sexta-feira, 29 de maio de 2026

Lula deve reforçar discurso de soberania nacional e explorar temor de interferência dos EUA na eleição

Campanha de Lula deve explorar entreguismo da direita mirando eleitor moderado

          Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

As movimentações políticas para a eleição presidencial de 2026 ganharam um novo elemento após a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Nos bastidores, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que buscará a reeleição, quanto aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) avaliam formas de transformar o episódio em vantagem eleitoral.

Segundo informações publicadas pela jornalista Julia Duailibi, do G1, a equipe de pré-campanha de Lula enxerga no episódio uma oportunidade para fortalecer o discurso de defesa da soberania nacional e ampliar sua conexão com setores do eleitorado que hoje avaliam o governo de forma regular.

PIB cresce 1,1% no primeiro trimestre e chega a R$ 3,3 trilhões

 Resultado foi positivo nos três setores - Agropecuária, Indústria e Serviços. Nos últimos quatro trimestres, o PIB registrou crescimento de 2%. Consumo das famílias cresceu em um ritmo próximo ao do PIB, contribuindo para o aumento da economia neste trimestre



Agropecuária, Extrativa mineral e Outras atividades de serviços foram as atividades que mais contribuíram para o crescimento do PIB


O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu (1,1%) no primeiro trimestre do ano, frente ao 4o trimestre de 2025, totalizando R$ 3,3 trilhões, com resultado positivo nos três setores - Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%), e Serviços (0,5%). Frente ao 1o trimestre de 2025, o ritmo da economia avançou 1,8%, enquanto no acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB registrou elevação de 2,0%.

Em valores correntes, foram gerados R$ 3,3 trilhões, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 461,2 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgados nesta sexta-feira (29/5) pelo IBGE.

Entre as atividades industriais, a Extrativa Mineral (3,6%) e a Construção (2,9%) tiveram desempenho positivo, enquanto a Transformação manteve-se estável (0,1%). Houve queda na atividade Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,3%). O setor industrial corresponde a aproximadamente 23% do valor adicionado.

“Para acertar o país é só com desgraça”: Hang fala em “quebradeira” com fim da 6×1; entenda


                     Luciano Hang, empresário conhecido como “Véio da Havan”. Foto: reprodução

Luciano Hang, dono da Havan e um dos empresários mais ligados à direita no Brasil, entrou na campanha contra a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. Em tom de deboche, ele afirmou que preferiria a aprovação da escala 4×3, com quatro dias de trabalho e três de descanso, para que os efeitos da medida fossem sentidos rapidamente.

A Câmara dos Deputados aprovou a proposta, que agora será analisada pelo Senado. Crítico do texto defendido pelo governo Lula, Hang disse à Folha que a mudança pode aumentar os custos da Havan entre 15% e 20% e provocar uma “quebradeira” de pequenas e médias varejistas pelo país.

“O Congresso deveria aprovar a 4×3 e implantá-la já em junho para que a gente visse quanto tempo o Brasil iria aguentar. Coisa ruim tem que ser o mais rápido possível, não adianta você ficar sofrendo por muito tempo”, afirmou. “Acho que para acertar este país é só com uma desgraça. Então, que a desgraça seja instalada o mais rápido possível”.

Segundo o empresário, os custos adicionais seriam repassados ao consumidor. “Do couro sai a correia. Esses custos que vão ser colocados para a indústria, comércio e serviços serão repassados nos preços”, disse. “Essa diferença de 15% a 20% vai para os preços. E a inflação vai comer o salário do cara, que vai ter que arranjar um segundo emprego para sobreviver”.

VÍDEO – Gracyanne assusta web com rotina de sexo com o namorado: “5 horas e todo dia”


                        Gracyanne Barbosa e o namorado, Gabriel Cardoso. Foto: Reprodução

Gracyanne Barbosa voltou a chamar atenção ao revelar que já viveu uma maratona de 5 horas de sexo com Gabriel Cardoso, empresário e piloto de drift com quem assumiu namoro no início de 2026. A musa fitness, de 42 anos, contou em entrevista a Maya Massafera que a relação com o namorado, de 35, vive uma fase intensa desde o começo. “Estou sempre superanimada. Acho que quando você está apaixonada, você quer o tempo inteiro”, afirmou. O casal tornou o relacionamento público após boatos de uma aproximação durante o Réveillon em Trancoso, na Bahia.

IA pode orientar voto de 63% dos brasileiros, aponta estudo

Levantamento do Projeto Brief mostra que eleitores consideram usar inteligência artificial para buscar informações sobre candidatos em ano eleitoral

               Urna eletrônica (Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

A inteligência artificial pode ganhar papel relevante na formação da opinião política dos brasileiros: 63% dos eleitores afirmam considerar o uso de ferramentas de IA para buscar informações ou apoio na decisão de voto, segundo levantamento do Projeto Brief, informa Mônica Bergamo, na Folha de São Paulo.

