quinta-feira, 23 de julho de 2026

Sem apoios, Flávio Bolsonaro ainda pode desistir da disputa presidencial até 15 de agosto

Embora o PL deva oficializar sua candidatura em convenção, registro no TSE só ocorrerá em agosto; ausência de Michelle Bolsonaro no evento amplia dúvidas sobre a unidade da legenda

Senador questionou a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com embaixadores estrangeiros
Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

A convenção nacional do PL, marcada para 25 de julho, deverá oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. No entanto, do ponto de vista jurídico, essa decisão ainda não encerra o processo de definição do candidato do partido.

Pelo calendário da Justiça Eleitoral, os partidos têm até 15 de agosto para registrar seus candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até essa data, o PL ainda pode alterar o nome escolhido em convenção e apresentar outro candidato à Presidência.

O tema ganha relevância diante das dificuldades enfrentadas por Flávio para consolidar sua candidatura e dos sinais de divisão interna na legenda.

Eleitorado evangélico demonstra ceticismo sobre candidatura de Flávio Bolsonaro e acende alerta no PL

Líderes religiosos próximos ao senador relatam dúvidas no segmento sobre sua presença na disputa pelo Planalto

Flávio Bolsonaro em culto evangélico
Crédito: Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro

A pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República vem enfrentando um cenário de desconfiança e ceticismo entre um de seus principais pilares de apoio político: o eleitorado evangélico. Lideranças religiosas próximas ao parlamentar relatam um clima de pessimismo sobre a receptividade do segmento ao seu nome para a disputa pelo Palácio do Planalto, segundo Bela Megale, do jornal O Globo.

Em conversas com suas bases comunitárias e eclesiásticas, esses líderes afirmam que o tom predominante na atualidade é de incerteza. Diferente do pleito de 2022, a maior dúvida que circula entre os fiéis é se Flávio Bolsonaro será, de fato, o candidato do campo conservador nas eleições presidenciais.

Michelle faltará à convenção nacional do PL que oficializará candidatura de Flávio Bolsonaro

Ex-primeira-dama é esperada na convenção da legenda no Distrito Federal, onde poderá anunciar candidatura ao Senado

Michelle Bolsonaro e senador Flávio Bolsonaro
Crédito: Michelle Bolsonaro/Reprodução/Redes Sociais Flávio Bolsonaro/Mateus Bonomi/Reuters

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não participará da convenção nacional do PL marcada para 25 de julho, em São Paulo, quando o partido deverá oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. A informação é do Valor Econômico.

A ausência indica que os esforços do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, para promover uma reconciliação entre Michelle e Flávio não produziram resultado até o momento.

Michelle, no entanto, é esperada na convenção do PL no Distrito Federal, prevista para 5 de agosto. No partido, permanece a expectativa de que ela aproveite o evento para anunciar uma candidatura ao Senado.

⦾ Cuidados com Jair Bolsonaro

Um aliado de Michelle afirmou que a ex-primeira-dama não viajará a São Paulo porque tem se dedicado quase integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que permanece em prisão domiciliar e enfrenta problemas de saúde.

Flávio Bolsonaro perde cada vez mais apoios políticos

Flávio Bolsonaro radicaliza discurso e perde apoio de União-PP após atacar as urnas e ampliar a ofensiva contra o STF em meio à queda nas pesquisas

Flávio Bolsonaro
Crédito: Captura de tela/YouTube/Reprodução

O endurecimento da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), marcado por ataques ao sistema eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF), coincide com a perda do apoio da federação formada por União Brasil e PP. Segundo reportagem publicada nesta quinta-feira (23) pelo jornal O Globo, o senador enfrenta dificuldades para ampliar sua coligação enquanto tenta recuperar o eleitorado mais identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

De acordo com O Globo, o presidente do PP, Ciro Nogueira, comunicou que o partido não integrará a aliança de Flávio no primeiro turno. Como PP e União Brasil formam uma federação, a decisão também deve afastar oficialmente a segunda legenda da candidatura. Dirigentes das duas siglas defendem a neutralidade nacional e a liberação dos diretórios estaduais para firmar acordos locais.

Lideranças de sete estados lançam movimento para renovar representação do PT no Congresso

Movimento reúne lideranças de até 35 anos, todas em sua primeira candidatura à Câmara dos Deputados, em torno de 13 compromissos políticos


Lideranças petistas de sete estados lançaram, na terça-feira (21), o Congresso do Povo, movimento nacional que reúne pré-candidaturas à Câmara dos Deputados e pretende impulsionar uma nova geração de lideranças do partido na disputa federal. A iniciativa busca ampliar um processo de renovação que, segundo seus organizadores, já está em curso nos municípios e nos estados.

Idealizado pela vereadora Luna Zarattini, de São Paulo, o movimento surge em meio ao debate sobre a renovação geracional do PT e a necessidade de ampliar a presença de jovens lideranças na política nacional. Luna foi convidada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo e integra a coordenação de juventude da campanha à reeleição. Todos os integrantes têm até 35 anos e disputarão pela primeira vez uma cadeira na Câmara Federal, embora a maioria já exerça mandato em câmaras municipais ou assembleias legislativas.

O núcleo inicial é composto por Luna Zarattini (São Paulo), Pedro Rousseff (Minas Gerais), Ana Júlia Ribeiro (Paraná), Rosa Amorim e Kari Santos (Pernambuco), Laura Sito (Rio Grande do Sul), Brisa Bracchi (Rio Grande do Norte) e Eduardo Zanatta (Santa Catarina).

PT e PSB alinham aliança em Minas com Josué Gomes cotado para vice de Patrus Ananias

Articulação para o governo mineiro pode deslocar Jarbas Soares para a vaga ao Senado e reposicionar alianças locais para 2028

Josué Gomes
Crédito: Guilherme Dardanhan/Divulgação ALMG

As articulações políticas entre o PT e o PSB para a definição da chapa majoritária que disputará o governo de Minas Gerais avançaram significativamente e estão sob a decisão final da direção pessebista. O presidente estadual do PSB, Otacílio Costa, deve se reunir ainda nesta semana com o presidente nacional da legenda, João Campos, para formalizar e alinhar o nome que ocupará o posto de vice do deputado federal e pré-candidato ao governo mineiro, Patrus Ananias (PT). Do lado petista, a sinalização é de total abertura para chancelar as indicações apresentadas pelo aliado, informa o Metrópoles.

O favoritismo para a vaga de vice recai sobre o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Josué Gomes (PSB). A indicação do empresário ganha tração por contar com a simpatia do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), além da força simbólica e do peso do legado de seu pai, José Alencar, que foi vice-presidente do Brasil durante os dois primeiros mandatos do presidente Lula (PT), entre 2003 e 2011.

⦾ Reconfiguração das vagas ao Senado

A consolidação de Josué Gomes na vaga de vice provoca mudanças no desenho das candidaturas para o Senado na mesma chapa. Nesse cenário, o pré-candidato ao governo Jarbas Soares Júnior surge como o nome cotado para disputar uma das vagas na Casa Alta. O movimento estratégico visa compor uma dobradinha ao lado da ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT), trazendo um perfil considerado mais ao centro para equilibrar o palanque majoritário com a ala petista.

União Brasil e PP trocam Moro por candidato de Ratinho Jr no PR


     Ratinho Jr. e Sergio Moro. Foto: reprodução

A federação entre União Brasil e Progressistas anunciou nesta quarta-feira apoio ao ex-secretário e deputado estadual Sandro Alex (PSD), escolhido como sucessor político do governador Ratinho Júnior (PSD) na disputa pelo Palácio Iguaçu.

A aliança foi lançada após uma reunião de lideranças dos dois partidos. Ao discursar ao lado de Ratinho, Sandro Alex agradeceu o apoio e disse que o acordo representa a “confirmação do trabalho que o governador iniciou ao lado de todos”.

Também participaram do encontro Alexandre Curi (Republicanos), presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato ao Senado, Maria Victoria, deputada estadual e presidente do PP no Paraná, e Matheus Laiola, deputado federal que comanda o diretório estadual do União Brasil.