quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Beto Preto destina R$ 2,23 milhões em emendas para fortalecer a assistência social em Apucarana

Beto Preto: “Apucarana é prioridade no nosso mandato. Conhecemos de perto o trabalho sério que essas entidades realizam e sabemos o quanto esses recursos fazem diferença no dia a dia de quem mais precisa." (Foto: Albari Rosa/SESA)


O deputado federal Beto Preto destinou R$ 2.230.000,00 em emendas federais para nove entidades de assistência social de Apucarana. Os recursos reforçam o atendimento a públicos vulneráveis e ampliam a capacidade de ação de instituições que prestam serviços essenciais no município.

As emendas contemplam organizações com atuação reconhecida nas áreas de acolhimento, inclusão, proteção social e defesa de direitos. Segundo o parlamentar, o objetivo é fortalecer quem está na ponta, garantindo estrutura, continuidade dos serviços e mais qualidade no atendimento à população.

“Apucarana é prioridade no nosso mandato. Conhecemos de perto o trabalho sério que essas entidades realizam e sabemos o quanto esses recursos fazem diferença no dia a dia de quem mais precisa. Destinar emendas para a assistência social é investir em dignidade, cuidado e cidadania”, afirmou Beto Preto.

Entidades beneficiadas:

    • Centro para o Resgate à Vida
    • Lar Vicente de Paulo
    • Associação dos Deficientes Físicos
    • Lar Sagrada Família
    • Escola de Desenvolvimento Humano Casa do Caminho
    • Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
    • Comando Anderson de Defesa do Cidadão
    • Casa do Dodô
    • Centro de Apoio Social ao Adolescente

O deputado destacou que a destinação dos recursos é resultado de diálogo permanente com lideranças locais e representantes das entidades, além do compromisso de manter Apucarana entre as prioridades do mandato.

“Nosso trabalho em Brasília tem um propósito claro: fazer com que os recursos federais cheguem onde a vida acontece. Essas entidades cumprem um papel fundamental na rede de proteção social, e o nosso dever é apoiar, abrir caminhos e garantir que tenham condições de seguir transformando realidades”, completou.

Fonte: Assessoria

FGV: Lei Rouanet rende R$ 7,59 à economia por cada R$ 1 investido


A ministra da Cultura, Margaret Menezes. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta terça-feira (13), aponta que, a cada R$ 1 investido em projetos executados com recursos da Lei Rouanet, R$ 7,59 retornaram à economia brasileira. A pesquisa foi encomendada pelo Ministério da Cultura e analisou dados recentes do mecanismo de incentivo fiscal à cultura.

De acordo com o levantamento, entre 2022 e 2024, o número de projetos apoiados pela Lei Rouanet passou de cerca de 2.600 para mais de 14 mil por ano. O estudo avaliou indicadores como equipamentos locados, pessoas contratadas, materiais utilizados e fornecedores pagos ao longo da execução dos projetos.

Em 2024, segundo a pesquisa, aproximadamente 230 mil vagas foram abertas com apoio do programa, a um custo médio de R$ 12,3 mil por vaga. O relatório também aponta que, desde a criação da lei, em 1993, mais de R$ 60 bilhões foram investidos, em valores não corrigidos.

A ministra da Cultura, Margaret Menezes, afirmou que o objetivo do estudo foi reunir informações consistentes sobre o funcionamento do mecanismo. “Precisávamos de dados completos, consistentes e confiáveis sobre a Lei Rouanet, que nos últimos anos enfrentou críticas injustificáveis e uma tentativa de demonização”, declarou.

Fundação Getulio Vargas (FGV). Foto: Divulgação
O levantamento indica ainda que, em 2024, foram 4.939 projetos com recursos executados, sendo a maioria proposta por empresas, que responderam por 86,7% das iniciativas. Ao todo, os projetos geraram 567 mil pagamentos a fornecedores e prestadores de serviço, distribuídos em cerca de 1.800 tipos diferentes.

Segundo os pesquisadores, 96,9% dos pagamentos realizados via Rouanet foram inferiores a R$ 25 mil. Em relação à distribuição regional, dos R$ 25,7 bilhões movimentados em 2024, a maior parte foi destinada a projetos no Sudeste, seguido pelas regiões Sul, Nordeste, Centro-Oeste e Norte.

Fonte: DCM

Compliance Zero: ação da PF tem familiares de Vorcaro e empresários como alvos

Segunda fase da operação amplia investigações e determina bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens

Compliance Zero: ação da PF tem familiares de Vorcaro e empresários como alvos (Foto: Divulgação/Arquivo/PF)

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (14), a segunda fase da Operação Compliance Zero, aprofundando as investigações sobre um amplo esquema de irregularidades financeiras que envolve o banqueiro Daniel Vorcaro. A nova etapa da operação ampliou o rol de investigados e passou a atingir tanto familiares próximos do banqueiro quanto empresários com atuação relevante no mercado financeiro, entre eles Nelson Tanure e o ex-executivo da Reag Investimentos, João Carlos Mansur.

Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco estados — São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Parte das diligências ocorreu em endereços localizados na Avenida Faria Lima, em São Paulo, um dos principais centros financeiros do país.

Entre os novos alvos estão a irmã, o cunhado e um primo de Daniel Vorcaro, suspeitos de participação em estruturas paralelas de movimentação financeira. Segundo os investigadores, esses familiares teriam auxiliado na circulação e na ocultação de recursos oriundos de operações consideradas fraudulentas, relacionadas ao Banco Master.

Durante as buscas, agentes da Polícia Federal apreenderam carros de luxo, incluindo modelos da BMW e da Land Rover, além de armas de fogo, munições e relógios de alto valor. Todo o material recolhido será analisado no âmbito da investigação patrimonial, que busca mapear a origem dos bens e identificar eventuais incompatibilidades com a renda declarada dos investigados.

Além das apreensões, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões. A operação apura crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de capitais. As autoridades estimam que o montante total das fraudes sob investigação possa alcançar R$ 12 bilhões.

Nesta fase, a operação também passou a incluir o empresário Nelson Tanure entre os alvos. Conhecido por investir em empresas em dificuldades financeiras, Tanure já havia sido denunciado pelo Ministério Público Federal em São Paulo no fim do ano passado. De acordo com a acusação, ele teria feito uso de informações privilegiadas para obter vantagens no mercado de capitais, em operações envolvendo ações da construtora Gafisa, da qual é acionista. Esse caso integra um conjunto mais amplo de apurações sobre práticas irregulares no sistema bancário e corporativo.

João Carlos Mansur, fundador da Reag, também é um dos alvos da operação. Ele tem passagens por grandes empresas e fundou a gestora de fundos em 2012, atingindo um crescimento em ritmo acelerado através da aquisição de mandatos de fundos exclusivos – usados, por exemplo, para administração de patrimônio e geralmente com apenas um cotista.

O foco central da Compliance Zero segue sendo o Banco Master, instituição que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central após a primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado. Na ocasião, sete pessoas foram presas, sendo cinco de forma preventiva e duas temporariamente. Segundo a Polícia Federal, o banco teria comercializado Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessas de rendimentos até 40% superiores à taxa média do mercado, prática considerada incompatível com padrões financeiros regulares.

Paralelamente às ações policiais, o caso ganhou novos desdobramentos no campo institucional. Na noite de segunda-feira (12), o Banco Central decidiu retirar os embargos de declaração apresentados ao Tribunal de Contas da União (TCU) que questionavam a determinação do relator, ministro Jhonatan de Jesus, para a realização de uma inspeção no órgão regulador. A inspeção tem como foco os procedimentos adotados na liquidação do Banco Master.

A retirada do recurso ocorreu após uma reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. Com a desistência, o tema deixou de ser apreciado pelo plenário da Corte, cuja análise estava prevista para o próximo dia 21.

Segundo Vital do Rêgo, o Tribunal de Contas não pretende interferir em eventual decisão do Banco Central sobre a liquidação do Banco Master, mas busca acesso à documentação do processo para verificar a regularidade dos procedimentos adotados. De acordo com o presidente do TCU, o Banco Central concordou em fornecer as informações solicitadas. A desistência dos embargos foi formalizada oficialmente na manhã de terça-feira (13) pela AudBancos, área técnica do tribunal responsável pela fiscalização do sistema financeiro nacional.

Fonte: Brasil 247

PF bloqueia mais de R$ 5,7 bilhões e apreende quase R$ 100 mil em espécie na Operação Compliance Zero

Operação investiga esquema de desvio de recursos ligados ao sistema financeiro

      Agente da Polícia Federal (Foto: Divulgação/PF)

A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Compliance Zero, que resultou no bloqueio e sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. A ofensiva inclui o cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão e a apreensão de dinheiro em espécie, aprofundando investigações sobre supostos desvios financeiros e uso irregular de recursos aplicados em fundos de investimento, informa o G1. Segundo a investigação, durante o cumprimento das ordens judiciais foram apreendidos R$ 97,3 mil em espécie nos endereços dos alvos.

Ao todo, os policiais federais cumprem 42 mandados judiciais, incluindo buscas em imóveis ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e a familiares próximos, como o pai, a irmã e o cunhado. As diligências se concentram principalmente em São Paulo, com alvos localizados inclusive na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do país, além de ações nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

A operação também tem como alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos. De acordo com a apuração, a Polícia Federal identificou um esquema que envolveria captação de recursos, aplicação em fundos e posterior desvio de parte desses valores para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de seus parentes.

Durante a segunda fase da Compliance Zero, os agentes apreenderam veículos e diversos itens considerados relevantes para a investigação, além do dinheiro em espécie. As imagens divulgadas pela Polícia Federal mostram carros, documentos e outros bens recolhidos nos endereços vistoriados.

Em nota oficial, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que tomou conhecimento das medidas judiciais e reforçou a postura de colaboração do empresário com as autoridades. Segundo o comunicado, “a defesa de Daniel Vorcaro informa que tomou conhecimento da medida de busca e apreensão e reafirma que o Sr. Vorcaro tem colaborado integral e continuamente com as autoridades competentes. Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”.

