terça-feira, 8 de setembro de 2026

AGU avalia que Mendonça invadiu competência de Lula e prepara reação após interferência na PF

 Advocacia-Geral da União prepara recurso contra decisão que afastou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal

                              André Mendonça - Crédito: Carlos Moura/STF

 A Advocacia-Geral da União prepara uma reação jurídica contra a decisão monocrática do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. O principal argumento da AGU será o de que a medida invade uma competência privativa do presidente da República. A informação foi publicada nesta terça-feira (8) pelo blog da jornalista Andréia Sadi, no G1.

Segundo interlocutores, a AGU sustentará que cabe exclusivamente ao chefe do Executivo nomear e exonerar o diretor-geral da Polícia Federal, razão pela qual a decisão de Mendonça seria questionável do ponto de vista institucional.

Quem assume o comando da PF após o afastamento de Andrei Rodrigues

 Diretor-executivo William Marcel Murad é o substituto imediato no comando da Polícia Federal após decisão do STF

                William Marcel Murad  -  Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

Com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o afastamento preventivo do delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), o comando da corporação passa a ser exercido pelo atual diretor-executivo do órgão, o delegado William Marcel Murad. Pela estrutura hierárquica e regimental da instituição, a Diretoria-Executiva ocupa o segundo posto na hierarquia central da Polícia Federal, sendo o substituto imediato do diretor-geral em seus impedimentos legais, licenças e afastamentos cautelares.

O afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, foi ordenado no âmbito da Petição 16.662. Mendonça justificou a medida como necessária para cessar uma prática ilícita de “monitoramento e coleta dirigida” promovida pela estrutura de inteligência da corporação contra o próprio relator no STF e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de impedir interferências indevidas na colheita de provas e nas investigações em andamento.

Gilmar Mendes pede vista e adia análise de afastamento de Andrei Rodrigues da PF

 Mendonça determinou nesta terça-feira o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

Gilmar Mendes - Crédito: Luiz Silveira/STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (8) vistas no processo que analisa a decisão do ministro André Mendonça, proferida mais cedo nesta mesma data, de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Andrei Rodrigues foi afastado preventivamente do cargo, e a manutenção da medida foi submetida por Mendonça à análise da Segunda Turma do STF.

Na decisão, Mendonça pediu a convocação ao presidente do STF, Edson Fachin, de “sessão virtual extraordinária, a realizar-se na presente data, com início às 10h00 e término às 23h59”.

Fonte: Brasil 247

Lula deve recorrer ao plenário do STF após afastamento de Andrei Rodrigues da PF, diz Marco Aurélio de Carvalho

 Advogado afirma que presidente também pode convocar Conselho da República diante da crise institucional, intensificada após a decisão de André Mendonça

        Marco Aurélio de Carvalho   -  Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

O governo Lula deve levar ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) a decisão do ministro André Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, antes de cumpri-la, segundo afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo. A declaração foi dada à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Amigo e conselheiro próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio disse que a reação ao despacho de Mendonça deve ocorrer “dada a gravidade da medida”.

O advogado, que também coordena o grupo Prerrogativas, defendeu que Lula trate o caso como uma crise institucional de alta gravidade. Para ele, o presidente “deve se reunir com urgência com o ministro Edson Fachin, presidente do STF. É a própria democracia que está em jogo”.

Marco Aurélio também sugeriu que Lula convoque o Conselho da República, órgão de consulta e aconselhamento da Presidência, para discutir o impacto da crise no funcionamento das instituições e no processo eleitoral.

“Eleições, em toda e qualquer Democracia, devem ser disputadas no voto. Não podemos permitir que funções públicas sejam novamente capturadas por interesses políticos e eleitorais”, afirmou.

VÍDEO: Augusto Cury faz aceno ao bolsonarismo e diz que golpistas do 8/1 foram injustiçados


                 Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência. Foto: Reprodução

O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, afirmou nesta segunda-feira (7), em sabatina à CNN, que as condenações pelos atos terroristas de 8 de Janeiro foram “exageradas” em diversos casos. No aceno aos bolsonaristas, ele disse que pessoas que tiveram intenção de golpe devem receber punição, mas questionou o tamanho de algumas penas.

Cury sustentou que não houve um golpe “materializado” porque, na avaliação dele, as Forças Armadas não aderiram aos golpistas. “Golpe você tem quando tem a materialização das Forças Armadas com os golpistas, mas isso não houve”, declarou.

O candidato comparou condenações por depredação de patrimônio público a penas aplicadas em crimes de homicídio. Para ele, algumas sentenças relacionadas ao 8 de Janeiro foram mais duras do que as impostas a assassinos.

Como exemplo, Cury citou o caso de um homem que, segundo ele, fez um Pix de R$ 500, não participou dos atos e recebeu pena de 14 anos. A afirmação integrou a crítica do candidato à dosimetria das condenações.

Lula vence Flávio Bolsonaro nos dois turnos em MG, diz AtlasIntel


     Presidente Lula. Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa presidencial em Minas Gerais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), aponta pesquisa AtlasIntel divulgada nesta terça-feira (08). O levantamento testou cenários de primeiro e segundo turnos para as eleições de 2026 no estado que historicamente acompanha o vencedor geral do pleito.

No primeiro turno, Lula soma 44,3% das intenções de voto entre os eleitores mineiros, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35,4%. A diferença entre os dois é de 8,9 pontos percentuais.

Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro, com 8,9%, seguido por Renan Santos (Missão), com 6,2%. O ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo) tem 1,9%, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), marca 1,4%.

