quarta-feira, 22 de julho de 2026

Ministros do TSE citam cassação e inelegibilidade após fake news de Flávio Bolsonaro contra as urnas

Declaração de senador a embaixadores faz magistrados resgatarem precedente de 2021 que puniu ataques ao sistema eleitoral

Flávio Bolsonaro
Crédito: Reprodução/YT

As declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em reunião com embaixadores, nas quais citou dados falsos sobre as urnas eletrônicas e levantou suspeitas sem fundamento contra o sistema eleitoral brasileiro, geraram repercussão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e fizeram ministros da Corte resgatarem o precedente da cassação do ex-deputado estadual Fernando Francischini (PSL-PR), ocorrida em 2021, informa reportagem do jornal O Globo.

Diante de uma plateia de diplomáticas e representantes estrangeiros, Flávio Bolsonaro repetiu uma informação falsa já desmentida anteriormente pelo TSE: a de que a empresa venezuelana Smartmatic teria fornecido urnas eletrônicas para o Brasil. A mesma companhia é mencionada em documentos da CIA divulgados pela gestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada.

Durante o discurso, o parlamentar defendeu a linha adotada por seu pai, Jair Bolsonaro, em encontro com diplomatas realizado em 2022, no qual o ex-presidente atacou o sistema eletrônico de votação. “Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, é que tenha uma programação para alteração das votações naquele país”, disse Flávio Bolsonaro durante a reunião. Ele acrescentou: “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”.

O posicionamento do pré-candidato ao Palácio do Planalto levou integrantes do TSE ouvidos reservadamente a traçarem um paralelo direto com o julgamento de Fernando Francischini, e não com a condenação de Jair Bolsonaro em 2023. Na avaliação de ministros do tribunal, a condenação de Francischini é considerada o marco da mudança de entendimento e a jurisprudência inaugural da Corte para a punição de ataques ao sistema eletrônico de votação.

EUA lucram US$ 13 bilhões com petróleo da Venezuela, mas o dinheiro sumiu


      Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Anna Moneymaker

O desaparecimento de mais de US$ 13 bilhões arrecadados com as exportações de petróleo da Venezuela tornou-se um dos principais questionamentos sobre a política dos Estados Unidos para o país sul-americano. Segundo cálculos do Financial Times, Washington assumiu o controle das vendas de petróleo venezuelano e arrecadou a quantia nos últimos seis meses, mas deu poucas explicações sobre o destino dos recursos.

A situação ocorre após a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos realizada em janeiro. Desde então, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem presos e devem comparecer novamente nesta terça-feira a um tribunal de Nova York para responder a acusações relacionadas ao tráfico de drogas.

Após a queda de Maduro, Delcy Rodríguez, que era sua vice-presidente, foi escolhida para liderar o governo de transição. A nomeação buscou facilitar o diálogo entre Caracas e Washington e reconstruir a relação entre os dois países.

⦾ EUA assumiram controle das exportações

Como parte da estratégia para reerguer a economia venezuelana, os Estados Unidos passaram a administrar as exportações de petróleo do país. Paralelamente, parte das sanções foi suspensa, enquanto o governo venezuelano aprovou mudanças que reduziram significativamente o papel da estatal PDVSA, abrindo espaço para ampliar as vendas ao exterior.

Nesse período, as exportações renderam mais de US$ 13 bilhões, valor recolhido pelos Estados Unidos, de acordo com estimativas do Financial Times. O problema é que Washington praticamente não informou quanto desse dinheiro foi efetivamente repassado à Venezuela.

Ministério do Trabalho define novas regras para comércio em feriados


     Atrium de shopping. Foto: reprodução

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) oficializou nesta terça-feira (21) um acordo entre representantes de trabalhadores e empregadores para regulamentar o trabalho no comércio durante feriados. A nova portaria substitui a norma anterior e determina que a abertura nesses dias dependerá de autorização prevista em convenção coletiva, negociada entre sindicatos das duas partes.

Tarifaço de 25% dos EUA contra o Brasil entra em vigor hoje

Tarifa de 25% amplia pressão comercial sobre o Brasil, enquanto governo Lula negocia e busca novos mercados

Lula – Donald Trump
Crédito: Ricardo Stuckert / PR / REUTERS/Nathan Howard

A tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a determinados produtos brasileiros passou a valer à 1h01 desta quarta-feira (22), ampliando a pressão comercial sobre o Brasil. Diante da nova cobrança, o governo Lula pretende manter as negociações com Washington, apoiar os setores afetados e acelerar a abertura de mercados, sem recorrer de imediato a medidas de reciprocidade.

A sobretaxa foi formalizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na sexta-feira (17). A decisão decorre de uma investigação conduzida pelo órgão norte-americano sobre políticas brasileiras consideradas prejudiciais às empresas dos EUA.

A alíquota incide sobre uma parcela dos produtos exportados pelo Brasil, embora a relação completa das mercadorias atingidas não tenha sido detalhada nas informações divulgadas. O novo encargo se soma ao ambiente de tensão aberto pelo primeiro tarifaço anunciado pelo presidente Donald Trump, que estabeleceu uma cobrança de 50% em julho de 2025.

As mentiras de Flávio Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas repetidas na reunião com diplomatas


          Flávio Bolsonaro durante evento com diplomatas. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, atacou as urnas eletrônicas nesta terça-feira (21) em uma reunião com diplomatas ao repetir acusações já desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a empresa Smartmatic. Com informações do g1.

Flávio afirmou a representantes estrangeiros que urnas usadas no Brasil teriam a mesma origem de equipamentos da empresa venezuelana e citou um suposto relatório da CIA sobre fraude na Venezuela em 2012. “Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse o senador.

Na sequência, ele mencionou “uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela” e afirmou que haveria documentação do serviço de inteligência dos Estados Unidos sobre “a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação”.

O TSE afirma que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas nem softwares usados nas urnas brasileiras. Em nota publicada em 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026, o tribunal diz que “todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”.