De acordo com o estudo, parte expressiva dos entrevistados vê a tecnologia como uma ferramenta útil no processo de consulta política. Um terço dos brasileiros que consideram recorrer à IA afirma tratá-la como uma fonte comum de informação, enquanto os demais dizem que buscariam checar as respostas obtidas em outras fontes.

O levantamento indica ainda que 23% dos entrevistados preferem se informar por meios humanos, como jornalismo profissional, debates e outras fontes tradicionais. Já 14% afirmam não confiar em inteligência artificial para obter informações políticas.

Pesquisa PoderData reforça liderança de Lula em cenários de 1º e 2º turnos

Levantamento mostra Lula com 40% no 1º turno e vantagem contra todos os rivais no 2º turno.

                      Presidente Lula, 26 de maio de 2026 (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Lula (PT) lidera cenários de 1º e 2º turnos na pesquisa PoderData, que mostra o mandatário com 40% das intenções de voto no primeiro turno e vantagem numérica contra todos os adversários testados em simulações de segundo turno.

No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que registra 35%. Na sequência, Romeu Zema (Novo) marca 4%, enquanto Renan Santos (Missão), Joaquim Barbosa (DC), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 3% cada. Brancos e nulos somam 6%, e os que não sabem representam 3%. .

Pedido de revisão criminal da defesa de Bolsonaro será julgado improcedente, prevê Roberto Tardelli


           Jair Bolsonaro no banco dos réus do STF. Foto: reprodução

O pedido de revisão criminal apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro é uma peça protocolar e usual, que o ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, recepcionou e despachou ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para manifestação no prazo de 20 dias. Nada que fuja da rotina em casos dessa natureza. Os advogados do condenado pedem sua absolvição, a anulação da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e o envio do processo ao plenário do Supremo. Argumentam, os defensores, que o julgamento conteve falhas graves.

Num exercício um tanto diversionista, os defensores do golpista alegam que ele não foi julgado por todos os ministros do STF. Também dizem que a colaboração premiada do maçaneta Mauro Cid não foi voluntária e que não tiveram acesso às provas amealhadas no inquérito. É esperneio sem lastro factual.

New York Times cita "pressão dos Bolsonaros" sobre Trump para classificação de CV e PCC como terroristas

Jornal relata “meses de lobby agressivo dos filhos do ex-presidente preso” e alerta para “grandes dores de cabeça para o setor bancário” brasileiro

            Flávio Bolsonaro, Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro e Donald Trump (Foto: Reprodução)

A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras ganhou ampla repercussão na imprensa internacional, com destaque para a avaliação de que o anúncio ocorreu após articulações da família Bolsonaro junto ao governo Donald Trump e pode gerar novos atritos diplomáticos com o Brasil.

Em comunicado divulgado na quinta-feira (28), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as duas facções estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo o Departamento de Estado, PCC e CV passarão a ser formalmente designados como Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho.

A medida foi anunciada dois dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reunir-se com Rubio. Na mesma semana, Flávio também havia pedido ao presidente Donald Trump, durante encontro na Casa Branca, que o governo norte-americano enquadrasse as facções brasileiras como grupos terroristas.

Sob Caiado, governo de Goiás pagou R$ 209 milhões a grupo ligado ao PCC

Governo de Goiás pagou R$ 209 milhões a empresas ligadas a investigado por suspeita de atuação com o PCC

                      Ronaldo Caiado (Foto: Wesley Costa / Flickr Governador Ronaldo Caiado)

O governo de Goiás pagou R$ 209 milhões a empresas ligadas a Thiago Telles Batista de Souza, empresário investigado por suspeita de atuação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em contratos relacionados à área da saúde durante a gestão de Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, relata Andreza Matais, do Metrópoles.

Os repasses ocorreram entre 2020 e 2025 por meio do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed), organização social contratada pelo governo goiano para administrar unidades de saúde. O instituto tinha como fornecedoras empresas vinculadas a Telles, apontado pela Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) como “beneficiário final” de um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC.

De acordo com a investigação, o esquema seria abastecido por recursos provenientes do tráfico de drogas, de jogos ilegais e de golpes contra consumidores. Telles foi alvo de busca e apreensão em dezembro passado, no âmbito da Operação Falso Mercúrio. A apuração teve novos desdobramentos na quinta-feira (28), com a Operação Falsa Las Vegas.

Pré-candidato do MBL, Renan Santos diz que "americano nenhum vai matar nossos bandidos"

Pré-candidato à Presidência pelo Missão reage à classificação do Comando Vermelho e PCC como ‘organizações terroristas’ pelos Estados Unidos

Pré-candidato do MBL, Renan Santos diz que "americano nenhum vai matar nossos bandidos" (Foto: Divulgação/Missão)

O pré-candidato à Presidência Renan Santos, do Missão, reagiu à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Em publicação feita no X na quinta-feira (28), ele afirmou que o enfrentamento aos "nossos bandidos" deve ser conduzido pelo próprio Brasil.

