quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Preso por matar 2 colegas, médico bolsonarista já foi acusado de espancar sobrinha


Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, preso por matar dois outros médicos. Foto: reprodução

O médico bolsonarista preso por matar dois colegas em Barueri, na Grande São Paulo, já tinha passagens por violência doméstica e agrediu uma sobrinha a socos e chutes em maio de 2024, durante um encontro familiar no Guarujá. Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, 44 anos, atacou a sobrinha, então com 26 anos, após ela tentar impedi-lo de agredir seu próprio filho. A vítima morava com o tio na época.

Carlos Alberto está preso desde a última sexta (16) por matar os médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes e Vinicius dos Santos Oliveira a tiros após discussão em um restaurante. A investigação apura se o crime foi motivado por disputas contratuais, já que ele e Luís Roberto eram donos de empresas que prestam serviços hospitalares. A ex-mulher do médico também obteve medida protetiva contra ele após ameaças de morte.

O caso da agressão à sobrinha foi arquivado pelo Ministério Público em novembro de 2024, pois os envolvidos não realizaram exame de corpo de delito, apesar das fotos de hematomas apresentadas. A promotora Juliana Haddad afirmou que as “versões controversas” e a ausência de provas não permitiam o oferecimento de denúncia. Carlos Alberto alegou ter revidado após ser atingido por uma garrafa.

Fonte: DCM

Pesquisa Atlas confirma Lula na liderança, perto de vencer no 1º turno

 

Lula, presidente do Brasil, líder da pesquisa em todos os cenários da pesquisa Atlas para a reeleição. Foto: Ricardo Stuckert
A primeira pesquisa eleitoral para a disputa presidencial de 2026, divulgada nesta quarta-feira (21), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança de todos os cenários testados. O levantamento foi realizado pelo instituto AtlasIntel, em parceria com o Grupo “A Tarde”, e mede a intenção de voto para o Palácio do Planalto.

No cenário mais amplo, que inclui Lula, Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, o presidente aparece com 48,4% das intenções de voto. Flávio soma 28%, enquanto Tarcísio registra 11%, mantendo Lula com vantagem confortável na simulação.

Em outra projeção, sem Tarcísio, Lula tem 48% e Flávio Bolsonaro chega a 35%. Os demais nomes aparecem com percentuais menores, entre eles Ronaldo Caiado, Renan Santos, Ratinho Jr., Romeu Zema e Aldo Rebelo. Brancos, nulos e indecisos somam pouco mais de 1,9% das respostas.


Quando Tarcísio substitui Flávio Bolsonaro no cenário, a vantagem do presidente aumenta. Lula marca 48,5%, enquanto o governador paulista fica com 28,4%. Os demais candidatos seguem com percentuais abaixo de 6%, segundo a pesquisa.

A Atlas também simulou um cenário com Michelle Bolsonaro. Nesse recorte, Lula aparece com 48,2% das intenções de voto, enquanto Michelle soma 30,9%. Ronaldo Caiado surge em seguida, com 11,3%, e os demais nomes ficam abaixo de 4%.

Em uma simulação sem integrantes da família Bolsonaro e sem Tarcísio, Lula lidera de forma isolada, com 48%. Na sequência aparecem Caiado, Zema, Ratinho Jr., Renan Santos e Aldo Rebelo. Nesse cenário, votos brancos, nulos e indecisos alcançam pouco mais de 10%.

A pesquisa também testou um cenário repetindo os principais nomes da eleição de 2022. Lula lidera com 46,4%, seguido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que aparece com 43,4%. Ciro Gomes e Simone Tebet completam a lista com percentuais menores. Bolsonaro está inelegível e cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe após as últimas eleições.

No levantamento sobre rejeição, Jair Bolsonaro aparece como o nome mais rejeitado, com 50%, seguido de Lula, com 49,7%. Flávio Bolsonaro ocupa a terceira posição nesse quesito. O menos rejeitado entre os nomes testados é o ministro da Fazenda Fernando Haddad, com 36,9%.

Em simulações de segundo turno, Lula também vence todos os adversários testados. As diferenças variam entre 4 e 25 pontos percentuais, com o presidente alcançando 49% em todos os cenários, independentemente do oponente.