A nota acrescenta que a defesa ainda não teve acesso aos autos e que Vorcaro segue à disposição para prestar esclarecimentos. “O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito”, diz outro trecho do texto.

Por fim, os advogados destacaram confiança no andamento do processo. “A defesa reitera confiança no devido processo legal e seguirá atuando nos autos para que as informações sejam tratadas de forma objetiva e dentro dos limites constitucionais”, conclui a nota. A investigação segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades.

Fonte: Brasil 247 com informações do G1

Operação da PF atinge irmã, cunhado e primo de Vorcaro, do Master

Segunda fase da operação resulta em prisão e apreensões, além de bloqueio bilionário autorizado pelo STF

Daniel Vorcaro (Foto: Divulgação (Banco Master))

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que ampliou o escopo das investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Nesta nova etapa, a apuração passou a alcançar familiares próximos do empresário, incluindo sua irmã, o cunhado e um primo, todos alvos de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação em esquemas financeiros fraudulentos ligados ao Banco Master, informa o Metrópoles. Cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

A ofensiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e resultou no cumprimento de 42 mandados em cinco estados — São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Parte das diligências ocorreu em endereços situados na Avenida Faria Lima, considerada um dos principais polos financeiros do país.

Durante as buscas, agentes federais apreenderam veículos de luxo, entre eles modelos das marcas BMW e Land Rover, além de armas de fogo, munições e relógios de alto valor. Todo o material recolhido passará por análise no âmbito da investigação patrimonial, que busca rastrear a origem e o destino dos recursos movimentados.

Além das apreensões, o STF determinou o sequestro e o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões. A operação apura a prática de crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro. Segundo os investigadores, os familiares de Vorcaro teriam atuado em estruturas paralelas de movimentação financeira, colaborando para a circulação e ocultação de recursos provenientes das operações sob suspeita.

O foco central da investigação continua sendo o Banco Master, instituição que foi liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central após a primeira fase da operação, realizada em novembro do ano passado. Na ocasião, sete pessoas foram presas, sendo cinco em caráter preventivo e duas temporariamente. De acordo com a Polícia Federal, o banco teria ofertado Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessas de rentabilidade de até 40% acima da média do mercado, prática considerada incompatível com padrões financeiros regulares.

As autoridades estimam que o volume total das fraudes investigadas possa chegar a R$ 12 bilhões. Paralelamente, a liquidação do Banco Master segue sob questionamento institucional. O procedimento passou a ser analisado pelo Tribunal de Contas da União após solicitação do ministro Jonathan de Jesus, que pediu esclarecimentos ao Banco Central sobre possíveis indícios de que a liquidação teria ocorrido de forma precipitada. O processo tramita sob sigilo.

Fonte:> Brasil 247 com informações do Metrópoles

Justiça de MG fixa prazo para Nikolas Ferreira indenizar Duda Salabert

Deputado do PL tem 15 dias para pagar mais de R$ 65 mil após condenação por danos morais em ação relacionada a transfobia

Nikolas Ferreira e Duda Salabert (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados | Reprodução/Facebook)

A Justiça de Minas Gerais determinou um prazo de 15 dias para que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) efetue o pagamento de uma indenização por danos morais à também deputada Duda Salabert (PDT-MG). A decisão foi proferida pela 33ª Vara Cível de Belo Horizonte e estabelece o valor de R$ 65.522,29 a ser pago pelo parlamentar, informa Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

A medida atende a um pedido apresentado por Duda Salabert em novembro, quando solicitou a conversão da ação cível em cumprimento de sentença após o esgotamento das possibilidades de recurso em diferentes instâncias do Judiciário.

O processo teve origem em declarações públicas feitas por Nikolas Ferreira, em entrevistas e postagens nas redes sociais, nas quais ele se recusou a reconhecer a identidade de gênero de Duda Salabert. As manifestações foram consideradas transfóbicas pela Justiça, resultando na condenação do deputado do PL ao pagamento de indenização.

A defesa de Nikolas Ferreira tentou reverter a decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o recurso não foi admitido. Em junho de 2025, a Quarta Turma do STJ rejeitou o agravo apresentado pelo parlamentar e ainda determinou o aumento de 10% nos honorários advocatícios devidos à deputada.

Com a nova decisão da Vara Cível, passa a correr o prazo para o cumprimento da sentença. Caso o valor não seja pago dentro do período estipulado, o processo pode avançar para outras medidas de execução previstas na legislação civil.

Fonte: Brasil 247 com informações dojornal O Globo

Cunhado de Vorcaro e maior doador de Tarcísio é alvo da PF

O pastor Fabiano Zettel foi preso na manhã desa quarta-dfeira na segunda fase Operação Compliance Zero

         Fabiano Zettel (Foto: Reprodução/YouTube/PR. Fabiano Zettel)

O pastor evangélico Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso na manhã desta quarta-feira (14) pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitas de irregularidades no Banco Master. Zettel foi o maior doador individual das campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2022.