Na postagem, Renan Santos escreveu: “Americano nenhum vai matar nossos bandidos. Quem vai matar seremos nós. Honra e glória aos nossos policiais”.

Celso Amorim critica EUA por classificar PCC e CV como terroristas: "pretexto para intervenção é inaceitável"

Declaração ocorre após Washington classificar as facções como organizações terroristas

             Celso Amorim (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

A decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas provocou reação do governo brasileiro. O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, criticou a medida anunciada nesta quinta-feira (28).

Em nota, segundo o jornal O Globo, o diplomata afirmou que o combate ao crime organizado exige cooperação internacional, mas rejeitou qualquer possibilidade de interferência externa em assuntos internos do Brasil.

"Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável", declarou.

"Querem abrir espaço para intervenção", alerta Lindbergh após EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas

Deputado alerta para riscos à soberania brasileira e responsabiliza Eduardo e Flávio Bolsonaro pela articulação junto ao governo Trump

                          Lindbergh Farias (PT-RJ) (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) criticou a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (28), o parlamentar afirmou que a medida anunciada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, poderá provocar prejuízos econômicos ao Brasil, além de criar riscos à soberania nacional.

Segundo Lindbergh, "essa classificação do CV e PCC como organizações terroristas pelos EUA terá consequências negativas para o Brasil, para a nossa economia, os investimentos estrangeiros e é um ataque brutal à nossa soberania". Ao comentar o combate às organizações criminosas, o deputado afirmou que as facções já vêm sendo alvo de ações das autoridades brasileiras.

De acordo com ele, "CV e PCC estão sendo combatidos pelo governo do presidente Lula", citando operações da Polícia Federal e da Receita Federal contra estruturas financeiras ligadas ao crime organizado.

"EUA vão classificar milícia do RJ ligada aos Bolsonaro como terrorista?", questiona Boulos

Ministro reagiu à decisão dos EUA sobre classificar PCC e CV como terroristas e avaliou que decisão dos EUA contou com articulação de Flávio Bolsonaro

                         Guilherme Boulos (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, questionou a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas e associou o debate às milícias do Rio de Janeiro. A decisão do Departamento de Estado dos EUA deverá entrar em vigor em 5 de junho.

“Será que os EUA também vão classificar como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaro?”, questionou Boulos ao SBT News, em reação ao anúncio feito pelo secretário de Estado Marco Rubio. Integrantes das áreas política e jurídica do governo avaliam que a iniciativa teve influência da articulação de Flávio Bolsonaro junto a autoridades estadunidenses .

O anúncio da classificação das facções como organizações terroristas ocorreu uma dia após uma reunião entre Rubio, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O próprio Flávio Bolsonaro admitiu que solicitou formalmente a mudança de classificação das facções brasileiras para organizações terroristas. Eduardo Bolsonaro, deputado cassado que atualmente reside nos Estados Unidos, também vem atuando junto a autoridades norte-americanas em defesa da medida.

Planalto monitora reação à decisão de Trump sobre PCC e CV e identifica temor de interferência dos EUA

Pesquisa qualitativa acompanhada pelo governo aponta preocupação com soberania nacional e desconfiança sobre interesses americanos

           Donald Trump (Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein)

O Palácio do Planalto acompanhou em tempo real a repercussão da decisão do governo dos Estados Unidos, presidido por Donald Trump, de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo informações publicadas pela colunista Daniela Lima, do UOL, um estudo qualitativo encomendado pelo governo revelou reações marcadas por cautela, desconfiança e preocupação com possíveis impactos da medida sobre a soberania brasileira.

Gleisi chama família Bolsonaro de "traidora da pátria" por apoiar ação dos EUA contra o Brasil

Deputada federal afirma que medida de Washington ameaça a soberania nacional e acusa bolsonaristas de incentivar ingerência estrangeira

          Gleisi Hoffmann e Donald Trump (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil | Reuters/Evan Vucci)

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) acusou a família Bolsonaro de agir contra os interesses nacionais ao apoiar a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (28), Gleisi afirmou que os Bolsonaro estariam incentivando uma ingerência estrangeira sobre o Brasil e classificou a postura do grupo político como uma ameaça à soberania nacional.

A manifestação ocorreu após o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o enquadramento das duas facções brasileiras como “organizações terroristas estrangeiras” e “terroristas globais especialmente designados”. Para a parlamentar petista, o combate ao crime organizado deve ser conduzido pelas instituições brasileiras, sem interferência externa e com respeito à autonomia do país.

"Mais uma vez a família Bolsonaro mostra que são traidores da pátria, festejando uma ingerência dos EUA no Brasil. Não respeitam nem querem que seja respeitada a soberania nacional", escreveu Gleisi.