sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Após prisão de Filipe Martins, Nikolas Ferreira cobra impeachment de Moraes

Deputado critica decisão do ministro do STF que levou ex-assessor presidencial à prisão preventiva e pressiona Senado por afastamento

       Alexandre de Moraes e Nikolas Ferreira (Foto: STF I Reprodução)

A conversão da prisão domiciliar do ex-assessor presidencial Filipe Martins em prisão preventiva, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), provocou reação imediata de aliados de Jair Bolsonaro (PL). Entre eles, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) elevou o tom e passou a defender publicamente o impeachment do magistrado.

Em publicação feita nesta sexta-feira (2) em suas redes sociais, Nikolas Ferreira associou a decisão judicial a um cenário que classificou como de perseguição política. Segundo o parlamentar, “enquanto Jair Bolsonaro enfrenta 153 dias de um cárcere severo, com a saúde debilitada e restrições que impedem até o contato familiar básico, a tirania de Alexandre de Moraes inova no absurdo ao prender Filipe Martins por conta de uma suposta pesquisa no LinkedIn”. Na sequência, ele afirmou: “É a falência do sistema ver alguém ser encarcerado por uma denúncia de uma suposta busca, mesmo cumprindo todas as cautelares a ele impostas a mais de 560 dias. Repito: Ou o Senado retira Alexandre de Moraes, ou essas perseguições não terão fim”.

A decisão que motivou a crítica foi tomada por Alexandre de Moraes após a conclusão de que Filipe Martins teria descumprido as medidas cautelares impostas pela Justiça. O ministro determinou a conversão da prisão domiciliar em preventiva, medida que foi cumprida pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira, na residência do ex-assessor, em Ponta Grossa, no Paraná.

De acordo com o despacho, Moraes entendeu que Martins afrontou diretamente as normas judiciais ao utilizar redes sociais, mesmo estando proibido de fazê-lo durante o cumprimento da prisão domiciliar. Para o ministro, a conduta comprometeu a finalidade das cautelares, que buscavam evitar interferências externas e preservar a ordem processual.

Ao fundamentar a decisão, o magistrado foi categórico ao avaliar o comportamento do investigado. “O acusado demonstra total desrespeito pelas normas impostas e pelas instituições constitucionalmente democráticas”, escreveu Alexandre de Moraes. Na avaliação do ministro, a violação das restrições tornou incompatível a manutenção do regime domiciliar, justificando a adoção de uma medida mais rigorosa.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro retorna à prisão e solicita autorização para visita de Carlos

Defesa pede ao STF encontro do ex-presidente com o filho após alta hospitalar e retorno à custódia da Polícia Federal em Brasília

      Carlos Bolsonaro (Foto: Rodrigo Romeo/Flickr/Alesp)

Jair Bolsonaro (PL) está novamente preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após receber alta hospitalar nesta quinta-feira (1º). Internado desde 24 de dezembro, ele passou por uma cirurgia para correção de hérnias e por procedimentos médicos adicionais para tratar um quadro intenso de soluços, todos realizados com autorização judicial.

A defesa do ex-presidente protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para a realização de uma visita familiar. Os advogados solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes autorização para que Bolsonaro receba o filho Carlos Bolsonaro na próxima terça-feira (6).

De acordo com a defesa, o pedido foi apresentado um dia após a alta médica e o retorno do ex-presidente à prisão. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe e estava temporariamente fora da unidade prisional para tratamento de saúde em um hospital privado da capital federal.

O requerimento encaminhado ao STF é assinado pelos advogados Celso Vilardi, Paulo Cunha Bueno e Daniel Tesser. No documento, a defesa formaliza o pedido de forma direta: "JAIR MESSIAS BOLSONARO, já qualificado nos autos em epígrafe, por seus advogados que esta subscrevem, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, requerer seja autorizada a visita de seu filho Carlos Nantes Bolsonaro, a ser realizada na próxima terça-feira, dia 06".

