sábado, 29 de novembro de 2025

VÍDEO: Assaltantes interrompem live durante desafio de sinuca em SP


   Assaltantes invadindo bar durante live. Foto: reprodução

Quatro homens armados e encapuzados interromperam bruscamente uma transmissão ao vivo de um desafio de sinuca no canal “Bola Cantada”, no YouTube. O crime ocorreu durante uma partida em um bar no Parque Cocaia, na Zona Sul de São Paulo, que oferecia um prêmio de R$ 4 mil ao vencedor. Os criminosos invadiram o local apontando armas e renderam os presentes.

Os assaltantes foram flagrados no vídeo dando ordens aos jogadores e espectadores. Um deles gritou: “Levanta a mão”. Em seguida, é possível ouvir os comandos: “Deita no chão”, “Onde [está] o dinheiro?” e “Se eu achar dinheiro no bolso, vai morrer. Quero o dinheiro de todo mundo”. A transmissão foi interrompida quando um dos ladrões derrubou o celular que fazia a live.

Wellington Roberto Souza Silva, responsável pelo canal, contou que acompanha torneios há sete anos, mas nunca havia presenciado um assalto. “Certamente esses criminosos acompanharam pela live achando que o dinheiro estava lá”, afirmou. Ele explicou que o valor do prêmio nunca fica no estabelecimento, uma prática de segurança. Sem encontrar o dinheiro, os bandidos roubaram pertences pessoais das vítimas.

A Secretaria de Segurança Pública confirmou o registro do roubo. De acordo com a nota, a vítima, um homem de 57 anos, teve sua carteira e cerca de R$ 400 em dinheiro subtraídos. O caso foi registrado na Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 101º DP (Jardim Imbuias) para investigação.

Veja o momento do assalto:

Fonte: DCM

Alcolumbre diz não haver conflito com Lula e reclama de falta de diálogo sobre indicação ao STF

Presidente do Congresso afirma a interlocutores que não foi avisado pelo presidente sobre escolha de Jorge Messias e nega ter provocado o governo

    Hugo Motta, Davi Alcolumbre e Lula (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)


O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), reafirmou a senadores próximos que “não tem guerra pessoal com o presidente Lula”, apesar do clima de tensão criado após a indicação de Jorge Messias para a vaga aberta pela aposentadoria de Luiz Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). As informações foram publicadas pelo jornal G1, que ouviu relatos de interlocutores diretos do senador.

Segundo o portal, Alcolumbre tem demonstrado forte incômodo com setores do PT que, na avaliação dele, estariam alimentando a ideia de um conflito político entre o Senado e o presidente. O estopim da irritação foi o fato de Lula não tê-lo comunicado previamente sobre a escolha de Messias, diferentemente do que Alcolumbre esperava. Ele defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aliado político e nome que vinha sendo articulado nos bastidores.

Falta de diálogo e queixas sobre comunicação oficial

O senador relatou que não recebeu telefonema de Lula nem do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no dia da indicação. A decisão chegou ao seu conhecimento pela imprensa, o que aumentou a sensação de isolamento político.

Nesta sexta-feira (28), Alcolumbre permaneceu em Brasília e, ainda conforme o G1, não havia recebido contato do Palácio do Planalto para agendar uma conversa com o presidente. Articuladores políticos do governo afirmaram ao blog que Lula deve procurar o presidente do Senado nos próximos dias, especialmente diante do reconhecimento dentro do Planalto de que ainda não há os 41 votos necessários para aprovar o nome de Messias no plenário.

Essa avaliação interna levou aliados do governo a admitir que Lula terá de atuar diretamente para evitar uma derrota significativa em sua articulação institucional.

Senador nega provocação ao governo

Em meio ao aumento das tensões, Alcolumbre também negou ter feito qualquer gesto de provocação ao governo durante a sessão do Congresso que derrubou vetos do presidente ao novo licenciamento ambiental. No episódio, chamou atenção o fato de ele ter cumprimentado o presidente da Câmara, Hugo Motta, que havia acabado de chegar ao plenário e se sentou ao seu lado.

