quinta-feira, 19 de março de 2026

Tarcísio rejeita aliança com o PL e avisa Flávio que não aceitará indicação de vice em SP

       Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução
 
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que a escolha do vice em sua chapa à reeleição será uma decisão pessoal, sem interferência de partidos ou aliados. A sinalização, feita em conversa recente, reduz o espaço do PL na definição da composição majoritária no estado.

Na prática, segundo o Estadão, o posicionamento esvazia a possibilidade de a legenda bolsonarista indicar o vice. Tarcísio tem reiterado a aliados a preferência por manter Felício Ramuth (PSD) no posto. Ao mesmo tempo, indicou que não pretende interferir diretamente na escolha da segunda vaga ao Senado, embora discorde da estratégia adotada por setores da direita paulista.

Filho de Nunes Marques recebeu R$ 18 milhões do Banco Master e da JBS, diz Coaf


      Kassio Nunes Marques, ministro do STF. Foto: Gustavo Moreno/STF

Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontam que o Banco Master e a JBS repassaram, juntos, R$ 18 milhões a uma empresa de consultoria que realizou pagamentos ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). As transações ocorreram entre agosto de 2024 e julho de 2025 e levantaram suspeitas por incompatibilidade com a capacidade financeira da empresa.

Segundo os documentos, obtidos pelo Estadão, o banco ligado a Daniel Vorcaro transferiu R$ 6,6 milhões à Consult Inteligência Tributária, enquanto a JBS enviou R$ 11,3 milhões.

O total corresponde a praticamente toda a movimentação registrada pela empresa no período, apesar de ela ter declarado faturamento de apenas R$ 25,5 mil. O Coaf classificou os valores como “incompatíveis com a capacidade financeira”, indicando que parte dos recursos pode ter origem não formal.

Drones são detectados sobre base militar onde moram Rubio e Hegseth

Incidente em área estratégica de Washington eleva alerta de segurança em meio à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio 24/02/2026 REUTERS/Nathan Howard (Foto: REUTERS/Nathan Howard)

Autoridades dos Estados Unidos detectaram drones não identificados sobrevoando uma base do Exército em Washington onde residem o secretário de Estado Marco Rubio e o chefe do Pentágono, Pete Hegseth. O episódio gerou preocupação entre autoridades de segurança e levou à análise de possíveis medidas de proteção.

A reportagem original foi publicada pelo Washington Post, com base em três fontes informadas sobre o caso. De acordo com o jornal, ainda não há confirmação sobre a origem dos drones, o que aumenta o nível de incerteza sobre possíveis riscos à segurança.

Parlamentares pedem cassação por racismo após Fabiana Bolsonaro fazer blackface na Alesp

O pedido de investigação foi protocolado por 18 deputados estaduais

Fabiana Bolsonaro se pintou de marrom, questionando a indicação de Hilton à presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução/ TV Alesp)

A deputada estadual Fabiana Bolsonaro passou a ser alvo de representação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo após protagonizar um discurso em plenário no qual utilizou maquiagem em referência ao chamado “blackface”. O episódio ocorreu durante sessão realizada na quarta-feira (18) e foi noticiado pelo g1.

O pedido de investigação foi protocolado por 18 deputados estaduais de partidos como PT, PSOL, PCdoB e PSB, que apontam possível quebra de decoro parlamentar. No documento, os parlamentares solicitam a aplicação de sanções que podem chegar à perda do mandato, alegando que a conduta extrapola os limites da imunidade parlamentar.

A representação sustenta que o ato foi intencional e previamente planejado, com o objetivo de provocar reação pública. Segundo os autores, o uso de “blackface” — prática historicamente associada à ridicularização de pessoas negras — configura manifestação racista e representa uma “revitimização coletiva”.

Copom sinaliza espaço para corte maior dos juros, mas avanço dependerá do choque do petróleo

Banco Central poderá acelerar o ritmo de queda em abril, caso a guerra no Oriente Médio não prolongue pressões inflacionárias

São Paulo (SP) - 11/08/2025 - O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano, mas deixou aberta a possibilidade de acelerar o ritmo de cortes na próxima reunião, prevista para o fim de abril. A sinalização, no entanto, veio acompanhada de uma forte advertência: qualquer movimento mais ousado dependerá da evolução da guerra no Oriente Médio e, sobretudo, de seus impactos sobre o petróleo, as cadeias de suprimento e a inflação.

A análise foi publicada pelo jornal Valor Econômico, que destacou a tentativa do Banco Central de preservar, entre os agentes do mercado financeiro, a expectativa de que o ciclo de afrouxamento monetário possa ganhar força nas próximas semanas. No comunicado, o Copom afirmou enxergar “condições para que ajustes no ritmo dessa calibração, à luz de novas informações, sejam possíveis”, formulação que mantém em aberto a hipótese de um corte de 0,5 ponto percentual na próxima reunião.

