domingo, 12 de julho de 2026

Lindbergh pede a Moraes revogação da prisão domiciliar de Bolsonaro após carta divulgada por Flávio

Deputado do PT sustenta que leitura pública de mensagem em transmissão ao vivo viola as restrições impostas pelo STF e requer retorno do ex-presidente ao regime fechado

Lindbergh Farias
Crédito: Kayo Magalhães/Agência Câmara

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, protocolou neste sábado (11) uma petição dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual pede a revogação da prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro e seu retorno ao regime fechado. A iniciativa foi motivada pela divulgação, em uma transmissão ao vivo realizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de uma carta manuscrita atribuída ao ex-presidente, atualmente em cumprimento de pena de 27 anos e três meses de reclusão.

Segundo a petição, a carta foi escrita pelo próprio Bolsonaro na manhã de sábado, durante uma visita familiar autorizada, e retirada da residência para ser lida integralmente por Flávio Bolsonaro em seu canal no YouTube poucas horas depois. Lindbergh afirma que o conteúdo possui caráter político-eleitoral, ao designar o senador como “porta-voz”, declarar apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República e convocar apoiadores a se unirem em torno desse projeto político.

Temer relata pergunta de Trump sobre a Venezuela: ‘quando vão invadir?’

Ex-presidente diz que líder dos EUA perguntou a chefes latino-americanos quando invadiriam a Venezuela

Michel Temer
Crédito: Reuters

Michel Temer afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perguntou, durante um encontro com líderes latino-americanos em 2017, quando Brasil e outros países da região pretendiam invadir a Venezuela. O relato foi feito pelo ex-presidente em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, na qual também aconselhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a adotar um tom mais moderado na condução das relações entre Brasília e Washington.

O episódio, segundo a reportagem, ocorreu em 18 de setembro de 2017, durante um jantar em Nova York, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Participavam da reunião Temer e os então presidentes da Argentina, da Colômbia e do Panamá.

Marcos Pereira nega ter feito acordo com Flávio Bolsonaro para as eleições

Presidente do Republicanos condicionou apoio eleitoral à indicação para a primeira vaga aberta na Suprema Corte

Deputado federal Marcos Pereira
Crédito: Agência Câmara

O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), negou que tenha feito um acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL) para apoiar o parlamentar da extrema direita na disputa presidencial deste ano. A negociação teria incluído uma promessa de indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). O suposto acordo foi divulgado pela coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

“O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Nega também que tenha negociado a indicação do presidente Marcos Pereira ao STF como condição para o apoio”, afirmou.

“Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições”, acrescentou.

Ainda na nota, o deputado Marcos Pereira disse que o “Republicanos iniciou nesta semana consultas às suas bases (bancadas, executivas estaduais, apoiadores) para capturar sua preferência”.

Lindbergh reage à apreensão do passaporte de Thiago Miranda e cobra prisão

“Ele é uma peça central. Porque ele liga Flávio Bolsonaro a Vorcaro: o caminho do dinheiro”, disse o deputado sobre Thiago Miranda

Lindbergh Farias, Thiago Miranda e o STF
Crédito: Reprodução/Redes Sociais I Reprodução/Divulgação I Divulgação

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) reagiu neste sábado (11) à decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e proibiu sua saída do Brasil. Em vídeo publicado na rede social X, o parlamentar relacionou a decisão ao risco de fuga apontado pela Polícia Federal (PF).

Ao comentar a determinação do ministro, Lindbergh afirmou: “Bomba, pessoal! O ministro André Mendonça acaba de mandar apreender o passaporte de Thiago Miranda”. Em seguida, o deputado associou o publicitário às investigações envolvendo o controlador do Banco Master. “Thiago Miranda foi aquele que intermediou a conversa do Flávio Bolsonaro com Vorcaro. Foi ele que mandou o dinheiro para aquele fundo lá no Texas gerenciado por Eduardo Bolsonaro”, declarou.

Segundo o parlamentar, a medida judicial foi adotada após a Polícia Federal apontar a possibilidade de o empresário deixar o país. “Eu tinha entrado ontem com pedido de apreensão do passaporte. Agora o ministro André Mendonça deu. Deu por quê? Porque a PF também pediu. Descobriu que ele tinha uma passagem marcada para os Estados Unidos no próximo dia 13”, afirmou. Na sequência, acrescentou: “Eu estava alertando. Esse cara é um cara central. Ele ia tentar fugir. Essa turma bolsonarista, eles gostam de fugir para os Estados Unidos”.

Lindbergh também atribuiu a Thiago Miranda um papel relevante nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. “Ele é uma peça central. Porque ele liga Flávio Bolsonaro a Vorcaro. O caminho do dinheiro”, disse. O deputado ainda sustentou que o publicitário integraria uma estrutura investigada pela PF. “É uma quadrilha, é uma organização criminosa. Então agora, a apreensão do passaporte. Eu vou continuar exigindo. Esse cara tem que ser preso.”

Em outro trecho do vídeo, o parlamentar voltou a cobrar a responsabilização dos envolvidos e afirmou: “Ele tem que explicar para onde foi aquele dinheiro, os R$ 134 milhões, que a gente sabe que pelo menos R$ 61 milhões foram pagos de Vorcaro para Flávio e Eduardo Bolsonaro, via Thiago Miranda”. Ao encerrar a gravação, declarou: “Vamos em frente, pessoal. Vamos ficar atentos. Nós vamos exigir a apuração e a prisão dessa turma.”

