sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Presidente do CFM responde a Moraes e foge de depoimento à PF

     O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O Conselho Federal de Medicina (CFM) enviou uma manifestação ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em resposta à sindicância aberta para investigar a suposta falta de assistência médica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). José Hiran da Silva Gallo, presidente do órgão, negou qualquer intenção de intervir na execução da pena do político.

O presidente do conselho alegou que “jamais pretendeu exercer qualquer competência correicional em relação à Polícia Federal”. A manifestação foi feita após Moraes anular a sindicância do CFM, alegando que a determinação do órgão era ilegal e um “desvio de finalidade”.

Moraes também determinou que ele preste depoimento à Polícia Federal em até 10 dias. No entanto, Gallo argumentou que os esclarecimentos fornecidos no ofício demonstram “a inexistência de justa causa” para a oitiva, alegando que a sindicância é um instrumento legítimo para garantir a assistência médica adequada a Bolsonaro, sem interferir na execução da pena.

“O Conselho Federal de Medicina adotou o procedimento previsto na legislação de regência, promovendo os encaminhamentos administrativos cabíveis, sempre sem qualquer juízo antecipado sobre os fatos”, diz o CFM. Segundo o conselho, foram recebidas mais de 40 denúncias formais sobre a falta de atendimento a Bolsonaro.
Sede do Conselho Federal de Medicina, em Brasília. Foto: Reprodução

“À vista do exposto, o Conselho Federal de Medicina submete, respeitosamente, à elevada apreciação de Vossa Excelência os esclarecimentos ora prestados, que delineiam o contexto fático, jurídico e administrativo da atuação institucional, evidenciando a inexistência de justa causa para oitiva perante a Polícia Federal, reafirmando seu compromisso permanente com a observância das determinações emanadas do Poder Judiciário, em consonância com o princípio da harmonia entre os Poderes da República”, prossegue.

Bolsonaro foi levado ao hospital na quarta (7), mas retornou à prisão no dia seguinte. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e outros apoiadores do ex-presidente reclamaram da demora em autorizar seu transporte ao hospital e a falta de resposta imediata de Moraes.

Na ocasião, o ex-presidente não acionou o protocolo de emergência, permanecendo no quarto sem informar sobre a lesão.

Fonte: DCM

Inflação fecha 2025 na meta e Lula dá o recado: “pessimistas estavam errados”

IPCA acumulou alta de 4,26% em 2025, abaixo do teto e no menor nível desde 2018

              Presidente Lula durante entrevista coletiva à imprensa (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, nesta sexta-feira (9), o resultado da inflação oficial de 2025, que encerrou o ano dentro do intervalo da meta. Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que o desfecho do índice desmentiu previsões negativas feitas ao longo do ano passado.

⊛ Menor índice desde 2018

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2025 com alta acumulada de 4,26%. O resultado ficou acima do centro da meta do BC, fixado em 3%, mas abaixo do teto variável de 4,5%. Trata-se do menor índice anual desde 2018, quando a inflação acumulada foi de 3,75%.

⊛ Destaque para gestão econômica

Em mensagem divulgada no X, antigo Twitter, o presidente escreveu: “Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta. Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados: encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta estabelecida para nossa economia”.

Lula também destacou o desempenho acumulado ao longo do mandato. Segundo ele, “esse dado confirma: teremos em quatro anos a menor inflação acumulada da história. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro”.


Por Lula, no X - Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta. Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados: encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta estabelecida para nossa economia. Esse dado confirma: teremos em quatro anos a menor inflação acumulada da história. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro.

Fonte: Brasil 247

Líderes europeus comemoram aprovação do acordo Mercosul-UE

De acordo com o ministro alemão Friedrich Merz, “o acordo UE-Mercosul é um marco na política comercial europeia"

Bandeiras da UE na sede da Comissão Europeia em Bruxelas - 20/04/2016 (Foto: REUTERS/Francois Lenoir)

Alex Rodrigues – Repórter da Agência Brasil
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e alguns setores empresariais comemoram, nesta sexta-feira (9), a conclusão provisória das negociações do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, iniciadas há 25 anos. O Conselho da União Europeia (UE), no entanto, ainda não anunciou oficialmente a assinatura do acordo.

“O acordo UE-Mercosul é um marco na política comercial europeia e um forte sinal da nossa soberania estratégica e capacidade de ação”, escreveu Merz em sua conta no X.

