sábado, 18 de julho de 2026

Marrocos construirá maior estádio do mundo para a Copa de 2030


Projeção arquitetônica do Grand Stade Hassan II, arena planejada para os arredores de Casablanca. Foto: Reprodução

O Marrocos confirmou a construção do Grand Stade Hassan II, arena planejada para ter 115 mil lugares e se tornar o maior estádio de futebol do mundo. O projeto ficará nos arredores de Casablanca e faz parte dos preparativos do país para a Copa do Mundo de 2030, que terá organização conjunta com Espanha e Portugal.

A conclusão está prevista para 2028, com custo estimado em cerca de US$ 500 milhões. O governo marroquino quer que a Fifa escolha o estádio para receber a final do Mundial, mas a entidade ainda não anunciou oficialmente o palco da decisão.

Fortuna de aliados de Bukele cresce 700% enquanto pobreza extrema dispara em El Salvador


       Nayib Bukele, Presidente de El Salvador. Foto: Jose Cabezas/Reuters

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, ídolo da família Bolsonaro, de outros expoentes da extrema-direita brasileira e um dos maiores aliados internacionais de Donald Trump, viu integrantes de seu círculo mais próximo multiplicarem suas fortunas em até 713% desde que ele chegou ao poder. Enquanto isso, o país registra um avanço da pobreza extrema e quase 242 mil pessoas passaram a viver nessa condição nos últimos anos.

Os dados foram reunidos em investigações jornalísticas publicadas pelo jornal espanhol El País e analisadas pelo portal The Citizen. O levantamento mostra o surgimento de uma nova elite econômica ligada ao governo, formada por assessores, ministros, parlamentares governistas e familiares do presidente.

O caso mais emblemático é o de Ernesto Sanabria, secretário de Comunicação da Presidência. Seu patrimônio passou de US$ 269,8 mil em 2019 para mais de US$ 2 milhões em 2026, uma valorização superior a 700%.

O próprio Bukele também ampliou significativamente sua riqueza. Segundo as declarações patrimoniais analisadas, seus bens cresceram 363%, passando de US$ 964,5 mil em 2012 para US$ 4,46 milhões atualmente.

Além disso, investigações apontam que Bukele e sua família adquiriram 34 imóveis durante os primeiros sete anos de governo, multiplicando por doze seu patrimônio imobiliário. O conjunto desses bens é avaliado em mais de US$ 10 milhões.

⦾ Governo cria nova elite econômica

Ao menos 21 dos 75 altos funcionários públicos analisados tiveram crescimento patrimonial de até 713% em sete anos ou menos.

Entre eles estão:

* Miguel Kattán, secretário de Comércio e Investimentos e apontado como tio de Bukele, que aumentou sua fortuna de US$ 403 mil para US$ 3,9 milhões;
* Carolina Recinos, chefe de gabinete, cujo patrimônio passou de US$ 182 mil para US$ 1,3 milhão;
* Douglas Rodríguez, presidente do Banco Central de Reserva, que saiu de US$ 153 mil para US$ 1,3 milhão.

Governadora do DF diz que PT “só ganha eleição em estados pobres”; partido reage


     A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou que o PT só vence eleições em estados pobres e associou o voto no partido a níveis menores de escolaridade e discernimento. A declaração foi dada em entrevista à Veja e provocou uma reação do diretório petista no Distrito Federal.

“Onde as pessoas têm mais acesso à educação e mais discernimento, o PT não ganha eleição. O PT só ganha eleição em estados pobres”, declarou Celina, que pretende disputar a reeleição ao governo do Distrito Federal em outubro.

O PT afirmou que a governadora reduziu o debate político a estereótipos e preconceitos. Em nota assinada por Guilherme Sigmaringa, presidente do diretório regional, o partido disse que a fala alimenta a discriminação e desrespeita a vontade dos eleitores manifestada nas urnas.

