segunda-feira, 13 de julho de 2026

Brasil espera decisão dos EUA sobre tarifaço para definir reação

Decisão dos EUA sobre tarifaço sai até quarta; governo Lula avaliará exceções, negociações e possível uso da Lei de Reciprocidade

Lula e Donald Trump
Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

O Brasil espera até quarta-feira, 15 de julho, a decisão dos Estados Unidos sobre a aplicação de uma nova tarifa de 25% aos produtos brasileiros. Após o anúncio, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá avaliar eventuais exceções, as possibilidades de continuidade das negociações e o possível acionamento da Lei de Reciprocidade Econômica.

Segundo informações divulgadas pelo g1, integrantes do governo afirmam que a resposta brasileira dependerá da “dimensão da decisão” adotada por Washington. A expectativa é que equipes técnicas e autoridades de alto escalão analisem detalhadamente o documento norte-americano antes da definição de qualquer medida diplomática ou comercial.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que os resultados da investigação comercial conduzida contra o Brasil devem ser apresentados até 15 de julho. O processo entrou em sua etapa decisiva após meses de discussões entre representantes dos dois países.

Eduardo Cunha foi peça central no golpe de estado de 2016 contra Dilma

Antes de voltar a ser acusado de delinquir, Cunha chegou a ser preso por corrupção

Eduardo Cunha e Dilma Rousseff
Crédito: Reutes | Geraldo Magela/Agência Senado

O ex-deputado Eduardo Cunha voltou ao centro do noticiário político após a divulgação de um relatório da Polícia Federal encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que aponta indícios de sua atuação no direcionamento de emendas parlamentares mesmo sem exercer mandato.

A nova investigação recoloca em evidência um dos personagens mais controversos da história política recente do Brasil. Presidente da Câmara dos Deputados entre 2015 e 2016, Eduardo Cunha conduziu o processo que resultou na destituição da então presidente Dilma Rousseff. Para amplos setores da esquerda, movimentos sociais, juristas e analistas políticos, aquele episódio constituiu um golpe parlamentar, uma vez que Dilma foi afastada sem a imputação de crime de responsabilidade.

Republicanos nega apoio a Flávio Bolsonaro e amplia a crise na extrema-direita

Partido adia decisão sobre a sucessão presidencial, consulta suas bases e expõe dificuldades do senador para unificar o campo bolsonarista

Flávio Bolsonaro
Crédito: Reuters

O Republicanos decidiu não declarar apoio, neste momento, à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, ampliando o cenário de fragmentação na extrema-direita. Segundo informações publicadas pelo UOL, a legenda pretende consultar suas bases, bancadas e diretórios estaduais antes de definir sua posição para a disputa eleitoral.

A indefinição ocorre em um momento em que Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldades para consolidar sua candidatura e reunir os partidos que tradicionalmente integraram a base de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro. A possibilidade de o Republicanos optar pela neutralidade representa um revés para a estratégia do PL de construir uma frente unificada em torno do senador.

A fake news que levou justiça a condenar Paulo Bilynskyj a indenizar o PT

A sentença reconheceu que as acusações feitas pelo deputado bolsonarista contra o partido não estavam amparadas

Delegado Paulo Bilynskyj
Crédito: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

A Justiça do Distrito Federal condenou o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) a pagar uma indenização de R$ 15 mil ao Partido dos Trabalhadores (PT) após o parlamentar associar a legenda ao tráfico internacional de drogas e a organizações criminosas em uma publicação nas redes sociais.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (13) no jornal O Globo. A sentença reconheceu que as acusações feitas pelo deputado bolsonarista contra o partido não estavam amparadas por elementos concretos.

O processo teve origem em um vídeo publicado por Bilynskyj no Instagram, no qual o parlamentar relacionou o PT e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao narcotráfico na Venezuela. A publicação ocorreu no início de janeiro e levou o diretório nacional da legenda a ingressar com uma ação por danos morais na 2ª Vara Cível de Brasília.

Na ação, o PT pediu inicialmente uma indenização de R$ 30 mil e a retirada imediata do conteúdo das plataformas digitais. Os advogados do partido sustentaram que a postagem difundia uma “narrativa sabidamente falsa e difamatória sem qualquer lastro fático ou jurídico”, com potencial para prejudicar a imagem institucional da legenda.

Como as emendas de Valdemar beneficiaram candidatos do PL nas eleições de 2024


       Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Foto: Beto Barata/P

Dos R$ 119 milhões em emendas atribuídas pela Polícia Federal ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, cerca de R$ 97 milhões foram enviados poucos dias antes do início das restrições para transferências federais relacionadas às eleições municipais de 2024. Parte significativa dos recursos beneficiou cidades governadas pelo partido ou onde candidatos apoiados pela legenda disputavam o pleito.

A legislação proíbe, salvo exceções, repasses da União a estados e municípios nos três meses anteriores à votação. Como o primeiro turno ocorreu em 6 de outubro, o prazo terminou em 6 de julho.

De acordo com informações do jornal O Globo, as 21 emendas citadas na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), seis somaram R$ 96,7 milhões para Suzano, Porto Seguro, Caraguatatuba, Bebedouro, Ubatuba e Rio de Janeiro.

Com exceção de R$ 6 milhões destinados ao Rio em 1º de julho, os outros valores foram empenhados em 26 de junho. As verbas eram voltadas à Saúde e, por serem transferidas diretamente aos fundos municipais para custeio, poderiam ser utilizadas imediatamente pelas prefeituras.

Lula mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, aponta pesquisa BTG/Nexus

Lula mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, com 40% no cenário estimulado e até 49% nas simulações finais

Presidente Lula
Crédito: Ricardo Stuckert

Segundo a sexta rodada da pesquisa BTG/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, com 40% no cenário estimulado e até 49% nas simulações finais. Flávio Bolsonaro (PL) aparece como o principal adversário, mas fica numericamente atrás do presidente tanto na disputa inicial quanto no confronto direto.

Divulgado nesta segunda-feira (13), o levantamento da Nexus, encomendado pelo BTG Pactual, ouviu 2.003 eleitores de todas as regiões do país entre os dias 10 e 12 de julho. As entrevistas foram realizadas por telefone, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código: BR-07981/2026.