“Isso é bom para a Alemanha e para a Europa, mas 25 anos de negociações foram muito longos – precisamos avançar mais rápido”.

◉ Repercussão

A ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, também usou as redes sociais para expressar seu contentamento com a notícia, apesar de seu país ter votado contrariamente à iniciativa.

“Estou emocionada! Finalmente, há uma maioria entre os Estados-membros da UE para [a assinatura] do acordo com o Mercosul”, afirmou Beate na rede social.

“Não é nenhum segredo que eu esperava que a Áustria apoiasse o acordo também. Porque uma coisa é clara: nossa economia, nossos negócios e nossa prosperidade se beneficiarão enormemente disso”, acrescentou a ministra, defendendo que a Áustria aprofunde as relações comerciais com outras nações, começando pela Índia, país com o qual a Áustria já negocia um acordo bilateral.

“Isso é especialmente crucial, pois a ordem global está passando por mudanças maciças – a Europa, e a Áustria também precisa de novos parceiros. Temos agora de aprofundar os nossos laços com outras regiões do mundo”, defendeu Beate.

De acordo com o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, Stefan Krajewski, além de seu país e da Áustria, os embaixadores da França, Hungria e da Irlanda também se manifestaram contra o acordo.

"Se a Itália estivesse do nosso lado, o acordo seria bloqueado", lamentou Krajewski.

"Infelizmente, as consequências desta decisão afetarão todos nós. Repito o que tenho dito: vamos proteger os agricultores poloneses", acrescentou o ministro, destacando que o Parlamento polonês já vem propondo mecanismos legais para proteger os setores produtivos de seu país e para garantir eventuais compensações ao setor agrícola.

◉ Indústria

Em nota, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) afirmou que o apoio da maioria dos Estados-membros ao acordo UE-Mercosul é um “momento marcante e um sinal claro de que a Europa quer manter uma economia forte, aberta e focada no comércio”.

Segundo a entidade, a assinatura do acordo reduzirá, “de forma muito significativa”, as tarifas sobre os automóveis fabricados na UE (atualmente, de até 35%), resolverá os obstáculos técnicos ao livre-comércio entre os dois blocos e reforçará as cadeias de abastecimento de matérias-primas críticas.

“A Acea insta agora os tomadores de decisões políticas do Parlamento Europeu a ratificar rapidamente o acordo para que todos os setores envolvidos se beneficiem rapidamente das vantagens comerciais e estratégicas do acordo.”

◉ Prazo

Segundo a agência de notícias Reuters, os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE indicaram as posições de seus governos na manhã desta sexta-feira, mas cada país deve confirmar seu voto por escrito até as 17h (13h, em Brasília) de hoje.

Ainda de acordo com a Reuters, ao menos 15 países, que juntos representam pelo menos 65% da população total do bloco europeu, votaram a favor da assinatura, conforme exigido.

Se o resultado for confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para ratificar o acerto com os os países-membros do Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.

Fonte: Brasil 247

Inflação de 2025 abre espaço para possível corte da Selic em janeiro, aponta consultoria

Avaliação da Capital Economics aponta IPCA em 4,26% e cenário delicado para decisão do Copom sobre juros

     Dinheiro

A desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 4,26% em 2025 reforçou a possibilidade de um corte na taxa básica de juros já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para janeiro. A análise considera, no entanto, que o Banco Central enfrenta um cenário descrito como de equilíbrio delicado, no qual forças inflacionárias e sinais de perda de fôlego da atividade econômica convivem lado a lado.

A avaliação foi divulgada nesta sexta-feira (9) pela consultoria internacional Capital Economics. Segundo a instituição, a trajetória recente da inflação cria margem para uma flexibilização monetária, ainda que o ambiente doméstico siga exigindo cautela por parte da autoridade monetária.

De um lado, o mercado de trabalho continua aquecido, fator que tradicionalmente preocupa o Banco Central por seu potencial de pressionar preços, enquanto os núcleos de inflação seguem em patamar elevado. De outro, indicadores recentes de atividade econômica apontam perda de dinamismo. O índice de atividade do próprio Banco Central registrou contração pelo segundo mês consecutivo em outubro, sinalizando enfraquecimento do ritmo econômico.