Lindbergh critica corte tímido da Selic e acusa Copom de ceder à pressão do mercado

Deputado afirma que juros elevados travam economia e diz que política monetária precisa priorizar crescimento e emprego

      Lindbergh Farias (Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara)

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual, para 15% ao ano, provocou reação imediata no meio político. Um dos críticos mais contundentes foi o deputado federal Lindbergh Farias, que classificou a medida como insuficiente diante do atual cenário econômico.

Em postagem no X, o parlamentar afirmou: "Frustrante a decisão do Copom de cortar apenas 0,25% na taxa Selic. O Brasil segue com a segunda maior taxa de juros reais do mundo, atrás apenas da Turquia. Sinceramente, parece que é uma conspiração contra o Brasil e o governo do presidente Lula. Nem países que estão em guerra têm juros reais tão altos."

A decisão do Copom ocorre em um contexto de elevada incerteza internacional, especialmente devido à guerra no Oriente Médio, que tem impactado os preços do petróleo e as cadeias globais de suprimento. Segundo análise publicada pelo Valor Econômico, o Banco Central optou por uma postura cautelosa, mantendo aberta a possibilidade de acelerar o ritmo de cortes na próxima reunião, prevista para o fim de abril, dependendo da evolução do cenário externo.

Apesar da sinalização de que pode haver uma redução mais intensa adiante, o deputado criticou o que considera influência do mercado financeiro sobre a decisão da autoridade monetária. "Com a justificativa de incertezas da guerra no Oriente Médio, o mercado já estava precificando essa queda menor, tentando influenciar o resultado do Copom, o que acabou se transformando numa profecia autorrealizável apenas para seguirem lucrando muito com os juros exorbitantes."

O Banco Central, por sua vez, justificou a decisão com base na necessidade de manter a inflação sob controle, diante de um ambiente global mais adverso. O conflito no Oriente Médio elevou as projeções inflacionárias, especialmente para 2026, e aumentou o grau de incerteza, levando o comitê a adotar uma estratégia de redução gradual dos juros.

Lindbergh Farias contesta a avaliação e defende uma mudança mais rápida na condução da política de juros. "Não há nenhuma justificativa técnica para o Copom não ter uma política de redução mais acelerada da taxa básica de juros. Não temos inflação de demanda, muito pelo contrário. A economia brasileira está desacelerando por conta desses juros excessivamente altos. Isso é muito grave!"

Dados recentes indicam que a atividade econômica já dá sinais de perda de fôlego. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,1% no último trimestre de 2025, reforçando a percepção de que o nível elevado da Selic começa a impactar o consumo e os investimentos. Esse cenário, inclusive, tem levado parte do mercado a apostar em um corte mais significativo na próxima reunião do Copom.

Para o deputado, no entanto, a condução atual da política monetária não apenas desacelera a economia, como também compromete objetivos sociais mais amplos. "A política monetária não pode continuar refém do mercado, ela precisa estar voltada para o bem-estar da população e pensar também no crescimento econômico e na geração de empregos."

Fonte: Brasil 247

Cunhado de Vorcaro transferiu R$ 41 milhões à Lagoinha fechada em Belo Horizonte

Fabiano Zettel também fez doações milionárias às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas

       Fabiano Zettel (Foto: Reprodução/YouTube/PrimoCast)

O empresário Fabiano Zettel, cunhado do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, realizou 54 transferências que somam R$ 40,9 milhões para a unidade da Igreja Batista da Lagoinha no bairro Belvedere, área nobre de Belo Horizonte. Os repasses ocorreram entre outubro de 2024 e janeiro de 2025, conforme extratos bancários enviados à CPMI do INSS, informa a Folha de São Paulo.

O primeiro envio foi feito em 17 de outubro de 2024, no valor de R$ 2 milhões, pouco mais de um mês após a abertura formal da unidade religiosa, registrada em setembro do mesmo ano. Zettel aparece como presidente da instituição no cadastro da Receita Federal e atuava como pastor voluntário no local até novembro, quando foi afastado após a deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.

Congresso Nacional já teme possível delação de Vorcaro, do Master

Mudanças na defesa de Daniel Vorcaro e diálogo com STF e PF ampliam expectativa por acordo que pode atingir diversas autoridades

       Foto mostra o banqueiro Daniel Vorcaro na prisão (Foto: Reprodução )

As expectativas sobre uma eventual delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, ganharam força no Congresso Nacional após movimentos recentes que indicam mudança de estratégia jurídica. Entre os fatores que impulsionaram esse cenário estão a troca na equipe de defesa e reuniões do novo advogado, José Luís Oliveira Lima, com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e com a Polícia Federal. As conversas incluíram a possibilidade de um acordo de colaboração, segundo o Metrópoles

A hipótese de delação surge em meio ao avanço das investigações que atingem o empresário, que já é alvo de inquéritos na Polícia Federal, além de apurações conduzidas pela CPMI do INSS e pela CPI do Crime Organizado. Parlamentares que acompanham os trabalhos afirmam que o material obtido por meio de quebras de sigilo aponta para uma suposta “infiltração” do banqueiro em diferentes esferas do poder.