O senador classificou a leitura como exagerada e explicou aos colegas: “Como não vou citar o presidente da Câmara, que tinha chegado ao plenário? Isso não foi uma provocação”, disse, segundo senadores presentes.

Tentativa de apaziguamento nas votações

Ainda de acordo com os relatos divulgados pelo G1, Alcolumbre buscou mostrar boa vontade ao governo ao pedir que os vetos presidenciais só fossem votados após a COP 30, realizada em Belém e encerrada na semana passada. A pauta já poderia ter sido apreciada anteriormente, e havia maioria para isso — incluindo pressão da bancada ruralista —, mas o presidente do Congresso avaliou ser mais prudente esperar o fim do evento internacional.

A expectativa agora é de que Lula e Alcolumbre retomem o diálogo, em meio às negociações de alto impacto político envolvendo o STF e a condução das pautas legislativas no Senado.

Fonte: Brasil 247

Palmeiras e Flamengo decidem título da Libertadores

Times duelam no Monumental “U” pela taça que dará ao campeão o posto de maior vencedor brasileiro da Libertadores

     Troféu da Libertadores no Estádio Monumental, em Lima, no Peru (Foto: Reprodução/Conmebol)

Palmeiras e Flamengo entram em campo neste sábado (29), às 18h, no Estádio Monumental “U”, em Lima, para disputar a final da Copa Libertadores da América de 2025. A decisão reúne duas das equipes mais competitivas do continente e promete arquibancadas lotadas na capital peruana. O vencedor da noite se tornará o maior campeão brasileiro do torneio, chegando ao quarto título e quebrando o atual empate com São Paulo, Santos e Grêmio, além dos próprios finalistas. As informações são da CNN Brasil.

⊛ Caminho até a final

O Palmeiras chega à decisão sustentado pela melhor campanha da fase de grupos e por atuações sólidas no mata-mata. A equipe de Abel Ferreira superou Universitario-PER, River Plate e LDU para alcançar a final. O técnico, no entanto, lida com ausências importantes: Weverton segue afastado por lesão na mão, enquanto Lucas Evangelista e Paulinho também desfalcam o time.

O Flamengo, comandado por Filipe Luís, garantiu vaga nas oitavas ao avançar em segundo lugar no grupo. Na fase eliminatória, o rubro-negro passou por Internacional, Estudiantes e Racing. Mas a equipe também tem perdas significativas para a decisão: Pedro, em recuperação de lesão no antebraço, está fora, assim como Plata, suspenso após expulsão na semifinal. Léo Ortiz e Allan dificilmente estarão à disposição.

⊛ Lima novamente no centro do futebol continental

A capital peruana recebe uma final da Libertadores pela segunda vez. Em 2019, o Monumental “U” foi palco do título do Flamengo sobre o River Plate, na primeira final em jogo único da história da competição. O retorno ao Peru reforça o simbolismo da disputa entre os dois clubes brasileiros.

⊛ Onde assistir ao jogo

A final terá transmissão em TV aberta pela Globo e, na TV fechada, pela ESPN. Os serviços de streaming Ge TV, Disney+ e Paramount+ também exibem a partida. O portal CNN Esportes fará a cobertura em tempo real.

Fonte: Brasil 247 com informações da CNN Brasil

Boicote bolsonarista fracassa e peça com atriz que celebrou prisão do inelegível lota


Carol Castro fez série de manifestações contra o ex-presidente nos últimos meses. Foto: Leo Rosario/Globo

Ingressos para a peça A Manhã Seguinte, estrelada por Carol Castro, se esgotaram após grupos bolsonaristas convocarem um boicote ao espetáculo. A mobilização surgiu depois de a atriz comemorar publicamente a prisão de Jair Bolsonaro, o que levou apoiadores do ex-presidente a pedir que o público evitasse a montagem. O movimento acabou aumentando a procura e lotando a sessão marcada para João Pessoa nos dias 28, 29 e 30. As informações são da Folha. 