Para a Capital Economics, o debate não se restringe apenas ao momento exato do primeiro corte. A economista para Mercados Emergentes da consultoria, Kimberley Sperrfechter, avalia que, uma vez iniciado o ciclo de afrouxamento monetário, a queda dos juros tende a ser mais intensa do que o mercado projeta atualmente. “Mas, independentemente de o primeiro corte se materializar este mês ou na reunião de março, o quadro maior é que, uma vez iniciado o ciclo de afrouxamento, a taxa Selic provavelmente cairá mais do que a maioria espera este ano”, afirmou a economista no relatório.

A leitura mais favorável da inflação também se apoia na composição do IPCA de dezembro, que avançou 0,33% na comparação mensal. O dado revelou uma desaceleração expressiva dos preços de alimentos, cuja inflação acumulada em 12 meses recuou para 2,9%, o menor nível em quase dois anos. O grupo de vestuário também apresentou variação mais contida.

Esses movimentos ajudaram a compensar a pressão registrada em outras categorias do índice, contribuindo para um quadro inflacionário menos disseminado ao fim do ano. Na avaliação da consultoria, esse comportamento reforça o argumento de que a política monetária pode começar a ser ajustada, ainda que o processo deva ocorrer com atenção redobrada aos riscos internos.

Fonte: Brasil 247

Primeiro-ministro do Canadá visita o Brasil em abril

Entre os temas a serem abordados, está o avanço de um possível acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá

      Mark Carney e Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu telefonema do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na tarde desta quinta-feira (8). De acordo com Palácio do Planalto, os dois líderes trocaram impressões sobre a situação na Venezuela e os impactos para a região.

"Ambos condenaram o uso da força sem amparo na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. Lula destacou que o destino da Venezuela deve ser decidido soberanamente por seu povo e que a América do Sul deve continuar sendo uma zona de paz", disse o Planalto, em nota.

De acordo com o comunicado, o presidente e o primeiro-ministro concordaram sobre a necessidade de reforma das instituições de governança global

No último sábado (3), uma invasão militar dos Estados Unidos (EUA) resultou no sequestro do presidente do país, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cília Flores.

Na ligação, canadense aceitou convite de Lula para visitar o Brasil no mês de abril. Entre os temas a serem abordados, está o avanço de um possível acordo comercial entre o Mercosul e o Canadá.

Mais cedo, Lula também conversou por telefone com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e com a presidente do México, Claudia Sheinbaum.

México

Na conversa com a líder mexicana, Lula também tratou do tema Venezuela e ambos defenderam o multilateralismo, repudiaram a invasão militar dos EUA e contestar a visão que tenta separar o mundo em zonas de influências de grandes potências. Lula e Sheinbaum também discutiram preparativos de uma visita da líder mexicana ao Brasil, ainda sem data, e cooperação entre os países no enfrentamento à violência contra as mulheres.

Fonte: Brasil 247

Von der Leyen celebra acordo entre Mercosul e União Europeia: “maior zona de livre comércio do mundo”

A proposta é 'substancial e mutuamente benéfica', afirmou a dirigente alemã. Vídeo

         Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Eurooeia (Foto: Reuters)

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, comemorou a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia, autorizado pelos países-membros do bloco europeu nesta sexta-feira (9).

De acordo com a dirigente, trata-se de um “acordo substancial e mutuamente benéfico”. “Estamos criando um mercado de 700 milhões de pessoas – a maior zona de livre comércio do mundo”, destacou a presidente.

O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões. A proposta prevê a eliminação de tarifas de importação sobre 91% das mercadorias negociadas entre a União Europeia e o Mercosul.

Setores do agronegócio, como carnes, etanol, açúcar, suco de laranja e grãos, tendem a se beneficiar com menos barreiras para entrar no mercado europeu.
Fonte: Brasil 247

Haddad celebra acordo entre UE e Mercosul: "nova avenida de cooperação se abre"

Ministro destaca dimensão geopolítica do pacto aprovado em Bruxelas

       Fernando Haddad (Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)

A aprovação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul foi celebrada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que ressaltou o alcance estratégico do entendimento firmado nesta sexta-feira (9), em Bruxelas.

A decisão da União Europeia, tomada apesar da oposição firme liderada pela França, foi repercutida publicamente por Haddad em publicação feita na quinta-feira (9), na rede social X, na qual o ministro destacou que o tratado vai além dos efeitos econômicos imediatos e assume papel central no cenário internacional.