Ratos invadem cidade do RS e moradores estão em pânico: "Não pode mais abrir a janela"

De acordo com relatos de moradores, a presença de roedores se intensificou desde o fim de 2025

     Rato (Foto: Pixabay Free)

Uma infestação de ratos tem causado preocupação entre moradores de Bento Gonçalves, na Serra gaúcha, levando autoridades a interditarem temporariamente uma empresa de reciclagem apontada como possível foco do problema. As informações foram divulgadas pelo g1.

De acordo com relatos de moradores, a presença de roedores se intensificou desde o fim de 2025, especialmente no bairro Santa Rita, onde imagens registradas mostram dezenas de animais circulando pelas ruas e até invadindo residências. Há ainda registros de calçadas danificadas por escavações e túneis feitos pelos ratos.

Caminhoneiros mantêm pressão por greve, apesar de medidas do governo

Alta do combustível pressiona caminhoneiros, que consideram ações do governo insuficientes e mantêm mobilização nacional

Caminhoneiros mantêm pressão por greve, apesar de medidas do governo (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou uma série de ações para tentar conter os impactos da alta do diesel e evitar uma paralisação nacional de caminhoneiros, em meio a preocupações econômicas e políticas. As iniciativas incluem reforço na fiscalização do setor e medidas para reduzir o preço do combustível, segundo o Metrópoles.

Entre as medidas anunciadas, está o aumento da fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete e a criação de instrumentos legais para punir empresas que descumprem reiteradamente a tabela. O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou que esse tipo de irregularidade tem se tornado frequente no mercado. Ainda assim, entidades representativas dos caminhoneiros avaliam que as ações não atendem às demandas da categoria.

"Decepcionante", diz Gleisi sobre corte de 0,25 ponto na Selic

Ministra critica redução tímida dos juros e alerta para impactos na economia e no endividamento diante de cenário internacional incerto

     Gleisi Hoffmann (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), classificou como insuficiente a redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros anunciada pelo Banco Central nesta quarta-feira (18). Em publicação nas redes sociais, a ministra expressou insatisfação com a decisão e destacou os efeitos negativos da política monetária restritiva sobre a economia brasileira.

A avaliação foi feita após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a Selic de 15% para 14,75% ao ano, no primeiro corte desde maio de 2024. A manifestação de Gleisi ocorreu em postagem pública na noite de quarta-feira (18), na qual ela criticou a ausência de sinalização de novos cortes por parte da autoridade monetária.

Crítica à política de juros

Na publicação, Gleisi afirmou que a redução anunciada é insuficiente diante do cenário econômico. “Redução de apenas 0,25 na taxa Selic, sem sinalização clara de novos cortes, é decepcionante. O país já pagou um preço alto demais pela política de juros contracionista, que está inibindo o investimento e inflando a dívida pública e das famílias”, escreveu.

VÍDEO: Extrema-direita tumultua estreia de Erika Hilton na Comissão da Mulher


Erika Hilton durante a primeira sessão na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. Foto: Felipe Pereira/UOL

A primeira sessão comandada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) na presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara, nesta quarta-feira (18), foi marcada por provocações da oposição, bate-boca, suspensão dos trabalhos e nenhuma proposta votada. A tensão começou nos primeiros minutos da reunião, quando parlamentares bolsonaristas passaram a questionar publicações feitas por Erika nas redes sociais. Com informações do UOL.

A deputada Chris Tonietto (PL-RJ) abriu a ofensiva com uma questão de ordem e afirmou que Erika teria chamado mulheres de “cadelas”. A presidente da comissão respondeu que não atacou mulheres de forma geral e que a postagem era dirigida a pessoas específicas que a ameaçam e divulgam imagens falsas produzidas com inteligência artificial. Em manifestação anterior sobre a reação que recebeu após assumir o comando do colegiado, Erika escreveu: “Podem espernear. Podem latir. Eu sou a presidenta da Comissão da Mulher”.

CPMI do INSS: se não houver prorrogação, relatório pode ser votado até 28 de março


Carlos Viana entrou com um mandado de segurança no STF para pedir a prorrogação dos trabalhos da comissão
Foto: Reprodução TV Senado

Se os trabalhos da CPMI do INSS não forem prorrogados, o relatório final da comissão deverá ser entregue e votado na próxima semana.

A informação foi dada nesta quarta-feira (18) pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), durante entrevista à imprensa.

Ele entrou com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar a prorrogação dos trabalhos da comissão.

A CPMI do INSS foi instalada em agosto de 2025, e o prazo final dos trabalhos é 28 de março — a não ser que haja a prorrogação. Carlos Viana ainda aguarda a decisão do STF.