um caso investigado como feminicídio. Segundo a polícia, havia marcas de sangue em diferentes cômodos do imóvel e facas sujas de sangue. A vítima teria sido atingida por pelo menos dez golpes de arma branca.

As informações são do UOL. O delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá e responsável pela autuação inicial do suspeito, descreveu o local como “um cenário de terror”.

O companheiro da vítima, João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi preso em flagrante. A ocorrência foi inicialmente conduzida pela Delegacia de Homicídios, mas o inquérito foi posteriormente encaminhado à Delegacia da Mulher de Maringá, responsável pela continuidade das investigações.

Segundo o delegado, Romeiro havia ido a Maringá na noite de sábado (5) para visitar o filho de 8 meses que tinha com Gassi. O casal estava separado, mas, de acordo com a investigação, o homem tentava retomar o relacionamento.

A polícia trabalha com a informação de que houve um desentendimento durante a visita. Na sequência, conforme a versão apresentada pelo delegado, Gassi teria sido atacada com uma arma branca dentro do apartamento.

Os investigadores apuram ainda o que aconteceu imediatamente depois do crime. De acordo com as informações iniciais reunidas pela polícia, o bebê do casal teria sido colocado para dormir antes de o suspeito deixar o imóvel.

Após sair do apartamento, Romeiro teria seguido para Mandaguari, município próximo a Maringá, onde vivem familiares de sua mãe.

O delegado afirmou que o suspeito teria relatado o ocorrido a pessoas próximas. Uma delas foi ouvida pela polícia e declarou, segundo Garcia, que Romeiro havia confessado o crime.

A Polícia Militar encontrou o suspeito na residência da mãe, em Mandaguari. Ele apresentava ferimentos provocados por arma branca e foi encaminhado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanecia sob escolta policial.

O filho de Gassi e Romeiro, de apenas 8 meses, estava no apartamento quando a médica foi encontrada. A polícia apura toda a sequência dos acontecimentos e busca esclarecer em que momento a criança foi colocada para dormir.

O telefone celular de Romeiro também foi apreendido e deverá passar por análise. Os investigadores pretendem extrair os dados do aparelho em busca de mensagens, registros de chamadas e outros elementos que possam contribuir para a reconstrução dos fatos.

Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, município vizinho a Maringá.

A investigação segue oficialmente como feminicídio. A Delegacia da Mulher deverá reunir depoimentos, laudos periciais e dados obtidos no celular do suspeito para esclarecer a motivação e a dinâmica do crime.

A defesa de João Vitor Domingues Romeiro informou que está analisando o caso e que deverá se manifestar posteriormente

Fonte: Brasil 247 com informações do UOL

Comício de Flávio Bolsonaro no 7 de Setembro encolhe e frustra expectativa de mobilização da campanha

 O presidenciável Flávio Bolsonaro não conseguiu reunir nem 30% do público esperado na Avenida Paulista

      Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução

A menos de 30 dias do primeiro turno das eleições, o ato do Dia da Independência promovido por Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, registrou uma adesão significativamente abaixo das projeções de seus organizadores em São Paulo. O comício, realizado na Avenida Paulista na segunda-feira (7), reuniu cerca de 28,5 mil pessoas no seu momento de maior concentração de público, frustrando a expectativa da campanha do parlamentar, que esperava mobilizar cerca de 100 mil apoiadores na ocasião.

Cleitinho lidera 1º turno em Minas e empata com Patrus no 2º, diz Real Time Big Data

 Senador do Republicanos tem 31% no primeiro turno; em simulações diretas, vence Kalil e Simões e fica tecnicamente empatado com o petista

                         Cleitinho Azevedo - Crédito: Ton Molina/Agência Senado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera a disputa pelo governo de Minas Gerais no primeiro turno e aparece competitivo em todos os cenários de segundo turno testados pelo instituto Real Time Big Data. O levantamento aponta que ele venceria Alexandre Kalil (PDT) e Mateus Simões (PSD) em disputas diretas, mas ficaria em empate técnico com Patrus Ananias (PT).

A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (8), ouviu 2.000 eleitores mineiros entre os dias 3 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

No cenário estimulado de primeiro turno, Cleitinho aparece na frente, com 31% das intenções de voto. Patrus Ananias ocupa a segunda posição, com 17%. A diferença entre os dois é de 14 pontos percentuais, acima da margem de erro.

