quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Dona do ChatGPT denuncia à PF planos de usuários para matar Lula


O presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A OpenAI alertou a Polícia Federal sobre conversas de ao menos dois usuários do ChatGPT que sinalizaram intenção de atacar ou ameaçar o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. A empresa enviou documentos às autoridades ao identificar o que classificou como possível emergência com risco de morte ou lesão física grave.

No início de outubro, a PF encaminhou o material ao Ministério da Justiça para decisão sobre a abertura de dois inquéritos. Um dos procedimentos trata de suspeitas de ameaça e injúria; o outro apura possível ameaça contra Lula.

Em um dos casos, um homem relatou ao ChatGPT que havia visto Lula em um palco de campanha e disse que tinha vontade de atirar contra o presidente. Ele questionou qual seria a pena se matasse o petista e enviou uma imagem de um ponto que considerava favorável para um ataque.

No alerta, a OpenAI afirmou que o usuário negou possuir arma e disse que não agiria, mas mencionou desejo de usar um fuzil e fez referências a fuga e equipamentos usados em disparos. O mesmo perfil também compartilhou mensagens violentas contra parentes, símbolos nazistas e conteúdo sobre explosivos.

Thiago dos Reis: “A gente vai virar essa eleição”

 Deputado recém-eleito defende mobilização digital para ampliar o alcance de Lula e conquistar eleitores no segundo turno

           Thiago dos Reis  -  Crédito: Reprodução

O deputado recém-eleito Thiago dos Reis afirmou que a disputa nas redes sociais será determinante para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. Em entrevista ao Boa Noite 247, da TV 247, ele avaliou que o campo governista conseguiu mobilizar eleitores nas ruas durante o primeiro turno, mas foi superado pela extrema direita na comunicação digital. Para reverter esse cenário, defendeu uma mudança na atuação de militantes, influenciadores e apoiadores do presidente, com foco na ampliação do alcance das mensagens para além do eleitorado que já apoia Lula.

“Onde a gente levou uma surra foi nas redes. Nas redes sociais a gente perdeu. Então a gente precisa focar nas redes sociais”, declarou Thiago, ao relatar uma reunião com Lula na qual o deputado André Janones apresentou sua avaliação sobre a campanha.

Segundo Thiago, a esquerda chegou ao primeiro turno sem mobilizar todo o seu potencial de comunicação. Ele atribuiu parte desse comportamento à expectativa de que Lula venceria a eleição sem a necessidade de ampliar o envolvimento dos apoiadores. Enquanto isso, afirmou, a extrema direita manteve uma atuação voltada à produção e à circulação de conteúdos nas plataformas digitais.

“A esquerda entrou na eleição como um time de futebol que entra meio assim: ‘Ah, já ganhou’. Não põe o pé em dividida”, comparou. Na avaliação do parlamentar, essa postura contribuiu para que influenciadores, personalidades públicas e eleitores deixassem de participar da campanha durante uma etapa em que a disputa pela atenção dos usuários já estava em andamento.

Satisfação no trabalho chega a 81% e 74% dizem que renda é suficiente, aponta FGV

 Maioria dos trabalhadores brasileiros aprova ocupação atual e declara conseguir arcar com gastos essenciais

     Moedas de reais - Crédito: Reuters/Bruno Domingos

O nível de satisfação dos trabalhadores brasileiros com o seu emprego principal atingiu 81% no trimestre encerrado em setembro de 2026, somando os percentuais dos que se declaram satisfeitos (66,7%) e muito satisfeitos (14,3%), aponta a Sondagem do Mercado de Trabalho divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Além disso, 74,1% dos entrevistados afirmaram que a renda auferida no trabalho tem sido suficiente para cobrir despesas essenciais, como moradia, educação, alimentação ou saúde.

Como Flávio pretende atacar Lula no primeiro debate do 2º turno

       Flávio Bolsonaro e Lula. Foto: Reprodução


O senador Flávio Bolsonaro (PL) prepara uma ofensiva contra o presidente Lula (PT) e o Supremo Tribunal Federal (STF) no debate da Band marcado para domingo (18), primeiro confronto direto entre os dois candidatos na reta final do segundo turno. Com informações de Bela Megale no Globo.

