

Candidato do PL ignora violações aos direitos humanos em El Salvador e defende encarceramento maior no Brasil
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, defendeu neste domingo (30) o endurecimento da política criminal no Brasil e afirmou que o país deveria ter mais pessoas presas, apesar de a população carcerária brasileira já se aproximar de 1 milhão de detentos. A declaração foi dada após reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, em um hotel no Centro de São Paulo.
Flávio elogiou o modelo de segurança pública adotado pelo governo de Nayib Bukele, sem mencionar o regime de exceção permanente em vigor no país centro-americano, marcado pela suspensão de garantias constitucionais.
“Tem pouco preso no Brasil, tinha que ter mais. Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Por isso que nós vamos criar mais de meio milhão de vagas em presídios para que ladrão celular e comércio tenha no mínimo oito anos de cadeia e fique preso”, afirmou o candidato do PL.
Justiça boliviana determinou que o consultor argentino permaneça por seis meses no presídio de Chonchocoro em investigação por suposto enriquecimento ilícito
A Justiça da Bolívia decretou uma segunda prisão preventiva contra o consultor político argentino Fernando Cerimedo, conhecido por sua atuação em campanhas da direita latino-americana, pela propagação de alegações falsas sobre o sistema eleitoral brasileiro e por sua proximidade política com a família Bolsonaro. A nova decisão determina que ele permaneça por seis meses no presídio de segurança máxima de Chonchocoro enquanto é investigado por suposto enriquecimento ilícito, em um caso que também envolve suspeitas de lavagem de dinheiro.
A decisão, informada pela TeleSur, é independente da prisão preventiva anteriormente determinada contra Cerimedo após sua detenção, em agosto, em Santa Cruz de la Sierra. Naquele caso, ele foi acusado de tentativa de assassinato contra sua ex-companheira. Cerimedo também aparece em outras investigações conduzidas pelas autoridades bolivianas. As acusações ainda estão sob apuração, e não representam condenação definitiva.
Trajetória do senador inclui décadas na política, controvérsias na Alerj, investigação sobre suposta “rachadinha”, homenagem a Adriano da Nóbrega e questionamentos sobre patrimônio e relações empresariais
A trajetória política e profissional do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República em 2026, passou a ser alvo de uma ofensiva eleitoral destinada a reunir episódios controversos de sua vida pública. O material está concentrado no site “O pior dos Bolsonaros”, criado pela Coligação Brasil Pronto pra Mais, adversária do senador na disputa presidencial.
A plataforma, disponível em “opiordosbolsonaros.com.br”, reúne documentos, informações públicas, denúncias, investigações e episódios ocorridos desde o início da carreira política do filho mais velho de Jair Bolsonaro. O objetivo declarado da iniciativa é apresentar aos eleitores um histórico do candidato e questionar suas credenciais para ocupar a Presidência da República.
O conteúdo deve ser lido levando-se em conta sua origem: trata-se de material produzido no contexto de uma campanha eleitoral e, portanto, representa a argumentação política dos adversários de Flávio Bolsonaro. Ainda assim, vários dos episódios mencionados remetem a fatos, investigações e controvérsias públicas que marcaram a trajetória do senador.
Desemprego caiu para 5,3%, enquanto o País alcançou recordes de população ocupada, trabalhadores no setor privado e empregados com carteira assinada
O Brasil alcançou, no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a menor taxa de desemprego de toda a série histórica do IBGE. A desocupação caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, abaixo dos 5,8% registrados no trimestre terminado em abril e dos 5,6% observados um ano antes.
Os números mostram um mercado de trabalho aquecido, com crescimento da ocupação, expansão do emprego formal, aumento da renda e redução do desalento. Entre fevereiro e julho, 503 mil brasileiros deixaram a condição de desempregados.
O resultado também reforça a trajetória de queda da desocupação durante o atual governo. Quando Jair Bolsonaro deixou a Presidência, no fim de 2022, a taxa de desemprego estava em 7,9%. Agora, no governo Lula, chegou a 5,3%.