Fonte: Brasil 247

A bolsonarista que tira o sono de Lira e Calheiros na briga pelo Senado em AL

 

Marina JHC, Arthur Lira e Renan Calheiros. Foto: reprodução
Os bastidores da política de Alagoas entraram em ebulição, já no fim de 2025, diante da possibilidade cada vez mais concreta de a primeira-dama de Maceió, Marina Candia, disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Embora nunca tenha concorrido a um cargo eletivo, a esposa do prefeito bolsonarista João Henrique Caldas (PL) passou a ser tratada como um nome competitivo, capaz de alterar de forma profunda o cenário que hoje aponta como favoritos dois políticos de peso nacional: o senador Renan Calheiros (MDB) e o deputado federal Arthur Lira (PP).

Carlos Madeiro, do Uol, explica que Marina tem ganhado projeção pública sobretudo pela presença constante ao lado do marido, conhecido como JHC, e pelo forte desempenho nas redes sociais. Aos 35 anos, ela soma 438 mil seguidores no Instagram, número superior ao de Lira e de Renan Calheiros.

Recentemente, inclusive, alterou o nome do perfil de Marina Candia para Marina JHC, gesto interpretado nos bastidores como sinalização política. Pesquisas internas e levantamentos já divulgados colocam seu nome à frente dos dois adversários quando testada para o Senado. Outra estratégia é se aproximar de influenciadores famosos, como Rico Melquíades, que tem mais de 10 milhões de seguidores no Instagram, e Carlinhos Maia, que rompeu a barreira dos 36,5 milhões só nesta rede social.

A entrada de Marina na disputa preservaria uma vaga do Senado nas mãos da família Caldas. Atualmente, quem ocupa o cargo é Eudócia Caldas (PL), mãe de JHC, que assumiu após a renúncia, em 2024, de Rodrigo Cunha (Podemos). Eudócia, no entanto, não deve tentar a reeleição, já que aparece mal posicionada nas pesquisas.

Ao UOL, Marina confirmou que avalia a candidatura. “É um assunto que precisa ser discutido com JHC e com o grupo político do qual ele faz parte. Mas ele sempre apoiou meus projetos e minhas escolhas — e não será diferente agora, se eu decidir pela candidatura”, afirmou.

Inicialmente, o plano ventilado nos bastidores era que Marina concorresse a uma das nove cadeiras de Alagoas na Câmara dos Deputados, repetindo o caminho trilhado por JHC entre 2015 e 2020.

A mudança de rota ganhou força nos últimos meses, quando seu nome passou a figurar com destaque nas pesquisas para o Senado. Ela reconhece que o desempenho está ligado à popularidade do marido, mas diz que há também reconhecimento por sua atuação em projetos sociais, esportivos e de incentivo ao empreendedorismo feminino, especialmente em Maceió.

JHC, prefeito de Maceió, e Marina Cândia. Foto: reprodução
A eventual candidatura de Marina se conecta a rearranjos políticos mais amplos. JHC era tratado como nome certo para disputar o governo estadual ou o Senado em 2026, mas teria selado, em julho, um acordo com o presidente Lula para a indicação de sua tia, Marluce Caldas, ao Superior Tribunal de Justiça.

O pacto, nunca confirmado oficialmente, envolveria a permanência do prefeito no cargo, abrindo caminho para as candidaturas de Renan Filho ao governo e de Renan Calheiros e Arthur Lira ao Senado. Nesse contexto, Marina surgiria como alternativa para não romper diretamente o chamado “acordo de Brasília”.

Reservado, JHC evita comentar o cenário e não sinaliza se pretende renunciar ao cargo até abril. Apesar de filiado ao PL e de ter apoiado Bolsonaro no segundo turno de 2022, mantém distância do ex-presidente e avalia até um retorno ao PSB, partido comandado nacionalmente por João Campos. Aliados avaliam que, com bom desempenho em pesquisas para o governo estadual, o prefeito ainda pode entrar na disputa. “O cavalo está passando selado”, resumiu um entusiasta.

Formada em direito e administração, Marina Candia é cuiabana e neta do ex-vice-governador de Mato Grosso José Monteiro de Figueiredo. Mudou-se para Maceió em 2020, após a eleição do marido, e é mãe de Maria Helena e José Henrique.

Em outubro, recebeu o título de cidadã alagoana da Assembleia Legislativa. Questionada sobre posicionamento ideológico, rejeita rótulos. “Acredito que a política precisa abrigar pessoas bem-intencionadas, capazes de transformar vidas”, resume.

