quinta-feira, 4 de junho de 2026

PL, PT e União terão maiores fundos para as eleições; veja os números


                 Eleitor acessando o aplicativo e-Título pelo celular – Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quarta-feira (3) a divisão dos recursos do fundo eleitoral para as eleições de 2026. Ao todo, cerca de R$ 4,9 bilhões serão distribuídos entre 30 partidos políticos para financiar despesas de campanha em todo o país. Com informações da Folha.

O Partido Liberal (PL) receberá a maior parcela dos recursos, com R$ 881,6 milhões. Em seguida aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 615,3 milhões, e o União Brasil, que terá direito a R$ 526,2 milhões. PSD, PP, MDB e Republicanos também estão entre as legendas que receberão os maiores valores.

A distribuição dos recursos leva em consideração a representatividade das siglas no Congresso Nacional e o desempenho obtido nas últimas eleições. Como PL e PT possuem as maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado, ficaram com as maiores fatias do fundo.

Mulher de Eduardo Bolsonaro explicou em VÍDEO por que decidiram fugir do Brasil


           Eduardo e Heloísa Bolsonaro. Foto: Reprodução

A repercussão sobre a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (3), após voltar a circular um vídeo em que sua esposa, Heloísa Bolsonaro, explica os motivos que levaram a família a permanecer no Texas. As declarações vieram à tona no mesmo dia em que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, liberou para julgamento a ação penal em que o ex-deputado é réu por coação à Justiça.

No vídeo publicado nas redes sociais, Heloísa afirma que a decisão de não retornar ao Brasil ocorreu após notícias sobre uma consulta feita pela Procuradoria-Geral da República relacionada ao passaporte de Eduardo Bolsonaro e às atividades que ele vinha exercendo no exterior.

“Não foi uma opção voltar para o Brasil. Como é que eu vou voltar para o Brasil, se eu vou chegar no Brasil, e a gente já viu a história acontecendo com várias outras pessoas”, declarou. Segundo ela, a família considerava importante a atuação política e institucional que Eduardo desenvolvia fora do país.

Para 80%, Flávio Bolsonaro ameaça o Pix e tem culpa no tarifaço de Trump, diz pesquisa


           Trump publica foto ao lado de Flávio Bolsonaro, na Casa Branca. Foto: reprodução

Um levantamento da empresa de análise de dados Palver aponta que o senador Flávio Bolsonaro é responsabilizado por ameaças ao Pix e pelo novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos em 81% das mensagens opinativas publicadas em mais de 100 mil grupos públicos de WhatsApp e Telegram monitorados pela empresa. O estudo analisou publicações feitas entre 27 de maio e 2 de junho.

Segundo a Palver, o percentual considera apenas mensagens com opinião explícita sobre o tema. Foram excluídos conteúdos neutros, como compartilhamento de links sem comentários e disparos automáticos de notícias. O monitoramento foi realizado após a viagem de Flávio aos Estados Unidos e o encontro com o presidente estadunidense Donald Trump na Casa Branca, em 26 de maio.

De acordo com o relatório, as mensagens predominantes associam o senador e a família Bolsonaro à crise comercial envolvendo o Brasil. Parte das publicações descreve a ofensiva dos Estados Unidos como um ataque a uma conquista nacional e atribui ao parlamentar alinhamento a interesses estrangeiros. Uma das mensagens citadas no estudo afirma: “Bolsonarismo se consolida como principal movimento de traição à pátria da história”.

Justiça mantém no ar vídeo que liga Flávio Bolsonaro a "rachadinha”, lavagem de dinheiro e milícias

Senador sofreu revés em ação para remover publicação do Instagram e juiz citou risco de censura no debate público

           Flávio Bolsonaro (Foto: Saulo Cruz/Agência Senado)

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sofreu um revés na Justiça em ação movida para retirar do Instagram um vídeo que o associa a “rachadinha”, lavagem de dinheiro e milícias, mas o conteúdo foi mantido no ar nesta fase inicial do processo, informa o Metrópoles.

A decisão foi proferida em 20 de maio pelo juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília. O magistrado negou o pedido de tutela de urgência apresentado pelo parlamentar contra a influenciadora Manuella Tyler Araújo Medrado, vereadora suplente de Juazeiro (BA) e pré-candidata a deputada federal pelo PSB.

Na ação, Flávio Bolsonaro sustenta que a publicação teria conteúdo ofensivo e relacionaria seu nome a episódios de “rachadinha”, lavagem de dinheiro e vínculo com milícias. O senador afirma que o vídeo o qualifica como corrupto por meio de uma montagem audiovisual com trechos que, segundo ele, estariam descontextualizados, além de omitir decisões judiciais que lhe seriam favoráveis.


Brasil está negociando e espera decisão de Trump, afirma Mauro Vieira

Chanceler diz que não há justificativa para tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros e espera que impasse seja levado a Donald Trump em breve

           Chanceler brasileiro, Mauro Vieira 17/03/2024 (Foto: Mohamad Torokman/Reuters)

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (3) que o governo brasileiro segue empenhado nas negociações com os Estados Unidos para tentar reverter as novas tarifas anunciadas por Washington contra produtos brasileiros. Segundo o chanceler, o Brasil não identifica fundamentos que justifiquem as sobretaxas e espera que o tema seja levado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em breve.