A campanha do candidato do PL definiu como uma de suas linhas de ataque a tentativa de associar Lula aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. A estratégia mira o desgaste e a crise interna da Corte após a revelação de mensagens de Daniel Vorcaro.

Flávio Bolsonaro também espera que Lula aborde o dinheiro que ele pediu e recebeu de Vorcaro para financiar “Dark Horse”, filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O senador pretende repetir que a operação não envolveu irregularidades.

O embate na Band ocorrerá em uma fase decisiva da eleição e colocará frente a frente o presidente, que busca a reeleição, e o senador do PL pela primeira vez no segundo turno.

Capa de divulgação do filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Mãe de Flávio Bolsonaro foi suplente de deputado preso por lavagem de dinheiro


       Rogéria Bolsonaro ao lado dos filhos. Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu o ex-deputado estadual Márcio Canella nesta quinta-feira (15), em desdobramento da Operação Unha e Carne. O político investigado por lavagem de dinheiro mantinha alianças com a família Bolsonaro no Rio de Janeiro e chegou a registrar a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro como sua primeira suplente na chapa majoritária ao Senado.

Rogéria Bolsonaro é mãe do senador Flávio Bolsonaro, do deputado federal Eduardo Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro, além de primeira esposa de Jair Bolsonaro. Publicitária de formação, possui trajetória política na capital fluminense, onde exerceu dois mandatos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro entre os anos de 1993 e 2001.

A entrada de Rogéria na política nacional contou com articulação direta de Flávio para blindar o eleitorado conservador e fortalecer alianças na Baixada Fluminense. A reaproximação da ex-vereadora com o pleito ocorreu após atritos públicos entre o senador e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro no desenho das candidaturas partidárias.

A estratégia da chapa mudou de rota após discussões internas entre Michelle Bolsonaro e Flávio, mas após os desdobramentos das apurações contra Canella. O Partido Liberal optou por remanejar Rogéria da suplência do Senado e lançar sua candidatura formal à Câmara dos Deputados pelo estado do Rio de Janeiro.

Lula convoca militância para seu “exército” no WhatsApp

 Presidente convida apoiadores para canal com 4,4 milhões de seguidores após liberação pelo TSE

            Lula -  Crédito: Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) convocou a militância para ingressar no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), e afirmou que usará o celular da primeira-dama Janja da Silva para participar da comunidade digital. A declaração foi feita em um vídeo ao lado do parlamentar mineiro, gravado após a Justiça Eleitoral autorizar a retomada do funcionamento da página.

Na gravação, o deputado Janones relembrou uma promessa feita anteriormente aos seguidores, citando que, caso a comunidade atingisse a marca de 5 milhões de inscritos, Lula compraria um aparelho de celular próprio para ingressar no canal e dar orientações diretas aos integrantes.

Em tom descontraído, o parlamentar brincou sobre o risco de ser acusado de desinformação caso o compromisso não fosse cumprido pelo presidente da República. “Pessoal, a campanha do nosso adversário está alegando que eu estou distribuindo fake news no canal do Exército Lula. Eu não distribuí nenhuma, mas eu corro o risco de distribuir, porque eu falei lá no último vídeo que eu fiz com esse aqui que, se o canal atingir 5 milhões de inscritos, ele ia comprar um celular. Agora, se ele não fizer isso, aí eu vou ter divulgado uma fake news”, disse Janones.

Reação popular e oposição pressionam contra homenagem a Flávio Bolsonaro em Salvador

 Abaixo-assinado com mais de 140 mil assinaturas e vereadores questionam concessão de honraria ao senador

Flávio Bolsonaro - Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil

A concessão do Título de Cidadão Soteropolitano ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem provocado uma onda de manifestações contrárias em Salvador (BA), reduto eleitoral historicamente associado ao PT, relata Milena Teixeira, do Metrópoles. A Câmara Municipal da capital baiana recebeu milhares de mensagens de protesto por meio da Ouvidoria após o anúncio de que a homenagem será entregue neste sábado (17), durante um evento no Farol da Barra.