Segundo os registros da Justiça Eleitoral, Fabiano Zettel destinou R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro, então presidente da República, e outros R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, totalizando R$ 5 milhões em doações eleitorais no mesmo pleito.

Os valores colocam o pastor no topo da lista de doadores individuais das duas campanhas, ficando atrás apenas dos repasses realizados diretamente pelos partidos por meio do fundo eleitoral, que alcançaram cifras significativamente superiores. A expressiva contribuição chamou atenção por ocorrer em meio à crescente exposição de Daniel Vorcaro no noticiário político, econômico e judicial.

O Governo de São Paulo afirmou que a campanha de Tarcísio de Freitas contou com mais de 600 doadores e que todas as doações respeitaram a legislação eleitoral. O comunicado também buscou afastar qualquer vínculo pessoal entre o governador e o doador. “O governador não possui qualquer vínculo ou relação com o doador citado, bem como conhecimento prévio sobre possíveis condutas que não dizem respeito à campanha. Vale destacar que a prestação de contas de Tarcísio foi devidamente aprovada pela justiça eleitoral”, informou o governo paulista.

As doações feitas por Fabiano Zettel se somam a outros elementos que indicam a proximidade do entorno de Daniel Vorcaro com o meio político. Proprietário do banco Master, o banqueiro tornou-se personagem central de uma série de controvérsias que envolvem o sistema financeiro, o Banco Central, o Judiciário e agentes públicos. Zettel é casado com Natália Vorcaro Zettel, irmã do banqueiro, e ambos já atuaram conjuntamente em diferentes empreendimentos.

O pastor já ocupou cargo de direção na Super Empreendimentos, empresa citada no processo de liquidação do banco Master e em investigações que apuram o uso de fundos de investimento para lavagem de dinheiro pelo crime organizado. Além disso, ele é fundador e CEO da Moriah Asset, fundo voltado à negociação de participações em empresas fora da bolsa de valores, conciliando a atuação no mercado financeiro com atividades religiosas ligadas à Igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Fonte: Brasil 247

PF prende cunhado de Daniel Vorcaro na segunda fase da operação Compliance Zero

Ação da Polícia Federal investiga suspeitas de fraudes financeiras no Banco Master e atinge Fabiano Zettel

      Fabiano Zettel (Foto: Reprodução/YouTube/PrimoCast)

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura a existência de um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A ofensiva inclui o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao proprietário da instituição, o empresário Daniel Vorcaro, além de ações contra parentes próximos.

Entre os alvos está o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, que foi preso no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, no momento em que se preparava para embarcar em um voo com destino ao exterior, segundo a CBN.

Fabiano Zettel já era alvo de um mandado de busca e apreensão. No entanto, durante a execução das ordens judiciais, os agentes decidiram pela detenção do investigado no aeroporto. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou oficialmente o motivo específico que levou à prisão.

A segunda fase da Compliance Zero amplia o alcance das investigações, que miram não apenas o empresário Daniel Vorcaro, mas também pessoas de seu círculo familiar. Policiais federais também cumprem mandados de busca e apreensão em endereços localizados na região da Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista.

Na etapa inicial da operação, Daniel Vorcaro chegou a ser detido igualmente no Aeroporto de Guarulhos, em circunstâncias semelhantes às registradas agora com seu cunhado. A Polícia Federal segue analisando documentos e materiais apreendidos para aprofundar as apurações sobre as suspeitas de irregularidades financeiras no Banco Master.

Fonte: Brasil 247 com informações da CBN

Ministério Público e Polícia apuram uso de traje nazista por adolescente em formatura de medicina em Mossoró (vídeo)

Jovem participou de festa em Mossoró, fez saudação nazista e caso é tratado como ato infracional análogo a crime previsto em lei desde 1989

Jovem participou de festa em Mossoró, fez saudação nazista e caso é tratado como ato infracional análogo a crime previsto em lei desde 1989 (Foto: Reprodução)

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Polícia Civil investigam a participação de um adolescente que utilizou um traje com referências ao regime nazista durante uma festa de formatura realizada no último sábado (10), em Mossoró, no Oeste potiguar. O caso ganhou grande repercussão após imagens circularem nas redes sociais mostrando o jovem com o uniforme e fazendo a saudação nazista, gesto historicamente associado à exaltação de Adolf Hitler. As informações são do G1.

O episódio passou a ser apurado oficialmente após denúncias encaminhadas às autoridades e manifestações públicas de repúdio por parte de instituições e organizadores do evento.De acordo com a Polícia Civil, um inquérito foi instaurado para apurar os fatos. O delegado Rafael Arraes informou que, como o adolescente e sua família residem no estado do Ceará, serão expedidas cartas precatórias para a realização das oitivas. Os depoimentos deverão ocorrer por meio da Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente Infrator (DEA) de Mossoró.

A legislação brasileira considera crime a apologia ao nazismo desde 1989, prevendo pena de reclusão de dois a cinco anos e multa. No caso de adolescentes, a conduta é classificada como ato infracional análogo ao crime, o que implica a adoção de medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O Ministério Público informou que a 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró instaurou um procedimento extrajudicial para coletar informações preliminares sobre o episódio. Segundo a instituição, diversas manifestações recebidas por meio do canal de denúncias foram reunidas em um único processo, com o objetivo de otimizar a apuração.

