sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Lula critica juros do cartão de crédito e estuda proibir bancos de emitirem mais de um cartão por pessoa

 Governo discute com o Banco Central medidas para conter o endividamento e barrar a oferta descontrolada de crédito

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista ao Flow Podcast, no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF)  - Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, criticou na quinta-feira (1°) os altos juros cobrados no cartão de crédito, classificou as taxas aplicadas no país como um “crime” e afirmou que o governo discute com o Banco Central uma forma de limitar a quantidade de cartões concedidos a cada pessoa.

Durante entrevista concedida ao Flow Podcast, o presidente questionou os valores cobrados dos trabalhadores brasileiros e defendeu uma intervenção imediata para conter os abusos do setor financeiro. “Quanto é que o povo paga? É 493%, 500% no cartão de crédito. Dá para fazer alguma coisa. É o que eu estou exigindo que faça agora”, afirmou Lula.

Na sequência da declaração, o chefe do Executivo voltou a criticar duramente a conduta das instituições financeiras no envio massivo e não solicitado de limites de crédito aos consumidores. “É um crime. Os bancos hoje distribuem cartão de crédito sem saber se você quer. Eles mandam para você”, declarou o presidente.

O presidente da República antecipou que o tema já está em debate direto com a autoridade monetária para a implementação de restrições operacionais aos bancos. “Nós estamos discutindo com o Banco Central. Nós vamos proibir os bancos de darem mais de um cartão de crédito para as pessoas”, declarou Lula.

‘O Brasil merece comentaristas políticos melhores’, diz Celso Rocha de Barros (vídeo)

 Sociólogo critica a cobertura da mídia sobre o cancelamento do debate da TV Globo e aponta falta de responsabilidade dos analistas com o cenário democrático de 2026

                Celso Rocha de Barros - Crédito: Reprodução/Instagram/@revistapiaui

O sociólogo Celso Rocha de Barros, doutor pela Universidade de Oxford, criticou duramente a postura da grande imprensa e de analistas políticos diante do cancelamento do último debate presidencial antes do primeiro turno na TV Globo.

Em gravação divulgada em seu perfil no Instagram na madrugada desta sexta-feira (2), Celso Rocha de Barros analisou o cenário que levou ao cancelamento do confronto televisivo, ressaltando que a ausência do presidente Lula (PT) e do candidato Flávio Bolsonaro (PL) se deu por escolhas de estratégia eleitoral. “O debate da Globo foi cancelado porque nem o Lula nem o Flávio foram, cada um por seus motivos de estratégia. É legítimo e a gente pode gostar ou não”, afirmou o sociólogo.

Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Pedro Rousseff por post sobre Nossa Senhora Aparecida

 Campanha pede retirada de publicação e direito de resposta; Candidato do PT diz que processo representa tentativa de censura

Pedro Rousseff e Flávio Bolsonaro - Crédito: Cristina Medeiros/CMBH I Divulgação

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Pedro Rousseff (PT), candidato a deputado federal por Minas Gerais, por uma publicação que relaciona o presidenciável à controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida. A representação pede a retirada imediata do conteúdo e a concessão de direito de resposta.

Segundo a ação apresentada ao TSE em 30 de setembro, a postagem de Rousseff utiliza um vídeo gravado em 2023, em Bastos, no interior de São Paulo, no qual um pastor critica uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Ao compartilhar as imagens, o petista afirmou que, “com Flávio Bolsonaro no poder”, aquele seria “o ódio” que se espalharia pelo Brasil.

A defesa do candidato do PL argumenta que o episódio ocorreu cerca de três anos antes da atual disputa eleitoral, sem participação de Flávio Bolsonaro, e que o responsável pelas declarações posteriormente publicou uma retratação. Com isso, sustenta que o material foi apresentado de forma descontextualizada para estabelecer uma ligação política entre o presidenciável e o ataque religioso.

Além da exclusão cautelar da postagem, a campanha de Bolsonaro pede que, no julgamento definitivo, o TSE reconheça o direito de resposta. Caso o pedido seja aceito, a manifestação deverá ser divulgada no mesmo perfil utilizado por Rousseff.

VÍDEO: “O político honesto que você quer, está dentro de você”, diz Lula em chamado aos brasileiros


      Lula durante entrevista ao Flow. Foto: reprodução

O presidente Lula (PT) fez um apelo para que brasileiros insatisfeitos com seus representantes deixem de apenas reclamar da política e passem a participar diretamente dela. Durante entrevista ao Flow Podcast, na noite de quinta-feira (1º), o petista afirmou que quem procura políticos honestos pode encontrar em si mesmo uma alternativa para ocupar esses espaços.

“Então, ao invés de você ficar chateado, desanimado e não acreditar em ninguém, por que você não entra na política? O político honesto que você quer está dentro de você”, afirmou Lula.

O presidente desenvolveu o raciocínio defendendo participação em partidos, movimentos comunitários e eleições como forma de substituir representantes considerados ruins ou corruptos.

“Ao invés de ficar protestando, entre na política, seja candidato de alguma coisa, participe de um partido político, da comunidade do seu bairro. Não fique paralisado, achando que ninguém presta. A pessoa boa que você quer que eu seja, talvez seja você. Então, ao invés de ficar parado, seja eu”, completou.


A declaração ocorreu durante uma entrevista de aproximadamente 100 minutos ao Flow, realizada na reta final da campanha presidencial. Lula abordou temas políticos e econômicos e também explicou por que decidiu não participar do último debate da TV Globo antes do primeiro turno.

Ao justificar a escolha pelo podcast, o presidente afirmou preferir conversas mais longas ao formato tradicional dos debates televisivos. “Porque eu gosto mais de você do que da Globo. Eu há tempos tenho questionado os debates da Globo. Eu fui em todos”, disse ao apresentador.

Lula argumentou que debates com muitos concorrentes oferecem pouco tempo para aprofundar assuntos e acabam favorecendo interrupções, provocações e frases de efeito. Durante a entrevista, ele defendeu formatos que permitam aos candidatos desenvolver melhor suas propostas e responder às mesmas questões. Veja a entrevista completa:

Xuxa nega ofensas a Lula e denuncia fake news: “se pensam que estou atacando o presidente, não me conhecem”

 O material é de 2022 e foi produzido quando Xuxa reagiu a declarações feitas naquele ano pelo então presidente Jair Bolsonaro

       Xuxa - Crédito: Reprodução/TV Globo

A apresentadora Xuxa Meneghel denunciou nesta quinta-feira (1º) a circulação de uma montagem que utiliza sua imagem para atribuir a ela uma crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo Xuxa, o conteúdo reaproveita um vídeo gravado em 2022 e altera seu contexto original para fazer parecer que ela teria se manifestado contra Lula.

As informações foram publicadas pela coluna Fábia Oliveira, do Metrópoles. A montagem compartilhada nas redes sociais afirmava que “Xuxa se revolta contra Lula e pede para brasileiros não votarem nele”. Ao divulgar uma imagem da publicação, a apresentadora escreveu “fake” sobre o conteúdo e afirmou que sua imagem estava sendo utilizada indevidamente.

“Achei que não ia precisar vir aqui falar que estão usando a minha imagem indevidamente com deepfakes… mas vamos lá!”, afirmou Xuxa.

Real Time: Renan Filho tem 49% e JHC marca 46% no 1º turno em Alagoas

 Senado em Alagoas tem Marina JHC à frente com 27%, seguida por Renan com 23% e Lira com 22%

Renan Filho e JHC - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Divulgação

Levantamento divulgado pelo instituto Real Time Big Data nesta sexta-feira (2) traz os cenários para as disputas do governo estadual e do Senado em Alagoas. Na corrida para o governo, o primeiro turno apresenta empate técnico na liderança. Renan Filho (MDB) aparece numericamente à frente com 49% das intenções de voto, enquanto JHC (PSDB) registra 46%. Como a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois postulantes estão empatados dentro do limite amostral.

A pesquisa aplicou a seguinte pergunta aos entrevistados: “Em outubro teremos eleições. Se a eleição para governador de Alagoas fosse hoje, em quem o(a) senhor(a) votaria se os nomes fossem estes?”. Os resultados do cenário estimulado para o Palácio dos Palmares são os seguintes:

  • Renan Filho (MDB): 49%
  • JHC (PSDB): 46%
  • Lenilda Luna (UP): 0%
  • Márcio Jambo (Democrata): 0%
  • Brancos/nulos: 3%
  • Indecisos: 2%

Em comparação com a sondagem anterior do mesmo instituto, realizada em 25 de setembro, Renan Filho registrava 47% das intenções de voto, enquanto JHC marcava 44%. No levantamento sobre uma eventual disputa de segundo turno, Renan Filho também aparece numericamente à frente, anotando 49% contra 46% do adversário tucano.