Para Haddad, o acordo representa um marco em meio às tensões globais atuais. “Acordo histórico, não apenas pelo seu significado econômico, mas sobretudo pelo significado geopolítico. Uma nova avenida de cooperação se abre nesse momento conturbado, mostrando um novo caminho de pluralidade e oportunidade”, afirmou o ministro.

O entendimento entre os dois blocos prevê ampla redução de barreiras tarifárias e fortalece a integração comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul. A aprovação em Bruxelas consolida uma etapa decisiva de um processo negociado ao longo de anos e reforça a relevância política do pacto em um contexto internacional marcado por disputas comerciais e rearranjos geopolíticos.

Fonte: Brasil 247

Brasil celebra aprovação do acordo Mercosul–União Europeia

Para o Brasil, maior economia do bloco sul-americano, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro bilateral com a presidenta da Comiss‹o Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas, na Bélgica (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu nesta sexta-feira (9) uma nota para destacar que o “Brasil saúda a decisão” que aprovou a “assinatura do Acordo de Parceria MERCOSUL-União Europeia”.

O Acordo integrará dois dos maiores blocos econômicos do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de mais de US$ 22 trilhões. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o tratado amplia o acesso a um mercado de cerca de 451 milhões de consumidores.

A proposta prevê a eliminação de tarifas de importação sobre 91% das mercadorias negociadas entre a União Europeia e o Mercosul. Conforme estimativas europeias, as exportações do bloco para a América do Sul podem subir até 39%, com potencial de gerar cerca de 440 mil empregos no continente europeu.

O governo Lula afirmou que a cerimônia de assinatura deverá ocorrer em data e local a serem acordados em conjunto entre os países do MERCOSUL e o lado europeu. A aprovação pelas instâncias comunitárias europeias permitirá que o Acordo de Parceria seja assinado após mais de 26 anos do início das negociações. A proposta era negociada desde 1999.

O bloco sul-americano é formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia. No caso dos Estados associados estão Chile, Colômbia, Equador, Peru, Panamá, Guiana e Suriname.

Fonte: Brasil 247

Em domiciliar, Augusto Heleno poderá receber ajudante e passadeira

Decisão do STF autoriza ajudante diário e passadeira semanal por razões de saúde

       Augusto Heleno (Foto: Ton Molina/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou, na sexta-feira (9), que o general da reserva Augusto Heleno receba a visita regular de um empregado doméstico e de uma passadeira enquanto cumpre prisão domiciliar. A medida considera o quadro clínico do militar e as necessidades de manutenção da residência.

Heleno integra o núcleo crucial da trama golpista e teve a pena de 21 anos de prisão convertida, em dezembro de 2025, para o regime domiciliar humanitário após diagnóstico de Alzheimer.

Pela decisão, está autorizado o ingresso do empregado doméstico Ailton Ferreira de Souza em dias úteis e em horário comercial. A passadeira Eleni Antonia Rodrigues poderá entrar no imóvel uma vez por semana, também em período comercial.

Ao justificar a autorização, Moraes apontou que as condições de saúde do réu e a situação familiar tornam necessária a presença de auxílio doméstico. “Tendo em vista as condições de saúde do réu, cujas comorbidades foram comprovadas e subsidiaram a custódia domiciliar, bem como a idade avançada de sua esposa, pessoa idosa com mais de 60 anos, tenho por razoável o ingresso de empregados no imóvel, nos termos requeridos pela defesa, para auxiliar nas atividades de manutenção da residência”, afirmou o ministro.

A autorização não modifica as demais regras impostas ao cumprimento da prisão domiciliar, que permanecem sob fiscalização do Judiciário.

Fonte: Brasil 247

Inflação de 2025 é a quinta menor em 31 anos e a mais baixa desde 2018

IPCA fecha o ano em 4,26%, fica abaixo do teto da meta e confirma um dos melhores resultados inflacionários do período pós-plano Real

Inflação de 2025 é a quinta menor em 31 anos e a mais baixa desde 2018 (Foto: Agência Brasil )