Em seguida, aparecem Alexandre Kalil, com 12%, e o atual governador de Minas Gerais, Mateus Simões, com 11%. Os dois estão tecnicamente empatados. O ex-vereador Gabriel (MDB) registra 8%, seguido por Flávio Roscoe (PL), com 7%. Ben Mendes (Missão) soma 2%, enquanto Indira Xavier (UP) marca 1%. Outros candidatos somados também chegam a 1%.

Os votos brancos e nulos representam 5% no primeiro turno, mesmo percentual dos eleitores que não souberam ou não responderam.

Nas simulações de segundo turno, Cleitinho tem seu melhor desempenho contra Alexandre Kalil. O senador registra 44% das intenções de voto, contra 37% do ex-prefeito de Belo Horizonte. Brancos e nulos somam 12%, enquanto 7% não souberam ou não responderam.

Contra Patrus Ananias, porém, o cenário é de empate técnico. Cleitinho aparece numericamente à frente, com 43%, enquanto o deputado federal petista marca 41%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão em situação de igualdade estatística. Nesse confronto, 10% declaram voto branco ou nulo e 6% não souberam ou não responderam.

Na disputa direta com Mateus Simões, Cleitinho também lidera. O senador alcança 43% das intenções de voto, contra 35% do atual governador. Os votos brancos e nulos chegam a 11%, mesmo percentual dos eleitores indecisos ou que não responderam.

O levantamento também testou confrontos sem a presença de Cleitinho. Em uma eventual disputa entre Mateus Simões e Alexandre Kalil, o atual governador aparece com 37%, contra 34% do candidato do PDT. Pela margem de erro, o resultado configura empate técnico. Brancos e nulos somam 13%, e 16% não souberam ou não responderam.

Em outro cenário, Kalil e Patrus também aparecem tecnicamente empatados. O ex-prefeito registra 39% das intenções de voto, enquanto o petista marca 38%. Os votos brancos e nulos são 12%, e 11% dos entrevistados não responderam.

A última simulação mostra empate numérico entre Mateus Simões e Patrus Ananias. Cada um aparece com 35% das intenções de voto. Nesse caso, brancos e nulos representam 12%, enquanto os indecisos ou os que não responderam somam 18%.

Os números indicam que Cleitinho começa a corrida estadual em posição de vantagem no primeiro turno, mas também mostram um quadro mais apertado em eventual disputa direta com Patrus Ananias, principal nome do campo progressista no levantamento. Já Kalil e Mateus Simões aparecem embolados tanto no primeiro turno quanto nos cenários de confronto direto.

O Real Time Big Data informou que a pesquisa foi contratada pelo próprio instituto e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MG-00998/2026.

Fonte: Brasil 247

Entenda os motivos apontados por André Mendonça para afastar o chefe da Polícia Federal

 Ministro do STF aponta monitoramento ilícito, análises de decisões judiciais e vazamentos para afastar diretor da corporação

André Mendonça - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Rosinei Coutinho/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, com base em uma série de “inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes” atribuídas ao cúpula da corporação, segundo consta na Petição 16.662. A decisão atende parcialmente a requerimentos do Partido Novo. A sigla partidária ingressou no tribunal após a revelação da Informação de Polícia Judiciária, que identificou citações nominais ao diretor-geral em trocas de mensagens encontradas no telefone celular do empresário Daniel Bueno Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Diante desses elementos, o partido chegou a pleitear a prisão preventiva de Andrei Rodrigues por suposto embaraço a investigações contra organização criminosa, corrupção passiva e advocacia administrativa.

“Quem vai afastar André Mendonça?”, questiona Glauber Braga

 Deputado diz que o ministro do STF “blinda” Flávio Bolsonaro e Nikolas Ferreira

Glauber Braga - Crédito: Kayo Magalhães/Agência Câmara

 O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) criticou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar cautelarmente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e cobrou punição e controle sobre a atuação do próprio magistrado na Corte. Reagindo à medida liminar proferida no âmbito do STF, o parlamentar questionou a imparcialidade do ministro na condução de processos sensíveis envolvendo figuras políticas ligadas à oposição e à extrema-direita.

“O André Mendonça acaba de determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal. E quem é que vai determinar o afastamento de André Mendonça, que continua blindando Nikolas Ferreira e o senhor Flávio Bolsonaro?”, declarou Glauber Braga em vídeo veiculado em suas plataformas oficiais.