A legenda também contestou a associação entre governos petistas, pobreza e baixo desempenho educacional. O texto citou o Ceará como referência em políticas públicas de educação e afirmou que o partido já governou estados com diferentes perfis econômicos e sociais.

Lula abre novos mercados e exportações brasileiras superam em mais de seis vezes perdas nos Estados Unidos

Vendas adicionais para China, Europa e Índia alcançaram R$ 16,1 bilhões no primeiro semestre, enquanto tarifas impostas pelo governo Trump provocaram queda equivalente a R$ 2,6 bilhões nas exportações ao mercado estadunidense

Lula abre novos mercados
Crédito: Brasil 247 / Dall-E

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conseguiu ampliar de maneira expressiva a presença dos produtos brasileiros em novos mercados internacionais, compensando com ampla vantagem as perdas provocadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos. No primeiro semestre, o crescimento das exportações para China, Europa e Índia alcançou R$ 16,1 bilhões, valor mais de seis vezes superior à redução registrada nas vendas destinadas ao mercado estadunidense.

Os dados, apresentados em levantamento sobre o desempenho recente do comércio exterior brasileiro e as ações da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, mostram que a diversificação promovida pelo governo Lula se tornou uma das principais ferramentas de resistência do país diante do protecionismo comercial adotado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

As vendas brasileiras para os Estados Unidos registraram uma queda equivalente a R$ 2,6 bilhões, refletindo os efeitos das tarifas aplicadas pelo governo Trump no ano anterior. O impacto, porém, foi neutralizado pela abertura de novos destinos para mercadorias brasileiras, especialmente na Ásia e na Europa.

A estratégia do governo Lula tem sido ampliar as relações comerciais do Brasil, fortalecer o Mercosul e reduzir a vulnerabilidade do país a decisões unilaterais de Washington. O resultado indica que o Brasil passou a encontrar compradores em economias que apresentam demanda crescente por alimentos, energia, produtos industrializados e matérias-primas.

Bolsonaro está há um ano sem postar fake news nas redes sociais


       Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: reprodução

A proibição imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Jair Bolsonaro para usar redes sociais completa um ano em vigor neste sábado (18). A ordem, determinada em 18 de julho de 2025, também vetou publicações por intermediários e ocorreu antes da condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão na ação da trama golpista.

Moraes alegou à época que Bolsonaro usava as redes para amplificar o discurso de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), então deputado federal, que buscava apoio do governo Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras e atacar o Judiciário. Para o ministro, a articulação tentava encurralar o STF antes do julgamento do ex-presidente.

Integrantes do PL passaram a tratar a medida como uma espécie de “morte digital” de Bolsonaro, pela perda de capacidade de pautar o debate público e mobilizar apoiadores em plataformas onde a direita mantém força. “Alexandre de Moraes criou o exílio virtual”, criticou um interlocutor do ex-presidente com trânsito no meio político e jurídico.

As últimas publicações de Bolsonaro no X ocorreram em 17 de julho de 2025. Na ocasião, ele repostou uma carta de Trump que pedia o encerramento imediato do caso da trama golpista e chamava de “vergonha internacional” a forma como o Brasil tratava o aliado do republicano. O cientista político Paulo Kramer afirmou que “o que salvou Jair Bolsonaro do esquecimento digital foi a fidelidade dos muitos grupos de seus apoiadores”.

Tebet rebate Tarcísio e diz que governador “caiu de paraquedas” em São Paulo

Pré-candidata ao Senado pelo PSB rejeita acusações de ser forasteira, afirma ter vínculos históricos com o estado e também diz que Michelle Bolsonaro sofre as consequências da ideologia da extrema direita

Simone Tebet
Crédito: Washignton Costa/MPO

Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) rebateu as críticas à sua mudança de domicílio eleitoral e afirmou que o governador Tarcísio de Freitas é uma das autoridades com menos legitimidade para questionar sua ligação com o estado. “Ele caiu de paraquedas, porque nem residência tinha e teve que pedir emprestado um endereço para ser candidato”, declarou.