O Brasil encerrou 2025 com a inflação oficial entre as mais baixas das últimas décadas, registrando o quinto menor índice dos últimos 31 anos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou alta de 4,26% no ano, o resultado mais contido desde 2018, quando o índice havia sido de 3,75%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou 0,57 ponto percentual abaixo da inflação registrada em 2024, que fechou em 4,83%, e também abaixo do teto da meta de 4,5% definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Com esse desempenho, 2025 passa a figurar entre os anos de menor inflação desde o início do plano Real. Apenas quatro anos apresentaram resultados inferiores: 1998, com 1,65%; 2017, com 2,95%; 2006, com 3,14%; e 2018, com 3,75%. O resultado consolida o período recente como um dos mais estáveis do ponto de vista inflacionário.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou o número por meio de uma publicação na rede X, destacando a frustração das previsões mais pessimistas feitas no início do ano. “Há um ano, o mercado dizia que íamos fechar 2025 com inflação de 5%, fora da meta. Hoje, o IBGE confirma que os pessimistas estavam errados: encerramos o ano com IPCA de 4,26%, o menor índice desde 2018 e dentro da meta estabelecida para nossa economia. Esse dado confirma: teremos em quatro anos a menor inflação acumulada da história. Resultado de uma política econômica séria, que faz o Brasil crescer, distribuir renda e considera, em primeiro lugar, o bem-estar do povo brasileiro”, afirmou o presidente.

No resultado mensal, o IPCA de dezembro ficou em 0,33%. A taxa foi superior à registrada em novembro, que havia sido de 0,18%, mas inferior ao índice observado em dezembro de 2024, quando a inflação mensal alcançou 0,52%.

O grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no cálculo do IPCA, teve papel relevante na desaceleração da inflação em 2025. Após encerrar 2024 com alta acumulada de 7,69%, o grupo registrou variação de 2,95% no ano passado. O principal fator foi a alimentação no domicílio, cuja alta caiu de 8,23% para 1,43%. Entre junho e novembro, os preços dos alimentos consumidos em casa apresentaram seis meses consecutivos de queda, acumulando retração de 2,69%. Nos demais meses, a alta somou 4,23%.

Em sentido oposto, a energia elétrica residencial foi o subitem com maior impacto individual sobre a inflação do ano. Os preços acumularam alta de 12,31% em 2025, contribuindo com 0,48 ponto percentual para o IPCA. Na sequência apareceram cursos regulares, com impacto de 0,29 ponto percentual e variação de 6,54%; planos de saúde, com 0,26 ponto e aumento de 6,42%; aluguel residencial, com 0,22 ponto e alta de 6,06%; e lanche, que teve impacto de 0,21 ponto percentual e variação de 11,35%.

O grupo Habitação também influenciou de forma significativa o resultado anual. Em 2025, os preços subiram 6,79%, acima dos 3,06% registrados em 2024, gerando o maior impacto entre os grupos, de 1,02 ponto percentual. No ano anterior, esse impacto havia sido de 0,47 ponto.

Fonte: Brasil 247

Inflação de 4,26% em 2025 "coroa um grande ano para o Brasil", diz Gleisi

Ministra destaca IPCA entre os menores da história e associa resultado a emprego recorde e aumento da renda das famílias

Brasília (DF) - 04/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou nesta sexta-feira (9) que a inflação de 4,26% registrada em 2025 consolida um dos melhores momentos recentes da economia brasileira. Para a ministra, o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) reflete um conjunto de indicadores positivos que marcaram o ano.

A declaração foi publicada por Gleisi em uma postagem nas redes sociais, após a divulgação oficial dos dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação de 2025 ficou abaixo do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional e configurou o quinto menor índice dos últimos 31 anos.

Ao comentar o resultado, a ministra ressaltou o caráter histórico do número e a relação com outros avanços econômicos e sociais registrados no período. “A inflação de 4,26% em 2025 é uma das menores da história. Soma-se ao recorde histórico de menor desemprego e ao aumento do salário e da renda das famílias para coroar um grande ano para o Brasil e o nosso povo”, afirmou Gleisi.

Na mesma mensagem, a ministra projetou a continuidade do cenário positivo para este ano, destacando a atuação do governo federal. “2026 será mais um ano de boas notícias, com o governo do presidente Lula trabalhando pelo país”, escreveu.

O IPCA acumulado de 2025 representou uma desaceleração de 0,57 ponto percentual em relação a 2024, quando o índice havia fechado em 4,83%. O resultado também foi o mais baixo desde 2018, ano em que a inflação foi de 3,75%. Desde o início do plano Real, apenas quatro anos registraram índices inferiores ao de 2025: 1998, 2017, 2006 e 2018.