Em live com o fujão Flávio, picareta Marçal ameaça deixar o Brasil se Lula vencer


      Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal. Foto: reprodução

Em live com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência que fugiu do debate da Globo aos 45 do segundo tempo, o coach Pablo Marçal disse que, se a extrema-direita não vencer as eleições no próximo domingo (4), ele terá que sair do Brasil.

“Vou ajudar [o Flávio] sim. Sabe por quê? Porque, se não, eu tenho que ir embora desse país com meus filhos e levar meu patrimônio embora. Eu confio no Flávio Bolsonaro”, disse Marçal.

Na sequência, o coach apelou aos demais candidatos de direita, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) que desistam das eleições antes do primeiro turno para que já cedam apoio ao senador de imediato. “Falo para o Caiado que ele poderia ser o melhor ministro da Segurança Pública da história”, iniciou antes de se virar diretamente para a câmera: “Caiado, estou do lado do Flávio, ele gosta de você, faz o final ser o melhor”.

Marçal também enviou um recado direto aos demais candidatos: “Zema, por favor, você já que não tracionou, venha andar com a gente. Cury, eu sei, te respeito, mas nós estamos contra um mal maior e temos que quebrar nossas diferenças”, disse se referindo ao presidente Lula.

Justiça autoriza ato de Lula na Paulista após veto da prefeitura

 TRE-SP afirma que município não pode impedir ato eleitoral e determina que caminhada ocorra sem bloquear o trânsito

   Lula na festa da vitória na Avenida Paulista - Crédito: Ricardo Stuckert

 O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a realização de uma caminhada de campanha com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato ao governo paulista Fernando Haddad neste sábado (3), na Avenida Paulista, após a Prefeitura de São Paulo tentar impedir o evento.

A Justiça Eleitoral suspendeu um ofício da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que havia barrado a mobilização, prevista para ocorrer na véspera do primeiro turno das eleições.

Na decisão provisória, a juíza Maria Claudia Bedotti afirmou que o município não tem competência para condicionar a realização de propaganda eleitoral a uma autorização prévia da prefeitura.

“A autoridade municipal, que não detém poder de polícia sobre a propaganda eleitoral, acabou por condicionar e, na prática, impedir ato de campanha que a lei expressamente autoriza”, escreveu a magistrada.

O TRE-SP determinou, porém, que o evento seja realizado sem bloqueio do trânsito de veículos. A concentração está prevista para as 10h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). A caminhada deverá começar às 11h, seguir pela Rua Augusta em direção ao Centro e terminar por volta das 13h, na região da Praça Franklin Roosevelt.

“A caminhada poderá ser realizada, mas a concentração, o deslocamento e a dispersão deverão ocorrer sem obstrução do leito carroçável e sem impedimento do fluxo regular de veículos nas vias abrangidas pelo percurso e em seus acessos, especialmente na Avenida Paulista e na Rua Augusta, mantendo-se, durante todo o evento, corredor de circulação suficiente para o deslocamento de servidores, equipamentos, urnas eletrônicas e demais meios necessários aos trabalhos eleitorais”, estabelece a decisão.

O mimimi da Globo: empresa protesta por não ter conseguido fazer Lula cair em sua armadilha

 Editorial do jornal O Globo transforma cancelamento do debate em defesa da emissora e critica ausência do presidente, que fez a coisa certa

           O palco vazio da Globo - Crédito: Reprodução

O jornal O Globo publicou nesta sexta-feira (2) um editorial em defesa da decisão da TV Globo de cancelar o último debate presidencial antes do primeiro turno e criticou a ausência do presidente Lula. A argumentação apresentada pelo jornal sustenta que intervenções judiciais de última hora teriam comprometido a liberdade da emissora para organizar o encontro.