"O procedimento busca coletar informações preliminares sobre os fatos e a identificação dos envolvidos. A Promotoria de Justiça analisará detalhadamente as provas juntadas aos autos para determinar as medidas legais e diligências adequadas à elucidação do ocorrido. Após as diligências estabelecidas pelo MPRN, será feita a análise sobre a responsabilização seja do próprio suposto adolescente e/ou de seus responsáveis", informou a corporação.Após a repercussão negativa, o adolescente publicou um vídeo nas redes sociais no qual se identificou e pediu desculpas pelo ocorrido. Ele classificou o uso do uniforme como uma “fantasia inadequada”, reconheceu que errou e afirmou não ter dimensionado a gravidade do ato. Segundo o jovem, ele tem o hábito de usar fantasias de personagens e figuras históricas e adquiriu a roupa em uma feira na cidade de Fortaleza.

A organização da formatura informou que o adolescente compareceu ao evento como convidado de duas irmãs, que eram formandas. Em nota, a faculdade Facene, à qual pertenciam os estudantes que se formavam, esclareceu que não participou da organização da festa, que ficou a cargo de um cerimonial privado, mas destacou que repudia veementemente o ocorrido.
"Tal manifestação é repugnante, afronta os valores democráticos, a dignidade humana e a memória das vítimas do nazismo, sendo totalmente incompatível com os princípios éticos, humanísticos e acadêmicos que orientam nossa instituição", afirmou a instituição.

A faculdade também declarou que adotará medidas para reforçar a comunicação com a comunidade acadêmica e evitar a repetição de episódios semelhantes, incluindo a revisão de orientações sobre o uso de espaços e parcerias externas, além da cooperação com os organizadores do baile para apuração dos fatos.

Já a empresa responsável pela festa, Master Produções e Eventos, informou que o adolescente entrou no local acompanhado dos pais e sem qualquer vestimenta inadequada. Segundo a organização, a troca de roupa ocorreu após o cerimonial, sem o conhecimento da equipe, apenas para registros fotográficos de cunho pessoal.

Em nota, a empresa reforçou sua posição contrária ao ocorrido.
"A Master Produções e Eventos repudia de forma veemente qualquer ato, símbolo ou manifestação relacionada ao nazismo ou a ideologias de ódio. A apologia ao nazismo é crime no Brasil, e não compactuamos, não toleramos e não aceitaremos esse tipo de conduta em eventos sob nossa responsabilidade", informou.O Conselho Tutelar da 34ª Zona de Mossoró também se manifestou, afirmando que, por se tratar de notícia de um suposto ato infracional, a responsabilidade pela investigação cabe à autoridade policial. Ainda assim, o órgão destacou seu posicionamento contrário a práticas discriminatórias.

Em nota, o conselho reiterou que repudia "quaisquer tipos de prática racista, discriminatória, alusiva a intolerância religiosa e a quaisquer práticas que seja contraria à nossa legislação e que coloquem nossas crianças e adolescentes em situações vexatórias, de vulnerabilidade e risco eminente".

Veja uma reportagem do jornalista jornalista Habyner Lima sobre o envolvimento da família nas ações supremacistas:
Fonte: Brasil 247 com informações do G1

PT avalia chapa com Haddad e Marina Silva ao Senado por São Paulo

Plano do partido prevê candidatura dupla para as duas vagas ao Senado em 2026 e inclui possível retorno de Marina Silva ao PT

     Haddad, Lula e Marina (Foto: RICARDO STUCKERT)

O PT trabalha nos bastidores com a estratégia de lançar uma chapa formada exclusivamente por filiados para disputar as duas vagas ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A ideia, tratada internamente como cenário ideal, envolve dois ministros do governo federal: Fernando Haddad, da Fazenda, e Marina Silva, do Meio Ambiente, segundo a Folha de São Paulo. O plano pressupõe o retorno de Marina Silva ao PT, legenda que ela deixou em 2009 após quase três décadas de filiação.

Nesse arranjo, a candidatura ao governo paulista ficaria a cargo do ministro Márcio França, atualmente filiado ao PSB, consolidando uma aliança entre petistas e socialistas no estado mais populoso do país. A composição buscaria fortalecer o campo governista em São Paulo, historicamente dominado por forças políticas adversárias ao PT.

Apesar das articulações, Marina Silva ainda não definiu seu futuro partidário. A ministra avalia que não há mais espaço político para ela na Rede Sustentabilidade, partido que ajudou a fundar, e mantém conversas com outras siglas, entre elas o PSB e o Psol. A possibilidade de permanecer no comando do Ministério do Meio Ambiente também segue em aberto.