Caso Master: Mendonça determina apreensão do passaporte de Thiago Miranda

Publicitário ligado a Vorcaro é impedido de sair do Brasil após PF apontar risco de fuga

André Mendonça – Thiago Miranda
Crédito: Carlos Moura/STF / Reprodução / Instagram / @thiagomiranda

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado (11) a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda e proibiu sua saída do Brasil. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF), que alegou haver risco de fuga do empresário, proprietário da agência MiThi e um dos alvos da décima fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (9). As informações são da coluna de Elijonas Maia, da CNN Brasil.

Segundo a investigação, os agentes identificaram que Miranda havia adquirido uma passagem para os Estados Unidos com embarque previsto para segunda-feira (13). A nova fase da operação da PF apura a atuação de uma suposta organização criminosa ligada ao Banco Master, suspeita de intimidar jornalistas, monitorar ilegalmente pessoas relacionadas a autoridades públicas, obter informações sigilosas de forma indevida e adotar medidas para interferir em investigações criminais.

Eduardo Bolsonaro chama Dino de “comunista totalitário” por determinar bloqueio de bens de presidente do PL

Investigação apura suposta participação de Valdemar Costa Neto em indicações de emendas parlamentares

Ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro
Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) saiu em defesa do presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, após a Polícia Federal bloquear R$ 119 milhões em bens do dirigente partidário. Em publicação nas redes sociais, Eduardo também fez críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, responsável por autorizar as medidas cautelares contra Valdemar.

Na postagem, segundo a coluna Sonar, de O Globo, Eduardo negou ter recebido pedidos de Valdemar para direcionar recursos por meio de emendas parlamentares e contestou a interpretação jurídica adotada na investigação. O ex-parlamentar também atacou Flávio Dino, indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2023.

Em carta, Bolsonaro pede para deixar ‘diferenças de lado’, mas não cita briga do filho com Michelle


Pré-candidato à Presidência da República, o senador da extrema direita apresentou o documento manuscrito durante uma transmissão ao vivo

Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro
Crédito: Reprodução I Divulgação

Em prisão domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista, Jair Bolsonaro (PL) escreveu uma carta e afirmou neste sábado (11) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atua como seu porta-voz e pediu que aliados deixem possíveis divergências de lado. O ex-mandatário não citou a divergência entre o parlamentar da extrema direita e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Pré-candidato à Presidência da República, o senador apresentou o documento manuscrito durante uma transmissão ao vivo neste sábado (11). “Saudoso do contato com o povo, ao qual devo lealdade, escrevo num momento de decisão para o futuro de todos nós. O momento é de arregaçar as mangas e deixar de lado possíveis diferenças”, escreveu Bolsonaro.

O ex-mandatário também reafirmou apoio à candidatura do filho ao Palácio do Planalto. “Meu pré-candidato, meu porta-voz, no qual confio para resgatar o Brasil e nos conduzir para a paz e prosperidade.”

Durante a transmissão, Flávio Bolsonaro agradeceu a manifestação e afirmou que a indicação busca impedir mensagens divergentes dentro do grupo bolsonarista.

“Muitas pessoas parecem que estão boicotando até a candidatura, esperando o momento certo para vestir a camisa do Bolsonaro e ir para rua para resgatar o Brasil… Agradecer ele por estar me colocando como seu porta-voz. Isso é muito importante para evitar que existam falas conflituosas ou direções diferentes que porventura alguém possa estar seguindo”, afirmou.

Após ataques da extrema direita, Damares deixa equipe do plano de governo de Flávio Bolsonaro


     Flávio Bolsonaro e Damares Alves no plenário do Senado. Reprodução

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) decidiu interromper a colaboração com o plano de governo do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após ataques de aliados do parlamentar. Com informações de Metrópoles.

A própria Damares confirmou a saída depois de virar alvo de integrantes da direita na crise provocada pelo vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou Flávio.

A senadora tinha recebido convite para contribuir com a área de direitos humanos do programa. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, afirmou.

Damares disse que sofreu ataques “diretamente pelo time da direita” e relatou que Flávio não voltou a procurá-la. Questionada sobre o senador, ela respondeu: “Ele está correndo”.

Bolsonarista aliado de Moro impulsiona vídeo contra PT e entra na mira da Justiça Eleitoral


         O deputado Felipe Barros (PL-PR) e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

O deputado Filipe Barros (PL-PR), pré-candidato ao Senado pelo Paraná, impulsionou nas redes sociais conteúdo negativo contra o PT e o presidente Lula, prática apontada como vedada pela legislação eleitoral e já monitorada por adversários. Com informações de O Globo.

A publicação mais contestada é um vídeo chamado “Copa do Corrupção”, que usa a ideia de um álbum de figurinhas para associar Lulinha, filho de Lula, Frei Chico, irmão do presidente, os irmãos Batista e outros nomes ligados ao PT a escândalos.

A gravação também cita a marqueteira Danielle Miranda, apresentada como alguém que fez negócios com o “Careca do INSS”, e afirma que os personagens estiveram envolvidos na Lava Jato e agora aparecem relacionados a fraudes no INSS.

Em um trecho, o vídeo diz: “Passaram-se os anos, mudam os escândalos e as capas dos álbuns, mas por dentro as figurinhas permanecem as mesmas”. Ao final, Barros aparece e afirma que “esse ano de 2026 será decisivo para a gente renovar a política nacional”.