Na terça-feira (13), os vereadores aprovaram a transferência da sede do Legislativo municipal para o local da cerimônia, marcada para as 15h. Candidato à Presidência da República, Flávio receberá a honraria durante o evento, que será realizado em um trio elétrico.

A reação à homenagem também se intensificou nas redes sociais, onde um dos abaixo-assinados que pede a revogação do título já contabiliza mais de 140 mil assinaturas. No texto, os organizadores afirmam que a homenagem não representa os valores defendidos por parte da população soteropolitana e questionam a escolha do senador para receber a honraria.

“Como soteropolitanos, estamos profundamente preocupados com a recente concessão de uma honraria a Flávio Bolsonaro, estabelecida por meio da Resolução nº 3.592/2026. Esta decisão surpreendeu muitos, incluindo moradores que acreditam que o senador não representa o povo de Salvador de maneira justa e adequada”, diz um trecho da petição.

Vorcaro comprou jornalismo da Globo, mostram mensagens com executivo


      Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, revelam a relação direta do banqueiro com Frederic Kachar, CEO da Editora Globo, InfoGlobo e Globo Condé Nast.

As conversas mostram que os dois discutiam reportagens sobre o banco, a abordagem editorial dos veículos do grupo e a repercussão das notícias. Os diálogos também explicitam a influência do empresário na cobertura jornalística da Globo.

Em uma conversa de 5 de setembro de 2024, Kachar encaminhou a Vorcaro uma reportagem publicada pelo Valor Econômico, intitulada “Master antecipa meta de PL e mira varejo”.

O texto informava que o patrimônio do banco havia alcançado R$ 4,2 bilhões após aportes e que a instituição admitia a entrada de novos sócios.

Pouco depois de enviar o link, o executivo da Globo perguntou ao banqueiro: “Não vai falar nada rs?”. Vorcaro respondeu com uma avaliação da reportagem, deixando claro que esperava.

Campanha de Lula exige que Meta compense em dobro redução de alcance nas redes

 Petição foi encaminhada ao presidente do TSE, Nunes Marques

               Lula e Nunes Marques - Crédito: Ricardo Stuckert e Antonio Augusto/TSE

A coligação Brasil Pronto Pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, pediu ao ministro-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, providências sobre “seletividade algorítmica” da empresa de tecnologia Meta, bem como a derrubada de rede de 255 perfis de inteligência artificial e a devolução do alcance reduzido injustamente nas plataformas sociais da companhia.

Segundo a coligação, a plataforma descumpre o plano de conformidade que ela própria apresentou ao tribunal. A petição aponta redução de alcance de conteúdos do candidato e de apoiadores e a desativação da conta de anúncios da campanha.

O documento descreve alcance desproporcional de perfis do campo adversário, como o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-RJ). A petição cita uma rede de 255 perfis geridos com IA revelada pela agência Aos Fatos, conteúdos sintéticos mantidos no ar na janela vedada e anúncios irregulares, alguns pagos do exterior.

Na peça, a coligação menciona o assistente Meta AI, que teria se recusado a gerar material do presidente Lula e produzido cartazes do adversário, o candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ).

Alckmin leva alerta do “risco Flávio” ao interior de São Paulo

 Vice-presidente faz ofensiva no interior paulista para mobilizar prefeitos e reforçar apoio a Lula

      Vice-presidente Geraldo Alckmin - Crédito: Cadu Gomes/VPR

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tem feito uma ofensiva junto a aliados no interior paulista para ampliar o diálogo com prefeitos e ex-prefeitos e argumentar que um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) seria um risco para os municípios, relata Vinicius Passarelli, do Metrópoles.

Na sexta-feira (16), Alckmin realizará um “encontro municipalista suprapartidário” em Hortolândia, no interior paulista. O objetivo é iniciar uma mobilização com políticos regionais e usar a rede de relações construída como governador para angariar apoio a Lula na reta final de campanha.