Fonte: DCM com informações do UOL

Frigorífico que distribuiu “picanha do Bolsonaro” em helicóptero já barrou petistas e causou morte

 

Leandro Batista Nóbrega, Flávio e Jair Bolsonaro. Foto: reprodução

Nos últimos dias, as “picanhas do mito”, com fotos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foram distribuídas em diferentes contextos iniciando a corrida da eleição presidencial de 2026, repetindo práticas já consideradas criminosas associadas ao empresário Leandro Batista Nóbrega, do Frigorífico Goiás, que já teve Gusttavo Lima como sócio.

Durante o Natal, na periferia de Goiânia, pacotes de picanha com a imagem de Bolsonaro foram lançados de um helicóptero para moradores, que corriam para tentar pegar os kits. A iniciativa, batizada de “Natal solidário 2025”, foi gravada e divulgada nas redes sociais sem qualquer cuidado com a exposição das pessoas envolvidas.

Após a repercussão negativa, o empresário afirmou que não conseguiu organizar filas para a entrega e justificou o uso da aeronave como medida de segurança.



Já no Réveillon, empreiteiro Renato Araújo Renato Araújo, presidente regional do PL, entregou as “Picanhas do Flávio” a turistas em iates em Angra dos Reis (RJ).

Em setembro, o Frigorífico Goiás já havia sido alvo de decisão judicial após exibir um cartaz com a frase “Petista aqui não é bem-vindo”. A Justiça determinou a retirada da mensagem e de qualquer comunicação semelhante, após ação do Ministério Público motivada por denúncia de discriminação. Nóbrega declarou à época que não proibia a entrada de clientes por motivo político, religioso ou esportivo e que todos eram atendidos normalmente.

Cartaz em loja de carnes em Goiânia. Foto: Reprodução



Picanha eleitoreira

O histórico de crimes eleitorais começou em outubro de 2022, quando ainda tinha o cantor Gusttavo Lima como um dos sócios, durante o primeiro turno das eleições presidenciais. O frigorífico anunciou a venda da chamada “picanha mito” por R$ 22 o quilo, quando o preço real do corte era de R$ 129,99.

A promoção era condicionada ao uso da camiseta da seleção brasileira, o que gerou filas, tumulto e a intervenção da Polícia Militar. Uma mulher passou mal durante a confusão, foi atendida posteriormente e acabou morrendo dias depois, em decorrência de complicações vasculares. O caso foi registrado inicialmente como morte acidental.

Picanhas vendidas pelo Frigorífico Goiás, em Goiânia. Foto: reprodução
Após a repercussão, o Procon Goiás fiscalizou o estabelecimento, apreendeu mais de 44 quilos de carne sem informações de validade, além de produtos vencidos, e autuou a empresa. A multa prevista pode variar de R$ 754 a R$ 11,3 milhões. O órgão também notificou o frigorífico a prestar esclarecimentos detalhados sobre a promoção, estoques e preços praticados.

Na esfera eleitoral, a promoção foi suspensa por decisão judicial, que apontou indícios de abuso do poder econômico. “A venda de carne nobre em preço manifestamente inferior ao praticado no mercado revela indícios suficientes para caracterizar conduta possivelmente abusiva do poder econômico”, escreveu o juiz responsável. Especialistas em direito eleitoral avaliaram que o desconto poderia configurar incentivo ao voto, hipótese de corrupção eleitoral.

Fonte: DCM

“Desgraça e morte para todos”: Servidor é preso por ameaça com símbolo nazista

 

O servidor público Phetronio Paulo de Medeiros no centro de montagem, sorrindo
O servidor público Phetronio Paulo de Medeiros – Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil do Paraná prendeu preventivamente o servidor público Phetronio Paulo de Medeiros, que atua como técnico em contabilidade no Instituto Federal do Paraná (IFPR), campus de Irati. A prisão ocorreu na véspera do Réveillon, no Centro de Curitiba, onde ele havia alugado um apartamento para passar a virada do ano. Com informações do g1.

Segundo a investigação, ele é suspeito de apologia ao nazismo, veiculação de símbolos nazistas e ameaças de atentado por meio de diversas redes sociais. A operação contou com o apoio do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre).

De acordo com o delegado Rafael Rybandt, responsável pelo inquérito, o investigado utilizava vários perfis nas redes para publicar a suástica associada a saudações ao regime nazista, além de mensagens com conteúdo de ameaça.