Ao afastar o diretor da PF, Mendonça atropela ministro da Justiça e escancara operação para eleger Flávio Bolsonaro


O ministro André Mendonça e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Foto: Reprodução


Por Paulo Henrique Arantes

Empunhando a espada evangélica que esgrima para eleger Flávio Bolsonaro, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, declara guerra aberta não só ao Governo Federal, mas a todos que prezam pela apuração desenviesada do caso Master. Ao atender à provocação do Novo e determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao mesmo tempo que senta em cima das denúncias que envolvem Flávio, Mendonça deixa claro: há uma operação judicial em andamento para colocar o primogênito de Jair no Palácio do Planalto, soltar o ex-presidente condenado e preso, ajoelhar-se diante de Donald Trump e lançar o Brasil em uma nova quadra de obscuridade.

“A princípio, André Mendonça não poderia afastar Andrei Rodrigues, a menos que o chefe da Polícia Federal fosse réu por alguma improbidade grave ou crime, com pena superior a quatro anos. O ministro Mendonça passou por cima do ministro da Justiça (Wellington Lima e Silva), como se este não existisse. Partiu para o tudo ou nada”, avaliou à coluna o advogado Roberto Tardelli, ex-procurador de Justiça.

Segunda Turma do STF forma maioria para afastar diretor-geral da Polícia Federal

 Acompanhando o voto do relator André Mendonça, os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux consolidam placar de 3 a 0 contra Andrei Rodrigues

Kassio Nunes Marques e André Mendonça - Crédito: Gustavo Moreno/STF | Rosinei Coutinho/STF

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, por 3 votos a 0, para manter o afastamento preventivo de Andrei Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).

O resultado do julgamento no plenário virtual foi consolidado após os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparem seus votos. Ambos acompanharam integralmente a posição do ministro André Mendonça, autor e relator da decisão inicial que determinou a saída temporária do chefe da corporação.

A análise da medida foi interrompida após o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, fazer um pedido de vista para obter mais tempo de exame sobre o caso. Com o pedido de vista, a sessão remota no plenário virtual fica suspensa, e o magistrado dispõe do prazo regimental de até 90 dias para devolver o processo ao referendo dos integrantes da Segunda Turma.

AGU avalia que Mendonça invadiu competência de Lula e prepara reação após interferência na PF

 Advocacia-Geral da União prepara recurso contra decisão que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal

                              André Mendonça - Crédito: Carlos Moura/STF

 A Advocacia-Geral da União prepara uma reação jurídica contra a decisão monocrática do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. O principal argumento da AGU será o de que a medida invade uma competência privativa do presidente da República. A informação foi publicada nesta terça-feira (8) pelo blog da jornalista Andréia Sadi, no G1.

Segundo interlocutores, a AGU sustentará que cabe exclusivamente ao chefe do Executivo nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, razão pela qual a decisão de Mendonça seria questionável do ponto de vista institucional.

Quem assume o comando da PF após o afastamento de Andrei Rodrigues

 Diretor-executivo William Marcel Murad é o substituto imediato no comando da Polícia Federal após decisão do STF

                William Marcel Murad  -  Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

Com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo do delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), o comando da corporação passa a ser exercido pelo atual diretor-executivo do órgão, o delegado William Marcel Murad. Pela estrutura hierárquica e regimental da instituição, a Diretoria-Executiva ocupa o segundo posto na hierarquia central da Polícia Federal, sendo o substituto imediato do diretor-geral em seus impedimentos legais, licenças e afastamentos cautelares.

O afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, foi ordenado no âmbito da Petição 16.662. Mendonça justificou a medida como necessária para cessar uma prática ilícita de “monitoramento e coleta dirigida” promovida pela estrutura de inteligência da corporação contra o próprio relator no STF e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de impedir interferências indevidas na colheita de provas e nas investigações em andamento.

Gilmar Mendes pede vista e adia análise de afastamento de Andrei Rodrigues da PF

 Mendonça determinou nesta terça-feira o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Gilmar Mendes - Crédito: Luiz Silveira/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (8) vistas no processo que analisa a decisão do ministro André Mendonça, proferida mais cedo nesta mesma data, de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Andrei Rodrigues foi afastado preventivamente do cargo, e a manutenção da medida foi submetida por Mendonça à análise da Segunda Turma do STF.

Na decisão, Mendonça pediu a convocação ao presidente do STF, Edson Fachin, de “sessão virtual extraordinária, a realizar-se na presente data, com início às 10h00 e término às 23h59”.