A articulação é conduzida pelo ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbiéri, que também já foi presidente da Associação Paulista de Municípios. Segundo ele, a ideia é fortalecer Alckmin como “porta-voz” das cidades paulistas junto ao governo federal.

Quem é Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio preso pela PF

Delegado e ex-presidente do Detran foi preso pela Polícia Federal na 8ª fase da Operação Unha e Carne

     Marcus Amim - Crédito: Reprodução

O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro e ex-presidente do Detran-RJ, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (15) na 8ª fase da Operação Unha e Carne. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma investigação sobre conexões de agentes públicos com grupos criminosos que atuam no Rio de Janeiro.

Durante a apuração, os investigadores descobriram uma extensa rede de postos de combustíveis localizada no Grande Rio. A estrutura teria movimentado R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro operado com a anuência de políticos.

Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Amim ingressou nos quadros da Polícia Civil em 2002. Ao longo de sua trajetória como delegado, esteve à frente de unidades estratégicas da corporação, incluindo a Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e a 27ª DP (Vicente de Carvalho). Antes de assumir a chefia da Polícia Civil e a presidência do Detran-RJ, ele ganhou notória visibilidade por suas participações em programas de televisão e por sua presença nas redes sociais.

Quaest mostra que migração da 3ª via para Flávio Bolsonaro não é automática e aponta vantagem de Lula entre abstenções

 Migração da terceira via não é automática e aponta divisão do eleitorado, enquanto o presidente Lula lidera entre os que se abstiveram no primeiro turno

       Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

A primeira pesquisa Quaest para o segundo turno da corrida presidencial, divulgada na quarta-feira (14), indica um cenário de forte acirramento na disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT), mais de uma semana após a primeira volta do pleito. O levantamento, contratado por O Globo e TV Globo, mostra um cenário de empate técnico, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com o candidato do PL numericamente à frente, com 46% das intenções de voto, contra 44% do atual chefe do Executivo. Outros 9% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou que não irão votar, enquanto 1% se declara indeciso.

Flávio Bolsonaro teme derrota para Lula no debate da Band e vai em busca do ‘zero a zero’

 QG da campanha do candidato do PL traça metas defensivas e planeja provocações para tentar desestabilizar o presidente Lula

       Lula e Flávio Bolsonaro  -  Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) traçou três metas estratégicas, segundo Malu Gaspar, do jornal O Globo, para o primeiro confronto direto e ao vivo contra o presidente Lula (PT) neste segundo turno das eleições presidenciais, previsto para a noite do próximo domingo (18) no debate promovido pela TV Band.

O encontro marca o primeiro embate direto na televisão entre Lula e Flávio Bolsonaro nesta campanha eleitoral, em um momento em que os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados na liderança das pesquisas de intenção de voto. De acordo com o mais recente levantamento da Quaest, o parlamentar do PL soma 46% da preferência do eleitorado, contra 44% do presidente.

A confirmação da participação de Flávio Bolsonaro no programa da Band ocorreu após um recuo do próprio senador, que decidiu aceitar o embate depois que Lula confirmou presença. A decisão de ir ao estúdio, porém, desperta profunda apreensão entre os aliados do filho de Jair Bolsonaro (PL). A avaliação interna do QG do PL é que Lula possui muito mais experiência, desenvoltura e preparo para enfrentar situações de debate ao vivo. Pesa contra o candidato do PL o histórico de sua participação em um debate anterior promovido pela mesma emissora, em 2016, quando ele disputava a prefeitura do Rio de Janeiro e precisou abandonar o programa no intervalo após sofrer um mal-estar — ocasião em que acabou derrotado na disputa municipal.

Diante do histórico negativo e do favoritismo do adversário no formato de debate, a primeira meta estabelecida pela equipe de Flávio é garantir pelo menos um resultado neutro, qualificado por integrantes de sua campanha como um “zero a zero”. A lógica do comando do PL é defensiva: como o senador ostenta uma ligeira margem numérica sobre Lula, empatar no desempenho da transmissão é suficiente para manter a liderança atual. “Se mantiver tudo do jeito que está, Flávio ainda assim sai na vantagem. Ele só precisa sair no zero a zero”, declarou um influente interlocutor do senador.