O pano de fundo, porém, é outro: Lula decidiu não participar do debate e preferiu conceder uma entrevista ao Flow Podcast, enquanto Flávio Bolsonaro também desistiu horas antes do programa. A Globo acabou cancelando o evento depois de decisões judiciais alterarem aspectos das regras e da composição do encontro.

Em sua manifestação pública na noite de quinta-feira, a Globo afirmou que a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a manutenção do púlpito vazio identificado com o nome de Lula e a formulação de perguntas ao candidato ausente. Outra decisão, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos, do Missão. Romeu Zema também havia conquistado judicialmente o direito de participar.

⦾ O púlpito vazio como espetáculo

É justamente o episódio do púlpito que expõe a fragilidade do discurso da Globo. Se o propósito central de um debate eleitoral é, como sustenta a própria emissora, permitir a discussão de ideias e a comparação de projetos, qual seria a contribuição democrática de manter durante todo o programa um púlpito vazio identificado com o nome de Lula?

Malu Gaspar faz ataque vil a ministra do TSE que impediu Globo de linchar Lula no debate




Malu Gaspar resolveu atacar a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois que a magistrada impediu a Globo de transformar a ausência de Lula no debate em um espantalho para ser linchado.

Fez isso usando um expediente clássico de seu repertório: recorreu a supostos “ministros”, “ex-ministros” e especialistas ouvidos “reservadamente”. Tudo em off. Como se precisasse: os nomes são André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Entre outros. As outras declarações ela pode inventar, já que não têm autor.

Na coluna publicada pelo Globo, Malu afirmou que a decisão de Estela representaria uma “intervenção inédita da Justiça Eleitoral”. Um “ministro do TSE” não identificado teria dito: “Isso é interferência e censura evidente.”

Um ex-ministro do TSE, também sem nome, afirmou: “Não me lembro de momento tão intervencionista do STF e do TSE.”

E outro ex-ministro, igualmente protegido pelo anonimato, teria decretado: “Isso é totalmente inédito e esdrúxulo. Estela conseguiu dar uma decisão pela qual sempre será lembrada.”

O mesmo personagem anônimo ainda teria acrescentado: “É uma decisão totalmente intervencionista e contrária ao que se tem entendido e praticado há anos nos debates da TV.”

O ataque de pelanca é sintomático. A ministra Estela Aranha determinou que a Globo não exibisse de forma destacada a cadeira vazia de Lula e proibiu a dinâmica pela qual os candidatos presentes poderiam formular perguntas ao candidato ausente, sem que ele estivesse ali para responder. Para Estela, a regra poderia criar desequilíbrio entre os participantes.

“A consequência jurídica da ausência é simplesmente que ele perde a oportunidade de participar daquela rodada, enquanto o debate continua segundo as regras previamente acordadas”, escreveu Estela. Segundo ela, não poderiam existir consequências “coercitivas”, pois isso configuraria cerceamento dos direitos políticos do candidato.

É especialmente conveniente que os “ministros” só apareçam quando é para detonar uma ministra — e desapareçam quando chega a hora de assumir publicamente o que disseram. Tem também a tentativa de execração pública de uma mulher, mas isso só vale quando ela é de direita.

PF investiga empréstimo do BRB a Flávio Bolsonaro para compra de mansão de R$ 6 milhões

 Inquérito apura possível favorecimento ao senador com taxas abaixo daquelas praticadas pelo próprio Banco de Brasília

     Crédito: ABr | Reprodução

O empréstimo vantajoso e com taxas abaixo daquelas praticadas pelo mercado e pelo próprio Banco de Brasília (BRB) concedido ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) está na mira da Polícia Federal. A compra de uma mansão em Brasília pelo valor de R$ 6 milhões, sendo R$ 3,1 milhões financiados pelo BRB, é um dos focos do inquérito que investiga Daniel Vorcaro e a relação do Banco Master com a instituição financeira da capital federal, informa Bela Megale, do jornal O Globo.

Na época do financiamento, concedido em 2021, o parlamentar foi beneficiado com uma taxa de juros de 3,71% ao ano, valor significativamente abaixo da média praticada pelo próprio BRB naquele ano, que girava em torno de 4,85%. Na ocasião, a instituição financeira era presidida por Paulo Henrique Costa, que se encontra hoje preso por envolvimento no esquema de fraudes ligado a Vorcaro.