A afirmação foi feita em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta sexta-feira (17). Ex-ministra do Planejamento e Orçamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Tebet deixou o cargo em abril para disputar uma das duas vagas paulistas ao Senado nas eleições de 2026. Sua candidatura havia sido anunciada após um pedido de Lula.

Aos 56 anos, Tebet disputará pela primeira vez uma eleição fora de Mato Grosso do Sul, estado onde nasceu e construiu toda a sua trajetória política. Também será sua primeira campanha fora do MDB, partido ao qual esteve filiada durante décadas.

“A sede da minha campanha presidencial foi aqui, fiquei muito tempo em São Paulo. São 645 municípios, muitas regiões metropolitanas, mas eu sou do interior, então sei como funciona [o interior paulista], principalmente no noroeste paulista, que é muito semelhante ao interior de Mato Grosso do Sul”, afirmou.

Joaquim Barbosa desiste e isso pode ajudar Lula a vencer em primeiro turno

Sua saída retira esse ponto da oposição e deixa a disputa em um empate técnico exato de 40% para Lula contra 40% dos demais candidatos

Joaquim Barbosa e Luiz Inácio Lula da Silva
Crédito: ABR | Ricardo Stuckert

A decisão do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, de não concorrer à presidência da República redesenha o tabuleiro político e pode encurtar o caminho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva rumo à vitória ainda no primeiro turno. As informações sobre os bastidores da desistência foram reveladas originalmente pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de S.Paulo.

O recuo de Barbosa ganha peso matemático imediato diante do cenário eleitoral. Na pesquisa Quaest divulgada esta semana, Lula aparece com 40% das intenções de voto, contra 41% da soma de todos os seus adversários. Como Joaquim Barbosa pontuava exatamente 1%, a sua saída retira esse ponto da oposição e deixa a disputa em um empate técnico exato de 40% para Lula contra 40% dos demais candidatos somados. Sem a dispersão provocada pelo ex-ministro, a margem para Lula liquidar a fatura na primeira rodada de votação fica significativamente mais estreita.

Moraes nega pedido para Javier Milei visitar Bolsonaro no Brasil

Decisão do ministro do STF mantém proibição de visitas por 30 dias e impede encontro entre o presidente da Argentina e o ex-presidente brasileiro

Jair Bolsonaro e Javier Milei
Crédito: REUTERS/Adriano Machado / REUTERS/Violeta Santos Moura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visitasse o ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado autorização para que o encontro ocorresse em 25 de julho, data em que Milei estará no país. No entanto, Moraes entendeu que a visita contraria as restrições cautelares impostas ao ex-presidente, que incluem a suspensão de visitas por um período de 30 dias.

O despacho reforça medidas determinadas pelo ministro na sexta-feira (17), quando foram ampliadas as restrições impostas a Bolsonaro em meio às investigações conduzidas pelo STF.

Moraes endurece prisão domiciliar de Bolsonaro após carta em apoio a Flávio


       O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, manteve Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, mas ampliou as restrições impostas ao ex-presidente após a divulgação de uma carta de apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro ficará 30 dias sem receber visitas, com exceção permanente de seus advogados e dos profissionais responsáveis pelos atendimentos médicos e fisioterapêuticos. Além disso, visitas com finalidade político-eleitoral estão proibidas até o fim das eleições de 2026.

A decisão também impede Bolsonaro de divulgar manifestos, cartas ou mensagens de conteúdo político-eleitoral, diretamente ou por meio de terceiros, independentemente do meio utilizado. A restrição busca evitar que familiares e aliados transformem visitas ao ex-presidente em canais para levar suas orientações à campanha.

Moraes manteve por 90 dias a proibição específica de Flávio visitar o pai, mesmo com o senador registrado como um dos advogados da defesa. A medida foi determinada depois que ele leu em uma transmissão e publicou nas redes sociais a “Carta aos Brasileiros”, escrita por Bolsonaro.