quinta-feira, 28 de maio de 2026

Operação Carbono Oculto: polícia mira fintechs e 'máfia do nafta' ligadas ao PCC

Nova fase da operação investiga lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e uso de fintechs em esquema ligado ao PCC

              Ilustração relaciona postos de combustíveis e fintechs ao PCC (Foto: Gerada por IA)

O grupo de atuação e combate ao crime organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (28) uma nova fase da Operação Carbono Oculto, que mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo fintechs, postos de combustíveis, adulteração de gasolina e estruturas ligadas ao PCC, com cumprimento de 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais, segundo o G1.

Batizada de Fluxo Oculto, a operação tem como principais alvos empresários, operadores logísticos e pessoas usadas como laranjas, apontados pela investigação como integrantes de uma rede que teria continuado em funcionamento mesmo depois de ofensivas policiais anteriores, como a própria Carbono Oculto e a Operação Tank.

Segundo a apuração, o grupo passou a reorganizar suas movimentações financeiras para tentar dificultar a fiscalização. Em um dos casos citados, operações de 56 postos de combustíveis teriam sido concentradas em uma única conta. Os investigadores também apontam que recursos foram transferidos entre diferentes fintechs nos últimos meses, enquanto novas empresas passaram a substituir estruturas já expostas.

Na Câmara, PL liderou votos contrários ao fim da escala 6x1

Votaram contra a PEC que dá mais tempo de descanso aos trabalhadores 11 deputados do PL; veja a lista

                  Julia Zanatta e Rosângela Moro (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos deputados)

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC que dá mais tempo de descanso aos trabalhadores, reduz a jornada semanal e põe fim à escala 6x1. Entre os parlamentares que votaram contra a proposta, o PL foi o partido com maior presença na lista, com 11 deputados. Também votaram contra deputados do Novo, MDB, União Brasil, PSD, PP e Missão.

Brasil alcança pela primeira vez patamar de muito alto desenvolvimento humano, aponta PNUD


Brasil atinge marco histórico: IDHM chega a 0,805 em 2024, colocando o país pela primeira vez na faixa de muito alto desenvolvimento humano.

Apesar do progresso, desigualdades raciais, de gênero e regionais ainda reduzem significativamente o índice quando ajustado.

Por outro lado, políticas de inclusão e permanência escolar foram decisivas para o crescimento.

Legenda: Da esquerda para direita: Claudia Guimarães, coordenadora da Fundação João Pinheiro; Marcio Pochmann, presidente do IBGE; e Betina Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do PNUD no Brasil.
Foto: © PNUD Bras

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou, nesta terça-feira (26), novos dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil referentes ao período de 2012 a 2024. Pela primeira vez na série histórica, o país alcançou o patamar de muito alto desenvolvimento humano, atingindo índice de 0,805 em 2024 — o melhor nível já registrado pelo Brasil.

Os dados fazem parte de uma nova edição do Radar IDHM, publicação que volta a ser divulgada após dez anos. O levantamento também marca os 30 anos do primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano produzido no país e reforça a trajetória do PNUD na consolidação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento humano e à redução das desigualdades.

"Mais produtividade e mais dignidade", diz Haddad sobre fim da escala 6x1

Câmara aprovou a PEC que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, acabando com a escala 6x1

      Fernando Haddad (Foto: Diogo Zacarias/MF)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que o fim da escala 6x1 representa “mais qualidade de vida, mais produtividade e mais dignidade” para os trabalhadores. Em postagem feita na noite de quarta-feira (27), ele celebrou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da PEC que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias, com dois de descanso.

Na publicação, Haddad classificou a votação como uma “vitória histórica” e destacou que a proposta segue agora para análise do Senado Federal. “A Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1”, escreveu o petista.