Além do desempenho anual, o IBGE informou que a inflação de dezembro foi de 0,33%, acima do índice de novembro, mas abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior. O comportamento dos preços ao longo do ano foi influenciado por diferentes grupos, com destaque para a desaceleração de Alimentação e bebidas e o impacto relevante de itens como energia elétrica e habitação.

O IPCA é o principal indicador da inflação oficial do país e mede a variação do custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. O índice é calculado a partir da coleta de preços de 377 produtos e serviços em diversas regiões metropolitanas e capitais brasileiras.

Fonte: Brasil 247

Moraes pede à PGR que se manifeste sobre redução de pena de Bolsonaro

Mais cedo, a defesa de Bolsonaro pediu que o ex-presidente seja autorizado a realizar atividades de leitura

Brasília (DF) - 10/09/2025 - O ministro Alexandre de Moraes, na primeira turma do STF, durante o julgamento de Jair Bolsonaro (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifeste dentro de 5 dias a respeito do pedido da defesa do ex-presidente preso Jair Bolsonaro, para que ele possa reduzir sua pena.

"Abra-se vista à Procuradoria-Geral da República para manifestação, no prazo de 5 (cinco) dias. Publique-se. Brasília, 9 de janeiro de 2026", diz o despacho de Moraes.

Mais cedo, a defesa de Bolsonaro pediu que o ex-presidente seja autorizado a realizar atividades de leitura "com oobjetivo de desenvolver atividades educativas e culturais compatíveis com a finalidade ressocializadora da pena”. O pedido se baseia em regras regulamentadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e solicita a remição de pena.

O despacho também se refere a um pedido para instalação de uma "Smart TV" e a realização de vistoria institucional nas dependências da Sede da Polícia Federal em Brasília-DF, onde Bolsonaro está preso. Bolsonaro foi condenado a mais de 27 anos no caso da trama golpista após as eleições de 2022.

Fonte: Brasil 247

Lula quer Haddad no Senado, mas PT quer lançá-lo para governo de SP


       O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ganhou força dentro do PT para disputar o governo de São Paulo, mesmo com o presidente Lula preferindo vê-lo candidato ao Senado, conforme informações do Estadão.

Nas últimas semanas, petistas passaram a defender que ele concorra ao comando do Estado, avaliando que o partido precisa de um nome forte para montar palanque no maior colégio eleitoral do país.

A mudança de cenário ocorre porque a cúpula petista considera cada vez mais consolidado que Geraldo Alckmin não disputará o governo paulista. Segundo dirigentes, o vice-presidente quer continuar na chapa de Lula.

Sem Alckmin, Haddad aparece como o único nome capaz de viabilizar a candidatura estadual e garantir estrutura ao presidente na campanha.

Essa movimentação contraria o plano inicial de Lula. Fontes afirmam que o presidente gostaria que Haddad tentasse uma vaga no Senado, onde petistas acreditam que ele teria maiores chances de vitória e poderia atuar como contraponto à tentativa do bolsonarismo de ampliar a maioria a partir de 2027.

Lula retoma nesta sexta-feira reunião para definir corte de gastos | Agência Brasil
O presidente Lula (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Reprodução

Haddad diz que não pretende ser candidato

O ministro da Fazenda, porém, resiste à ideia de entrar na disputa. Em entrevista em novembro de 2025, declarou: “Foi no ano passado que falei para ele que eu não tinha intenção de ser candidato em 2026”. No fim do ano passado, também afirmou que pretende deixar o ministério para ajudar na campanha de Lula de alguma forma.

Relatos internos indicam que Haddad cumpre missões importantes para o partido, mas estaria cansado e desejando um período fora do governo. Mesmo assim, petistas avaliam que ele não recusaria um convite definitivo caso o partido defina sua candidatura.

Na visão de aliados, Haddad não retornaria à Fazenda. Ele próprio disse, na transição de 2022, que aceitaria a Fazenda ou a Casa Civil no terceiro mandato de Lula, e acabou assumindo o primeiro cargo enquanto Rui Costa ficou com o segundo.

