sexta-feira, 16 de outubro de 2026
TSE manda Meta tratar Lula e Flávio Bolsonaro igualmente, sob multa de R$ 500 mil
Ex-ministro de Bolsonaro, Weintraub diz que não votará em Flávio por suspeitas de corrupção
Ex-titular da Educação afirma que não votará no segundo turno, critica aproximação com o Centrão e questiona o sistema eleitoral brasileiro
O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que integrou o governo de Jair Bolsonaro (PL), anunciou que não votará no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Apesar de ter mantido proximidade com os filhos do ex-presidente durante sua passagem pelo governo, Weintraub descartou apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mencionando suspeitas de corrupção envolvendo o candidato.
Em declarações à coluna Painel, da Folha de São Paulo, o ex-ministro afirmou que pretende repetir a abstenção registrada no primeiro turno. Atualmente residente nos Estados Unidos, ele justificou sua decisão com uma frase atribuída ao teólogo Charles H. Spurgeon: “Entre dois males, não escolha nenhum”.
A recusa em apoiar Flávio Bolsonaro representa mais um episódio do distanciamento político entre Weintraub e a família do ex-presidente. O economista afirmou que sua ruptura com o bolsonarismo ocorreu ainda em 2020, quando o governo passou a ampliar sua articulação com partidos do Centrão.
“Quando apoiei [Jair] Bolsonaro, não havia suspeitas de corrupção como há agora. Meu rompimento foi em 2020, com a entrada do centrão”, declarou à coluna.
Flávio perde força, Lula cresce e Centrão já admite virada, diz Eliane Cantanhêde
Lula participa hoje de promulgação do fim da escala 6×1 no Senado
Presidente estará na cerimônia nesta sexta-feira e seguirá para atos em Minas Gerais, a nove dias do segundo turno
O presidente Lula em campanha pelo fim da escala 6×1. - Crédito: Ricardo Stuckert
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, nesta sexta-feira (16), da sessão solene de promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala de trabalho 6×1. A cerimônia está marcada para as 9h, no plenário do Senado. Depois, o presidente seguirá para compromissos eleitorais em Minas Gerais, a nove dias do segundo turno.
A informação foi publicada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Segundo a coluna, Lula decidiu acompanhar presencialmente a promulgação da proposta, aprovada no Senado com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.
A presença do presidente foge ao padrão de sua agenda institucional, já que ele não costuma comparecer a cerimônias desse tipo. Uma das exceções recentes ocorreu em dezembro de 2023, quando esteve no plenário da Câmara dos Deputados para a promulgação da reforma tributária.
Lula cresce, tira vantagem de Flávio Bolsonaro e empata em 50% no segundo turno, diz PoderData/Aya
Pesquisa mostra recuperação do presidente, que eliminou diferença de seis pontos percentuais em duas semanas; disputa está empatada a nove dias da eleição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuperou terreno na corrida presidencial e alcançou o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para o segundo turno das eleições de 2026. Os dois candidatos aparecem com 50% dos votos válidos, segundo levantamento PoderData/Aya divulgado nesta sexta-feira (16), a nove dias da votação marcada para 25 de outubro.
O resultado representa uma mudança significativa no cenário eleitoral desde o primeiro turno. A vantagem de seis pontos percentuais que Flávio Bolsonaro registrava sobre Lula no levantamento divulgado em 8 de outubro caiu para dois pontos na pesquisa anterior e desapareceu na rodada mais recente. O estudo ouviu 3 mil eleitores entre 13 e 15 de outubro, com margem de erro de 1,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
A recuperação de Lula ocorre após um período de crescimento de Flávio Bolsonaro, que terminou o primeiro turno à frente do presidente. Na votação inicial, o senador recebeu 47,03% dos votos, enquanto o petista conquistou 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual.
Desde então, o desempenho dos candidatos nas pesquisas passou por uma inversão de tendência. Enquanto Lula ampliou suas intenções de voto, Flávio perdeu parte da vantagem conquistada após a primeira votação. O empate registrado agora indica que nenhum dos dois candidatos chega à reta final da disputa com favoritismo consolidado nas intenções de voto.
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