Estado de S. Paulo retrata Flávio Bolsonaro como mordomo de Trump

Editorial do jornal afirma que senador agiu de forma subserviente ao buscar foto na Casa Branca em meio ao escândalo Daniel Vorcaro

Estado de S. Paulo retrata Flávio Bolsonaro como mordomo de Trump (Foto: Brasil 247 / Dall-E)

O jornal O Estado de S. Paulo publicou um duro editorial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), retratando o parlamentar como um “mordomo da Casa Branca” após sua visita ao atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O texto afirma que a principal intenção do filho de Jair Bolsonaro era obter uma fotografia ao lado do líder norte-americano para tentar fortalecer sua imagem política junto à direita brasileira.

Efeito “Dark Horse”: Flávio Bolsonaro também perde para Haddad nos 1° e 2° turnos, diz Meio/Ideia


       Haddad e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

A pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quinta-feira (28) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também perde para Fernando Haddad (PT) nos cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O resultado ocorre em meio ao desgaste provocado pelo caso “Dark Horse” e pela relação do filho 01 de Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

No cenário estimulado de primeiro turno sem Lula (PT), Haddad aparece numericamente à frente, com 36,5% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 32,7%, diferença de 3,8 pontos percentuais. A simulação consta no levantamento registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-02918/2026-BRASIL.

Recessão de Milei leva dona de Brastemp e Consul a fechar fábrica na Argentina e transferir produção para o Brasil de Lula

Whirlpool encerrará operações industriais em Pilar e concentrará produção em Rio Claro, no interior de São Paulo

       Lula e Milei (Foto: Ricardo Stuckert / PR | Agustin Marcarian/Reuters)

A Whirlpool Brasil, dona das marcas Brastemp e Consul, decidiu transferir para sua fábrica em Rio Claro, no interior de São Paulo, a produção que era realizada na unidade de Pilar, na Argentina, em mais um sinal do impacto da crise econômica enfrentada pelo governo de Javier Milei. A medida ocorre em meio à forte recessão argentina e ao enfraquecimento da atividade industrial no país vizinho, enquanto o Brasil vive um cenário de crescimento econômico e recuperação produtiva sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A informação foi divulgada originalmente pela RT Brasil. Segundo comunicado da empresa ao mercado, o encerramento das atividades fabris em Pilar, operadas pela Whirlpool Argentina, já havia sido informado em novembro de 2025 e foi aprovado pelo Conselho de Administração da companhia como parte de uma reorganização operacional.

A Whirlpool afirmou que a mudança integra um processo de “revisão e aprimoramento” de sua estrutura produtiva, voltado à eficiência operacional, otimização da capacidade instalada e melhor alocação de recursos. Na prática, porém, a decisão evidencia o deslocamento de investimentos industriais para o Brasil em um momento de deterioração da economia argentina.

Paulo Pimenta ironiza 22 votos contrários à PEC do fim da escala 6x1: “Mais uma vez contra os trabalhadores”

Líder do governo Lula associa número de parlamentares contrários ao projeto ao símbolo eleitoral de Jair Bolsonaro

      Paulo Pimenta e Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo do presidente Lula na Câmara dos Deputados, ironizou os 22 votos contrários à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 e a redução gradual da jornada de trabalho no Brasil. A declaração foi dada durante a votação em primeiro turno da matéria no plenário da Câmara, nesta quarta-feira (27). As informações foram publicadas originalmente pelo Metrópoles.

Ao comentar o resultado da votação, Pimenta associou o número de votos contrários ao número eleitoral utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados políticos. Em discurso no plenário, o parlamentar afirmou que os deputados que votaram contra a proposta se posicionaram “contra a classe trabalhadora”

“Presidente [Hugo Motta], 472 votos favoráveis e 22 contrários. Vinte e dois, senhor presidente. O número daqueles que, mais uma vez, votaram contra a classe trabalhadora. Vinte e dois: o número que expressa esse sentimento contra o povo brasileiro. A vitória da classe trabalhadora e o 22 derrotado mais uma vez no plenário desta Casa”, declarou Paulo Pimenta.

Com a bonança da era Lula, trabalhadores perdem o medo de ficar sem emprego


Datafolha aponta que 71% não temem perder o emprego; retomada da confiança é essencial para o bom desempenho da economia

27.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita para inspeção e lançamento de balsa financiada pelo BNDES, no Estaleiro Juruá. Iranduba - AM. Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O mercado de trabalho brasileiro vive um momento de forte recuperação e confiança. Pesquisa Datafolha mostra que 71% dos trabalhadores afirmam não acreditar que correm risco de demissão ou de ficar sem trabalho, no melhor resultado registrado desde 2013. O levantamento foi divulgado pela Folha de S.Paulo e reflete o cenário de desemprego historicamente baixo observado atualmente no País.

Os números indicam uma mudança profunda na percepção dos brasileiros sobre estabilidade econômica e segurança profissional, em um momento em que a taxa de desocupação caiu para cerca de 6%, depois de ter alcançado quase 15% durante a pandemia de Covid-19. O índice atual se aproxima dos melhores momentos do mercado de trabalho registrados durante os governos do presidente Lula e no primeiro mandato de Dilma Rousseff, antes do golpe de Estado contra Dilma e da recessão econômica que atingiu o País nos anos seguintes.

Segundo a pesquisa, apenas 9% dos entrevistados dizem enxergar alguma possibilidade de perder o trabalho, enquanto 19% avaliam existir grande risco. O Datafolha ouviu 1.312 pessoas com 16 anos ou mais em 139 municípios brasileiros, entre os dias 12 e 13 de maio. Participaram trabalhadores formais e informais, além de autônomos e empresários que integram a População Economicamente Ativa (PEA).

“Conquista histórica e civilizatória”, diz Lula sobre fim da escala 6x1

Presidente celebra aprovação da PEC da jornada de 40 horas e afirma que mudança representa avanço social para os trabalhadores brasileiros

27.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio da retomada de investimentos da Petrobras no Amazonas. Manaus - AM. Foto: Ricardo Stuckert / PR (Foto: Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como uma “conquista histórica e civilizatória” a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais. A proposta foi aprovada em dois turnos e agora segue para análise do Senado Federal.

Ao comentar a votação, Lula afirmou que a mudança representa um marco nas relações de trabalho brasileiras e reforça o compromisso do país com melhores condições de vida para a população trabalhadora.

Câmara aprova em dois turnos fim da escala 6x1 com jornada máxima de 40 horas semanais

Proposta segue para o Senado Federal
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
       Plenário aprovou em dois turnos o fim da escala 6x1

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece jornada de trabalho de 40 horas semanais em cinco dias com dois de descanso, acabando com a escala 6 X 1 (um dia de descanso e 44 horas semanais). O texto prevê uma transição e leis específicas para tratar de algumas carreiras.

A PEC 221/19 foi aprovada em 2º turno com 461 votos a favor e 19 contra. No 1º turno, foram 472 votos a favor e 22 contra.

O texto que irá ao Senado é um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que previa jornada de 36 horas, e para a PEC 8/25, da deputada Érika Hilton (Psol-SP), de igual jornada em quatro dias.

Lula dispara contra Flávio e vence em todos os cenários de 1° e 2° turno, diz Meio/Ideia


      Presidente Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

A pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quinta-feira (28), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança dos cenários de primeiro e segundo turno testados para a eleição presidencial de 2026. O levantamento também indica aumento da vantagem do petista sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em meio à crise envolvendo o caso “Dark Horse” e a relação do filho 01 de Jair Bolsonaro com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula aparece com 38,5% das intenções de voto, contra 31,5% de Flávio. A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais. Na rodada anterior, divulgada em 6 de maio, Lula tinha 40%, enquanto Flávio marcava 36%.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 5,5%. Na sequência estão Romeu Zema (Novo), com 2,4%, e Renan Santos (Missão), com 2,1%. Outros candidatos somam 4,4%. Brancos e nulos chegam a 5,1%, enquanto indecisos e eleitores que não souberam responder representam 10,5%.
Pesquisa Meio/Ideia, divulgada em 28 de maio