A definição sobre os próximos passos de Marina depende, segundo o relato, de uma conversa direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prevista para ocorrer nos próximos meses. O diálogo será decisivo para esclarecer tanto o papel da ministra no governo quanto sua eventual participação na disputa eleitoral de 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

Governo rebate fake news de Solange Couto no BBB 26 e esclarece regras do Bolsa Família (vídeo)

A fala da participante gerou revolta nas redes sociais ao sugerir que benefícios sociais poderiam incentivar jovens a abandonar os estudos

De acordo com o governo, para que as famílias continuem recebendo o benefício, é exigido que filhos menores de 18 anos que ainda não concluíram a educação básica estejam matriculados na escola e mantenham frequência mínima de 75% nas aulas (Foto: Reprodução Globo)

O Governo Federal se manifestou nesta terça-feira (13) para rebater declarações feitas pela atriz Solange Couto durante uma conversa exibida no Big Brother Brasil 26.

A fala da participante gerou revolta nas redes sociais ao sugerir que benefícios sociais poderiam incentivar jovens a abandonar os estudos.

A resposta oficial do Executivo foi divulgada após a ampla circulação do trecho do programa e tem como objetivo esclarecer as regras do Bolsa Família e corrigir interpretações consideradas equivocadas.

Segundo o posicionamento oficial, o Bolsa Família não incentiva, em nenhuma hipótese, o abandono escolar. Pelo contrário, o programa estabelece condicionalidades obrigatórias nas áreas de educação e saúde, especialmente para crianças e adolescentes.

De acordo com o governo, para que as famílias continuem recebendo o benefício, é exigido que filhos menores de 18 anos que ainda não concluíram a educação básica estejam matriculados na escola e mantenham frequência mínima de 75% nas aulas.

Em publicação institucional nas redes sociais, o governo afirmou: "o Bolsa Família não tira ninguém da escola. Na verdade, filhos menores de 18 anos que não concluíram a educação básica precisam estar matriculados e ter frequência mínima de 75% nas aulas para que o benefício seja pago".

A declaração de Solange Couto, que integra o grupo Camarote do BBB 26, ocorreu durante um diálogo com outros participantes do reality. No relato, a atriz mencionou um suposto caso em que uma jovem teria sido orientada a priorizar o recebimento de benefícios sociais em vez da continuidade dos estudos, o que gerou acusações de desinformação.

Especialistas e usuários nas redes sociais apontaram que esse tipo de narrativa já circula há anos e não corresponde às regras oficiais do programa social. Plataformas de checagem e veículos de imprensa classificaram a fala como enganosa, por não refletir os critérios reais do Bolsa Família.

Além de reforçar as exigências educacionais, o governo também destacou que não existe qualquer regra que estimule a gravidez como forma de ampliar o valor do benefício. O Executivo ressaltou que os critérios do programa são objetivos e voltados à proteção social e à garantia de direitos básicos.

Fonte: Brasil 247

Eleições 2026: PT e PL demonstram apetite pelo Senado e priorizam alianças nos estados

Estratégia das duas maiores siglas prioriza alianças regionais e eleição de senadores para ampliar influência no Congresso

               Lula (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil | Pedro França/Agência Senado)

As duas principais forças políticas do país, PT e PL, já articulam suas estratégias para as eleições de 2026 com um objetivo comum: fortalecer suas bancadas no Congresso Nacional. Sem perspectiva de construir projetos hegemônicos nos estados, as siglas caminham para reduzir o número de candidaturas próprias aos governos estaduais e concentrar esforços na disputa presidencial e, sobretudo, no Senado, informa o jornal O Globo.

PT e PL pretendem costurar alianças regionais com partidos de centro para viabilizar palanques estaduais e, ao mesmo tempo, montar chapas mais competitivas para deputado federal e senador. A avaliação interna é que ampliar a presença no Legislativo será decisivo para garantir governabilidade a partir de 2027.

No campo presidencial, os movimentos são distintos, mas igualmente cercados de cautela. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já é apontado como pré-candidato natural à reeleição pelo PT. Já no PL, o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue como aposta do grupo, embora ainda enfrente resistências até mesmo entre aliados mais próximos, especialmente no Centrão.

Nos estados, o PT tende a lançar candidaturas próprias apenas onde já governa e disputará a reeleição, como na Bahia, com Jerônimo Rodrigues; no Ceará, com Elmano de Freitas; e no Piauí, com Rafael Fonteles. Nas demais unidades da Federação, a orientação é priorizar alianças com siglas como PSD, MDB e PSB. O PL, por sua vez, trabalha para manter o governo de Santa Catarina com Jorginho Mello e avalia candidaturas próprias no Rio Grande do Sul, com o deputado Zucco, e em Alagoas, com o prefeito de Maceió, JHC.

Nos maiores colégios eleitorais, a tendência é que a disputa pelo Executivo estadual fique concentrada em nomes ligados ao Centrão. No Rio de Janeiro, por exemplo, o prefeito Eduardo Paes (PSD), aliado de Lula no plano nacional, surge como favorito, enquanto também mantém diálogo com o PL. O líder do partido na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que ainda não há definição: “O PL está testando alguns nomes para avaliar uma candidatura própria a governador. (O governador do Rio) Cláudio Castro e Flávio Bolsonaro vão tomar a decisão sobre o Rio de Janeiro”.