Fonte: Brasil 247

Lula deve recorrer ao plenário do STF após afastamento de Andrei Rodrigues da PF, diz Marco Aurélio de Carvalho

 Advogado afirma que presidente também pode convocar Conselho da República diante da crise institucional, intensificada após a decisão de André Mendonça

        Marco Aurélio de Carvalho   -  Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

O governo Lula deve levar ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, antes de cumpri-la, segundo afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. A declaração foi dada à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Amigo e conselheiro próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio disse que a reação ao despacho de Mendonça deve ocorrer “dada a gravidade da medida”.

O advogado, que também coordena o grupo Prerrogativas, defendeu que Lula trate o caso como uma crise institucional de alta gravidade. Para ele, o presidente “deve se reunir com urgência com o ministro Edson Fachin, presidente do STF. É a própria democracia que está em jogo”.

Marco Aurélio também sugeriu que Lula convoque o Conselho da República, órgão de consulta e aconselhamento da Presidência, para discutir o impacto da crise no funcionamento das instituições e no processo eleitoral.

“Eleições, em toda e qualquer Democracia, devem ser disputadas no voto. Não podemos permitir que funções públicas sejam novamente capturadas por interesses políticos e eleitorais”, afirmou.

VÍDEO: Augusto Cury faz aceno ao bolsonarismo e diz que golpistas do 8/1 foram injustiçados


                 Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência. Foto: Reprodução

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou nesta segunda-feira (7), em sabatina à CNN, que as condenações pelos atos terroristas de 8 de Janeiro foram “exageradas” em diversos casos. No aceno aos bolsonaristas, ele disse que pessoas que tiveram intenção de golpe devem receber punição, mas questionou o tamanho de algumas penas.

Cury sustentou que não houve um golpe “materializado” porque, na avaliação dele, as Forças Armadas não aderiram aos golpistas. “Golpe você tem quando tem a materialização das Forças Armadas com os golpistas, mas isso não houve”, declarou.

O candidato comparou condenações por depredação de patrimônio público a penas aplicadas em crimes de homicídio. Para ele, algumas sentenças relacionadas ao 8 de Janeiro foram mais duras do que as impostas a assassinos.

Como exemplo, Cury citou o caso de um homem que, segundo ele, fez um Pix de R$ 500, não participou dos atos e recebeu pena de 14 anos. A afirmação integrou a crítica do candidato à dosimetria das condenações.

Lula vence Flávio Bolsonaro nos dois turnos em MG, diz AtlasIntel


     Presidente Lula. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa presidencial em Minas Gerais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), aponta pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (08). O levantamento testou cenários de primeiro e segundo turnos para as eleições de 2026 no estado que historicamente acompanha o vencedor geral do pleito.

No primeiro turno, Lula soma 44,3% das intenções de voto entre os eleitores mineiros, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35,4%. A diferença entre os dois é de 8,9 pontos percentuais.

Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 8,9%, seguido por Renan Santos (Missão), com 6,2%. O ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) tem 1,9%, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), marca 1,4%.

Samara (UP) alcança 0,6%, e Edmilson Costa (PCB), 0,1%. Brancos e nulos somam 0,7%, enquanto 0,4% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

VÍDEO: Com zoom indiscreto, post antigo de Júlia Zanatta viraliza na web


         Júlia Zanatta e uma publicação sua de 2014. Foto: reprodução

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) viralizou nas redes sociais após usuários resgatarem uma publicação feita por ela em 2014, antes da carreira política. O vídeo, gravado em uma balada em Ibiza, na Espanha, mostra a câmera sendo direcionada, de forma prolongada, para as nádegas de uma mulher.

A publicação estava perdida entre mais de 4,6 mil posts no perfil de Zanatta no Instagram, mas começou a circular novamente nas últimas horas. O conteúdo ganhou repercussão principalmente pelo contraste apontado por internautas entre o vídeo antigo e o discurso obscurantista adotado posteriormente pela deputada.

Inicialmente, alguns usuários chegaram a acreditar que a mulher dançando no registro seria a própria parlamentar. A interpretação mais repetida nos comentários, porém, é a de que Zanatta estava filmando outra pessoa durante a festa.

“Se Flávio Bolsonaro for eleito, Vorcaro não fica na cadeia”, diz Haddad

 “Eles vão combinar o que fazer com os R$ 40 bilhões que estão fora do Brasil”, diz o candidato ao governo de São Paulo

       Fernando Haddad - Crédito: Diogo Zacarias / Divulgação

Fernando Haddad (PT) elevou o tom contra Flávio Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (8) e acusou o senador de tentar desviar o debate eleitoral do Caso Master, escândalo financeiro que, segundo o petista, tem relação direta com o governo Jair Bolsonaro e com aliados do ex-presidente.

Em entrevista à rádio Nova Brasil FM, Haddad afirmou que o Banco Master financiou campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas, e disse que a liquidação da instituição e a prisão de Daniel Vorcaro ocorreram durante o governo Lula, por ação da Polícia Federal.

“O Banco Master financiou a campanha do Jair Bolsonaro e do Tarcísio de Freitas, não foi a minha e nem a do presidente Lula. Financiou as campanhas de quem ele tinha vínculos. Quem liquidou o Banco Master foi o governo Lula. Quem prendeu o Daniel Vorcaro foi a Polícia Federal do governo Lula”, afirmou Haddad.

Mendonça cita “inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes” de Andrei Rodrigues na PF

 Afastamento preventivo do diretor-geral e do chefe de inteligência busca resguardar investigações e impedir interferências indevidas, alega o ministro do STF

Ministro do STF, André Mendonça, e diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, devem se reunir após divergências sobre o andamento das investigações de fraudes no INSS
Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Andressa Anholete/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, delegado Leandro Almada da Costa, apontando a existência de “inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes” na conduta do comando da PF.

A decisão cautelar impõe ainda a abertura imediata de inquérito criminal e procedimento administrativo-disciplinar pela Corregedoria da Polícia Federal, além da paralisação total da confecção de relatórios de inteligência voltados a monitorar a atividade de magistrados, advogados públicos e policiais.

Lula lidera no 1º turno, mas há empate no 2º e Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez numericamente à frente

 Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula com 39% contra 35% de Flávio no primeiro turno; no segundo, o senador marca 46% e o presidente, 45%

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR | Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial no primeiro turno, com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 35%. Em um eventual segundo turno, porém, o candidato do PL alcança 46% e aparece pela primeira vez numericamente à frente do petista, que tem 45%, segundo a 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus.

Divulgado nesta terça-feira (8), o levantamento aponta empate técnico no confronto direto, porque a diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone, entre 4 e 7 de setembro, em todas as 27 unidades da Federação.

André Mendonça determina afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de inteligência da PF

 Ministro do STF aponta necessidade de proteger investigações e cita uso indevido do aparato policial contra integrantes da Corte e servidores público

André Mendonça e Andrei Rodrigues  - Crédito: Victor Piemonte/STF | José Cruz/Agência Brasil

Em uma decisão que aprofunda a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). O magistrado justificou a medida cautelar como um passo necessário para garantir que os ministros da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os próprios servidores da PF possam exercer suas atribuições constitucionais sem sofrer constrangimentos ilegais.

Fundo ligado a Eduardo Bolsonaro recebeu US$ 12,3 milhões em 7 pagamentos de Vorcaro, diz delator


               Arte de divulgação do filme “Dark Horse” e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

O operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, confirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter realizado sete transferências ao fundo Havengate, que somaram US$ 12,3 milhões — cerca de R$ 69 milhões no câmbio da época. Os pagamentos ocorreram em 2025, a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro, segundo o relato incluído em seu acordo de colaboração premiada.

O Havengate tem sede nos Estados Unidos e é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O fundo teria sido usado para financiar “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro e sua campanha presidencial de 2018.

A defesa de Mineiro tem reunião marcada para esta terça-feira (8), às 14h, no gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A etapa examina a voluntariedade, a regularidade e a legalidade da colaboração antes de uma possível homologação pelo ministro.

As sete parcelas destinadas ao Havengate foram pagas entre fevereiro e setembro de 2025. O último repasse, de US$ 1,66 milhão, equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões naquele período, havia sido revelado pela revista piauí.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Apucarana celebra 204 anos da Independência do Brasil com participação de milhares de pessoas

Desfile Cívico na área reuniu mais de 90 instituições e mobilizou forças de segurança, rede de ensino e entidades da sociedade


O frio e o vento intensos não foram capazes de intimidar o espírito cívico de milhares de apucaranenses e visitantes da região que compareceram à Avenida Curitiba, em Apucarana, para prestigiar o Desfile Cívico de 7 de Setembro. Organizado pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o evento reuniu mais de 90 instituições, entre forças de segurança, entidades da sociedade civil, escolas, CMEIs, clubes, organizações religiosas e grupos culturais.

