sábado, 19 de setembro de 2026

Emendas de Bilynskyj levam R$ 2,1 milhões à mesma empresa em sete cidades de SP

 Seis municípios contrataram a EBTS sem licitação; no único pregão, concorrente contesta edital e aponta possível favorecimento

Paulo Bilynskyj destinou emendas a municípios paulistas que contrataram a mesma empresa para fornecer simuladores de tiro; seis aquisições ocorreram sem licitação - Crédito: Pablo Valadares/Agência Câmara

Recursos de emendas parlamentares do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) destinados a sete municípios paulistas acabaram direcionados à mesma empresa, a EBTS (Empresa Brasileira de Tecnologias e Sistemas), para a compra de simuladores virtuais de tiro destinados às guardas municipais. As contratações somam mais de R$ 2,1 milhões.

Segundo reportagem do Metrópoles publicada neste sábado (19), seis das sete prefeituras contrataram a companhia sem licitação. Em São José do Rio Preto, único município que realizou pregão, uma empresa concorrente questionou formalmente o processo e alegou que o edital continha características que favoreceriam a EBTS. Bilynskyj e as administrações municipais negam irregularidades.

As emendas foram enviadas em outubro do ano passado para São Carlos, São Pedro, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra, Cordeirópolis, Araçatuba e São José do Rio Preto. As cinco primeiras cidades receberam R$ 297 mil cada, enquanto Araçatuba e Rio Preto ficaram com R$ 321.750 cada.

Em todos os sete casos, os recursos foram destinados à aquisição de simuladores de tiro fornecidos pela EBTS, empresa sediada em Curitiba.

O proprietário da companhia, Adolfo Jachinski Neto, também aparece em uma investigação, sob sigilo, relacionada à suspeita de fraude em uma licitação milionária da Secretaria da Segurança Pública do Paraná, de acordo com o Metrópoles. A reportagem procurou a empresa e a defesa do empresário, mas não obteve resposta até a publicação.

Comparecimento às urnas vale como Prova de Vida automática no INSS

Voto garante a manutenção de benefícios previdenciários e assistenciais de forma automática, dispensando beneficiários de deslocamentos

Quem votar no dia das eleições terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida

O comparecimento eleitoral é válido para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida.

Governo estuda comprar e perdoar dívidas antigas com descontos de até 97%

 Proposta prevê compra de débitos contraídos principalmente na pandemia e possível cancelamento das dívidas; inadimplência chega a 30% nas operações parceladas do novo Desenrola

Lula durante cerimônia de Anúncio de Medidas de Incentivo à Adimplência, no Palácio do Planalto, em Brasília Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo federal avalia criar uma nova etapa do Desenrola Brasil baseada na compra de dívidas antigas de famílias, sobretudo débitos contraídos durante a pandemia de Covid-19. A proposta em discussão prevê que os credores ofereçam descontos elevados, que podem chegar a 97%, e admite a possibilidade de cancelamento definitivo dos valores após a aquisição pelo poder público.

As informações foram publicadas neste sábado (19) pelo jornal O Globo, que também revelou dados do Fundo Garantidor de Operações (FGO) indicando inadimplência em cerca de 30% das operações parceladas realizadas na mais recente versão do Desenrola.

Segundo os dados obtidos pelo jornal, 5,54 milhões de dívidas foram renegociadas desde o lançamento dessa etapa do programa, em maio. Desse total, 2,25 milhões deram origem a novos empréstimos, enquanto as demais foram quitadas à vista após os descontos.

Entre as operações renegociadas, 30,34% aparecem como inadimplentes neste mês. Considerando o saldo ainda existente na carteira, R$ 1,25 bilhão de um total de R$ 3,3 bilhões deixou de ser pago, proporção equivalente a 37,4%.

O Ministério da Fazenda informou ao Globo que nenhuma operação foi, até agora, coberta pelo FGO. A pasta afirmou também que está verificando os números com as instituições financeiras participantes porque parte dos registros classificados como inadimplentes pode corresponder a operações posteriormente canceladas.

Isso ocorre quando o consumidor fecha a renegociação, mas não paga nem mesmo a primeira parcela. Nesses casos, o novo contrato é desfeito e a dívida original volta a existir.

Golpe continuado, agora, por dentro da Suprema Corte

 É inadmissível que o STF vire lugar de disputas políticas, com ritos relativizados, investigações seletivas e a credibilidade da Corte submetida a interesses eleitorais

       Supremo Tribunal Federal - Crédito: Antonio Augusto/STF

A crise que hoje mantém o STF na UTI, respirando por aparelhos, atinge em cheio o coração do processo eleitoral. A tentativa de desgastar a Corte com foco em Alexandre de Moraes, perseguido pelo campo bolsonarista, encontra forte eco em uma ofensiva política que ultrapassa as fronteiras do país. É incontestável a forte interferência dos EUA no processo eleitoral brasileiro. Este fato ganha veracidade diante de uma revelação que veio a público nesta quinta-feira, 17/09. Reportagens do Estadão e do Correio Braziliense, posteriormente repercutidas por outros veículos, mostram que o governo Trump apresentou ao Brasil, em outubro de 2025, um documento que exigia ingerências diretas na política e na economia do Brasil incluindo a garantia de participação de políticos específicos nas eleições, a compra forçada de aviões da Boeing por empresas nacionais, a intervenção no controle do Banco Central e repasse antecipado de informações estratégicas sobre mineração e preferência para licitações a empresas dos EUA. Considerada pelo Itamaraty uma tentativa de “bullying diplomático”, a proposta foi descartada antes mesmo de virar negociação oficial.

STF forma unanimidade para manter Eduardo Bolsonaro condenado por coação


                Sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Foto: Victor Piemonte/STF

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou unanimidade nesta sexta-feira (18) para manter a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin votaram contra o recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU). A sessão virtual permanece aberta até as 23h59. Com informações da Agência Estado, via UOL.

O relator, Alexandre de Moraes, já havia votado pela rejeição dos embargos de declaração na semana passada. Nesta sexta, os demais ministros acompanharam seu entendimento. O recurso tenta reverter a decisão pela qual a Primeira Turma condenou Eduardo Bolsonaro por unanimidade em junho.

A DPU também sustentou que manifestações de Eduardo poderiam ser consideradas uma confissão espontânea, o que permitiria redução da pena. Moraes rejeitou o argumento e afirmou que o ex-deputado reconheceu fatos, mas não confessou a prática do crime. O relator também afastou a tese de que a atuação estaria protegida pela imunidade parlamentar.

Abin alerta Lula e TSE para risco crítico de interferência dos EUA nas eleições

 Relatório enviado ao governo Lula e ao TSE aponta escalada da atuação de Washington e tentativa de influenciar o ambiente político brasileiro

Lula e Donald Trump  - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Casa Branca

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) classificou como de nível “crítico” o risco representado pela escalada da pressão dos Estados Unidos sobre o Brasil no contexto das eleições de 2026. O diagnóstico consta de um relatório confidencial encaminhado no fim de agosto à Presidência da República, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Ministério da Justiça.

As informações foram reveladas pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo o documento, a inteligência brasileira identifica uma “escalada de pressão sobre o Brasil” e uma “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA”, dentro de um padrão mais amplo de influência de Washington sobre a região.

O relatório associa o movimento à política externa do segundo governo de Donald Trump, voltada à reafirmação da influência dos Estados Unidos na América Latina. Nesse contexto, Washington buscaria limitar o avanço de potências concorrentes, especialmente a China, sobre ativos estratégicos, infraestrutura e relações econômicas na região.