Entre as frases identificadas pelos investigadores está a expressão “vem muita desgraça e morte para todos”. Segundo o delegado, houve pedido de prisão preventiva após a constatação de que, em anos anteriores, as publicações se intensificavam próximas ao Natal e ao Réveillon.

A autoridade policial afirmou que períodos de grande circulação de pessoas motivaram a solicitação de medidas cautelares. O delegado também destacou que o fato de o investigado ser servidor público vinculado a uma instituição federal de ensino levou a polícia a agir com maior rapidez.

A Polícia Civil informou ainda que denúncias relacionadas a crimes de ódio e intolerância podem ser registradas de forma anônima pelos telefones 197 e 181. A defesa do servidor declarou que ainda não teve acesso aos autos e que se manifestará após a análise do processo.

Imagem cedida pela Polícia Civil de post sobre nazismo
Post com símbolo nazista no Instagram – Reprodução
O IFPR divulgou nota oficial informando que o servidor será afastado imediatamente das suas funções e que um processo administrativo disciplinar será instaurado para apurar o caso. A instituição afirmou repudiar práticas ligadas a apologia ao nazismo, xenofobia, misoginia, homofobia, racismo e outras formas de discriminação.

O reitor Adriano Willian da Silva Viana Pereira declarou que atitudes criminosas cometidas por membros da comunidade acadêmica são passíveis de apuração imediata, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme previsto na Constituição.

O caso atual não é o primeiro envolvendo Phetronio Paulo de Medeiros. Em 2024, ele foi condenado pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul por apologia ao nazismo. Sentença acessada pela imprensa aponta que, ao menos desde 2018, ele realizava postagens nas redes sociais utilizando a suástica para divulgar o nazismo.

Ele recebeu pena de dois anos de reclusão em regime inicial aberto e multa, posteriormente substituída por prestação de serviços à comunidade e aumento do valor da multa. A condenação transitou em julgado em dezembro de 2025.

Phetronio tem 40 anos e é natural do Rio Grande do Norte. De acordo com seu perfil institucional, é graduado em Ciências Contábeis e já atuou como professor na Universidade Federal da Paraíba, além de técnico em contabilidade na mesma instituição.

Em 2019, mudou-se para o Rio Grande do Sul, onde trabalhou na Universidade Federal de Pelotas. Em 2024, assumiu o cargo de técnico em contabilidade no IFPR em Irati, no centro do Paraná, onde permanece lotado administrativamente, agora afastado por decisão institucional.

Fonte: DCM com informações do G1

Sexo e carinho aceleram cicatrização de machucados, aponta pesquisa

Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução

Um estudo publicado recentemente no “JAMA Psychiatry” indica que fazer sexo pode contribuir para a cicatrização de lesões físicas. A pesquisa aponta que, mesmo na ausência de desejo sexual, interações afetuosas simples — como a troca de elogios entre parceiros — podem trazer efeito semelhante. Os autores relacionam esses resultados ao fortalecimento do sistema imunológico, sugerindo impacto positivo da intimidade emocional e física sobre a recuperação do organismo.

Os cientistas focaram no papel da ocitocina, conhecida como “hormônio do amor”, liberada em situações de proximidade, como momentos de vínculo romântico e na interação entre pais e filhos, incluindo a amamentação. No experimento, pequenas bolhas foram produzidas na pele do antebraço de 80 casais heterossexuais. Os participantes foram divididos em quatro grupos, combinando ou não o uso de spray nasal de ocitocina com a chamada Tarefa de Apreciação do Parceiro (TAP), que consistia em dizer coisas carinhosas um sobre o outro, além de grupos com placebo e sem a tarefa.

Os resultados mostraram que a ocitocina isolada não alterou a velocidade de cicatrização, mas a combinação de ocitocina com a TAP acelerou a recuperação das bolhas. Esse efeito foi ainda mais intenso entre os casais que relataram ter relações sexuais durante a semana de estudo. Segundo os pesquisadores, quem fazia mais sexo apresentava níveis mais baixos de cortisol, hormônio associado ao estresse, o que sugere que a soma de intimidade física, redução do estresse e liberação de ocitocina pode favorecer a cicatrização de feridas.

