O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14), em Washington, que não pretende voltar ao Brasil para cumprir a pena de quatro anos e dois meses de prisão à qual foi condenado. A declaração ocorreu durante um evento de gala com a presença do presidente argentino, Javier Milei, segundo a Folha de S.Paulo.
“Eu não vou puxar uma cadeia sendo inocente, não”, declarou Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde 2025. Na quinta-feira passada (8), o ministro Alexandre de Moraes determinou o cumprimento da pena e o cancelamento de seus passaportes.
A condenação de Eduardo Bolsonaro foi decidida por unanimidade pela Primeira Turma do STF, pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento tratou de sua atuação nos Estados Unidos para pressionar o Judiciário brasileiro e interferir na análise da trama golpista. O regime inicial fixado foi o semiaberto.
Durante a conversa com jornalistas, Eduardo voltou a defender a retirada de Moraes do Supremo. “Primeiro a gente vai ter que expurgar esse câncer chamado Alexandre de Moraes da Suprema Corte”, afirmou. Em seguida, associou a saída do ministro à eventual eleição do irmão: “Eu também não vejo o Flávio Bolsonaro presidente conseguindo governar com Moraes na Suprema Corte”.

O ex-deputado também afirmou ter aprovado o que descreveu como uma rejeição do PL a uma tentativa de acordo com Moraes. A versão foi apresentada por Eduardo, sem demonstração do suposto entendimento na reportagem. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, já havia negado a existência de um acordo político para proteger ministros do STF.

O ex-deputado também afirmou ter aprovado o que descreveu como uma rejeição do PL a uma tentativa de acordo com Moraes. A versão foi apresentada por Eduardo, sem demonstração do suposto entendimento na reportagem. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, já havia negado a existência de um acordo político para proteger ministros do STF.
Apesar de manifestar confiança no irmão, Eduardo reconheceu que a disputa contra Lula permanece aberta. “Flávio está ciente de que não tem nada ganho. A campanha dele está se movimentando novamente para colocar o pessoal energizado nas redes, e isso é muito positivo”, declarou. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
No mesmo evento, Milei chamou Lula de “ditador comunista” e declarou apoio a Flávio Bolsonaro e a Jair Bolsonaro. Eduardo abraçou o presidente argentino e, em seu discurso, apresentou uma eventual vitória do irmão como o primeiro passo para a libertação do pai, a quem chamou de “preso político”.
Fonte: DCM

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