quarta-feira, 10 de junho de 2026

Eleitores independentes e direita não-bolsonarista abandonam Flávio Bolsonaro

Análise é do professor e diretor da Quaest, Felipe Nunes, com base na nova pesquisa do instituto divulgada nesta quarta-feira (10)

     Felipe Nunes e Flávio Bolsonaro (Foto: Divulgação | Andressa Anholete/Agência Senado)

Eleitores independentes e da direita não-bolsonarista reduziram o apoio ao senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ajudaram o presidente Lula (PT) a ampliar sua vantagem nas simulações eleitorais de 2026, segundo análise do professor e diretor da Quaest, Felipe Nunes, com base na nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). No primeiro turno estimulado, o presidente aparece com 39%, contra 29% do senador, uma diferença de 10 pontos percentuais.

Na avaliação de Felipe Nunes, o bolsonarismo segue consolidado em torno de Flávio Bolsonaro, mas o mesmo não ocorre com outros segmentos da direita. “O bolsonarismo continua firme com Flávio (94%), mas repare que a direita não-bolsonarista aparece bem menos adepta a Flávio no 1º turno”, afirmou o diretor da Quaest em análise publicada no X.

Segundo ele, esse grupo já começa a se dividir entre diferentes nomes. “Já são 11% deles com intenção de votar em Renan, 10% em Lula e 6% em Caiado”, escreveu Nunes. No cenário geral de primeiro turno, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem com 3% cada. Aécio Neves e Romeu Zema têm 2% cada, enquanto os indecisos somam 10%.

Tarifaço sai pela culatra e aumenta favoritismo de Lula, mostra pesquisa Quaest

Levantamento mostra que, para 47%, presidente é quem melhor representa a defesa dos interesses do Brasil

Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula (Foto: Reprodução/X/@FlavioBolsonaro | Ricardo Stuckert/PR)

O tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros aumentou o favoritismo do presidente Lula (PT) no debate sobre a defesa dos interesses nacionais, e o presidente é apontado por 47% dos entrevistados como quem melhor representa a defesa dos interesses do Brasil, segundo pesquisa Quaest contratada pela Genial Investimentos. O levantamento também mostra que 39% dizem ter mais vontade de votar em Lula em razão do aumento das tarifas dos EUA contra o Brasil, enquanto 30% afirmam se aproximar de Flávio Bolsonaro (PL).

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado sob o número BR-07661/2026.

Segundo a Quaest, 47% dos entrevistados dizem que Lula representa melhor o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil hoje. Flávio Bolsonaro aparece com 37%. Outros 10% responderam que nenhum dos dois representa melhor esse discurso, e 6% não souberam ou não responderam.

O resultado indica vantagem de Lula em uma pauta que passou a ocupar espaço central no debate político após as possíveis novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.

Aprovação do governo Lula sobe e empata com desaprovação, aponta pesquisa Quaest

Levantamento mostra 47% de aprovação e 48% de desaprovação, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos

Aprovação do governo Lula sobe e empata com desaprovação, aponta pesquisa Quaest (Foto: Ricardo Stuckert)

A aprovação do governo Lula subiu para 47%, enquanto a desaprovação ficou em 48%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, segundo pesquisa Quaest contratada pela Genial Investimentos. O levantamento foi realizado entre 5 e 8 de junho de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais, nível de confiança de 95% e registro BR-07661/2026. .
O resultado indica melhora na avaliação do presidente em relação às rodadas anteriores da Quaest. Em maio, 46% aprovavam o trabalho de Lula e 49% desaprovavam. Em abril, a aprovação era de 43%, ante 52% de desaprovação. Com a nova rodada, a diferença entre os dois indicadores caiu para apenas um ponto percentual.

Especialistas criticam suspensão de pesquisa pelo TSE; caso pode parar no STF

Avaliação é de que o caso pode chegar ao Supremo em razão do potencial impacto da decisão sobre a liberdade de informação

           Kassio Nunes Marques (Foto: Antônio Augusto/STF)

A suspensão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da pesquisa AtlasIntel que mostrou queda nas intenções de voto no senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reacendeu o debate sobre liberdade de informação e metodologia eleitoral, e o caso pode parar no Supremo Tribunal Federal (STF), informa o jornal O Globo. O julgamento sobre a decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, foi interrompido após pedido de vista da ministra Estela Aranha, e a liminar que barrou a circulação do levantamento segue em vigor.

O caso envolve uma pesquisa da AtlasIntel que apontou desgaste de Flávio Bolsonaro depois da divulgação de mensagens relacionadas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e ao financiamento do filme Dark horse, sobre Jair Bolsonaro. A decisão de Nunes Marques foi tomada após pedido do partido de Flávio e passou a ser vista por magistrados como um possível marco para a forma como a Justiça Eleitoral tratará pesquisas de opinião durante o processo eleitoral.

Decisão de Nunes Marques em favor de Flávio Bolsonaro no TSE acende alerta no Supremo

Ala do STF demonstra preocupação com Nunes Marques na presidência e André Mendonça na vice-presidência da Corte Eleitoral

       Nunes Marques (Foto: Gustavo Moreno/STF)

 A decisão do ministro Kassio Nunes Marques em favor do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acendeu alerta no Supremo Tribunal Federal (STF), onde ministros avaliam que a Corte poderá ter uma atuação mais incisiva nas eleições de 2026 diante da preocupação com Nunes Marques na presidência e André Mendonça na vice-presidência da Corte Eleitoral, relata Bela Megale, do jornal O Globo.

Quatro ministros do STF disseram que o Supremo deve estar preparado para fazer “eventuais correções” na área eleitoral, especialmente em temas relacionados à propaganda de campanha. A avaliação ganhou força depois que Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu suspender de forma monocrática uma pesquisa divulgada em maio que apontava queda de seis pontos nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro.

A decisão acendeu um sinal de alerta entre magistrados do Supremo, que veem risco de uma postura menos firme da Corte Eleitoral no combate à desinformação. A preocupação ocorre em um momento politicamente sensível: será a primeira vez que o TSE estará sob comando de dois ministros indicados por Jair Bolsonaro (PL), com Kassio Nunes Marques na presidência e André Mendonça na vice-presidência.

Quaest: Flávio Bolsonaro errou no caso BolsoMaster para 65% e sabia da corrupção de Vorcaro


      Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 65% dos brasileiros avaliam que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) errou ao pedir financiamento a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Vorcaro está preso sob acusação de fraude bilionária.

Segundo o levantamento, 17% dos entrevistados afirmaram que o pré-candidato à Presidência acertou e que o pedido “não tem nada de mais”. Outros 18% não souberam ou não responderam. A pesquisa foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.

Créditos na imagem
A Quaest também mediu a percepção sobre as conversas divulgadas entre Flávio e Vorcaro. Para 60% dos entrevistados, os diálogos “levantam suspeitas” sobre a relação entre os dois. Outros 19% consideram as tratativas “normais”, e 21% não souberam ou não responderam.

Vai ter censura? Lula abre 10 pontos para Flávio Bolsonaro em 1° turno e vence todos no 2°, diz Quaest


          Lula e o senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança do primeiro turno da disputa presidencial, com 39% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em segundo lugar, com 29%.

O levantamento é o primeiro divulgado pela Quaest desde a revelação de diálogos em que Flávio Bolsonaro pede dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso por lavagem de dinheiro e fraudes financeiras, para financiar o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A pesquisa AtlasIntel, que também mediu o impacto do escândalo sobre a campanha de extrema-direita, foi censurada pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).