A reação começou quando Carol Castro publicou uma foto vestindo uma camisa do Brasil com frases como “Brasil Soberano” e “100 anistia para golpista”. A imagem circulou amplamente e gerou críticas de bolsonaristas nas redes sociais. A atriz já vinha sendo alvo de ataques desde setembro, quando participou de um ato contra a anistia ao lado de artistas como Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque.

O boicote reforçou a visibilidade da peça escrita por Peter Quilter, que estreia no Brasil com direção de Thereza Falcão e Bel Kutner. A comédia gira em torno de encontros improváveis e afetos desajeitados, reunindo no palco Carol Castro, Bruno Fagundes, Gustavo Mendes e Angela Rebello.

Fonte: DCM com informações da Folha de S. Paulo

Palmeirense morre em ônibus turístico em Lima na véspera da final


     O médico palmeirense Caue Brunelli Dezotti, morto em Lima, aos 38 anos. Reprodução Instagram

Um torcedor do Palmeiras morreu em Lima na véspera da final da Libertadores. O médico Caue Brunelli Dezotti, de 38 anos, sofreu um acidente enquanto estava em um ônibus turístico próximo à praia de Los Yuyos. Segundo autoridades locais, ele estava no segundo andar do veículo, comemorando de forma eufórica, quando se chocou contra uma passarela durante o trajeto entre Miraflores e Barranco. As informações são do UOL.

A polícia peruana afirmou que o caso não tem relação com violência ou conflito entre torcidas. Testemunhas relataram que não perceberam o risco de colisão enquanto o torcedor pulava animado no veículo. Caue chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu.

O Palmeiras confirmou a morte em nota oficial e manifestou solidariedade aos familiares e amigos. O clube informou que Caue estava em Lima para acompanhar a decisão da Libertadores marcada para este sábado. O texto destaca que o torcedor foi vítima de um acidente durante o passeio turístico.

As autoridades locais estimam que cerca de 45 mil torcedores de Palmeiras e Flamengo estejam na cidade para a final. A partida ocorre no estádio Monumental, às 18h, no horário de Brasília.

Fonte: DCM com informações do UOL

Marmitas de Michelle, caça-palavras e visitas dos filhos: a rotina do presidiário Bolsonaro



O ex-presidente Jair Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena. Foto: Reprodução/CNN Brasil


A rotina de Jair Bolsonaro na prisão inclui refeições preparadas por Michelle Bolsonaro, acompanhamento médico e momentos de leitura e televisão. A defesa do ex-presidente conseguiu autorização de Alexandre de Moraes para o envio de comida caseira, alegando necessidade de dieta específica por razões de saúde. Pessoas de confiança da família, como Eduardo Torres, Marcus Ibiapina e Kelso Colnago, foram escolhidas para levar as marmitas e demais itens. As informações são do UOL.

Segundo relatos da família, médicos têm atuado em conjunto com Michelle para orientar Bolsonaro a comer devagar e seguir restrições alimentares, o que ajudaria a controlar episódios recorrentes de soluços e refluxo. A ex-primeira-dama também enviou remédios e bebidas isotônicas. A primeira remessa de medicamentos chegou à Polícia Federal por volta das 8h05, pouco após a prisão, registrada às 6h30.

A família fez várias visitas ao longo da semana. Michelle encontrou o marido duas vezes e afirmou nas redes que vive dias difíceis, mas mantém serenidade. Carlos, Jair Renan e Flávio também estiveram com o pai. Flávio levou o livro Metanoia e relatou preocupação com o sono do ex-presidente por causa das sequelas da facada. Jair Renan disse ter levado livros e um caça-palavras, afirmando que tentou distrair a cabeça do pai.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem enviado itens como caixa com Gatorades e remédios. Imagem: Arquivo pessoal

Os filhos afirmam que Bolsonaro está sensível e indignado com a prisão. Carlos relatou que ele tem comido pouco e demonstrado preocupação com o impacto da detenção na própria saúde. Após visitas, Flávio afirmou que o pai segue reclamando do que considera perseguição judicial. Conversas entre os filhos e o ex-presidente também têm girado em torno de estratégias políticas.

