quinta-feira, 12 de março de 2026

Zanin assume relatoria no STF de ação que pede CPI do Master

Após Toffoli declarar suspeição, a Corte redistribuiu o mandado de segurança que cobra instalação da comissão investigativa no Legislativo

      Cristiano Zanin (Foto: Victor Piemonte/STF)

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, passou a ser o responsável pelo mandado de segurança que exige a criação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A redistribuição do caso foi revelada nesta quarta-feira (11) pela coluna de Manoela Alcântara e ocorre após uma sequência de desdobramentos que culminaram no afastamento do relator anterior.

Conforme apurado pela coluna, o novo sorteio se tornou necessário depois que o ministro Dias Toffoli comunicou formalmente sua suspeição para atuar no processo. A saída de Toffoli da relatoria foi diretamente motivada por uma série de reportagens que expuseram vínculos entre o magistrado e o universo financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master.

Toffoli se declara suspeito para participar de análise do caso da prisão de Vorcaro

Ministro do STF alegou motivo de foro íntimo; mais cedo ele já havia se afastado de julgar pedido de abertura da CPI do Master

      Dias Toffoli e Daniel Vorcaro (Foto: Ton Molina/STF | Divulgação)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli declarou-se suspeito para analisar a decisão que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, determinada na última quarta-feira (4). Segundo o G1, o próprio magistrado comunicou o afastamento do caso.

"Declaro a minha suspeição por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa", disse o magistrado. A manifestação do ministro ocorre no contexto de investigações relacionadas ao chamado caso Master, que envolve apurações sobre o Banco Master.

"Podem espernear, podem latir, eu sou a presidenta da Comissão das Mulheres", diz Erika Hilton ao rebater ataques transfóbicos

A eleição de Hilton para o comando da comissão gerou ataques de parlamentares ligados ao centrão e à extrema direita

         Érika Hilton (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) reagiu publicamente aos ataques transfóbicos que recebeu após assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. A parlamentar utilizou as redes sociais para comentar a repercussão do caso e defender a legitimidade de sua eleição para o cargo.

A eleição de Hilton para o comando da comissão gerou ataques de parlamentares ligados ao centrão e à extrema direita, que questionaram o fato de uma mulher trans presidir o colegiado. Fora do campo político, entre os comentários que repercutiram, foi a do apresentador Ratinho, do SBT, que afirmou ao vivo em seu programa que a deputada não deveria ocupar o cargo por, segundo ele, não ser uma mulher — declaração que gerou forte repercussão e críticas nas redes sociais.

VÍDEO – Flávio Bolsonaro bajula María Corina em posse de Kast no Chile: “Grande inspiração”


     María Corina Machado e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se encontrou, na última quarta-feira (11), com a líder da direita venezuelana María Corina Machado durante a cerimônia de posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast. O encontro ocorreu de forma informal durante o evento que marcou o início do novo governo chileno.

Pré-candidato à Presidência da República, Flávio compartilhou nas redes sociais um vídeo do momento em que conversa com María Corina. Na gravação publicada em seu perfil no Instagram, o senador parabeniza a venezuelana pelo Nobel da Paz, prêmio que recebeu no ano passado, e afirma que ela é uma “grande inspiração” para o Brasil.

Procurador que pede cabeça de Pochmann no IBGE é o homem das “pedaladas fiscais” contra Dilma e “amigo de Moro”


        O procurador Júlio Marcelo de Oliveira e o senador Sérgio Moro. Foto: reprodução

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu o afastamento do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann, por suspeitas de irregularidades administrativas na condução do órgão.

A representação foi apresentada pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira. O pedido está relacionado a supostas irregularidades na gestão de Pochmann, como a substituição sucessiva de servidores de carreira e a tentativa de criação da Fundação IBGE+, uma instituição privada de apoio ao instituto.

No documento encaminhado, a procuradoria alertou para um “quadro institucional preocupante” gerado pela tentativa de criar uma entidade paralela com possíveis recursos próprios, atuando em áreas sensíveis de produção e tratamento de dados oficiais.

Lei Magnitsky: EUA voltam a discutir sanções contra Alexandre de Moraes

Administração Trump analisa reativar punições contra o ministro do STF

           Donald Trump e Alexandre de Moraes (Foto: Reuters/Kevin Lamarque | Luiz Silveira/STF)

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia, segundo Andreza Matais, do Metrópoles, a possibilidade de voltar a aplicar sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, instrumento jurídico norte-americano utilizado para punir autoridades estrangeiras acusadas de violações graves de direitos.

Moraes já havia sido alvo desse tipo de sanção em julho de 2025, quando o governo norte-americano determinou restrições que dificultavam o uso de serviços de empresas dos Estados Unidos, além de prever o congelamento de eventuais ativos ou propriedades mantidos em território americano. As medidas também atingiram a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, organização vinculada a ela.

As sanções foram suspensas em dezembro de 2025, mas discussões recentes dentro da administração Trump indicam que o tema voltou à pauta. O assunto tem sido debatido internamente no governo norte-americano nas últimas semanas.

"Flávio Bolsonaro tenta construir a imagem de bom moço e a mídia engole", diz Helena Chagas

Jornalista critica cobertura da imprensa sobre o caso Master e aponta “amnésia seletiva” em relação ao senador

Helena Chagas e Flávio Bolsonaro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Lula Marques/Agência Brasil)

A jornalista Helena Chagas criticou a cobertura da imprensa sobre o chamado caso Master e o tratamento dado ao senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) nas discussões políticas recentes. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (12), ela afirmou estar “chocada com o jogo pesado” na forma como parte da mídia tem abordado o episódio.

Na postagem, Helena Chagas afirma que a imprensa tradicional estaria direcionando o foco do escândalo para o Supremo Tribunal Federal (STF), deixando em segundo plano outros aspectos do caso e possíveis envolvidos. “A mídia mainstream jogando todo o foco do caso Master — um tremendo escândalo envolvendo banqueiros, políticos, etc — no STF”, escreveu. Em seguida, ela acrescenta: “Não defendo os absurdos supremos, mas o buraco desse assunto é muito mais embaixo”.

Moro lidera disputa pelo governo do Paraná, aponta pesquisa

Levantamento do Paraná Pesquisas indica vantagem do senador em cenários eleitorais e mostra alta aprovação do governo Ratinho Junior no estado

     Sergio Moro (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

Pesquisa realizada no Paraná aponta o senador e ex-juiz parcial Sergio Moro (União) como principal favorito na disputa pelo governo estadual nas eleições de 2026. O levantamento também revela elevados índices de aprovação da gestão do governador Ratinho Junior (PSD) entre os eleitores paranaenses.

O estudo foi conduzido pelo instituto Paraná Pesquisas e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-06254/2026. A coleta de dados ocorreu entre 1º e 4 de março de 2026, com 1,5 mil entrevistas presenciais em 55 municípios do estado. A margem de erro estimada é de 2,6 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

◎ Moro na liderança

No principal cenário estimulado apresentado pelo levantamento, Sergio Moro lidera com 44% das intenções de voto para governador. Na sequência aparecem Requião Filho (PDT), com 23,1%, e Alexandre Curi, com 11,3%. Outros nomes citados registram percentuais menores, como Giacobo (4,5%), Guto Silva (4,3%) e Luiz França (0,9%).

Moraes pede ao Itamaraty agenda diplomática de assessor de Trump no Brasil

Ministro do STF quer saber compromissos oficiais de Darren Beattie para decidir sobre possível mudança em data de visita a Jair Bolsonaro na prisão

       Alexandre de Moraes (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (12) que o Ministério das Relações Exteriores forneça informações sobre eventual agenda diplomática de Darren Beattie no Brasil. O pedido ocorre no contexto da solicitação para que o assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visite o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso. As informações são da CNN Brasil.

O magistrado solicitou ao Itamaraty detalhes sobre compromissos oficiais do integrante do Departamento de Estado norte-americano no país. Os dados devem servir de base para que Moraes decida se haverá ou não flexibilização na data de visita ao ex-presidente brasileiro.

Escala 6x1 ainda atinge um terço dos empregos no Brasil, aponta estudo

Levantamento do Ministério do Trabalho indica que 33,2% dos vínculos seguem jornada de seis dias semanais, enquanto maioria já adota regime próximo ao 5x2

       Carteira de trabalho digital (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Um levantamento inédito apresentado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) revela que a escala de trabalho 6x1 — seis dias trabalhados para um de descanso — ainda está presente em 33,2% dos empregos no Brasil. Os dados foram apresentados durante audiência pública na Câmara dos Deputados e indicam que, apesar da persistência desse modelo, a maior parte dos trabalhadores já atua em jornadas semanais mais curtas.

PF flagra suplente de Alcolumbre sacando R$ 350 mil em dinheiro vivo

Investigação aponta saques superiores a R$ 3 milhões e suspeita de fraude em licitações do DNIT no Amapá

       Breno Chaves Pinto (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal registrou o momento em que o empresário Breno Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), deixou uma agência bancária carregando R$ 350 mil em dinheiro vivo no Amapá. O episódio faz parte de um relatório de monitoramento produzido durante uma investigação sobre suspeitas de fraude em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no estado, informa o jornal O Globo.

De acordo com o relatório da PF, agentes passaram a acompanhar os passos do empresário após um alerta do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras consideradas atípicas, com sucessivos saques em espécie realizados pouco tempo depois do recebimento de recursos oriundos de contratos públicos. Segundo os investigadores, o padrão das retiradas pode indicar indícios de lavagem de dinheiro.

Centrão mapeia votos no STF para tentar soltar Daniel Vorcaro

Bloco de políticos busca evitar delação do banqueiro investigado e aposta em possível empate na Segunda Turma do Supremo

     FBI, Daniel Vorcaro e Interpol (Foto: Reuters I Divulgação)

Movimentações políticas em Brasília indicam que lideranças do centrão passaram a atuar nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a libertação do banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo, segundo relatos de interlocutores políticos, seria evitar que o investigado opte por um acordo de delação premiada caso permaneça preso por um período prolongado. As informações foram publicadas pelo blog da jornalista Andréia Sadi, no portal G1, que relatou a mobilização de políticos para acompanhar de perto o julgamento do caso na Segunda Turma do STF. A preocupação de aliados seria de que o avanço das investigações leve Vorcaro a revelar detalhes de relações políticas e financeiras caso decida colaborar com a Justiça.

De acordo com relatos obtidos pelo blog, interlocutores ligados ao centrão começaram a mapear votos entre os ministros da Segunda Turma e a atuar nos bastidores para construir uma maioria favorável à libertação do banqueiro. A estratégia considera diferentes cenários dentro do colegiado responsável por analisar o caso.

Polícia Federal prende operador financeiro ligado ao Careca do INSS

Alexandre Moreira da Silva, um dos operadores financeiros do esquema investigado na Operação Sem Desconto, foi preso por ordem de André Mendonça

     Empresário Antônio Carlos Camilo Antunes (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (11), Alexandre Moreira da Silva, apontado pelas investigações como um dos operadores financeiros de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura desvios bilionários de recursos do Instituto Nacional do Seguro Social.

Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, Silva era um dos últimos foragidos da investigação, que mira um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários e alcança nomes ligados ao Ministério da Previdência Social e ao Senado. A apuração é conduzida pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Erika Hilton aciona MP e pede prisão de Ratinho por transfobia

Deputada recorre ao MP-SP e afirma que declarações do apresentador no SBT negam sua identidade de gênero e configuram discurso discriminatório

      Erika Hilton (Foto: Kayo Magalhaes / Câmara)

A deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) protocolou nesta quinta-feira (12) um pedido de investigação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o apresentador Ratinho, após declarações feitas durante seu programa no SBT consideradas transfóbicas. No documento, a parlamentar solicita a abertura de inquérito policial e a prisão do comunicador, que, em caso de condenação, pode enfrentar pena de até seis anos de prisão. Ela também pede a abertura de uma ação civil pública com indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos causados à população trans e travesti. As informações são do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles.

Zettel movimentou R$ 99 milhões em 7 meses, mais de 200 vezes sua renda mensal, diz Coaf


     O pastor Fabiano Zettel. Foto: reprodução

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) aponta que o pastor Fabiano Zettel movimentou R$ 99,2 milhões em apenas sete meses, volume considerado incompatível com sua renda declarada. Segundo o documento, ao qual o Globo teve acesso, as transações ocorreram entre junho de 2021 e janeiro de 2022 e somaram valores que equivalem a cerca de R$ 14,1 milhões por mês, mais de duzentas vezes a renda mensal de R$ 66 mil informada pelo empresário.

O relatório detalha que, nesse período, foram identificados R$ 49,9 milhões em créditos e R$ 49,3 milhões em débitos na conta de Zettel, que atua como pastor na igreja Lagoinha, de André Valadão.

Ratinho ataca Erika Hilton ao vivo no SBT: "não é mulher" (vídeo)

Apresentador questionou presença de deputada trans na Comissão da Mulher e gerou criticas nas redes sociais

       Apresentador Ratinho (Foto: Reprodução / X / Ratinho)

 O apresentador Carlos Massa, o Ratinho, gerou revolta nas redes após fazer comentários sobre a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) durante a exibição ao vivo do programa que comanda no SBT. Durante o programa, Ratinho comentou a escolha de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Transfóbico, ao abordar o tema, o apresentador questionou o fato de uma mulher trans ocupar o cargo.

Ao tratar do assunto no ar, Ratinho afirmou: “Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Não achei muito justo, com tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? Ela não é mulher, ela é trans. Não tenho nada contra trans, mas se tem outras mulheres. Mulher para ser mulher tem de ser mulher.”

Na sequência, o apresentador continuou o comentário e voltou a questionar a presença da parlamentar no comando da comissão. “Agora, para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher. Mas quero dizer que não tenho nada contra a deputada, o deputado… A deputada Erika Hilton. Elas não me fez nada, ela só fala bem, mas não tenho nada contra ela.”