segunda-feira, 17 de agosto de 2026
É muito difícil militar golpista “manter a patente”, diz 1ª presidente do STM
Lula tem 41% contra 36% de Flávio Bolsonaro no 1º turno e mantém vantagem no 2º, indica BTG/Nexus
Pesquisa do instituto Nexus revela estabilidade na liderança do presidente e indica favoritismo do chefe do Executivo em todas as simulações de segundo confronto direto
O presidente Lula (PT) lidera a corrida presidencial para 2026 com 41% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda colocação, registrando 36%, informa a 10ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (17). O levantamento mostra um cenário de estabilidade nas intenções de voto estimulado em relação à rodada anterior, com o atual chefe do Executivo mantendo vantagem tanto no primeiro momento da disputa quanto em todos os cenários testados para o segundo turno.
Simulações de segundo turno e migração de votos
Nas simulações de segundo turno promovidas pelo instituto Nexus, o presidente Lula vence todos os concorrentes testados:
- Lula vs. Flávio Bolsonaro: Lula soma 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos chegam a 8% e indecisos/NS/NR somam 1%.
- Lula vs. Romeu Zema: Lula atinge 46%, enquanto o governador mineiro registra 41%. Brancos e nulos somam 11% e NS/NR 2%.
- Lula vs. Ronaldo Caiado: O presidente marca 45% ante 42% do governador goiano. Brancos e nulos chegam a 11% e NS/NR 2%.
- Lula vs. Renan Santos: Lula registra 47% das preferências, contra 36% de Renan Santos. Brancos e nulos somam 14% e NS/NR 3%.
Flávio Bolsonaro fará motociatas e visitará o local do “evento de Juiz de Fora”
Candidato do PL prioriza agenda em Minas Gerais com atos ao lado de apoiadores, enquanto Lula foca em agenda institucional
Após o encerramento do primeiro dia oficial de campanha, marcado por discursos voltados à segurança pública e soberania nacional, os postulantes à Presidência da República dão continuidade às suas agendas públicas nesta segunda-feira (17), primeiro dia útil do período eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL) cumpre compromissos no estado de Minas Gerais, ao passo que Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) concentram suas atividades em São Paulo, informa o jornal O Globo. Em contrapartida, o presidente Lula (PT), pré-candidato à reeleição, não participa de atos eleitorais ao longo do dia, mantendo apenas compromissos de caráter institucional.
Lula acerta ao não ir a debate da Band e deixa extrema-direita brigar pela vaga no segundo turno
Presidente lidera o primeiro turno e avalia que formato ampliado do debate criaria ambiente de ataques concentrados, enquanto seus adversários ainda disputam quem conseguirá enfrentá-lo na etapa decisiva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não participar do primeiro debate presidencial das eleições de 2026, marcado pela Band para o próximo domingo (23). A decisão, diante da configuração atual da disputa, é politicamente acertada: líder das pesquisas e com presença no segundo turno como cenário amplamente dominante, Lula não tem razão estratégica para aceitar um formato que tende a transformá-lo em alvo simultâneo de candidatos que ainda lutam para conquistar espaço na eleição.
A campanha petista argumenta que não haverá igualdade de condições para que Lula responda à concentração de ataques dos adversários. Um dos questionamentos envolve a decisão dos organizadores de convidar candidatos que não precisariam obrigatoriamente participar segundo os critérios legais, como Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).
Uma eventual retirada dos convites a Renan e Zema poderia levar a campanha de Lula a reconsiderar a decisão. Por enquanto, entretanto, a possibilidade de mudança é considerada remota. A tendência é que o presidente preserve sua exposição para momentos considerados mais decisivos da campanha, sem abandonar entrevistas, sabatinas e conversas com veículos de comunicação e podcasts.
Brasil pode ter superávit de quase US$ 100 bilhões em 2026, puxado por exportações de petróleo
AEB elevou em quase US$ 26 bilhões sua projeção para o saldo comercial de 2026, enquanto petróleo, soja e minério de ferro podem gerar US$ 146 bilhões em exportações
O Brasil pode encerrar 2026 com um superávit comercial de quase US$ 100 bilhões. Mais otimista, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) revisou sua projeção para o saldo positivo da balança de US$ 68,2 bilhões para US$ 94,1 bilhões — uma elevação de US$ 25,9 bilhões em relação à estimativa anterior. O salto é impulsionado pelo crescimento das exportações, com destaque para o petróleo, que ganha peso histórico na pauta brasileira ao lado da soja e do minério de ferro. Não por acaso, o presidente Lula viaja hoje ao Amapá para celebrar novas descobertas da Petrobras na Margem Equatorial.
As informações são do jornal Valor Econômico. A nova estimativa da AEB reforça a perspectiva de que o superávit comercial brasileiro supere com folga os US$ 76,9 bilhões registrados em 2025. As projeções do mercado reunidas pelo Relatório Focus, do Banco Central, também vêm refletindo o desempenho mais forte das exportações brasileiras.
Vice de Flávio Bolsonaro empregou por mais de um ano vice-prefeita de cidade onde emenda Pix de R$ 6,2 milhões sumiu
Município alagoano recebeu o repasse indicado pelo deputado Alfredo Gaspar. Após saída de vice-prefeita do gabinete, marido dela foi contratado com salário de R$ 7,5 mil
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), empregou durante mais de um ano em seu gabinete na Câmara dos Deputados a atual vice-prefeita de São José da Laje (AL), Ravena Caldeira de Araújo (MDB). O município alagoano ganhou forte repercussão no noticiário nacional recente após vir à tona que uma emenda Pix no valor de R$ 6,2 milhões, enviada por indicação do parlamentar, simplesmente desapareceu da conta da prefeitura, informa Igor Gadelha, do Metrópoles.
A emenda Pix é uma modalidade de transferência especial em que os recursos orçamentários saem dos cofres da União diretamente para as contas de governos estaduais ou prefeituras, sem a necessidade de celebração de convênios ou de instrumentos intermediários de fiscalização prévia.