Márcio Canella, 2º deputado mais votado do RJ, é preso por lavagem de dinheiro


           O deputado estadual Márcio Canella. Foto: Divulgação/ Alerj

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (15) o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, presidente estadual do União Brasil no Rio de Janeiro. Ele é alvo da oitava fase da Operação Unha e Carne, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro por meio de postos de combustíveis na Região Metropolitana.

Canella obteve 197.178 votos na eleição para deputado estadual e teve a segunda maior votação do Rio de Janeiro. A PF também prendeu o ex-chefe da Polícia Civil fluminense Marcus Amin durante a operação.

Aliado político do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, Márcio Canella lançou-se ao Senado pelo RJ em 2026, tendo Rogéria Bolsonaro, mãe do senador, como sua primeira suplente.

Juristas pedem suspeição de Nunes Marques no TSE após bloqueio do “Exército do Lula”

 Associação Brasileira de Juristas pela Democracia aponta indícios de parcialidade em decisões contra canal de apoio ao presidente e cobra tratamento igualitário

      Nunes Marques - Crédito: Luiz Roberto/TSE

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) deve protocolar nesta quinta-feira (15) um pedido de suspeição por parcialidade contra o ministro Kássio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A iniciativa ocorre após uma sequência de decisões do magistrado que resultaram na suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones e utilizado por apoiadores da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As informações são do jornal O Globo.

A entidade questiona a legalidade das medidas adotadas por Nunes Marques e aponta indícios de tratamento desigual entre as campanhas presidenciais de Lula e Flávio Bolsonaro (PL). O canal de apoio ao petista voltou a funcionar na noite de quarta-feira (14), depois de permanecer bloqueado por determinação judicial.

O pedido será apresentado no âmbito de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que já tramita no TSE, instaurada a partir de uma iniciativa da campanha de Flávio Bolsonaro. A ABJD pretende ingressar no processo na condição de terceira interessada, argumentando que as decisões questionadas ultrapassam os interesses das candidaturas envolvidas e apresentam consequências para a coletividade.

Com aproximadamente dois mil integrantes, a associação sustenta que existe interesse público relevante capaz de justificar sua participação no processo. Conforme uma fonte da entidade ouvida pelo jornal, esse fundamento é necessário porque, em condições normais, a organização não teria legitimidade para atuar diretamente na ação eleitoral.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Eduardo Bolsonaro chama Moraes de “câncer” e rejeita voltar ao Brasil para cumprir pena


                O ex-deputado federal foragido, Eduardo Bolsonaro. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14), em Washington, que não pretende voltar ao Brasil para cumprir a pena de quatro anos e dois meses de prisão à qual foi condenado. A declaração ocorreu durante um evento de gala com a presença do presidente argentino, Javier Milei, segundo a Folha de S.Paulo.

“Eu não vou puxar uma cadeia sendo inocente, não”, declarou Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde 2025. Na quinta-feira passada (8), o ministro Alexandre de Moraes determinou o cumprimento da pena e o cancelamento de seus passaportes.

A condenação de Eduardo Bolsonaro foi decidida por unanimidade pela Primeira Turma do STF, pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento tratou de sua atuação nos Estados Unidos para pressionar o Judiciário brasileiro e interferir na análise da trama golpista. O regime inicial fixado foi o semiaberto.

Durante a conversa com jornalistas, Eduardo voltou a defender a retirada de Moraes do Supremo. “Primeiro a gente vai ter que expurgar esse câncer chamado Alexandre de Moraes da Suprema Corte”, afirmou. Em seguida, associou a saída do ministro à eventual eleição do irmão: “Eu também não vejo o Flávio Bolsonaro presidente conseguindo governar com Moraes na Suprema Corte”.

“A luta social venceu”: Erika Hilton comemora aprovação do fim da 6×1


             A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Foto: Ronny Santos/Folhapress

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma das principais responsáveis por levar a mobilização pelo fim da escala 6×1 ao Congresso, comemorou nesta quarta-feira (14) a aprovação da proposta em dois turnos no Senado. Em vídeo gravado na Casa, ela atribuiu a conquista à organização dos trabalhadores e ao apoio do presidente Lula, além de confrontar os adversários da mudança. “Nós vencemos, a luta social venceu, a voz do povo venceu”, declarou.

Erika dirigiu a comemoração especialmente às pessoas submetidas à jornada de seis dias de trabalho para um de descanso. “É vitória dos trabalhadores, é vitória das mulheres, é vitória de quem está nessa escala desumana”, afirmou. Ao lembrar a resistência enfrentada durante a tramitação, acrescentou: “Riram de nós, debocharam da nossa capacidade, desacreditaram do nosso poder de articulação”.

A parlamentar também destacou a trajetória que construiu ao lado de Rick Azevedo, fundador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), para transformar o esgotamento dos trabalhadores em uma pauta nacional. “Essa luta foi levantada por uma bicha negra de balcão de farmácia e uma travesti que saiu da esquina e se elegeu deputada federal nesse país”, disse. Erika construiu com Rick e o VAT uma proposta de redução da jornada para 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias de trabalho. O texto aprovado pelo Congresso estabelece 40 horas e dois dias de repouso.

Erika reconheceu as dificuldades da negociação e reivindicou o papel das organizações que sustentaram a pressão pela aprovação. “Teve muita conversa, teve muita bucha que a gente teve que engolir, teve muita negociação difícil, mas hoje é um dia que ficará marcado na história do Brasil e do povo brasileiro”, afirmou. Ela citou mulheres, população negra, comunidade LGBT e forças sindicais entre os responsáveis pela conquista e destacou a atuação de Lula ao lado dos trabalhadores.


Após atacar fim da 6×1, Flávio demora quatro horas para entrar na sessão e vota sim


O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) em ato de campanha em Porto Alegre (RS). Foto: Divulgação/Charles Vieira

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, passou cerca de quatro horas sem registrar presença na sessão do Senado que discutiu o fim da escala 6×1 nesta quarta-feira (14). Enquanto os parlamentares debatiam a proposta, ele cumpria agenda de campanha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Depois, participou remotamente e votou a favor nos dois turnos.

As discussões começaram por volta das 16h30, mas Flávio só registrou presença às 20h30. A sessão foi convocada em formato semipresencial, que permite aos senadores votar sem comparecer fisicamente ao Congresso.

O voto favorável veio após meses de resistência à redução da jornada. Em 6 de outubro, Flávio classificou como “oportunista” o debate sobre o fim da escala 6×1 e acusou o presidente Lula de explorar a pauta eleitoralmente. Na véspera da votação, mudou de posição e anunciou que apoiaria o texto por reconhecer a vontade da maioria dos trabalhadores.

Durante os compromissos na capital gaúcha, o candidato não mencionou a proposta em seus discursos. A campanha avaliou que rejeitar uma medida de amplo apoio popular poderia prejudicá-lo na disputa contra Lula, que incorporou o fim da escala 6×1 às suas principais bandeiras.

escala 6x1
Senadores e senadoras comemoram após aprovação da PEC 221/2019 que define o fim da escala 6×1. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

TSE manda bolsonaristas retirarem posts que associam “Marcha para Exu” a ato de Lula


         Fake news bolsonarista que associava ato de Lula à “Marcha de Exu”

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quarta-feira (14) a retirada de sete publicações que usaram imagens de uma manifestação de religiões de matriz africana para espalhar desinformação contra Lula (PT). A liminar da ministra Estela Aranha estabelece prazo de três horas para a remoção pelos responsáveis e pela Meta, dona de Instagram, Facebook e Threads.

Entre os alvos da representação estão os deputados federais Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC), além dos vereadores Fernando Emílio (PL-RS) e Dárcio Bracarense (PL-ES). A medida atende parcialmente a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que representa a candidatura de Lula.

O vídeo foi apresentado falsamente como se tivesse sido gravado na manifestação em apoio ao presidente realizada no domingo (11), na Avenida Paulista. As imagens, porém, são da 4ª Marcha para Exu, realizada em 16 de agosto, no mesmo local. O evento religioso não tinha relação com a campanha presidencial.


Kassio Nunes Marques manda reativar canal “Exército do Lula” no WhatsApp


       Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Reprodução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, mandou reativar na noite desta quarta-feira (14) o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que havia saído do ar na terça-feira (13). A ferramenta, administrada pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), reúne mais de 4 milhões de inscritos.

Nunes Marques determinou ao Facebook, representante do WhatsApp, que “providencie imediatamente o restabelecimento integral do funcionamento do referido canal, inclusive quanto à possibilidade de novas publicações e de ingresso de seguidores”. O canal voltou a funcionar após a decisão.

Antes da suspensão, o presidente do TSE havia reconhecido o registro do canal pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele também afirmou que a página poderia retomar as atividades depois do prazo de 48 horas estabelecido por resolução da Corte Eleitoral.

Janones usa o canal para divulgar áudios, vídeos e orientações aos apoiadores de Lula. A página se tornou um dos instrumentos de comunicação digital da campanha no segundo turno.

“Exército do Lula”: canal de Janones contra com mais de 4,3 milhões de seguidores

Em vitória do governo Lula e dos trabalhadores, Senado aprova o fim da escala 6×1


Plenário do Senado durante votação do fim da escala 6×1. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O Senado aprovou por 75 votos favoráveis e 1 contrário nesta quarta-feira (14) a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. O resultado representa uma conquista dos trabalhadores e do governo Lula, que incorporou a reivindicação à sua agenda e articulou sua tramitação. O texto garante dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte salarial.

A mudança dá continuidade a uma luta de décadas. Em 1988, a Constituição reduziu o limite semanal de 48 para 44 horas. Em 1995, o então deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentou a PEC 231, propondo uma jornada máxima de 40 horas. Em 2019, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) protocolou a PEC 221, votada hoje, originalmente destinada a reduzir o teto para 36 horas semanais em dez anos.

A reivindicação ganhou novo impulso em 2023, quando Rick Azevedo, então balconista de farmácia, publicou um vídeo sobre o esgotamento causado pela escala 6×1. O relato encontrou identificação entre trabalhadores e deu origem ao movimento Vida Além do Trabalho (VAT). A mobilização reuniu assinaturas e ganhou uma frente parlamentar com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que construiu com Rick e o movimento uma proposta de 36 horas semanais distribuídas em quatro dias.

O governo Lula passou a defender a mudança e lançou uma campanha nacional pelo fim da escala 6×1 sem redução salarial. Na reta final da tramitação, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), conduziu a articulação para acelerar a análise e permitir as duas votações no mesmo dia. A pressão dos trabalhadores e dos movimentos encontrou, assim, apoio político para avançar no Congresso.

Índice de rejeição de Flávio Bolsonaro supera o de Lula, mostra Quaest

 De acordo com a pesquisa, 91% dos eleitores afirmam que já decidiram seu voto para o segundo turno

                   Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

 O candidato à Presidência da República pela extrema direita brasileira, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), registra 54% de rejeição entre os eleitores, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 53%, mostrou a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14). A diferença de um ponto percentual entre os candidatos está dentro da margem de erro de dois pontos. O levantamento também revela que 91% dos entrevistados consideram definitiva sua escolha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, enquanto 9% admitem a possibilidade de mudar de candidato.

O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A Quaest estabeleceu um nível de confiança de 95% e registrou a pesquisa na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026. Os resultados mostram que os dois candidatos enfrentam índices de rejeição superiores à metade do eleitorado consultado.

De acordo com os dados divulgados pela Quaest, os percentuais de rejeição são:

    ●    Flávio Bolsonaro (PL): 54%

    ●    Lula (PT): 53%

A diferença de um ponto percentual não representa uma distância estatisticamente significativa entre os dois concorrentes. Considerando a margem de erro, a rejeição ao senador pode oscilar entre 52% e 56%, enquanto a do presidente pode variar de 51% a 55%.