A prisão provocou movimentação dentro do próprio PL. Em reunião convocada por Valdemar Costa Neto, Michelle, Flávio, Carlos e Bolsonaro, por meio das instruções repassadas, orientaram parlamentares a evitar discussões sobre antecipar a escolha do candidato da direita e a não convocar manifestações que sugiram paralisações. A avaliação do grupo é que ações radicais poderiam gerar novas reações de Moraes.

Segundo aliados, Flávio Bolsonaro será porta-voz oficial do pai e deverá repassar integralmente as orientações políticas definidas na prisão. Visitas continuam dependentes de autorização de Moraes, mas advogados e médicos têm acesso livre. A preocupação central do núcleo bolsonarista agora é manter coeso o grupo político enquanto o ex-presidente permanece detido.

Fonte: DCM com informações do UOL

PT aciona PGR e cobra cassação de Eduardo Bolsonaro após 50 faltas na Câmara

Eduardo Bolsonaro em evento conservador nos EUA. Foto: Saul Loeb/AFP

A chegada de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) à marca de 50 faltas em sessões da Câmara reacendeu a pressão pela cassação do mandato do deputado, que fugiu para os Estados Unidos em fevereiro e, na última semana, virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação de Justiça. O acúmulo de ausências já ultrapassa o limite considerado aceitável por adversários, que afirmam que o parlamentar não tem mais condições matemáticas de cumprir a assiduidade mínima prevista na Constituição.

Segundo o Metrópoles, a ofensiva é liderada pela bancada do PT, que abriu três frentes simultâneas: mudança na regra interna da Câmara, representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) e pressão direta sobre o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Além de Eduardo, outros dois nomes do bolsonarismo também são alvo: Alexandre Ramagem (PL-RJ), igualmente nos Estados Unidos, e Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália.

Pelas contas de deputados, o limite de faltas neste ano está entre 44 e 45 ausências. O artigo 55 da Constituição determina a perda de mandato quando o parlamentar falta a um terço das sessões sem justificativa.

O terceiro filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já passou dessa marca. Mas o regimento da Câmara cria uma proteção: só em 5 de março de 2026 é enviado o relatório de frequência que pode embasar a cassação.

Considerando o prazo excessivamente permissivo, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), apresentou uma proposta para alterar o mecanismo de aferição. A nova regra preveria verificações trimestrais e abertura imediata do processo quando o limite fosse atingido. No texto, o deputado afirma que a norma atual criou “uma tolerância inconstitucional”.

Em paralelo, Lindbergh acionou a PGR pedindo que o STF recomende à Mesa Diretora a instauração do procedimento de perda de mandato de Eduardo. A estratégia petista inclui também intensificar a pressão sobre Hugo Motta. Para o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), ainda faltam “condições políticas”, mas esse cenário tende a mudar.

“Tem pressão da bancada do PT para que o Hugo Motta também casse ele [Eduardo Bolsonaro]. Acho que daqui a pouco vão se criar as condições políticas para que ele perca o mandato porque realmente é uma vergonha o que está acontecendo”, disse.

Tatto reforçou que “o cara gazeteiro não está trabalhando” e comparou o caso ao de Ramagem, que, segundo ele, “fugiu”.

A situação dos três bolsonaristas no exterior ajuda a ampliar a pressão. Eduardo está nos Estados Unidos e, mesmo após virar réu no STF, afirmou a aliados que irá “continuar trabalhando”.

Zambelli cumpre prisão na Itália após condenação por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Sua audiência de extradição foi adiada para 5 de dezembro, e sua cassação deve avançar na CCJ.

Já Ramagem teve prisão decretada por Alexandre de Moraes por descumprir medidas judiciais e deixar o país. Ele foi condenado pela participação na tentativa de golpe de Estado. Moraes notificou o presidente da Câmara sobre a perda de mandato, que deve ser declarada pela Mesa Diretora após o fim de sua licença médica em 12 de dezembro.