Se concorrer ao governo de São Paulo, dificilmente terá protagonismo na campanha presidencial, embora petistas considerem praticamente certa sua indicação para um ministério de primeiro escalão se perder a eleição para o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Fonte: DCM com informações do Estadão

Bolsonaro solicita ao STF instalação de uma smart TV na cela da PF


O ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Foto: CNN Brasil

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal autorização para que ele tenha acesso a uma televisão do tipo Smart TV enquanto está custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Também foi pedido que dois pastores pudessem ter acesso à cela. Os pedidos foram protocolados nesta quinta-feira (8).

Segundo os advogados, o acesso à programação jornalística teria como objetivo “a preservação do vínculo do custodiado com a realidade social, política e institucional do país”. A defesa afirmou que o aparelho seria fornecido pela família e que não teria acesso a redes sociais, sendo restrito a canais de notícias e plataformas de vídeo, como o “YouTube”.

Ainda nesta quinta-feira, a defesa também pediu autorização para que o ex-presidente participe do programa de remição de pena por leitura. O mecanismo permite a redução de quatro dias da pena para cada obra lida, conforme regras do sistema penitenciário.

Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo


Paralelamente, a senadora Damares Alves protocolou um pedido de vistoria institucional na cela onde Bolsonaro está preso. O requerimento foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo.

No documento, Damares justificou a solicitação citando a recente queda sofrida por Bolsonaro dentro da cela, episódio que resultou em um diagnóstico de “traumatismo craniano leve”, segundo laudo médico. A senadora afirmou que o pedido se insere no exercício da função fiscalizatória do Senado, por meio da Comissão de Direitos Humanos. Caberá a Alexandre de Moraes decidir sobre todas as solicitações apresentadas.

Fonte: DCM

Roubo de petróleo: Trump diz que conseguiu R$ 4 bilhões em um dia

A estratégia, conforme anunciado por Trump, envolve a entrada de grandes petrolíferas no país sul-americano

Presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington - 06/01/2026 (Foto: REUTERS/Kevin Lamarque)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (8) que seu país “apropriou-se” de **US$ 4 bilhões em petróleo venezuelano em um único dia”, em comentários que intensificam a controvérsia internacional sobre a intervenção militar dos EUA na Venezuela e o controle de seus recursos energéticos. A declaração foi feita durante uma entrevista à Fox News, repercutida por várias agências de notícias internacionais.

“Pensem no que fizemos: tomamos o controle de um país inteiro. Vamos tornar o país forte e bom, e, a longo prazo, vocês poderão votar e eleger alguém de quem gostem. O petróleo que tomamos, levamos petróleo no valor de US$ 4 bilhões em um único dia. E isso vai aumentar. Vamos reconstruí-lo. Todas as grandes petrolíferas estão entrando. Elas vão ganhar muito dinheiro”, declarou Trump, em uma das passagens mais contundentes da entrevista à emissora americana.

O presidente também argumentou que os lucros obtidos com a venda do petróleo venezuelano serão compartilhados com Caracas e Washington, parte de um esquema que, segundo ele, “trouxe estabilidade para a região e preços do petróleo muito mais baixos”. A estratégia, conforme anunciado por Trump, envolve a entrada de grandes petrolíferas no país sul-americano para revitalizar a produção de petróleo, que estava em declínio há anos.

Fonte: Brasil 247

Brasil descarta pedir eleições na Venezuela e defende estabilidade política sob Delcy

Planalto reconhece liderança interina em Caracas, condena ação dos EUA e concentra esforços em evitar agravamento da crise regional

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas - 11/08/2025 (Foto: REUTERS/Gaby Oraa)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a adotar como eixo central de sua política para a Venezuela a defesa da estabilidade política e institucional do país vizinho, agora sob a liderança de Delcy Rodríguez. A orientação brasileira descarta, ao menos neste momento, qualquer iniciativa para pressionar por novas eleições ou por um processo formal de transição política após o sequestro de Nicolás Maduro. As informações são da Folha de São Paulo.

Segundo diplomatas auxiliares do Palácio do Planalto, a estratégia brasileira se apoia em duas frentes principais: a denúncia pública do que o governo Lula considera uma violação da soberania venezuelana e do direito internacional, e a atuação diplomática e humanitária para evitar um cenário de instabilidade política e social com impactos diretos sobre a região.

Delcy Rodríguez assumiu oficialmente o comando do país na segunda-feira (5), dois dias após o sequestro de Maduro. Desde então, segundo assessores do governo brasileiro, ainda não há clareza sobre o grau de coesão do chavismo em torno da nova líder nem sobre os termos do entendimento em construção entre Caracas e Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu país administrará a Venezuela até que haja uma transição e declarou que o regime venezuelano deverá fornecer entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos EUA.