A pesquisa Atlas/Intel ouviu 5.418 pessoas entre os dias 15 e 20 de janeiro. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02804/2026 e utilizou a metodologia de recrutamento digital aleatório.

Fonte: DCM

Banco Central decreta liquidação do Will Bank, banco digital do Master

A instituição estava sob regime de administração especial temporária desde novembro, quando foi liquidado o Banco Master

       Banco Central decreta liquidação do Will Bank, banco digital do Master (Foto: Divulgação)

 O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (21) decretar a liquidação extrajudicial do Will Bank, banco digital pertencente ao grupo Master. A instituição estava desde novembro sob regime de administração especial temporária, medida aplicada quando há indícios de problemas graves, mas ainda existe a possibilidade de recuperação ou venda do ativo. As informações são da Folha de São Paulo.

Segundo o BC, a decisão ocorre "em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A", liquidado em 18 de novembro.

A expectativa inicial do regulador era de que o Will Bank pudesse ser negociado com investidores interessados, o que levou o BC a preservar suas operações quando anunciou, em 18 de novembro, a liquidação do Banco Master. No entanto, as tratativas não avançaram e o prazo máximo de 120 dias do regime especial se aproximava do fim sem uma solução concreta.

A liquidação é adotada quando o Banco Central conclui que a situação de uma instituição financeira é considerada irreversível. Nesse cenário, todas as atividades são interrompidas e o banco é retirado oficialmente do Sistema Financeiro Nacional. Com a medida, também ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição.

Antes mesmo do anúncio oficial, a bandeira Mastercard já havia suspendido a aceitação de transações realizadas com cartões emitidos pelo Will Bank. A decisão ocorreu após operações feitas por clientes não terem sido devidamente liquidadas pelo banco junto aos participantes do arranjo de pagamentos. A iniciativa buscou evitar a ampliação do montante devido pelo Will Bank.

Além da suspensão, a Mastercard executou garantias relacionadas a dívidas do banco digital, passando a deter participações relevantes na varejista de móveis Westwing e no BRB (Banco de Brasília). Essas garantias estavam vinculadas às obrigações financeiras do Will Bank dentro do sistema de pagamentos.

No regime de administração especial temporária, as operações do banco são mantidas, embora seus dirigentes percam o mandato. Já na liquidação, o funcionamento é totalmente encerrado, com impactos diretos para clientes, credores e para o próprio sistema financeiro.

Fundado em 2017 e adquirido pelo grupo Master em 2024, o Will Bank fechou o primeiro semestre com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo acumulado de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido em torno de R$ 300 milhões, de acordo com dados do Banco Central. Em setembro, a instituição mantinha R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo e não possuía saldo em depósitos à vista, como contas correntes.

A frustração da venda do Will Bank tende a ampliar as perdas do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo deverá indenizar até R$ 250 mil por investidor, alcançando cerca de 800 mil pessoas físicas e jurídicas detentoras de CDBs e outros títulos garantidos emitidos pelo grupo Master. O valor total estimado é de R$ 40,6 bilhões, a maior indenização já realizada pelo FGC.

Paralelamente, a crise do grupo Master segue sob investigação policial. Na semana passada, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura o uso de fundos de investimento para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. Essa etapa teve como alvos endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do grupo, a familiares e a empresários, entre eles Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da gestora Reag, também liquidada pelo Banco Central e investigada por suspeitas de ligação com o crime organizado.

Na primeira fase da operação, em novembro, Daniel Vorcaro foi preso sob a acusação de liderar um esquema de criação de carteiras falsas de crédito, que teriam sido usadas para inflar o balanço do Banco Master antes de uma tentativa de venda ao BRB. Ele foi libertado menos de duas semanas depois, mas segue sendo monitorado por meio de tornozeleira eletrônica.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Moraes pede a SC dados sobre vagas para decidir sobre transferência de ex-chefe da PRF

Ministro do STF aguarda resposta de presídios antes de decidir sobre pedido da defesa de Silvinei Vasques, condenado por participação na trama golpista

Silvinei Vasques (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o sistema penitenciário de Santa Catarina informe se há vagas disponíveis para uma eventual transferência do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, atualmente preso em Brasília.

Segundo a coluna Brasília Hoje, da Folha de São Paulo, a medida foi adotada após a defesa do ex-dirigente solicitar que ele seja transferido para uma unidade prisional catarinense, pedido que ainda não foi apreciado de forma definitiva pelo relator.

☉ Pedido da defesa está sob análise do STF

Antes de tomar qualquer decisão, Alexandre de Moraes solicitou que as penitenciárias de Florianópolis e de São José se manifestem formalmente sobre a existência de vagas e a capacidade de receber o preso. A consulta faz parte da análise técnica e administrativa necessária para avaliar a viabilidade do pedido.

Além disso, o ministro também notificou a administração penitenciária do Distrito Federal para que informe “a viabilidade operacional de recambiamento do preso”, procedimento que envolve aspectos de segurança, logística e custódia.

☉ Condenação e prisão preventiva em Brasília

Silvinei Vasques está em prisão preventiva desde o fim de dezembro, quando foi localizado no Paraguai. De acordo com as investigações, ele seguia por uma rota de fuga com destino a El Salvador no momento em que foi detido.

O ex-diretor da PRF foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 24 anos e seis meses de prisão por participação na trama golpista apurada pela Corte. Desde então, permanece custodiado em Brasília, enquanto seus advogados buscam a transferência para Santa Catarina, estado com o qual mantém vínculos pessoais.

Fonte: Brasil 247 com informações da coluna Brasília Hoje, da Folha de S. Paulo

Lindbergh aciona AGU, TSE e STF contra Flávio Bolsonaro por vídeo com fake news sobre Lula

Representação cita vídeo editado que atribui frase falsa ao presidente Lula

Flávio Bolsonaro e Lindbergh Farias (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

O líder do PT na Câmara, deputado federal Lindbergh Farias (RJ), informou ter protocolado um pedido de providências contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontando a prática de desinformação estruturada, abuso da liberdade de expressão e propaganda política antecipada negativa. A iniciativa tem como foco a divulgação de um vídeo editado e descontextualizado que atribui falsamente ao presidente Lula a afirmação de que “pobre não nasceu para estudar”, além de imputações criminosas sem respaldo factual.

“A representação aponta a divulgação de vídeo editado e descontextualizado, atribuindo falsamente ao presidente Lula a afirmação de que ‘pobre não nasceu para estudar’, além de imputações criminosas sem qualquer respaldo factual”, escreveu Lindbergh na rede social X, antigo Twitter. Segundo o deputado, a representação foi encaminhada à Procuradoria Nacional da Defesa da Democracia da Advocacia-Geral da União (PNDD/AGU), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

☆ Pedido envolve AGU, TSE e STF

De acordo com o parlamentar, a conduta atribuída ao senador ultrapassa os limites da crítica política legítima e se enquadra em práticas típicas de fake news. Lindbergh sustenta que houve manipulação deliberada de conteúdo audiovisual, com elevado potencial de dano institucional e eleitoral, ao influenciar a formação da opinião pública por meio de narrativas falsas.

“A conduta ultrapassa os limites da liberdade de expressão no sentido da crítica política legítima e configura manipulação deliberada de conteúdo audiovisual, técnica típica de fake news, com alto potencial de dano institucional e eleitoral”, destacou o parlamentar.

☆ Acusação de vídeo editado e fala falsa

No pedido, o deputado argumenta que a gravidade da desinformação não é reduzida pelo fato de o conteúdo ter sido divulgado fora do período eleitoral. Segundo ele, o processo eleitoral se constrói de forma permanente e é continuamente impactado por informações falsas que circulam nas redes sociais ao longo do tempo.

☆ Desinformação e impacto eleitoral permanente

Lindbergh também ressalta que a eventual exclusão posterior da publicação não afasta a ilicitude, já que o vídeo segue sendo reproduzido em diversos perfis, produzindo efeitos duradouros. Além da atuação da AGU, o deputado solicitou a extração de cópias para o TSE, como medida preventiva de monitoramento e repressão desse tipo de prática no período eleitoral, e para o STF, para avaliação de eventual conexão com o Inquérito nº 4.781, que apura redes de fake news e milícias digitais.

 

Fonte: Brasil 247

Tarcísio recua e cancela encontro com Bolsonaro no presídio da Papuda

Governador de São Paulo alega agenda no estado e decisão ocorre em meio a pressões políticas no campo bolsonarista

Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cancelou a visita que faria na quinta-feira (22) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Papuda, em Brasília. O encontro estava previsto para ocorrer no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde Bolsonaro se encontra detido por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).Segundo reportagem do jornal O Globo, o comunicado oficial afirma que o cancelamento ocorreu por “cumprimento de compromissos” do governador em São Paulo. Uma nova data deverá ser solicitada, já que todas as visitas ao ex-presidente dependem de autorização do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

Apesar da justificativa formal, a mudança de planos ocorre em um cenário de pressão política sobre Tarcísio. Dentro da direita, o governador paulista passou a ser visto por aliados como um nome competitivo para disputar a Presidência da República contra o presidente Lula (PT). Esse movimento gerou desconfiança no núcleo bolsonarista, especialmente após Jair Bolsonaro estimular a candidatura do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como alternativa eleitoral.

Antes do cancelamento, Flávio Bolsonaro havia antecipado ao jornal O Globo quais seriam as mensagens do pai ao governador durante a visita. Segundo o senador: “Tarcísio vai ouvir da boca de Bolsonaro que está fazendo um grande trabalho como governador de São Paulo e que sua reeleição é fundamental para a estratégia nacional de derrotar o PT. Eleições presidenciais estão descartadas para ele”.

Diante das reações no bolsonarismo, Tarcísio tem reiterado publicamente, nas últimas semanas, que apoiará Flávio Bolsonaro. Além disso, o governador procurou ministros do STF para defender a possibilidade de prisão domiciliar para o ex-presidente. Aliados interpretam esse movimento como uma tentativa de manter um canal direto com a família Bolsonaro, que ainda exerce influência política, e preservar o vínculo com seu principal padrinho político em meio ao cenário criado pela prisão.

O pedido para a visita havia sido protocolado na segunda-feira pela defesa de Jair Bolsonaro, poucos dias após sua transferência para a unidade da Polícia Militar do Distrito Federal. Por decisão do Supremo, qualquer encontro com o ex-presidente depende de autorização expressa do relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

VÍDEO – Eduardo Leite é vaiado durante discurso em evento com Lula no RS


          O governador do RS, Eduardo Leite (PSD-RS), em evento com o presidente Lula. Reprodução

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), foi vaiado pelo público ao discursar em um evento oficial realizado nesta terça-feira (20), no município de Rio Grande. A cerimônia contou com a presença do presidente Lula (PT) e de outras autoridades.

Ao ser chamado ao palco, Leite foi recebido com vaias vindas principalmente da militância petista, maioria entre os presentes. Diante da reação, o governador questionou se aquela manifestação representava “o amor que venceu o medo”, expressão associada à campanha eleitoral de 2022.

Na sequência, afirmou que participava do evento para cumprir seu “dever institucional”. Segundo ele, as vaias poderiam contribuir para “incendiar ainda mais ódio, rancor e mágoa” em parte da população que não votou no atual presidente.

Durante praticamente todo o pronunciamento, o discurso do governador foi acompanhado por vaias do público presente.


No X, Eduardo Leite falou sobre um dos compromissos em que esteve com Lula nesta terça-feira (20) sem citar o inconveniente:

“Hoje demos um passo importante para garantir infraestrutura a um projeto histórico conquistado pelo RS! Participei da assinatura da concessão de uma área no Porto de Rio Grande para a implantação do terminal portuário da CMPC, um investimento de R$ 1,5 bilhão que integra o Projeto Natureza, responsável pelo maior investimento privado já viabilizado pelo nosso Estado: mais de R$ 27 bilhões com a nova fábrica de celulose em Barra do Ribeiro.

Esse projeto só se tornou realidade porque o Rio Grande do Sul fez a sua parte. Trabalhamos para criar um ambiente seguro, previsível e competitivo, com incentivos adequados, novo zoneamento da silvicultura e muita articulação com o governo federal para viabilizar esse ato, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em Rio Grande. É assim que o Estado atrai investimentos, gera oportunidades e constrói desenvolvimento de longo prazo.

Uma área que estava parada desde 2014 agora ganha novo uso, gerando mais de 2 mil empregos em Rio Grande e outros 6 mil em Barra do Ribeiro, além de milhares de postos diretos e indiretos ao longo de toda a cadeia produtiva. É emprego, renda e futuro para milhares de famílias gaúchas.

Também em Rio Grande, acompanhei no Estaleiro Rio Grande, da Ecovix, a assinatura de contratos que preveem a construção de cinco navios gaseiros encomendados pela Transpetro, subsidiária da Petrobras. Uma ação importante para retomada da nossa indústria naval.

Seguimos investindo também em infraestrutura, com dragagens, portos e hidrovias, para garantir competitividade e crescimento sustentável. O Rio Grande do Sul está no caminho certo: trabalhando com respeito, planejando com estratégia e transformando com visão de futuro os grandes projetos em realidade para a nossa gente”.

Fonte: DCM

Além de Gleisi, governo pode perder mais 20 ministros que disputarão as eleições

 

A ministra Gleisi Hoffmann e o presidente Lula (PT) em cerimônia no Palácio do Planalto. Foto: Pedro Ladeira

Além da saída já confirmada da ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, para disputar o Senado, o governo Lula (PT) deve passar por uma ampla debandada ministerial nos próximos meses, com ao menos outros 21 ministros deixando seus cargos até abril para concorrer às eleições de outubro.

A movimentação é tratada no Planalto como parte da estratégia eleitoral do PT e de aliados para fortalecer candidaturas nos estados e no Congresso.

Gleisi aceitou o pedido do presidente Lula para concorrer ao Senado pelo Paraná. A decisão foi tomada após reunião com o presidente na quarta-feira passada. Aliados relatam que Gleisi aceitou o desafio no mesmo dia e demonstrou entusiasmo com a candidatura.

Inicialmente, a ministra planejava deixar o cargo para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados, considerada uma disputa mais previsível. A mudança de rota ocorreu diante da avaliação do partido de que era necessário um nome forte para polarizar a eleição estadual.

“A estratégia do PT é colocar os melhores quadros para também fazer a disputa no Legislativo. O presidente sabe que, para polarizar a disputa no Paraná, é preciso ter um nome forte. Estamos todos em um time só. A Gleisi está entusiasmada”, afirmou o deputado Jilmar Tatto.

Efeito sobre adversários

No PT, a avaliação é que uma chapa formada pelo deputado estadual Requião Filho (PDT) ao governo do Paraná e Gleisi ao Senado torna a disputa mais competitiva. Dirigentes também avaliam que a composição ajuda a “ocupar” o governador Ratinho Júnior (PSD), citado como possível adversário de Lula no plano nacional.

O apoio petista à candidatura de Requião Filho foi anunciado no mês passado e integra uma estratégia para enfrentar o senador Sergio Moro (União), líder nas pesquisas, além do grupo político de Ratinho Júnior, que deve indicar um sucessor ao governo estadual.

A costura envolve ainda o presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri (PT), aliado de Gleisi. Ele chegou a ser cogitado para disputar o governo ou o Senado, mas deve concorrer à Câmara dos Deputados.

Outras saídas previstas no primeiro escalão

Além de Gleisi Hoffmann, o Planalto trabalha com a saída de diversos ministros que pretendem disputar cargos eletivos. Entre os principais movimentos em avaliação estão:

  • Rui Costa (Casa Civil), cotado para o Senado pela Bahia;
  • Sidônio Palmeira (Secom), que deve deixar o cargo para coordenar a campanha presidencial de Lula;
  • Fernando Haddad (Fazenda), que avalia disputar o Senado ou o governo de São Paulo;
  • Camilo Santana (Educação), cotado para o governo do Ceará;
  • Renan Filho (Transportes), possível candidato ao governo de Alagoas;
  • André Fufuca (Esporte), que avalia disputar o Senado ou o governo do Maranhão;
  • Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), que planeja concorrer ao Senado por Pernambuco;
  • Waldez Goés (Integração Nacional), possível candidato ao Senado pelo Amapá;
  • Simone Tebet (Planejamento), cotada para o Senado por São Paulo;
  • Marina Silva, mencionada como possível candidata ao Senado;
  • Jader Filho, que deve disputar vaga de deputado federal pelo Pará;
  • Carlos Fávaro, que pretende buscar a reeleição ao Senado por Mato Grosso;
  • Anielle Franco, que avalia candidatura a deputada federal pelo Rio de Janeiro;
  • Paulo Teixeira, que deve tentar a reeleição como deputado federal;
  • Marcio França, que avalia disputar cargo em São Paulo;
  • Alexandre Silveira, cotado para o Senado por Minas Gerais;
  • Macaé Evaristo, que pode concorrer a deputada estadual em Minas Gerais;
  • Sonia Guajajara, que deve tentar a reeleição como deputada federal;
  • Margareth Menezes, que avalia candidatura a deputada federal pela Bahia;
  • Geraldo Alckmin, que pode disputar a reeleição como vice-presidente ou outro cargo por São Paulo.