A programação, na Praça Rui Barbosa, teve início com o hasteamento das bandeiras do Brasil, do Paraná e de Apucarana, seguido pela revista da tropa realizada pelo prefeito Rodolfo Mota, ao lado do comandante do 30º Batalhão de Infantaria Mecanizado (30º BIMec), tenente-coronel Ubiratan Athayde Marcondes Filho, do comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar do Paraná (10º BPM), major Alessandro Ribeiro da Costa, e do comandante do 11º Batalhão de Bombeiro Militar do Paraná (11º BBM), tenente-coronel Leandro José Callegari.

No 7 de Setembro, Lula faz defesa da soberania nacional e critica ‘falsos patriotas’

 Em mensagem pelo Dia da Independência, presidente cita Pix, terras raras, indústria e saúde e afirma que decisões do país pertencem aos brasileiros

Presidente Lula durante Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, Esplanada dos Ministérios, Brasília
Crédito: Ricardo Stuckert


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou as comemorações da Independência, nesta segunda-feira (7), para fazer uma ampla defesa da soberania nacional e associá-la às políticas de seu governo nas áreas de saúde, educação, combate à fome, tecnologia, minerais críticos, comércio exterior, segurança, meio ambiente, defesa e energia.

Em postagem nas redes sociais, Lula afirmou que o país tomou uma decisão política de preservar sua autonomia diante de interesses externos. “O Brasil escolheu ser soberano”, escreveu o presidente.

A mensagem relaciona o conceito de soberania não apenas à independência política do país, mas também à capacidade de produzir medicamentos, alimentos, conhecimento, tecnologia, energia e equipamentos de defesa, além de controlar infraestruturas estratégicas, como o Pix.

Ao final da publicação, Lula elevou o tom político e criticou setores que, segundo ele, apresentam-se como defensores do país, mas trabalham em favor de interesses externos. “Há os que jogam contra. Se travestem de patriotas mas militam por interesses estrangeiros”, afirmou.

Moraes se declara impedido de votar em recurso de Bolsonaro

 Cármen Lúcia votou contra pedido de liberdade apresentado por terceiro que não integra a defesa do ex-mandatário

Alexandre de Moraes - Crédito: Gustavo Moreno/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se impedido de votar no julgamento de um recurso relacionado a um habeas corpus que busca a liberdade do ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL). A ação foi apresentada por uma pessoa que não integra a equipe de advogados do ex-presidente.

Segundo o UOL, a ministra Cármen Lúcia votou contra o recurso ao considerar, entre outros pontos, que a própria defesa de Bolsonaro não reconheceu o habeas corpus. O pedido foi protocolado por Claudio Leme Cavalheiro, que não faz parte da equipe jurídica do ex-mandatário.

O autor sustenta que Bolsonaro estaria submetido a constrangimento ilegal no processo. Alega ainda que, independentemente da admissibilidade de uma ação constitucional apresentada por terceiro, o STF deveria reconhecer a existência de “coação ilegal à liberdade” do ex-presidente.

Quando Bolsonaro transformou o 7 de Setembro em data de ameaças e golpismo; relembre

 Como o Dia da Independência do Brasil foi convertido em palanque eleitoral e atos contra o STF

             Jair Bolsonaro  -  Crédito: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

As comemorações do Dia da Independência do Brasil passaram por uma transformação estrutural e inédita na história republicana recente durante a gestão de Jair Bolsonaro (2019–2022). O que tradicionalmente se caracterizava como desfiles cívico-militares de Estado — marcados pela neutralidade partidária e pelo alinhamento institucional entre os Poderes — foi gradualmente convertido em palanque de mobilização político-eleitoral, arena de demonstração de força militar e palco para retórica de confronto direcionada ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Congresso Nacional.

A ressignificação da data nacional desdobrou-se ao longo de quatro fases distintas, articulando o simbolismo da Pátria com estratégias de enquadramento da opinião pública, questionamento da lisura do sistema eleitoral e engajamento da base aliada. As repercussões desse uso político extrapolaram o debate público e converteram-se em peças centrais de Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e de acusações criminais por tentativa de golpe de Estado na Justiça Comum.