Fonte: DCM

Expectativa de vida no Brasil chega ao maior nível da história e revela salto de 31 anos desde 1940

Dados do IBGE mostram avanço contínuo da longevidade, queda histórica da mortalidade infantil e desigualdades persistentes entre homens e mulheres

    Idosos no Brasil (Foto: Agência Gov)

A expectativa de vida dos brasileiros alcançou 76,6 anos em 2024, o maior nível da série histórica, segundo as Tábuas de Mortalidade 2024 divulgadas pelo IBGE. A informação foi publicada inicialmente pela Agência Gov, com base nos dados oficiais do instituto.

O novo indicador representa um aumento de 2,5 meses em relação a 2023 e consolida a recuperação após a forte queda provocada pela pandemia de Covid-19, que chegou a derrubar a expectativa para 72,8 anos em 2021. Entre os homens, o avanço foi de 73,1 para 73,3 anos; entre as mulheres, de 79,7 para 79,9 anos.

Ao longo de nove décadas, o salto é expressivo: quem nasceu em 1940 viveria, em média, 45,5 anos. Em 2024, esse número chegou a 76,6 anos — um aumento de 31,1 anos no período.

⊛ Brasil recupera trajetória de alta após impacto da pandemia

A pandemia de coronavírus interrompeu a tendência de crescimento contínuo da longevidade. Em 2021, auge da crise sanitária, a expectativa ao nascer caiu para 72,8 anos, refletindo o aumento de mortes no país.

Desde 2022, porém, o índice voltou a subir ano a ano, acompanhando o arrefecimento da crise sanitária. Mesmo com a retomada, o IBGE ressalta que mortes violentas — especialmente entre jovens homens — seguem reduzindo o potencial de crescimento da expectativa masculina no Brasil.

⊛ Desigualdade entre homens e mulheres permanece estável

Em 2024, a diferença entre a expectativa de vida de homens e mulheres ficou em 6,6 anos, a mesma registrada em 2023.

Embora ambos os grupos tenham avançado, os dados mostram que a sobremortalidade masculina permanece elevada sobretudo entre os adultos jovens. Entre 20 e 24 anos, um homem tem 4,1 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher da mesma idade, reflexo do peso de homicídios, acidentes de trânsito e outras causas externas.

O fenômeno, inexistente nos anos 1940, está associado ao processo de urbanização acelerada do país a partir dos anos 1980.

⊛ Queda da mortalidade infantil impulsiona ganho na longevidade

Um dos fatores mais decisivos para o aumento da expectativa de vida ao longo das décadas é a redução drástica da mortalidade infantil. Em 1940, a taxa era de 146,6 óbitos a cada mil nascidos vivos. Em 2024, o número caiu para 12,3 por mil, uma redução de 91,6%.

Entre os fatores que contribuíram para a queda estão:

  •  campanhas de vacinação em massa
  •  expansão do pré-natal
  •  aleitamento materno
  •  atuação dos agentes comunitários de saúde
  •  programas de nutrição infantil
  •  aumento de renda
  •  maior escolaridade da população
  •  ampliação do saneamento básico

A mortalidade entre crianças de 1 a 4 anos também despencou: de 76,7 por mil em 1940 para apenas 2,2 por mil em 2024, uma queda de mais de 97%.

⊛ Longevidade dos idosos cresce mais de 9 anos desde 1940

A expectativa de vida aos 60 anos também apresentou forte evolução nas últimas nove décadas. Em 1940, quem chegava a essa idade viveria, em média, mais 13,2 anos. Em 2024, esse número subiu para 22,6 anos — um aumento de 9,3 anos.

Entre os homens, a expectativa aos 60 anos passou de 11,6 para 20,8 anos. Entre as mulheres, de 14,5 para 24,2 anos.

Mesmo o impacto da Covid-19 sobre esse grupo, especialmente em 2020 e 2021, está sendo gradualmente revertido.