As declarações foram dadas em Paris, durante a reunião ministerial da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As informações foram publicadas originalmente pela Folha de S.Paulo. O posicionamento de Vieira ocorre após os Estados Unidos anunciarem, em poucos dias, duas novas medidas tarifárias que atingem exportações brasileiras.

Governo vê pouco espaço para reverter decisão dos EUA sobre PCC e Comando Vermelho

Preocupação do governo brasileiro é de que classificação das facções como organizações terroristas deixe o país vulnerável a interferências externas

      Donald Trump /Siglas PCC e CV (Foto: REUTERS/Kylie Cooper / Reprodução / Divulgação)

O governo brasileiro avalia que há pouca margem para reverter, no curto prazo, a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, medida que pode afetar a cooperação policial bilateral e gerar preocupação no sistema financeiro nacional, informa o jornal O Globo.

A avaliação no Palácio do Planalto é que, neste momento, não há um argumento capaz de levar o Departamento de Estado norte-americano a recuar das classificações impostas às facções criminosas brasileiras. Ainda assim, a orientação do governo é manter o discurso de que o Brasil combate o crime organizado em seu território e está disposto a cooperar com outros países nessa área.

Aliados de Lula veem desgaste de Flávio Bolsonaro após ataque tarifário de Trump

Aliados do presidente veem desgaste da família Bolsonaro após apoio às tarifas dos EUA e apostam em discurso de soberania nacional

Aliados de Lula veem desgaste de Flávio Bolsonaro após ataque tarifário de Trump (Foto: Ricardo Stuckert/PR | Reprodução/X-Flávio Bolsonaro)

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a decisão do governo de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros pode acabar produzindo um efeito político contrário ao esperado pelos aliados de Jair Bolsonaro. A leitura feita por integrantes do núcleo político do governo é que a medida tem potencial para afastar eleitores indecisos do campo bolsonarista e reforçar o discurso de defesa da soberania nacional.

Segundo reportagem publicada pelo portal argentino La Política Online, interlocutores próximos à campanha de Lula acreditam que o apoio manifestado por integrantes da família Bolsonaro às ações adotadas por Washington pode gerar desgaste político em um momento de forte polarização eleitoral no Brasil.

Escândalo com Vorcaro afasta eleitores independentes de Flávio Bolsonaro


Pesquisas qualitativas da Genial/Quaest indicam perda de credibilidade do senador entre independentes e reaproximação desse eleitorado com Lula

Flávio Bolsonaro, agente da PF, Daniel Vorcaro e, ao fundo, Congresso e Banco Master (Foto: Reprodução I Divulgação )

As revelações envolvendo a relação entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro provocaram desgaste junto ao eleitorado independente e comprometeram uma das principais apostas da estratégia política do parlamentar para a corrida presidencial de 2026. É o que apontam pesquisas qualitativas realizadas pela Genial/Quaest e obtidas com exclusividade pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo os levantamentos, embora o episódio não tenha alterado a dinâmica de polarização que tende a marcar a disputa presidencial, ele afetou diretamente a percepção de credibilidade de Flávio Bolsonaro entre eleitores que não se identificam nem com o lulismo nem com o bolsonarismo. Esse segmento é considerado decisivo por especialistas em opinião pública por seu potencial de definir os rumos da eleição.

Vorcaro entrega delação "reformulada, ampliada e aprofundada", e antes do prazo

Defesa de Vorcaro entrega nova proposta de colaboração com mais de dez dias de antecedência. Delação envolve partidos do centrão

        Daniel Vorcaro na prisão (Foto: Reprodução)

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, entregou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma nova proposta de delação premiada antes do fim do período autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para que os advogados tivessem acesso ampliado ao banqueiro, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.

A autorização concedida por Mendonça permitia que os advogados retomassem despachos diários com Vorcaro na superintendência da PF, em Brasília, das 9h às 17h. O objetivo da medida era permitir a organização de uma nova proposta de colaboração, após a primeira versão ter sido rejeitada pela Polícia Federal.

Lula e Trump podem ficar cara a cara após agressão dos Estados Unidos ao Brasil

Presidente brasileiro anuncia ida ao G7, critica justificativas de Washington e afirma que recorrerá ao diálogo e a novos mercados

Lula e Trump podem ficar cara a cara após agressão dos Estados Unidos ao Brasil (Foto: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que participará da reunião do G7, marcada para ocorrer entre os dias 15 e 17 de junho, na França, em meio ao agravamento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. A possibilidade de um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ganha relevância após a ameaça de novas tarifas sobre produtos brasileiros.

As informações foram publicadas originalmente pelo jornal O Globo. A reação do governo brasileiro ocorre depois de os Estados Unidos sinalizarem a aplicação de uma sobretaxa de 12,5% a países como o Brasil, sob a alegação de que não teriam adotado restrições suficientes à entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

Eduardo Bolsonaro fala em trocar Pix por sistema dos EUA e reforça chantagem contra o Brasil


                O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Foto: Vinicius Schmidt/Metrópoles

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro admitiu em um vídeo nas redes sociais que sua família está disposta a negociar o Pix para atender às exigências do governo de Donald Trump.

“Os Estados Unidos têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como por exemplo o Zelle, que é o Pix dos Estados Unidos. Aqui é o Zelle. Então dá para você ir para uma mesa de negociação com os americanos”, afirmou.

A declaração foi feita após o governo dos Estados Unidos intensificar seus ataques ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Na terça-feira (2), Washington concluiu uma suposta investigação comercial baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo utilizado para apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses econômicos americanos.