terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mendonça pede informações à PGR sobre mensagem de Vorcaro a Moraes no caso Master

 Ministro do STF busca esclarecimentos sobre conversa em que banqueiro menciona suposta necessidade de “proteção” do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet

      Crédito: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou informações à Procuradoria-Geral da República (PGR) a respeito de uma mensagem de WhatsApp atribuída a Daniel Vorcaro no âmbito das investigações relacionadas ao caso Master. Segundo o Metrópoles, o pedido busca esclarecer o contexto de uma conversa na qual o banqueiro teria mencionado a necessidade de contar com a “proteção” de autoridades.

De acordo com relatório da Polícia Federal citado pela reportagem, os investigadores concluíram que a mensagem foi enviada por Vorcaro ao ministro do STF Alexandre de Moraes. No conteúdo sob análise, o banqueiro teria feito referência ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Governo Lula retoma negociações e vê “sinal verde” para acordo comercial com os EUA

 Reabertura dos diálogos entre Brasil e Estados Unidos ocorre após articulação direta do presidente Lula com Donald Trump para destravar negociações tarifárias

Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump - Crédito: REUTERS/Evelyn Hockstein

A retomada das negociações sobre o tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros pode dar fôlego ao governo do presidente Lula (PT) nas tratativas para alcançar um acordo com os norte-americanos. A reabertura do diálogo comercial foi viabilizada após uma reunião de 40 minutos realizada nessa segunda-feira (31) entre autoridades dos dois países, informa o Metrópoles.

O encontro virtual contou com a participação do Representante do Escritório do Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, responsável pela política tarifária de Donald Trump; do ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa; e do ministro das Relações Exteriores, chanceler Mauro Vieira. A conversa marcou formalmente o retorno do diálogo bilateral sobre a política de taxas.

Ao término do contato, Brasil e Estados Unidos concordaram em dar continuidade às tratativas técnicas e políticas. Em nota oficial divulgada pelo Itamaraty, o governo brasileiro detalhou a dinâmica dos próximos passos: “As partes concordaram em voltar a reunir-se em nível ministerial, em data oportuna, a fim de revisar o progresso alcançado nas tratativas bilaterais e nas reuniões técnicas que serão realizadas nas próximas semanas”.

Flávio Bolsonaro decide parar campanha e ficar em Brasília para tentar barrar o fim da escala 6×1

 Candidato do PL interrompe agenda eleitoral para acompanhar articulação da oposição contra proposta defendida pelo governo Lula; pesquisa Quaest aponta que 69% dos brasileiros apoiam mudança na jornada de trabalho

Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução Rede Globo

 O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, decidiu interromper sua agenda de campanha nesta terça-feira (1º) e permanecer em Brasília para acompanhar pessoalmente as articulações no Congresso contra o fim da escala 6×1, uma das principais bandeiras trabalhistas defendidas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do jornal O Globo.

A decisão coloca Flávio diretamente no centro de uma disputa que ganhou peso na campanha presidencial. Enquanto Lula defende a redução da jornada e o fim da escala em que trabalhadores cumprem seis dias de trabalho para apenas um de descanso, o candidato do PL busca construir uma alternativa baseada na flexibilização das relações trabalhistas.

Lula debate juros, contas públicas e relação com Trump em jantar com empresários no Alvorada

 Jantar de quase três horas reuniu Lula e empresários para discutir temas da política econômica

Luiz Inácio Lula da Silva  - Crédito: Ricardo Stuckert

O cenário econômico brasileiro dominou o jantar de quase três horas promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com empresários e investidores, na noite desta segunda-feira (31), no Palácio da Alvorada. Juros, equilíbrio fiscal, desempenho dos setores produtivos e relações com os Estados Unidos estiveram entre os principais assuntos do encontro

Segundo a CNN Brasil, a reunião na residência oficial da Presidência começou por volta das 20h e terminou às 22h40. Das 25 pessoas presentes, 16 representavam empresas ou instituições do setor privado. Ministros, dirigentes de bancos públicos e aliados do presidente também participaram.

Lula abriu o jantar com uma breve intervenção. Depois, empresários e integrantes do governo tiveram espaço para apresentar avaliações enquanto a refeição era servida. O presidente voltou a falar no encerramento da reunião.

No Roda Viva, Haddad nacionaliza campanha e apresenta projeto de integração e diálogo para transformar São Paulo

 Petista compara investigações envolvendo aliados de Lula e Bolsonaro, critica classificação de facções como terroristas e defende ação integrada contra o crime

Fernando Haddad  -  Crédito: Reprodução

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou no Roda Viva uma proposta de integração entre forças de segurança, órgãos de fiscalização e Ministério Público para enfrentar o crime organizado, além de defender diálogo institucional para superar desafios nacionais. A mensagem central da sabatina foi a de que São Paulo e o Brasil precisam de coordenação entre instituições, planejamento e políticas públicas baseadas em dados.

Durante a entrevista exibida nesta segunda-feira (31), pela TV Cultura, Haddad também abordou economia, orçamento, apostas esportivas, juros e a sucessão no campo progressista. As declarações foram registradas pelo portal Metrópoles, fonte original da notícia, que destacou a defesa do candidato por uma atuação conjunta da Polícia Federal, da Receita Federal e das polícias paulistas.

TSE julga nesta terça ‘deepfake’ de Jair Bolsonaro na convenção de Flávio

 Corte eleitoral avalia se gravação simulada de Jair Bolsonaro viola legislação e estabelece novos parâmetros sobre uso de inteligência artificial

Vídeo gerado por IA mostrando o ex-presidente Jair Bolsonaro no lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro
Crédito: REUTERS/Bia Borges

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga, nesta terça-feira (1º), se o vídeo de Jair Bolsonaro (PL) produzido com recursos de inteligência artificial e reproduzido durante a convenção partidária do PL pode ser enquadrado juridicamente como deepfake. A decisão a ser proferida pelo colegiado da Corte tem potencial para agregar novos e importantes parâmetros quanto ao uso dessa tecnologia nas eleições deste ano.

A controvérsia chegou ao plenário do TSE após a Federação Brasil da Esperança acionar a Justiça Eleitoral alegando que a gravação exibida configura propaganda eleitoral antecipada e uso irregular de inteligência artificial. Segundo a petição, o material teve como objetivo promover uma “transferência de capital político” ao apresentar Jair Bolsonaro como o responsável direto pela escolha do filho, Flávio, como seu sucessor político e candidato do partido à Presidência da República, encerrando a mensagem com a frase: “O futuro é Flávio Bolsonaro presidente”.

Lula lidera 1º turno com 38%, contra 30% de Flávio Bolsonaro e 11% de Cury, diz Real Time Big Data

Pesquisa também mostra presidente empatado numericamente com Flávio Bolsonaro no 2º turno

Lula e Flávio Bolsonaro foram usados de maneiras distintas pelos candidatos estaduais na estreia do horário eleitoral gratuito
Crédito: Ricardo Stuckert/PR | Agência Brasil



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial no primeiro turno, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (1º). No cenário sem Pablo Marçal (PRTB), Lula registra 38% das intenções de voto, contra 30% de Flávio Bolsonaro (PL) e 11% de Augusto Cury (Avante).

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 27 e 31 de agosto em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03490/2026.