Fonte: DCM

Gabigol será a nova dupla de Neymar; entenda


     Gabigol. Foto: Divulgação

O Santos acertou a contratação de Gabigol por empréstimo junto ao Cruzeiro. O acordo é válido por um ano e prevê opção de compra ao final do vínculo. Os salários do atacante serão divididos entre os dois clubes durante o período do contrato.

A negociação foi influenciada por fatores como o interesse do jogador em atuar novamente pelo Santos e a relação desgastada com o técnico Tite no Cruzeiro. O episódio do pênalti perdido na semifinal da Copa do Brasil também pesou no cenário recente do atacante com parte da torcida mineira.

O Cruzeiro preferia a venda em definitivo, mas aceitou o empréstimo. Além da chegada de Gabigol e da renovação de Neymar, o Santos busca reforços e negocia com o volante Loyola, do Independiente, e com o atacante Rony, do Atlético-MG.

Fonte: DCM

Brasil acolhe mais 124 repatriados dos EUA em operação humanitária

Programa Aqui é Brasil garantiu atendimento em saúde e apoio psicossocial aos repatriados

    Governo Federal recebe voo de repatriados brasileiros vindos dos EUA (Foto: Raul Lansky/MDHC)

O governo federal realizou nesta quarta-feira (31) mais uma ação de acolhimento humanitário a brasileiros repatriados dos Estados Unidos. O voo, com 124 pessoas a bordo, pousou às 20h no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana da capital mineira, marcando mais uma etapa da política pública voltada ao retorno assistido de cidadãos em situação de vulnerabilidade. A operação integra o programa Aqui é Brasil, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

☆ Recepção humanitária em Confins

Após o desembarque, parte dos repatriados foi encaminhada para um hotel que abriga uma estrutura especial de acolhimento. No local, os brasileiros receberam alimentação, kits de higiene, atendimento médico, acompanhamento psicológico e apoio psicossocial, além de orientações e auxílio para o deslocamento até as cidades de origem.

Aqueles que já contavam com apoio familiar em Minas Gerais ou optaram por seguir viagem imediatamente também foram atendidos no próprio aeroporto. Durante a operação, três pessoas foram detidas pela Polícia Federal, conforme informado pelo ministério.

☆ Perfil dos brasileiros acolhidos

O grupo recebido nesta operação é composto majoritariamente por homens desacompanhados, que somam 108 pessoas. Há ainda 15 mulheres desacompanhadas e um homem procurado pela Justiça, totalizando 124 repatriados. Não houve registro de crianças ou adolescentes entre os atendidos.

A maior parte do grupo é formada por adultos em idade economicamente ativa. A faixa etária mais numerosa é a de 40 a 49 anos, com 50 pessoas. Em seguida aparecem os grupos de 18 a 29 anos, com 35 registros, e de 30 a 39 anos, com 24 pessoas. As faixas de 50 a 59 anos reúnem 13 pessoas, enquanto apenas duas têm 60 anos ou mais.

☆ Programa interministerial de repatriação

O programa Aqui é Brasil é uma iniciativa de acolhimento humanitário coordenada pelo MDHC, em parceria com os ministérios das Relações Exteriores; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; da Saúde; e da Justiça e Segurança Pública. A ação conta ainda com o apoio de governos estaduais, da Polícia Federal, da Defensoria Pública da União, da Agência Nacional de Transportes Terrestres e de organismos internacionais, como a Organização Internacional para as Migrações.

Desde o início de 2025, o programa já realizou 37 operações de repatriação, garantindo o retorno de mais de 3 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade, a maioria vinda dos Estados Unidos, ao longo de voos realizados entre janeiro e dezembro deste ano.

Fonte: Brasil 247

STF terá evento para lembrar 3 anos de atos golpistas de 8 de janeiro

Programação relembra invasão das sedes dos poderes, em Brasília

STF terá evento para lembrar 3 anos de atos golpistas de 8 de janeiro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Lucas Pordeus León, repórter da Agência Brasil - O Supremo Tribunal Federal (STF) promove, no próximo dia 8 de janeiro, em Brasília, evento para relembrar os atos golpistas de três anos atrás, quando alguns milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro - exigindo um golpe militar - invadiram e depredaram prédios dos poderes na capital da República.

Para marcar a data, a Suprema Corte realiza o evento “Democracia Inabalada: 8 de janeiro – Um dia para não esquecer”. A programação inclui a abertura de uma exposição, a exibição de um documentário, uma roda de conversa com jornalistas e uma mesa de debate.

No início da tarde de 8 de janeiro haverá a abertura da exposição “8 de janeiro: Mãos da Reconstrução”, a ser exibida no Espaço do Servidor, no STF.

Em seguida, será exibido o documentário “Democracia Inabalada: Mãos da Reconstrução” no Museu do próprio tribunal.

A programação segue com uma roda de conversa com profissionais da imprensa sobre o tema, também no Museu do STF, e finaliza com a mesa-redonda “Um dia para não esquecer”, no salão nobre do Supremo.

☉ Golpe de Estado

Ao lembrar os dois anos do 8 de janeiro, neste ano, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, afirmou que os atos golpistas foram a “face visível” de um movimento “subterrâneo” que articulava um golpe de Estado.

“Relembrar esta data, com a gravidade que o episódio merece, constitui, também, um esforço para virarmos a página, mas sem arrancá-la da história”, frisou Fachin durante cerimônia que lembrou os dois anos do 8 de janeiro.

☉ Atos golpistas

Logo após o resultado da eleição ser divulgada em 30 de outubro de 2022, teve início um movimento pedindo um golpe militar para impedir que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva assumisse o cargo.

Houve fechamento de rodovias e acampamentos golpistas foram montados em frente aos quartéis em várias cidades do país.

Marcaram também a escalada de atos golpistas a implantação de uma bomba próxima ao Aeroporto Internacional de Brasília, na véspera do Natal, e a invasão de uma delegacia da Polícia Federal (PF) após a queima de ônibus no dia da diplomação de Lula, também em Brasília.

Após investigações sobre esses atos, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados próximos por tentativa de golpe de Estado e outros delitos, responsabilizando o ex-presidente por uma conspiração contra o resultado eleitoral com objetivo de permanecer no poder após a derrota em 2022.

Segundo a condenação, Bolsonaro tentou convencer os comandantes militares a aderir a um golpe de Estado para anular as eleições.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro recebe alta hospitalar e volta à PF em Brasília após Moraes negar domiciliar


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da Polícia Federal, em novembro – Brenno Carvalho/Agência O Globo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira e voltou à sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes.

A defesa havia pedido que Bolsonaro permanecesse no hospital até a análise definitiva de um pedido de prisão domiciliar humanitária, mas o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o requerimento.

Antes da saída do hospital, um carro com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou pelo local e ela acenou para um grupo de cerca de dez apoiadores. O grupo vestia roupas com a estampa da bandeira do Brasil e um manifestante estava com uma bandeira de Israel. Eles gritaram palavras de ordem com ofensas ao presidente Lula e pedidos para que Bolsonaro deixasse a prisão.

Bolsonaro havia sido internado na semana passada para cirurgia de correção de hérnia inguinal bilateral. Após crises de soluço, foi submetido a novos procedimentos. A defesa argumentou que o quadro clínico ainda exigiria acompanhamento médico contínuo para justificar a prisão domiciliar.

Moraes afirmou que a defesa não apresentou fatos novos que afastem os fundamentos da decisão anterior, que já havia negado a prisão domiciliar em 19 de dezembro. Segundo o ministro, não houve agravamento do estado de saúde, mas sim melhora dos desconfortos, conforme laudos dos próprios médicos de Bolsonaro.

“O quadro clínico é de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização das cirurgias eletivas”, escreveu Moraes ao rebater os argumentos da defesa.

Na decisão, o ministro ainda ressaltou que todas as prescrições médicas apontadas pelos advogados podem ser cumpridas na Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro cumpre pena.

Moraes destacou que seguem ausentes os requisitos legais para concessão de prisão domiciliar, citando “reiterados descumprimentos de medidas cautelares” e “atos concretos visando à fuga”, incluindo a destruição dolosa de tornozeleira eletrônica, como motivos para manter o regime fechado.

Na segunda-feira, Bolsonaro foi submetido a um bloqueio anestésico do nervo frênico no lado esquerdo. No sábado passado, o mesmo procedimento foi realizado no lado direito.

O bloqueio do nervo frênico é um procedimento anestésico usado em casos de soluços persistentes quando tratamentos com medicamentos não funcionam. O nervo frênico controla os movimentos do diafragma, músculo essencial para a respiração, e a contração involuntária do diafragma provoca o soluço.

No procedimento, anestesia localizada reduz temporariamente a condução dos impulsos nervosos ao diafragma para interromper as contrações involuntárias. O método não causa paralisia permanente nem afeta a respiração de forma definitiva.

Em casos como o de Bolsonaro, o tratamento é feito de forma bilateral, primeiro em um lado e depois no outro, para avaliar a resposta do organismo antes da conclusão do procedimento. O método é indicado apenas em situações específicas e após avaliação clínica detalhada, especialmente quando os soluços estão associados a alterações neurológicas ou gastrointestinais.

Fonte: DCM

Defesa chama prisão de Filipe Martins de 'perseguição política' e 'vingança'

Defesa critica ministro do STF Alexandre de Moraes e ausência do devido processo legal

      Filipe Martins (Foto: Arthur Max/MRE)

A prisão preventiva do ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins, decretada nesta sexta-feira (2) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, provocou reação de sua defesa. Martins, que cumpria prisão domiciliar desde o fim de dezembro, foi transferido para o presídio de Ponta Grossa, no Paraná, após decisão do magistrado.

O advogado Jeffrey Chiquini classificou a medida como uma ação de cunho político e acusou o STF de promover perseguição contra seu cliente, condenado a 21 anos de prisão no julgamento do chamado núcleo 2 da ação que apura a tentativa de golpe para manter Jair Bolsonaro no poder. As informações são do Metrópoles.

● Defesa reage à decisão do STF

Ao comentar a prisão, Chiquini afirmou que a decisão já era esperada e representa uma prática reiterada. “Fato é que hoje Alexandre de Moraes colocou em prática aquilo que ele deseja desde 2019. Felipe Martins é oficialmente um preso político, mais um perseguido por esse regime autoritário que se instalou no Brasil. Mas não vamos jogar a toalha, vamos continuar lutando, lutando por justiça e por liberdade”, declarou.

● Advogado fala em perseguição política

Segundo o advogado, a prisão preventiva não se sustenta juridicamente e teria como objetivo antecipar o cumprimento da pena. “Nada mais é do que uma medida de vingança e para antecipar o cumprimento da pena pela condenação, embora ainda caibam recursos da condenação”, afirmou.

Chiquini também comparou o caso de Martins a outras condenações relacionadas ao mesmo processo. “Foi assim com o Bolsonaro, foi assim com os demais condenados da farsa da trama golpista e hoje foi assim com Felipe Martins. O Brasil vê que não há devido processo legal aqui”, disse.

● Uso do LinkedIn motivou prisão preventiva

A decisão de Alexandre de Moraes foi tomada após o recebimento de uma denúncia, juntada aos autos em 29 de dezembro, que apontava o suposto uso da conta de Filipe Martins no LinkedIn para buscar perfis de outras pessoas. O ex-assessor estava proibido de utilizar redes sociais e a defesa teve 24 horas para se manifestar sobre o caso. Na terça-feira (30), o ministro já havia advertido que a explicação sobre o uso da plataforma deveria ser apresentada sob pena de decretação de prisão preventiva.

● Medidas cautelares impostas a Filipe Martins

Além da prisão domiciliar, Martins estava submetido a uma série de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte, a suspensão do porte de armas, a restrição de visitas apenas a advogados e a proibição do uso de redes sociais.

Para a defesa, a prisão não se deu por atos concretos. “Hoje, essa prisão do Felipe Martins não foi por algo que ele fez, mas, sim, por quem ele é. Felipe Martins, hoje, no segundo dia do ano, 2 de janeiro de 2026, foi preso por ser Felipe Martins, porque a ordem de prisão não tem motivo”, afirmou Chiquini.

O advogado informou que irá se reunir com os demais integrantes da defesa para definir os próximos passos do caso e adiantou que pretende recorrer da decisão junto ao próprio ministro Alexandre de Moraes.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

Bolsonaro acerta quadra na Mega da Virada em bolão com o irmão

Aposta teve o número 13 e foi realizada pelo irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro, e incluiu também um assessor

      Jair e Renato Bolsonaro (Foto: Reproduçã0/Facebook)


No mesmo dia em que recebeu alta hospitalar após mais de uma semana internado, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhou a quadra da Mega da Virada de 2026 em um bolão feito com o irmão, Renato Bolsonaro, e um assessor. A aposta premiada foi registrada na quinta-feira (1º.jan.2026), data do sorteio especial de fim de ano.