Para quem chega aos 80 anos, a esperança de vida também cresceu de forma expressiva: em 2024, as mulheres viveriam, em média, mais 9,5 anos, e os homens, mais 8,3 anos — quase o dobro dos valores registrados em 1940.

⊛ Brasil ainda distante dos países com maior longevidade

Embora tenha avançado de forma consistente, o Brasil ainda está distante dos países líderes no ranking global de expectativa de vida. Segundo o IBGE: 

    ● Mônaco ocupa o topo, com 86,5 anos.
    ● San Marino, 85,8 anos.
    ● Hong Kong, 85,6 anos.
    ● Japão, 84,9 anos.
    ● Coreia do Sul, 84,4 anos.

⊛ Tábuas de Mortalidade orientam políticas previdenciárias

As Tábuas de Mortalidade 2024 integram a projeção da população brasileira para o período de 2000 a 2070. Elas são fundamentais para políticas públicas, servindo como base para o cálculo do fator previdenciário que influencia o valor das aposentadorias no Regime Geral de Previdência Social.

Fonte: Brasil 247

Defesa de Bolsonaro acusa STF de erro e pede revisão da condenação

Advogados afirmam que Alexandre de Moraes encerrou o julgamento antes do prazo e defendem que voto de Luiz Fux permitiria embargos infringentes

        Manifestação da UNE em São Paulo celebra prisão de Bolsonaro (Foto: Divulgação / UNE)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (28) para pedir a revisão da condenação de 27 anos e 3 meses imposta pela Primeira Turma da Corte. O pedido foi divulgado originalmente pelo RT Brasil.

Os advogados alegam que o ministro Alexandre de Moraes cometeu um “erro judiciário” ao declarar o trânsito em julgado antes do fim do prazo legal para a apresentação de recursos. Segundo a petição, a decisão teria impedido que a defesa apresentasse embargos infringentes, recurso previsto quando há divergência entre votos de ministros.

⊛ Defesa afirma que julgamento foi encerrado “com pressa”

O recurso sustenta que houve prejuízo ao direito de defesa porque o julgamento foi encerrado de forma acelerada.

“A certificação do trânsito em julgado foi açodada”, dizem os advogados, afirmando ainda que o encerramento ocorreu antes do prazo regimental.

A defesa destaca que o julgamento não foi unânime: o ministro Luiz Fux votou pela absolvição de Bolsonaro. Por essa razão, afirmam, o ex-presidente teria direito a recorrer por meio dos embargos infringentes.

⊛ “Não se está diante de defesa protelatória”

Os advogados rejeitam a acusação de que o recurso teria objetivo de atrasar o processo.

“Não se está diante de defesa protelatória”, afirmam, sustentando que não há tentativa de “ganhar tempo”, mas sim de assegurar um direito previsto tanto na legislação quanto no regimento interno do STF.

O documento também afirma que Bolsonaro não teve acesso a todas as provas usadas contra ele. “Trata-se de um direito básico de qualquer cidadão”, escreveram, dizendo que a suposta restrição prejudicou a ampla defesa.

⊛ Pedido para que o caso seja analisado pelo Plenário

Além de pedir a anulação do encerramento do julgamento, os advogados requerem que o processo seja remetido ao Plenário do STF, composto por todos os ministros.

Segundo o recurso, há “graves injustiças” no caso e a “injusta condenação imposta a Jair Messias Bolsonaro [...] deve ser submetida ao crivo do Plenário”.

Fonte: Brasil 247

Bolsonaro tende à extinção, diz João Cezar de Castro Rocha

Ensaísta afirma que apenas a vitimização do ex-presidente poderia reacender a extrema direita

São Paulo (SP) - 29/04/2025 - Professor João Cezar Castro Rocha (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)


A crise provocada pelo episódio em que Jair Bolsonaro afirmou ter entrado em “transe” ao tentar manipular a tornozeleira eletrônica desencadeou uma análise contundente do ensaísta João Cezar de Castro Rocha. A entrevista foi concedida ao jornalista Luis Nassif e publicada em seu canal no YouTube, que serve de base para esta matéria.

Logo no início da conversa, Nassif relembra o histórico de atuação de Bolsonaro “nas sombras”, mencionando suas ligações com porões da ditadura, milícias e o chamado “escritório do crime”. Segundo o jornalista, esse passado ajuda a explicar o estado de descontrole atual: “Ele foi um chefeito que sempre atuou nas sombras, cometeu os piores crimes que alguém já pode ter cometido nas sombras”.

⊛ O derretimento do bolsonarismo e a perda de relevância da família Bolsonaro

Para João Cezar, o que o país presencia hoje é a confirmação de um cenário que ele próprio havia antecipado meses atrás: o desaparecimento precoce do bolsonarismo. “Eu sugeria como um cenário possível um desaparecimento precoce do bolsonarismo”, afirmou.

Ele aponta sinais inequívocos desse colapso:

  •  fugas “patéticas” de aliados como Eduardo e Flávio Bolsonaro;
  •  ausência de liderança real na extrema direita;
  •  perda do simbolismo patriotista que antes mobilizava multidões.

Como símbolo maior desse esvaziamento, ele cita a cena diante da Polícia Federal: “Foi uma coisa ridícula”, lembrando a falta de manifestações relevantes e o fracasso das ameaças de paralisação dos caminhoneiros.

⊛ Altivez de Lula e fragilidade de Bolsonaro

Castro Rocha estabeleceu um paralelo entre Bolsonaro e o presidente Lula, destacando a diferença simbólica entre eles. Ele lembrou a declaração literal de Lula ao recusar voltar para casa com tornozeleira quando esteve preso:
“Eu não troco a minha liberdade pela minha dignidade. Eu ficarei até o dia que eu provo que sou inocente.”

Segundo o ensaísta, a crise atual expõe de forma definitiva a fraqueza de Bolsonaro:

“O Bolsonaro revelou da forma mais explícita possível que é um sujeito medroso, é um poltrão, é um sujeito sem nenhuma dignidade.”

Ele afirma que nenhum líder messiânico se sustenta sem estar disposto ao sacrifício — algo que Bolsonaro jamais demonstrou.

⊛ A única via de sobrevivência política: a vitimização

Apesar do diagnóstico de extinção, João Cezar faz um alerta, repetindo várias vezes que escolhia “as palavras com muito cuidado”.

Ele afirma que existe apenas um cenário capaz de reanimar o bolsonarismo e tornar imprevisível a disputa presidencial de 2026:

“A única possibilidade que isso aconteça é a vitimização do Bolsonaro.”

O ensaísta recorda episódios históricos, no Brasil e no mundo, em que a transformação de um líder desacreditado em mártir produziu convulsões políticas profundas.

Ele cita o suicídio de Getúlio Vargas, que alterou o rumo do país, e lembra uma advertência clássica de Shakespeare, mencionando como a construção de uma narrativa de perseguição pode despertar massas incontroláveis.

⊛ Risco controlado e tendência ao isolamento

João Cezar observa, contudo, que até o momento o governo tem adotado postura correta e discreta, evitando alimentar qualquer narrativa de perseguição. Ele destaca a fala equilibrada do presidente Lula — “Cabe à justiça decidir” — e a ausência de manifestações precipitadas de ministros.

Para o ensaísta, o desfecho mais provável é que Bolsonaro tenha uma passagem breve — ou até inexistente — pela Papuda, com conversão rápida para prisão domiciliar. Nesse cenário, afirma, não há espaço para a construção do martírio, exceto entre o núcleo mais fanatizado.

“O núcleo que permanecerá com Bolsonaro é um núcleo muito fanatizado que se tornará cada vez mais irrelevante.”

A conclusão de João Cezar é clara: o bolsonarismo, tal como existiu, está se extinguindo — e apenas uma vitimização concreta poderia alterar esse rumo.

Fonte: Brasil 247