Samara (UP) alcança 0,6%, e Edmilson Costa (PCB), 0,1%. Brancos e nulos somam 0,7%, enquanto 0,4% dos entrevistados disseram não saber em quem votar.

VÍDEO: Com zoom indiscreto, post antigo de Júlia Zanatta viraliza na web


         Júlia Zanatta e uma publicação sua de 2014. Foto: reprodução

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) viralizou nas redes sociais após usuários resgatarem uma publicação feita por ela em 2014, antes da carreira política. O vídeo, gravado em uma balada em Ibiza, na Espanha, mostra a câmera sendo direcionada, de forma prolongada, para as nádegas de uma mulher.

A publicação estava perdida entre mais de 4,6 mil posts no perfil de Zanatta no Instagram, mas começou a circular novamente nas últimas horas. O conteúdo ganhou repercussão principalmente pelo contraste apontado por internautas entre o vídeo antigo e o discurso obscurantista adotado posteriormente pela deputada.

Inicialmente, alguns usuários chegaram a acreditar que a mulher dançando no registro seria a própria parlamentar. A interpretação mais repetida nos comentários, porém, é a de que Zanatta estava filmando outra pessoa durante a festa.

“Se Flávio Bolsonaro for eleito, Vorcaro não fica na cadeia”, diz Haddad

 “Eles vão combinar o que fazer com os R$ 40 bilhões que estão fora do Brasil”, diz o candidato ao governo de São Paulo

       Fernando Haddad - Crédito: Diogo Zacarias / Divulgação

Fernando Haddad (PT) elevou o tom contra Flávio Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (8) e acusou o senador de tentar desviar o debate eleitoral do Caso Master, escândalo financeiro que, segundo o petista, tem relação direta com o governo Jair Bolsonaro e com aliados do ex-presidente.

Em entrevista à rádio Nova Brasil FM, Haddad afirmou que o Banco Master financiou campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas, e disse que a liquidação da instituição e a prisão de Daniel Vorcaro ocorreram durante o governo Lula, por ação da Polícia Federal.

“O Banco Master financiou a campanha do Jair Bolsonaro e do Tarcísio de Freitas, não foi a minha e nem a do presidente Lula. Financiou as campanhas de quem ele tinha vínculos. Quem liquidou o Banco Master foi o governo Lula. Quem prendeu o Daniel Vorcaro foi a Polícia Federal do governo Lula”, afirmou Haddad.

Mendonça cita “inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes” de Andrei Rodrigues na PF

 Afastamento preventivo do diretor-geral e do chefe de inteligência busca resguardar investigações e impedir interferências indevidas, alega o ministro do STF

Ministro do STF, André Mendonça, e diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, devem se reunir após divergências sobre o andamento das investigações de fraudes no INSS
Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Andressa Anholete/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, delegado Leandro Almada da Costa, apontando a existência de “inadequações, disfuncionalidades, irregularidades e potenciais ilicitudes” na conduta do comando da PF.

A decisão cautelar impõe ainda a abertura imediata de inquérito criminal e procedimento administrativo-disciplinar pela Corregedoria da Polícia Federal, além da paralisação total da confecção de relatórios de inteligência voltados a monitorar a atividade de magistrados, advogados públicos e policiais.

Lula lidera no 1º turno, mas há empate no 2º e Flávio Bolsonaro aparece pela primeira vez numericamente à frente

 Pesquisa BTG/Nexus mostra Lula com 39% contra 35% de Flávio no primeiro turno; no segundo, o senador marca 46% e o presidente, 45%

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR | Agência Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial no primeiro turno, com 39% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 35%. Em um eventual segundo turno, porém, o candidato do PL alcança 46% e aparece pela primeira vez numericamente à frente do petista, que tem 45%, segundo a 13ª rodada da pesquisa BTG/Nexus.

Divulgado nesta terça-feira (8), o levantamento aponta empate técnico no confronto direto, porque a diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone, entre 4 e 7 de setembro, em todas as 27 unidades da Federação.

André Mendonça determina afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de inteligência da PF

 Ministro do STF aponta necessidade de proteger investigações e cita uso indevido do aparato policial contra integrantes da Corte e servidores público

André Mendonça e Andrei Rodrigues  - Crédito: Victor Piemonte/STF | José Cruz/Agência Brasil

Em uma decisão que aprofunda a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). O magistrado justificou a medida cautelar como um passo necessário para garantir que os ministros da Corte, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os próprios servidores da PF possam exercer suas atribuições constitucionais sem sofrer constrangimentos ilegais.

Fundo ligado a Eduardo Bolsonaro recebeu US$ 12,3 milhões em 7 pagamentos de Vorcaro, diz delator


               Arte de divulgação do filme “Dark Horse” e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

O operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, confirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter realizado sete transferências ao fundo Havengate, que somaram US$ 12,3 milhões — cerca de R$ 69 milhões no câmbio da época. Os pagamentos ocorreram em 2025, a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro, segundo o relato incluído em seu acordo de colaboração premiada.

O Havengate tem sede nos Estados Unidos e é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O fundo teria sido usado para financiar “Dark Horse”, filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro e sua campanha presidencial de 2018.

A defesa de Mineiro tem reunião marcada para esta terça-feira (8), às 14h, no gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A etapa examina a voluntariedade, a regularidade e a legalidade da colaboração antes de uma possível homologação pelo ministro.

As sete parcelas destinadas ao Havengate foram pagas entre fevereiro e setembro de 2025. O último repasse, de US$ 1,66 milhão, equivalente a aproximadamente R$ 9 milhões naquele período, havia sido revelado pela revista piauí.