Em Minas Gerais, o cenário também permanece indefinido. Há a possibilidade de PT e PL abrirem mão de candidaturas próprias, enquanto nomes da oposição, como o vice-governador Matheus Simões (PSD) e o senador Cleitinho (Republicanos), buscam apoio do bolsonarismo. Lula, por sua vez, insiste em convencer o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD) a entrar na disputa, apesar da resistência do senador. No PT, também são cogitadas candidaturas próprias, como as das prefeitas Margarida Salomão, de Juiz de Fora, e Marília Campos, de Contagem, esta última com desempenho considerado promissor na corrida ao Senado.

A prioridade petista no estado foi resumida pelo vice-presidente do partido, deputado Jilmar Tatto: “Tanto Minas quanto em São Paulo é Lula quem vai resolver. Essa última viagem que ele fez para Minas ele insistiu no Rodrigo Pacheco. Vamos aguardar, isso vai ficar para março ou abril”. Em seguida, reforçou a estratégia nacional da legenda: “A prioridade nossa é Senado e Câmara. Esses candidatos, a maior parte deles, só vão sair se tiver que sair mesmo. Não é prioridade do PT lançar candidatos a governador. Se puder fazer composição, acordo para eleger deputado, ou mesmo para eleger Lula, vamos fazer”.

Em São Paulo, as indefinições também se acumulam. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o deputado Guilherme Derrite (PP) são citados como possíveis nomes para o Senado. Haddad ainda aparece como opção ao governo estadual, embora tenha demonstrado resistência a disputar cargos eletivos, mesmo após anunciar que deixará o ministério em fevereiro para atuar na campanha de Lula.

No campo da direita, a dificuldade de unificar um projeto presidencial amplia a importância da disputa pelo Senado. Com dois terços das cadeiras em jogo em 2026, o bolsonarismo vê na Casa uma forma de manter influência política mesmo em um eventual cenário de reeleição de Lula.

Entre as principais apostas está o vereador Carlos Bolsonaro (PL), que deve disputar uma vaga por Santa Catarina, em aliança com Jorginho Mello. A articulação, no entanto, provoca tensões internas, já que a deputada Caroline de Toni (PL-SC) e o senador Esperidião Amin (PP) também disputam espaço. No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) desponta como candidata ao Senado, em um cenário igualmente competitivo, que inclui o governador Ibaneis Rocha (MDB) e a deputada Bia Kicis (PL).

Além desses nomes, o PL e aliados do bolsonarismo trabalham candidaturas ao Senado em diversos estados, como Guilherme Derrite em São Paulo, Marcelo Queiroga na Paraíba, Gustavo Gayer em Goiás, Capitão Alberto Neto no Amazonas e Reinaldo Azambuja no Mato Grosso do Sul, consolidando a estratégia de priorizar o Legislativo como eixo central da disputa eleitoral de 2026.

Fonte: Brasil 247 com informações do jornal O Globo

Cunhado de Vorcaro e maior doador de Tarcísio é alvo da PF

O pastor Fabiano Zettel foi preso na manhã desa quarta-dfeira na segunda fase Operação Compliance Zero

       Fabiano Zettel (Foto: Reprodução/YouTube/PrimoCast)

O pastor evangélico Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso na manhã desta quarta-feira (14) pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira suspeitas de irregularidades no Banco Master. Zettel foi o maior doador individual das campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e de Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas eleições de 2022.

Segundo os registros da Justiça Eleitoral, Fabiano Zettel destinou R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro, então presidente da República, e outros R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, totalizando R$ 5 milhões em doações eleitorais no mesmo pleito.

Os valores colocam o pastor no topo da lista de doadores individuais das duas campanhas, ficando atrás apenas dos repasses realizados diretamente pelos partidos por meio do fundo eleitoral, que alcançaram cifras significativamente superiores. A expressiva contribuição chamou atenção por ocorrer em meio à crescente exposição de Daniel Vorcaro no noticiário político, econômico e judicial.

O Governo de São Paulo afirmou que a campanha de Tarcísio de Freitas contou com mais de 600 doadores e que todas as doações respeitaram a legislação eleitoral. O comunicado também buscou afastar qualquer vínculo pessoal entre o governador e o doador. “O governador não possui qualquer vínculo ou relação com o doador citado, bem como conhecimento prévio sobre possíveis condutas que não dizem respeito à campanha. Vale destacar que a prestação de contas de Tarcísio foi devidamente aprovada pela justiça eleitoral”, informou o governo paulista.

As doações feitas por Fabiano Zettel se somam a outros elementos que indicam a proximidade do entorno de Daniel Vorcaro com o meio político. Proprietário do banco Master, o banqueiro tornou-se personagem central de uma série de controvérsias que envolvem o sistema financeiro, o Banco Central, o Judiciário e agentes públicos. Zettel é casado com Natália Vorcaro Zettel, irmã do banqueiro, e ambos já atuaram conjuntamente em diferentes empreendimentos.

O pastor já ocupou cargo de direção na Super Empreendimentos, empresa citada no processo de liquidação do banco Master e em investigações que apuram o uso de fundos de investimento para lavagem de dinheiro pelo crime organizado. Além disso, ele é fundador e CEO da Moriah Asset, fundo voltado à negociação de participações em empresas fora da bolsa de valores, conciliando a atuação no mercado financeiro com atividades religiosas ligadas à Igreja da Lagoinha, em Belo Horizonte.

Fonte: Brasil 247

Fragilizado, Motta cola em Lula para se segurar no comando da Câmara

Reaproximação também pode favorecer o governo Lula

       Lula e Hugo Motta (Foto: RICARDO STUCKERT/PR)

O avanço de uma ala robusta do centrão nas eleições de outubro projeta um cenário de incerteza para a permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) no comando da Câmara dos Deputados. Lideranças da Casa avaliam que a recondução do parlamentar à presidência, em eleição interna prevista para 2027, tornou-se incerta diante da reorganização das forças partidárias e do desgaste acumulado ao longo do primeiro ano de gestão, informa a Folha de São Paulo.

Motta saiu politicamente enfraquecido após um motim que paralisou o plenário por cerca de 30 horas no ano passado. Integrantes do centrão atribuem ao deputado parte do desgaste da Câmara perante a opinião pública, especialmente em episódios como a tramitação do projeto que ampliava o número de deputados federais. A insatisfação interna também resultou em atritos com seu antecessor no cargo, Arthur Lira (PP-AL).

Nesse contexto, aliados identificam um movimento de reaproximação entre Motta e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) previsto para 2026. A estratégia teria como objetivo garantir apoio político para sua sobrevivência no comando da Casa e ampliar o capital eleitoral de sua família na Paraíba. Um dos sinais dessa aproximação foi a presença de Motta em cerimônia do governo federal que marcou uma nova etapa da regulamentação da reforma tributária, em Brasília, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), optou por não comparecer.

A mudança de cenário partidário pesa contra o atual presidente da Câmara. Siglas que já se colocaram na oposição a Motta em disputas internas, como PSD e União Brasil, trabalham com projeções ambiciosas para ampliar suas bancadas. O partido comandado por Gilberto Kassab mira a conquista de até 100 cadeiras, enquanto o União Brasil, em federação com o PP de Ciro Nogueira, calcula alcançar 120 deputados.

Segundo aliados, um eventual desequilíbrio na correlação de forças do centrão elevaria o risco à recondução de Motta em 2027. Mesmo que seja reeleito deputado, ele precisaria negociar sua permanência à frente da Câmara com legendas fortalecidas após um início de gestão marcado por turbulências. Por isso, a aproximação com Lula é vista como um caminho para assegurar o apoio da base governista na disputa interna.

O núcleo central da base lulista, formado pela federação PT-PCdoB-PV, projeta eleger cerca de 90 deputados no próximo pleito, impulsionado pelo controle da máquina pública. Para Motta, esse apoio pode ser decisivo não apenas para sua continuidade no cargo, mas também para ampliar sua influência eleitoral na Paraíba. Além de buscar a renovação do mandato, o deputado articula a candidatura do pai, Nabor Wanderley, ao Senado.

A estratégia leva em conta o histórico eleitoral do estado, que deu 64,2% dos votos a Lula no primeiro turno das eleições de 2022. A obtenção do apoio ou, ao menos, de uma postura neutra do PT poderia fortalecer a candidatura de Nabor. O principal adversário na disputa é o senador Veneziano Vital do Rego (MDB), que tenta a reeleição e também se apresenta alinhado a Lula.

Do ponto de vista do governo, a reaproximação também atende a interesses estratégicos. Em 2025, Motta impôs derrotas ao Planalto ao entregar relatorias sensíveis, como a da PEC da Segurança Pública e do Projeto de Lei Antifacção, a parlamentares da oposição. Além disso, permitiu a caducidade da Medida Provisória do IOF e pautou a discussão sobre a dosimetria das penas dos réus dos atos de 8 de Janeiro.

Interlocutores avaliam que movimentos recentes do presidente da Câmara buscam pavimentar o diálogo com o Planalto. Um dos passos foi “se livrar” da discussão sobre a dosimetria. Outro gesto foi a cassação, de ofício, dos mandatos dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).

Para o governo Lula, a reabertura de canais com Motta pode facilitar a tramitação de matérias com forte apelo eleitoral, como a Medida Provisória do Gás do Povo, que precisa ser votada até 11 de fevereiro para não perder a validade. O Planalto avalia que a iniciativa tem potencial de impacto direto junto ao eleitorado em um ano decisivo para a correlação de forças no Congresso Nacional.

Paralelamente, os planos partidários reforçam a pressão sobre a atual presidência da Câmara. O PSD, que encolheu em 2022 com o fim das coligações, aposta na filiação de governadores e lideranças regionais para ampliar sua capilaridade. Já a federação União Brasil–PP conta com a soma dos votos proporcionais, maior fatia do fundo eleitoral e o maior tempo de TV, fatores que devem atrair candidatos e impulsionar o crescimento da bancada.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo