sexta-feira, 16 de outubro de 2026

TSE manda Meta tratar Lula e Flávio Bolsonaro igualmente, sob multa de R$ 500 mil


                Mark Zuckerberg, dono da Meta. Foto: Manuel Orbegozo/Reuters

O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (15) que a Meta garanta tratamento igualitário às campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), sob multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento. A decisão, noticiada pela coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, também exige reposição de publicidade contratada pela campanha petista que não foi entregue.

A ordem responde à representação da campanha de Lula sobre tratamento desigual nas plataformas. Entre os episódios relatados, a Meta AI recusava pedidos de criação de material para o presidente, mas atendia a solicitações semelhantes para Flávio Bolsonaro. A empresa atribuiu o problema a erros técnicos e negou favorecimento deliberado.

Bellizze deu 24 horas para que a inteligência artificial aplique critérios idênticos às candidaturas, atendendo ou recusando os mesmos tipos de solicitação. A companhia também deverá informar os parâmetros usados. O ministro ressaltou que, nessa fase, não há elementos para concluir que houve manipulação intencional, mas considerou necessário prevenir tratamentos desiguais na disputa.

A Meta não poderá restringir de forma desigual buscas, distribuição ou recomendação de conteúdos políticos. Bloqueios de contas de anúncios e restrições à publicidade das campanhas deverão passar por revisão humana. Quando uma limitação for aplicada automaticamente, a empresa terá até duas horas para revisá-la e comunicar à Justiça Eleitoral a medida e sua justificativa.

Ex-ministro de Bolsonaro, Weintraub diz que não votará em Flávio por suspeitas de corrupção

 Ex-titular da Educação afirma que não votará no segundo turno, critica aproximação com o Centrão e questiona o sistema eleitoral brasileiro

Ministro fez vários posts no Twitter para defender Jair Bolsonaro, cada vez mais isolado politicamente - Crédito: Marcos Correa – PR

 O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que integrou o governo de Jair Bolsonaro (PL), anunciou que não votará no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Apesar de ter mantido proximidade com os filhos do ex-presidente durante sua passagem pelo governo, Weintraub descartou apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mencionando suspeitas de corrupção envolvendo o candidato.

Em declarações à coluna Painel, da Folha de São Paulo, o ex-ministro afirmou que pretende repetir a abstenção registrada no primeiro turno. Atualmente residente nos Estados Unidos, ele justificou sua decisão com uma frase atribuída ao teólogo Charles H. Spurgeon: “Entre dois males, não escolha nenhum”.

A recusa em apoiar Flávio Bolsonaro representa mais um episódio do distanciamento político entre Weintraub e a família do ex-presidente. O economista afirmou que sua ruptura com o bolsonarismo ocorreu ainda em 2020, quando o governo passou a ampliar sua articulação com partidos do Centrão.

“Quando apoiei [Jair] Bolsonaro, não havia suspeitas de corrupção como há agora. Meu rompimento foi em 2020, com a entrada do centrão”, declarou à coluna.

Flávio perde força, Lula cresce e Centrão já admite virada, diz Eliane Cantanhêde


O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT). Foto: Jean Carniel/Adriano Machado/Reuters

A recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas eleitorais já provoca movimentos nos bastidores do Centrão. Embora seus principais líderes tenham declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL), o avanço do petista e a possibilidade de uma virada no segundo turno fazem o bloco político reconsiderar suas posições.

Segundo a jornalista Eliane Cantanhêde, em sua coluna no Estadão nesta quinta-feira (15), os dirigentes do Centrão identificam sinais de mudança no cenário eleitoral e temem ficar subordinados ao PL no Congresso Nacional caso Flávio vença a disputa.

O movimento envolve especialmente o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que se reuniu nesta quinta-feira com o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), um dos principais articuladores da campanha de Lula. De acordo com Cantanhêde, Kassab já demonstrava maior simpatia pelo presidente e agora avalia que o petista passou a ser favorito.

A mudança de percepção ocorre após a divulgação da nova pesquisa Datafolha, que aponta Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. A diferença, que era de quatro pontos percentuais na semana passada, caiu para apenas dois, dentro da margem de erro do levantamento.

Lula participa hoje de promulgação do fim da escala 6×1 no Senado

 Presidente estará na cerimônia nesta sexta-feira e seguirá para atos em Minas Gerais, a nove dias do segundo turno

          O presidente Lula em campanha pelo fim da escala 6×1. - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, nesta sexta-feira (16), da sessão solene de promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1. A cerimônia está marcada para as 9h, no plenário do Senado. Depois, o presidente seguirá para compromissos eleitorais em Minas Gerais, a nove dias do segundo turno.

A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a coluna, Lula decidiu acompanhar presencialmente a promulgação da proposta, aprovada no Senado com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.

A presença do presidente foge ao padrão de sua agenda institucional, já que ele não costuma comparecer a cerimônias desse tipo. Uma das exceções recentes ocorreu em dezembro de 2023, quando esteve no plenário da Câmara dos Deputados para a promulgação da reforma tributária.

Lula cresce, tira vantagem de Flávio Bolsonaro e empata em 50% no segundo turno, diz PoderData/Aya

 Pesquisa mostra recuperação do presidente, que eliminou diferença de seis pontos percentuais em duas semanas; disputa está empatada a nove dias da eleição

           Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperou terreno na corrida presidencial e alcançou o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições de 2026. Os dois candidatos aparecem com 50% dos votos válidos, segundo levantamento PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (16), a nove dias da votação marcada para 25 de outubro.

O resultado representa uma mudança significativa no cenário eleitoral desde o primeiro turno. A vantagem de seis pontos percentuais que Flávio Bolsonaro registrava sobre Lula no levantamento divulgado em 8 de outubro caiu para dois pontos na pesquisa anterior e desapareceu na rodada mais recente. O estudo ouviu 3 mil eleitores entre 13 e 15 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

A recuperação de Lula ocorre após um período de crescimento de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno à frente do presidente. Na votação inicial, o senador recebeu 47,03% dos votos, enquanto o petista conquistou 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual.

Desde então, o desempenho dos candidatos nas pesquisas passou por uma inversão de tendência. Enquanto Lula ampliou suas intenções de voto, Flávio perdeu parte da vantagem conquistada após a primeira votação. O empate registrado agora indica que nenhum dos dois candidatos chega à reta final da disputa com favoritismo consolidado nas intenções de voto.

PF aponta que empresa ligada a investigado no caso INSS pagou voos de Flávio Bolsonaro na Europa


Flávio Bolsonaro durante evento de campanha em Porto Alegre. Foto: Silvio Avila /AFP

Uma investigação da Polícia Federal apontou que a Cathedral Holdings, empresa portuguesa ligada ao advogado Willer Tomaz e proprietária da bet Rede Loto, contratou voos entre Portugal e França para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2025. Willer é investigado sob suspeita de repassar recursos obtidos em fraudes contra a Previdência no caso do INSS. Com informações de Folha de S.Paulo.

Documentos reunidos pela PF incluem canhotos de passagens encontrados no computador de Willer. Um dos trajetos ocorreu em 11 de abril de 2025, de Lisboa a Nice, na França, com contratação da empresa de táxi aéreo NetJets para Willer e Flávio.

Em 23 de maio daquele ano, os dois viajaram de Cascais, cidade próxima a Lisboa, a Nice acompanhados por familiares. O grupo seguiu depois para Paris em outro voo.

Flávio disse que mantém com Willer uma relação “exclusivamente de amizade” e rejeitou qualquer associação entre os deslocamentos e irregularidades. “Associar essa afinidade pessoal a suposições de irregularidades é mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”, afirmou.

Defesa diz que viagens foram custeadas pessoalmente por Willer

Relações de Flávio Bolsoanaro com a Cathedral Holdings e Rede Loto. Gráfico: Reprodução/Folha