quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Operação sobre Dark Horse acende alerta na campanha de Flávio Bolsonaro

 Aliados tentam separar ação da PF de investigação sobre repasses de Vorcaro e apostam na crise do STF para reduzir desgaste eleitoral

    Flávio Bolsonaro  -Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

A nova operação da Polícia Federal sobre o financiamento do filme Dark Horse acendeu um sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a três semanas do primeiro turno. Embora o senador não seja alvo da ação deflagrada nesta quinta-feira, aliados veem risco de desgaste por causa da retomada do tema no noticiário e da ligação do presidenciável com outra frente de apuração relacionada ao longa.

Segundo O Globo, a estratégia do entorno de Flávio é sustentar que a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga suspeitas envolvendo emendas parlamentares e não a atuação do candidato na busca de recursos privados para o filme. Ao mesmo tempo, a campanha pretende manter o foco político na crise interna do STF, tema que vinha sendo explorado pelo presidenciável e que, na avaliação de seus aliados, ajudou a impulsionar seu desempenho nas pesquisas.

PF apreende sete armas de Mario Frias em operação

 

Armas de Mário Frias apreendidas pela PF. Foto: reprodução
A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo registradas em nome do deputado federal Mario Frias (PL-SP) durante buscas em endereços do parlamentar nesta quinta-feira (10). Os agentes encontraram o armamento em local diferente do endereço declarado nos registros.

A PF apontou situação irregular na guarda das armas e vai apurar o possível crime de posse ilegal de arma de fogo. A operação também incluiu buscas relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Frias figura entre os alvos da investigação que examina o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares para organizações ligadas à produtora Karina Gama. A Polícia Federal suspeita de desvios de recursos públicos destinados à realização do longa.

Os policiais cumprem 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as medidas, e a operação não prevê mandados de prisão.

Alexandre de Moraes cancela pronunciamento no STF

 Ministro faria declaração nesta quinta-feira sobre o inquérito das fake news e o caso do Banco Master, mas adiou fala sem nova data

Brasília (DF), 02/02/2026 – O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes cancelou a declaração oficial que faria à imprensa nesta quinta-feira (10). O anúncio do cancelamento ocorreu pouco tempo após o próprio gabinete do magistrado ter confirmado a realização da agenda pública.

A manifestação de Moraes estava prevista para acontecer um dia depois de o presidente do STF, ministro Edson Fachin, adotar uma série de medidas institucionais no intuito de conter a crise interna que se instalou na Corte. A tensão nos bastidores do tribunal envolve o inquérito que apura a disseminação de fake news e desdobramentos de investigações ligadas ao Banco Master.

Dark Horse custou US$ 24 milhões e supera orçamento de ganhadores do Oscar

 Produção ‘Dark Horse’ entra no alvo de operação por suposto desvio de emendas com custo que supera sucessos do cinema mundial

Ator Jim Caviezel interpretando Jair Bolsonaro - Crédito: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira (10) para investigar o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia baseada na trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). A corporação apura o suposto desvio de emendas parlamentares voltadas à realização da obra cinematográfica. A ação cumpre 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O montante investido no projeto chama a atenção pelos valores astronômicos para os padrões do audiovisual. Segundo reportagem do Intercept Brasil veiculada em maio, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado US$ 24 milhões — equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para custear a produção.

O orçamento expressivo do longa-metragem supera com folga grandes produções do cinema brasileiro, como os aclamados e premiados “O agente secreto” (2025) e “Ainda estou aqui” (2024). Além disso, a quantia de US$ 24 milhões seria suficiente para produzir 15 dos últimos 20 filmes vencedores do Oscar de Melhor Filme. O valor despendido suplanta o orçamento de produções independentes de prestígio como “Anora”, “Parasita” e “Moonlight”, e supera até mesmo obras hollywoodianas de grande porte técnico, a exemplo de “A forma da água” e “Birdman”.

Quem é Karina Gama, alvo de operação da PF sobre Dark Horse

 Produtora de “Dark Horse” se aproximou de Mario Frias, recebeu recursos de emendas e comandou ONG que fechou contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo

Karina Ferreira Gama - Crédito: Reprodução / IA/Dall-E

Antes de assumir a produção de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro (PL), Karina Ferreira da Gama, de 47 anos, não tinha experiência conhecida na produção cinematográfica. Ligada ao terceiro setor e próxima do deputado federal Mario Frias (PL-SP), ela está entre os alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) para investigar o financiamento da obra.

A investigação apura o suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares para bancar a produção do filme. Frias, que também é alvo da operação, foi o responsável por indicar a Go Up Entertainment para a produção de “Dark Horse”.

Moradora da Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, Karina construiu sua trajetória principalmente por meio do Instituto Conhecer Brasil, organização que, nos últimos anos, passou a obter contratos e convênios públicos de valores elevados. Paralelamente, ela ampliou sua atuação empresarial e abriu negócios em outros estados.

Alvo da PF, Karina Gama é aconselhada a delatar no caso Dark Horse

 Produtora da cinebiografia de Bolsonaro foi alvo da PF e teria sido procurada até por lideranças religiosas para fechar acordo

                                   Dark Horse e Karina Gama  - Crédito: Reprodução

A produtora Karina Gama, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, resiste à possibilidade de firmar um acordo de delação premiada, apesar de estar sendo pressionada a colaborar com as investigações da Polícia Federal.

Segundo informou a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Karina teria sido procurada até por lideranças religiosas, que sugeriram a ela a celebração de um acordo no âmbito do caso Dark Horse. A produtora, no entanto, tem rejeitado a ideia.

Karina foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (10). Além de atuar como produtora do filme sobre Bolsonaro, ela é proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades que também entraram na mira dos investigadores.

De acordo com a apuração, pessoas que se aproximaram de Karina defenderam que ela buscasse uma delação premiada como forma de lidar com o avanço da investigação. A produtora, contudo, tem afirmado que não teria elementos a apresentar às autoridades.

A interlocutores que sugeriram o acordo, Karina argumentou que “não teria o que delatar”, sob a justificativa de que “não teria feito nada de errado”.

PF deflagra operação contra financiamento ilegal de Dark Horse e atinge Mario Frias

 Ação cumpre mandados de busca contra o deputado e a produtora Karina Gama após delação premiada revelar repasses milionários ao exterior

Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e, ao fundo, o ator Jim Caviezel interpretando Jair Bolsonaro no filme Dark Horse -  Crédito: Divulgação I Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação para investigar o esquema de financiamento do filme “Dark Horse”, produção cinematográfica que narra a história de Jair Bolsonaro (PL). A ação ostensiva cumpre mandados de busca e apreensão contra a produtora da obra, Karina Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), além de buscar provas relativas a outras 20 pessoas envolvidas no caso, informa Andréia Sadi, do G1. O processo investigativo transcorre sob a relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações ganharam forte impulso após o ministro André Mendonça, também do STF, homologar na última quarta-feira (9) o acordo de colaboração premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido pelo apelido “Mineiro”. Dono da empresa Entre Investimentos, o delator revelou ter atuado a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, para operacionalizar remessas financeiras ao exterior que atendiam a pedidos diretos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).