Quem deve permanecer no governo

Dois ministros que hoje ocupam cadeiras na Câmara já avisaram que não pretendem deixar o governo para disputar eleições: Guilherme Boulos, recém-empossado na Secretaria-Geral da Presidência, e Alexandre Padilha, que seguirá no comando do Ministério da Saúde.


Fonte: DCM

Brasil segue a tendência e reduz número de homicídios pelo 5° ano seguido

 

Campanha do Observatório de Favelas contra o alto número de homicídios. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O Brasil registrou em 2025 o quinto ano consecutivo de queda nas mortes violentas intencionais, consolidando uma tendência iniciada antes da pandemia de Covid-19.

De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública computados até terça-feira (20), foram 34.086 assassinatos no país, contra 38.374 em 2024, o que representa uma redução de 11%. Mesmo com a ausência dos dados de dezembro dos estados de São Paulo e Paraíba, o cenário geral aponta para um recuo expressivo da violência letal.

O balanço ainda é preliminar porque os números de dezembro desses dois estados não haviam sido inseridos no sistema federal até a publicação do levantamento.

Entre janeiro e novembro, São Paulo registrou média de 228 mortes violentas por mês, enquanto a Paraíba teve média de 79. Caso dezembro siga o mesmo padrão, cerca de 300 ocorrências adicionais entrariam na conta nacional. Ainda assim, a queda anual ficaria em torno de 10,4%, mantendo a trajetória de redução observada desde 2021.

Entram no cálculo das mortes violentas os homicídios dolosos, quando há intenção de matar, além de feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Os dados são enviados pelas secretarias estaduais de Segurança Pública ao governo federal, responsável pela consolidação e divulgação oficial.

Desde o pico histórico de 2017, quando o país superou a marca de 60 mil assassinatos, os números passaram por um processo de retração, interrompido apenas em 2020, primeiro ano da pandemia.

Para Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getúlio Vargas e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mudanças na dinâmica do crime organizado tiveram papel relevante.

“Foi um ano em que o crime organizado esteve, digamos assim, mais tranquilo em termos de briga do que anteriormente. Tem políticas públicas também. Estamos perto da eleição e algumas ações na segurança são tomadas. São todos fatores que podem explicar”, afirmou ao G1.

Fila de corpos na Penha após megaoperação no Rio. Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress
Na mesma linha, Silvia Ramos, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, destaca que a diminuição de disputas territoriais entre facções contribui diretamente para a redução dos assassinatos. “Como regra geral, quedas de mortes intencionais são resultantes de arranjos de facções, milícias e grupos armados”, disse.

A redução foi observada em todas as regiões do país. O Sul liderou a queda proporcional, com recuo de 22%, seguido pelo Centro-Oeste, com 18%, Norte, com 11%, Nordeste, com 10%, e Sudeste, com 8%.

Entre os estados, Mato Grosso do Sul teve a maior redução, de 28%, enquanto Paraná e Rio Grande do Sul registraram queda de 24% cada. Por outro lado, Tocantins, Rio Grande do Norte e Roraima apresentaram aumento nas mortes violentas.

Apesar do avanço no controle dos homicídios, 2025 terminou com um dado alarmante: o recorde de feminicídios. Foram 1.470 casos registrados ao longo do ano, superando os 1.464 de 2024. A média foi de ao menos quatro mulheres assassinadas por dia.

Criada em 2015, a tipificação do feminicídio teve crescimento de 316% em dez anos. Em 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que elevou a pena para esse crime, que agora pode variar de 20 a 40 anos de prisão.

Fonte: DCM