A informação foi publicada pelo site Poder360 e detalha que, ao deixar o hospital, Bolsonaro retornou à cela da Polícia Federal, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A aposta conjunta chamou atenção nas redes sociais após Renato divulgar a cartela com os números escolhidos pelo grupo.

Segundo a publicação, o jogo continha as dezenas 06, 13, 21, 22, 32 e 59. Desses números, o bolão acertou quatro: 13, 21, 32 e 59. Um dos acertos foi o 13, número tradicionalmente associado ao PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O valor gasto na aposta foi de R$ 18, conforme aparece na imagem compartilhada por Renato.

Na postagem, Renato Bolsonaro celebrou o resultado. “Começamos o ano de 2026 com sorte! Acertamos a quadra em um bolão da mega da virada. Esse bolão eu fiz junto com Mosart e Jair Bolsonaro”, escreveu. Ao Poder360, ele informou que o prêmio total foi de R$ 216, a ser dividido igualmente entre os três participantes, resultando em R$ 72 para cada um.

Renato também afirmou que as apostas em grupo fazem parte da rotina da família. “Todo ano a gente joga. Fazemos sempre bolão eu, meu irmão, o Mozart e um cunhado meu. Eu que organizo sempre o bolão. Ano passado a gente jogou e também ganhamos a quadra. Dessa vez não saiu o 22, mas em 2026 pode anotar que o 22 vai ganhar”, declarou.

De acordo com as regras da Caixa Econômica Federal, responsável pelas loterias no Brasil, prêmios de até R$ 2.259,20 podem ser retirados em casas lotéricas credenciadas ou em agências da Caixa. Valores superiores a esse limite devem ser sacados exclusivamente nas agências do banco, mediante apresentação de documento oficial com foto e comprovante da aposta. Em apostas do tipo bolão, a divisão do prêmio ocorre automaticamente conforme o registro feito no volante.

Fonte: Brasil 247

PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo

Ato no Diário Oficial da União prevê medidas administrativas em caso de ausência injustificada; ex-parlamentar reside atualmente nos EUA

     Eduardo Bolsonaro - 14/08/2025 (Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak)


A Polícia Federal determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro (PL) ao cargo que ocupa na corporação, após a declaração da perda de seu mandato na Câmara dos Deputados. A medida tem como objetivo a regularização formal de sua situação funcional e prevê a adoção de providências administrativas caso haja ausência injustificada.

A decisão, segundo a CNN Brasil, consta de ato declaratório publicado nesta sexta-feira (2) no Diário Oficial da União (DOU). No documento, a Polícia Federal estabelece o “retorno imediato para fins exclusivamente declaratórios e de regularização da situação formal”, alertando que o não cumprimento poderá resultar em “providências administrativas e disciplinares cabíveis”.

◈ Decisão da PF é publicada no Diário Oficial

O ato oficial destaca que a reapresentação é necessária para ajustar a situação funcional de Eduardo Bolsonaro, que estava afastado das atividades na corporação enquanto exercia o mandato parlamentar. A publicação no Diário Oficial formaliza a exigência e define os parâmetros administrativos a serem seguidos.

◈ Histórico funcional de Eduardo Bolsonaro

Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal em 2010, no cargo de escrivão. Durante o período em que atuou como deputado federal, permaneceu afastado das funções policiais, conforme previsto na legislação que rege a acumulação de cargos públicos e mandatos eletivos.

Desde março do ano passado, ele está nos Estados Unidos, após se licenciar do mandato na Câmara dos Deputados. O afastamento prolongado foi um dos elementos que antecederam a decisão sobre sua situação parlamentar.

◈ Perda de mandato e exigência de retorno

Em dezembro, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a perda do mandato de Eduardo Bolsonaro. A justificativa apresentada foi o número suficiente de ausências não justificadas às sessões da Casa, o que levou ao encerramento formal de seu vínculo parlamentar.

Com a perda do mandato, a Polícia Federal passou a exigir o retorno imediato do servidor à corporação, exclusivamente para fins administrativos e de regularização funcional, conforme estabelecido no ato publicado no Diário Oficial da União.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil