sexta-feira, 10 de julho de 2026

Fabricante de Nike e Adidas fecha última fábrica na Argentina

Grupo Dass encerra unidade de calçados em Misiones, demite 150 trabalhadores e passa a priorizar importações e operações logísticas no país

     Crédito: REUTERS/Mike Segar

A fabricante de Nike e Adidas fechou sua última fábrica na Argentina, localizada na cidade de Eldorado, na província de Misiones. Com o encerramento da unidade de calçados, o Grupo Dass demitiu os 150 trabalhadores que ainda permaneciam no complexo industrial e decidiu priorizar importações e operações logísticas no país, segundo o Infobae.

A empresa informou ao sindicato que a produção será definitivamente interrompida entre os dias 17 e 25 de julho. O Grupo Dass também se comprometeu a pagar integralmente as indenizações trabalhistas devidas aos funcionários desligados.

A decisão representa o fim da produção industrial do grupo na Argentina. Formada por capitais argentinos e brasileiros, a companhia era uma das principais fabricantes do setor calçadista do país e produzia tênis para Nike e Adidas na unidade de Eldorado desde 2008.

Michelle Bolsonaro envia novo recado a Flávio: “O cônjuge está acima de tudo”


        Michelle e Flávio Bolsonaro em ato da extrema-direita. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

Após publicar um vídeo detonando o enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Michelle Bolsonaro voltou a mandar um recado pelas redes sociais na noite desta quarta-feira (8), reforçando os sinais de distanciamento da campanha presidencial do filho mais velho de Jair Bolsonaro.

Sem demonstrar disposição para uma reaproximação depois de deixar a presidência do PL Mulher e diante da escalada dos ataques promovidos por aliados de Flávio nas redes sociais, Michelle voltou a usar os stories do Instagram para compartilhar uma mensagem.

No vídeo, o pastor Cláudio Duarte, do Ministério Projeto Recomeçar, defende que, após o casamento, o cônjuge deve ocupar o lugar mais importante na vida da pessoa, abaixo apenas de Deus.

“Se você não está disposto a colocar o cônjuge como a principal pessoa da sua vida depois do casamento, você não está pronto para casar”, afirma o pastor.

“O cônjuge vai estar acima dos pais, acima do trabalho, acima de tudo. O cônjuge está até acima da igreja. Só não está acima de Cristo”.

Ele conclui afirmando que quem não está disposto a colocar o marido ou a esposa acima de todas as demais prioridades, exceto Deus, “não está pronto” para o casamento.

Dono da “Picanha do Bolsonaro” é acusado de calote por mulher trans que se recusou a ser ativa


      Leandro Batista Nóbrega e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Uma mulher trans acusa o empresário goiano Leandro Batista Nóbrega, dono do Frigorífico Goiás e responsável pela “Picanha de Bolsonaro”, de transfobia, de não pagar R$ 500 por um programa e de fazer ameaças após uma discussão.

Acompanhante de luxo, a vítima procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher na noite de 15 de junho, poucas horas depois do encontro com o empresário, de acordo com informações do Metrópoles. No boletim de ocorrência, ela relatou que o desentendimento começou durante o programa, por causa do tipo de serviço sexual que Leandro pretendia contratar.

Leandro ganhou projeção nacional com vídeos de churrascos, ações de marketing do frigorífico e publicações políticas alinhadas à direita. Próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de outras lideranças bolsonaristas, ele reúne 2,5 milhões de seguidores no perfil da empresa no Instagram e 974 mil em sua conta pessoal.

Entre outras polêmicas, o empresário já virou notícia por barrar a entrada de petistas em seu estabelecimento e promover uma “chuva de picanha” durante o Natal, como propaganda aos ídolos políticos Flávio e Jair Bolsonaro.

Em outra ação partidária, ele anunciou o quilo do corte nobre por R$ 22 reais no dia das eleições a quem fosse ao frigorífico com camisa do Brasil em 2022. A promoção causou uma grande aglomeração causando uma morte.

VÍDEO: Jornalista da GloboNews aponta a hipocrisia no ataque de Tarcísio a Marina e Tebet


        A jornalista Ana Flor, da GloboNews. Foto: Reprodução

A jornalista Ana Flor, comentarista da GloboNews, rebateu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), depois que ele atacou as pré-candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) com o argumento de que elas não seriam de São Paulo.

Tarcísio fez a declaração em um evento político voltado à pré-candidatura de seu aliado Guilherme Derrite (PP). No discurso, afirmou que Marina e Tebet “levaram cartão vermelho” de seus estados natais e não deveriam disputar uma vaga ao Senado por São Paulo por não terem iniciado a carreira política no estado.

Ana Flor classificou a fala como hipócrita e misógina ao comentar o episódio na GloboNews. “Podia ter usado mil argumentos, mas usou o pior: lembrar que ele não é de SP. Também vejo misoginia ao atacar duas mulheres. Os candidatos da direita estão muito mal porque as políticas deles para o estado não estão funcionando”, disse a jornalista.

A crítica mirou o contraste entre o argumento usado pelo governador e a própria trajetória dele. Tarcísio nasceu no Rio de Janeiro, construiu carreira pública fora de São Paulo e chegou ao estado em 2022 como candidato ao governo com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Com Michelle e Jair Bolsonaro no topo, PL lidera lista dos maiores pagamentos com verba partidária


      Jair e Michelle Bolsonaro. Foto: reprodução

Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro aparecem entre os maiores rendimentos médios pagos por partidos políticos em 2025, em ranking baseado em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A lista coloca a cúpula do PL no topo dos pagamentos feitos por legendas no período.

Dos dez maiores rendimentos mensais identificados, seis foram para dirigentes do PL, incluindo o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, e o ex-presidente da República. A prestação de contas dos partidos referente às despesas do ano passado teve encerramento na terça-feira, 30 de junho.

Valdemar Costa Neto e José Tadeu Candelária, presidente do diretório paulista do PL, registraram rendimento médio de R$ 33,7 mil por mês. Michelle Bolsonaro também teve média mensal de R$ 33,7 mil, enquanto Jair Bolsonaro, presidente de honra do partido, ficou com R$ 32,7 mil.

O PL ainda aparece com Luiz Henrique Sampaio Guimarães, que recebeu média de R$ 33,7 mil mensais, e Eduardo Cury, ex-prefeito de São José dos Campos (SP) e ex-deputado federal, com R$ 29,3 mil por mês. Michelle deixou o comando do PL Mulher em meio ao embate com o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pela sigla

Fogo amigo: a pressão sobre Rogério Marinho na campanha de Flávio Bolsonaro


Rogério Marinho, senador do PL-RN e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), virou alvo de críticas internas no PL após a viagem do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. O episódio reabriu uma disputa no bolsonarismo sobre quem deve influenciar a estratégia eleitoral do senador.

Uma ala do partido avalia que Marinho concentrou decisões políticas e passou a exercer influência sobre praticamente toda a estrutura da pré-campanha. As reclamações ganharam força depois que Flávio discursou nos EUA contra um eventual tarifaço e aliados passaram a atacar a comunicação da equipe.

Aliança entre Flávio Bolsonaro e Cleitinho perde força em Minas e PL já prepara candidatura própria


Impasse sobre candidatura ao governo mineiro leva PL a discutir nome de Vittorio Medioli, enquanto Republicanos ameaça seguir caminho independente

       Cleitinho Azevedo  -  Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

A aliança entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para a disputa eleitoral em Minas Gerais enfrenta um momento de desgaste às vésperas das convenções partidárias. Segundo reportagem do Metrópoles, a demora de Cleitinho em definir sua candidatura ao governo do estado fez crescer a insatisfação dentro do PL, que passou a trabalhar com a possibilidade de lançar um nome próprio.

As convenções partidárias ocorrerão entre 20 de julho e 5 de agosto, período em que as legendas oficializarão seus candidatos. Diante da indefinição do senador mineiro, o diretório estadual do PL considera arriscado esperar por uma decisão que vem sendo sucessivamente adiada desde o início da pré-campanha.

Justiça bloqueia R$ 227 mil de ex-esposa de Jair Bolsonaro

Ana Cristina Valle teve contas atingidas após não devolver recursos do fundo eleitoral usados irregularmente na campanha de 2022

       Ana Cristina  - Crédito: Reprodução/Facebook

A Justiça Eleitoral determinou o bloqueio de R$ 227 mil das contas de Ana Cristina Valle, ex-esposa de Jair Bolsonaro (PL), após ela deixar de cumprir uma ordem de ressarcimento aos cofres públicos por irregularidades na utilização de recursos do fundo eleitoral durante a campanha de 2022, segundo a revista Veja.

Ana Cristina, mãe do vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), foi candidata a deputada distrital no Distrito Federal, mas não conseguiu se eleger. A prestação de contas apresentada por sua campanha foi rejeitada por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF).

Jandira Feghali defende que traidores da Pátria, como Flávio Bolsonaro, sejam impedidos de disputar eleições

Deputada afirma que candidatos à Presidência deveriam comprovar compromisso com a democracia e a soberania nacional; declaração ocorre após Flávio Bolsonaro defender tarifas impostas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros

       Jandira Feghali - Crédito: Mário Agra / Agência Câmara

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) defendeu que candidatos à Presidência da República tenham, entre os requisitos de elegibilidade, um compromisso explícito com a democracia e a soberania nacional. A manifestação foi publicada nas redes sociais em meio à repercussão das declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que saiu em defesa das tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros.

Em sua publicação, Jandira afirmou que os critérios atualmente previstos na Constituição e na legislação eleitoral são insuficientes para impedir que pessoas que atuem contra os interesses nacionais disputem o principal cargo do Executivo. “Entre as condições de elegibilidade para o cargo de presidente estão a nacionalidade brasileira, ter pleno exercício dos direitos políticos e, pelo menos, 35 anos de idade, além de filiação partidária. Acho que deveria ser condição também o candidato ter compromisso com a democracia e a soberania do Brasil. Já estaríamos livres de candidatos que só agem contra o país”, escreveu a parlamentar.

Na sequência, a deputada resumiu sua posição em uma frase contundente: “BOLSONAROS TRAIDORES DA PÁTRIA”.

Justiça rejeita pedido de prefeita de Campo Grande para derrubar postagem de Erika Hilton

Disputa começou após deputada criticar lei sancionada por Adriane Lopes que restringe o uso de banheiros por mulheres trans

Adriane Lopes – Erika Hilton 
Crédito: Reprodução / Instagram / @adrianelopesms / Bruno Spada/Câmara dos Deputados
 
A Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), para retirar do ar uma publicação da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) com críticas à administração municipal. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (9) pelo juiz Marcus Abreu de Magalhães, da 12ª Vara Cível. Ao rejeitar o pedido de tutela de urgência, o magistrado afirmou que, neste momento, não há elementos suficientes para justificar a remoção da postagem e ressaltou a proteção constitucional à liberdade de expressão.

Flávio Bolsonaro descumpre promessa e não apresenta prestação de contas de “Dark Horse”


Relatório sobre os recursos de “Dark Horse” deveria ter sido divulgado em junho

DarkHorse-FlávioBolsonaro-Jair BolsonaroCrédito: Divulgação/Jair Bolsonaro/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A prestação de contas dos recursos empregados na produção do filme “Dark Horse”, prometida pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ainda não foi divulgada, apesar de o prazo anunciado ter terminado em 19 de junho. Procurada pelo jornal O Globo, a pré-campanha do parlamentar transferiu a responsabilidade pelo relatório à produtora do longa, que não respondeu aos questionamentos.

Flávio havia anunciado em 19 de maio que a empresa responsável pela cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL) teria 30 dias para apresentar um documento detalhado sobre a aplicação dos recursos. A promessa foi feita em meio ao desgaste político provocado pela divulgação de informações sobre a relação do senador com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

“Solicitei à produtora do filme que apresente, dentro de um prazo de 30 dias, um relatório detalhado sobre a utilização e o destino dos recursos empregados na produção do longa-metragem”, declarou Flávio na ocasião.