Na quarta-feira (7), Trump voltou ao tema e disse que a supervisão norte-americana pode se estender por mais tempo, acrescentando que, até agora, o governo venezuelano teria aceitado todas as exigências feitas por Washington. Delcy Rodríguez, por sua vez, reagiu afirmando que nenhum agente externo governará a Venezuela, sinalizando resistência a qualquer tutela estrangeira direta.

Para o governo brasileiro, Delcy conseguiu reunir condições de legitimidade tanto interna, ao ser aceita como liderança pelo chavismo, quanto externa, ao ser tratada como interlocutora pelos Estados Unidos. Esse conjunto de fatores levou o Planalto a vê-la como a principal aposta para evitar uma escalada de tensões políticas e sociais no país, que poderia gerar reflexos negativos para o Brasil, especialmente devido aos mais de 2 mil quilômetros de fronteira compartilhada.

Nesse contexto, o reconhecimento brasileiro da liderança de Delcy ocorreu desde os primeiros momentos após a captura de Maduro. Conforme noticiado anteriormente pela Folha, o próprio Lula telefonou para a dirigente venezuelana pouco depois dos acontecimentos, com o objetivo, segundo o Palácio do Planalto, de confirmar junto às autoridades locais as informações que circulavam na imprensa internacional.

Ainda no sábado (3), a secretária-geral do Itamaraty, embaixadora Maria Laura da Rocha, declarou que o Brasil considerava Delcy Rodríguez presidente interina da Venezuela. Pouco depois, a embaixadora brasileira em Caracas, Glivânia Maria de Oliveira, participou da cerimônia de posse da nova líder, reforçando o reconhecimento formal por parte do governo brasileiro.

Além da atuação diplomática, o Planalto também avançou em ações humanitárias. Na segunda-feira (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o Brasil enviará insumos e medicamentos para pacientes venezuelanos que necessitam de tratamento de diálise. Segundo ele, bombardeios recentes destruíram um centro de atendimento a pacientes renais no país. O pedido de apoio chegou ao governo brasileiro por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

De acordo com Padilha, Lula autorizou imediatamente a ajuda e determinou que o Brasil contribua com tudo o que for necessário para mitigar os efeitos da crise. Um avião venezuelano deve pousar nesta sexta-feira (9) no aeroporto de Guarulhos para recolher os insumos. Auxiliares do presidente afirmam que a disposição do governo federal em apoiar medidas que evitem o agravamento da situação na Venezuela é total.

Enquanto prioriza a estabilidade, o governo brasileiro tem evitado endossar publicamente propostas de transição política ou de convocação de eleições. Maduro havia sido declarado vencedor das eleições de julho de 2024. Após os ataques a Caracas, algumas nações defenderam explicitamente a abertura de um processo de transição.

A França, por exemplo, classificou a ação dos Estados Unidos como contrária à Carta da ONU, mas afirmou que se abriu uma possibilidade de transição que deveria ser “pacífica, democrática e que respeite as escolhas do povo venezuelano”. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, reiterou que seu país defende há anos um processo que respeite a vontade democrática da população. Já a alta representante da União Europeia para Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, declarou que o respeito à vontade popular é o único caminho para restaurar a democracia e enfrentar a crise, posição endossada por todos os países do bloco, com exceção da Hungria.

O governo Lula, porém, concentrou suas manifestações na condenação da captura de Maduro e dos bombardeios, destacando os riscos regionais e a violação do direito internacional. Não houve, até agora, menção oficial à necessidade de eleições ou de uma transição democrática na Venezuela.

Essa postura é explicada por diferentes fatores. O governo brasileiro mantém desconfiança histórica em relação à oposição venezuelana e vê com reservas a possibilidade de ascensão do grupo liderado por María Corina Machado, considerada pelo Planalto uma liderança de extrema direita. Além disso, diplomatas avaliam que comentários sobre o processo político interno venezuelano poderiam ferir o princípio da não intervenção em assuntos internos de outros Estados.

Soma-se a isso o fato de o próprio Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter rejeitado a convocação de eleições no curto prazo e reconhecido Delcy Rodríguez como líder do país, o que enfraquece a articulação internacional em favor de uma transição imediata.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo