quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Fachin revoga relatoria de Moraes do inquérito das fake news e mantém pena de golpistas

 A revogação vale apenas para atos cometidos a partir de 09/09/2026

Edson Fachin  - Crédito: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, revogou nesta quarta-feira (9) a relatoria do ministro do STF Alexandre de Moraes para o inquérito das fake news.

“O Presidente revoga a designação do ministro Alexandre de Moraes para a condução do inquérito instaurado pela Portaria n.º 69, de 14 de março de 2019”, diz a nota.

“A revogação tem efeitos, exclusivamente, a partir da data de 09.09.2026, preservando, assim, os atos regularmente praticados durante o período de vigência da designação, ressalvada eventual apreciação pelas vias processuais próprias. As ações penais conexas ao Inquérito 4781 com denúncia recebida seguirão o rito processual já em curso”, ponderou Fachin.

Fonte: Brasil 247

Dino afirma que interferência de Mendonça na PF interessa aos investigados no caso Dark Horse

 Ministro do STF suspende decisão de André Mendonça que retirou Andrei Rodrigues e Leandro Almada da direção da Polícia Federal

Flávio Dino avança na apuração sobre a produtora de Dark Horse enquanto o braço envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro segue sob relatoria de André Mendonça
Crédito: IA

 O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a interrupção dos trabalhos de direção da Polícia Federal favorece, objetivamente, os investigados no âmbito de apurações sensíveis, entre elas as relacionadas ao filme Dark Horse. A declaração consta da decisão em que Dino determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da PF e de Leandro Almada ao comando da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.

O ministro analisou um pedido de tutela de urgência apresentado por Andrei Rodrigues contra a decisão do ministro André Mendonça, que havia determinado seu afastamento da direção da PF e também o de Leandro Almada. Segundo Dino, a medida de Mendonça interferia em investigações sob sua relatoria e comprometia o funcionamento regular da Polícia Federal.

“Não se afirma o caráter doloso da conduta de qualquer agente público, mas é evidente que, objetivamente, a interrupção dos trabalhos de direção de investigações policiais interessa, sobretudo, aos investigados”, escreveu Dino. “Do mesmo modo, a semeadura de nulidades processuais, decorrentes do descumprimento de formalidades legais essenciais, embaraça a adequada conclusão dos processos penais”, acrescentou.

Partido Novo não tem legitimidade para pedir afastamento do chefe da PF, afirma Dino em decisão

 Ministro do STF suspendeu o afastamento do diretor-geral da PF ao apontar ilegalidade em pedido formulado por partido político

Decisões de Flávio Dino revelam suspeitas de fraudes em licitações, uso de emendas parlamentares, obstrução de Justiça e atuação irregular de policial federal em investigação sobre homicídio no Maranhão
Crédito: Gustavo Moreno/STF

O partido político Novo não possui legitimidade para requerer medidas cautelares de natureza penal em investigações criminais ou processos penais, de modo que pedidos dessa ordem não podem resultar no afastamento de autoridades públicas, afirma o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão expedida pela Corte. Ao analisar a Petição (PET) 16.669, o magistrado deferiu medida liminar de urgência para anular a suspensão e determinar a imediata reintegração de Andrei Augusto Passos Rodrigues ao cargo de Diretor-Geral da Polícia Federal, além de restabelecer o delegado Leandro Almada da Costa na chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.

A decisão de Dino reverte a determinação proferida anteriormente pelo ministro André Mendonça na PET 16.662, que atendeu a um requerimento feito diretamente pelo Partido Novo para afastar a cúpula da Polícia Federal. Segundo a fundamentação do relator, o Código de Processo Penal (CPP) é taxativo e exclui grêmios partidários do rol de sujeitos legitimados a pleitear medidas cautelares pessoais na esfera criminal, como a suspensão de função pública prevista no artigo 319, inciso VI, do CPP.

Entenda a decisão de Dino que reverteu afastamento do diretor-geral da PF

 Ministro do STF anulou a suspensão dos cargos de Andrei Rodrigues e Leandro Almada por ilegitimidade do Partido Novo e usurpação de competência do Plenário

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino – 9 de setembro de 2025 (Crédito: Gustavo Moreno/STF)


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu uma tutela provisória de urgência para reverter o afastamento de Andrei Augusto Passos Rodrigues dos cargos de Delegado e Diretor-Geral da Polícia Federal, bem como de Leandro Almada da Costa dos postos de Delegado e Diretor de Inteligência Policial da corporação. A decisão, tomada no âmbito da Petição (PET) 16.662 e da PET 16.669, determinou o retorno imediato dos dois delegados às suas funções e ordenou a restauração das atividades da Diretoria de Inteligência Policial. A medida invalida a determinação monocrática anterior do ministro André Mendonça.

Mendonça passa a ter mais críticas que apoio nas redes após interferir na PF

 Rejeição ao ministro chegou a 52,8% após afastamento de Andrei Rodrigues, aponta monitoramento da Ativaweb DataLab

André Mendonça  - Crédito: Antonio Augusto/STF

 O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), passou a registrar mais manifestações negativas do que apoio nas redes sociais pela primeira vez desde o agravamento da crise interna na Corte. A mudança ocorreu após o magistrado determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ampliou o desgaste digital em torno de sua atuação. Os dados constam de relatório da Ativaweb DataLab divulgado pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

O levantamento identificou, apenas na terça-feira (8), 3,6 milhões de novos registros relacionados à crise envolvendo integrantes do Supremo, autoridades do governo, a Polícia Federal e personagens ligados ao caso Banco Master.

Segundo o monitoramento, 52,8% das manifestações que mencionaram Mendonça foram negativas. As interações favoráveis representaram 33,5%, enquanto 13,7% foram classificadas como neutras.

Nikolas Ferreira é processado em R$ 200 mil por discriminação racial após vídeo na internet

 Ação judicial acusa parlamentar de reforçar estereótipos preconceituosos ao associar jovem negro à prática de crime

Nikolas Ferreira  - Crédito: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) tornou-se réu em uma ação judicial que envolve acusações de discriminação racial e pede uma indenização de R$ 200 mil. O processo foi ajuizado no dia 22 de agosto pelo advogado Ribamar Santos Oliveira Machado, informa Fábia Oliveira, do Metrópoles.

A ação teve origem após a publicação de um vídeo no perfil do parlamentar na rede social Instagram. Na gravação, que abordava o tema da segurança pública, o deputado encenava uma situação na qual um jovem negro aparecia correndo com um telefone celular nas mãos, enquanto ao fundo era tocado o áudio de uma denúncia de furto.

Na sequência da encenação, Nikolas Ferreira questionava o jovem. O ator respondia que tinha 16 anos e afirmava ter praticado o furto do aparelho com o objetivo de “comprar uma cerveja”.

Mendonça restringe relatórios e impõe limite à Inteligência da PF

 A determinação proíbe a produção desse tipo de documento inclusive quando sua circulação estiver limitada ao ambiente interno da corporação

André Mendonça  - Crédito: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Rosinei Coutinho/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão da produção, elaboração e circulação interna de relatórios de inteligência da Polícia Federal destinados a analisar atos de magistrados, integrantes da advocacia pública e policiais judiciários no exercício de suas funções constitucionais.

Segundo o Metrópoles, a medida integra a mesma decisão em que Mendonça afastou preventivamente Andrei Augusto Passos Rodrigues dos cargos de delegado e diretor-geral da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa das funções de delegado e diretor de Inteligência Policial.

A determinação proíbe a produção desse tipo de documento inclusive quando sua circulação estiver limitada ao ambiente interno da corporação. O ministro sustentou que relatórios identificados no caso ultrapassaram os limites da atividade de inteligência policial e avançaram sobre funções de controle que não caberiam à Diretoria de Inteligência Policial.

Mendonça afirmou que os documentos chegaram a autorizar “monitoramento e coleta dirigida” de autoridades. Na avaliação dele, a prática poderia configurar uma atuação incompatível com as atribuições institucionais da inteligência policial.

O ministro classificou esse tipo de expediente como possível “arapongagem institucional” e sustentou que a continuidade da produção dos documentos exigia resposta judicial imediata.

Na decisão, Mendonça também apontou risco de que novos relatórios semelhantes fossem produzidos. Segundo o magistrado, “o risco de que continuem sendo produzidos” documentos com esse teor justificava “providência judicial imediata”.

Para 47,9%, relação com Vorcaro reduz chance de voto em Flávio Bolsonaro, diz Meio/Ideia

 Pesquisa mostra impacto negativo do caso Dark Horse sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro

Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução

A relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro tem potencial de desgaste eleitoral para a candidatura presidencial do parlamentar em 2026, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9).

De acordo com levantamento, 47,9% dos entrevistados afirmaram que a ligação entre Flávio e Vorcaro diminui a chance de votarem no senador. Outros 32,2% disseram que a informação não altera sua disposição de voto, enquanto 9,3% declararam que o episódio aumenta a chance de apoio ao candidato. Já 10,7% não souberam ou não responderam.

O resultado indica que o caso envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia ficcional de Jair Bolsonaro, se tornou um fator relevante no debate eleitoral. A produção passou a ser alvo de questionamentos sobre a origem do financiamento e a destinação dos valores arrecadados.

Suspeita de ato criminoso: comitê de campanha de Tabata Amaral sofre princípio de incêndio em São Paulo

 Equipe da candidata à reeleição registrou boletim de ocorrência após identificar movimentações suspeitas e garrafa com resíduo de combustível no local

Tabata Amaral - Crédito: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A campanha da deputada federal Tabata Amaral (PSB), candidata à reeleição para a Câmara dos Deputados, registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil após a constatação de um princípio de incêndio na área externa do seu comitê central de campanha, localizado na zona sul da capital paulista. A equipe da parlamentar suspeita que o episódio tenha motivação criminosa, destacando que a estrutura do imóvel vinha sendo monitorada por estranhos horas antes da ocorrência, registrada na noite do último domingo (6), informa Vinicius Passarelli, do Metrópoles.

De acordo com as informações detalhadas pela equipe de segurança do local, a movimentação atípica teve início por volta das 18h50, quando dois homens foram capturados pelas câmeras do circuito interno de monitoramento parados diretamente em frente ao imóvel, observando a estrutura do comitê.

Lula é aprovado por 46,5% e desaprovado por 48,4%, diz Meio/Ideia

 Levantamento indica estabilidade na avaliação do governo, com variações dentro da margem de erro em relação a agosto

Presidente Lula  - Crédito: Ricardo Stuckert/PR

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue estável, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9). O levantamento mostra que 46,5% dos eleitores aprovam a gestão federal, enquanto 48,4% desaprovam a forma como o presidente conduz o trabalho no Executivo.

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas com mais de 16 anos entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Na comparação com a rodada anterior, realizada em agosto, a aprovação do governo oscilou de 48,5% para 46,5%. Já a desaprovação passou de 49% para 48,4%. Como as mudanças ocorreram dentro da margem de erro, o resultado aponta para um quadro de estabilidade na percepção dos eleitores sobre a administração Lula.

Lula e Flávio Bolsonaro estão empatados no 1º e 2º turnos, diz Meio/Ideia

Levantamento mostra presidente com 38,4% contra 37,3% do senador no primeiro turno; em eventual segundo turno, ambos aparecem com 46%

                 Lula e Flávio Bolsonaro   - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

A disputa pela Presidência da República em 2026 aparece novamente apertada em levantamento divulgado nesta quarta-feira. Pesquisa Meio/Ideia mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) empatados tecnicamente tanto no primeiro turno quanto em uma simulação de segundo turno.

No cenário de eventual segunda rodada entre os dois principais nomes testados, Lula e Flávio aparecem com 46% das intenções de voto cada. O resultado representa o pior desempenho do presidente contra o candidato do PL no levantamento desde o início de maio.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada no início de agosto, Lula oscilou 2,5 pontos percentuais para baixo, dentro do limite da margem de erro, que é de 2,5 pontos para mais ou para menos. Flávio Bolsonaro, por sua vez, avançou três pontos percentuais: tinha 43% e agora alcança 46%. Brancos e nulos somam 3,5%, enquanto 4,5% dos entrevistados não souberam responder.

O resultado interrompe um período em que Lula mantinha vantagem numérica mais confortável sobre Flávio nas simulações de segundo turno. Na rodada anterior, o petista havia registrado a segunda maior distância sobre o senador desde janeiro. Agora, o cenário volta a indicar uma disputa no limite da margem de erro, em meio ao desgaste provocado por investigações envolvendo Lulinha e pela crise no Supremo Tribunal Federal (STF), explorada politicamente pela oposição.]

TRE confirma candidatura de Deltan, mas aplica multa de R$ 100 mil

Deltan foi multado por ter juntado documentos no processo sigilosos do ministro Zanin. PT promete recorrer ao TSE sobre elegibilidade

Foto: Reprodução Redes Sociais

O julgamento sobre a elegibilidade de Deltan Dallagnol (Novo) seguiu o script que muitos já desenhavam dentro e fora do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE) — um placar extremamente apertado. Mas ninguém arriscada para que lado.

Por 4 votos a 3, a maioria dos juízes eleitorais endossaram a candidatura de Deltan ao Senado Federal no pleito de outubro.

A partir da publicação do acórdão, que deve ocorrer já nesta quarta-feira (9), o PT, que questionou o registro do ex-procurador da Lava Jato, terá até três dias para embargar a decisão no próprio TRE ou recorrer diretamente ao Tribunal Superior Eleitoral. A estratégia será definida nas próximas 48 horas.

O PT, que questionou o registro do ex-procurador da Lava Jato, prometeu recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral — que não tem data para julgar o caso.

A surpresa durante o julgamento ficou por conta da multa pesada imposta pelo presidente da Corte Eleitoral, Luciano Carrasco Falavinha, no valor de R$ 100 mil por ato temerário — que foi acompanhada pelos demais julgadores.

Dino derruba ordem de Mendonça e manda Andrei Rodrigues voltar à PF


      Flávio Dino, ministro do STF. Foto: reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal nesta quarta-feira (9). A decisão devolve a Rodrigues o comando da corporação.

Dino também determinou a volta de Leandro Almada da Costa à Diretoria de Inteligência Policial da PF. Almada ocupava a função antes do afastamento.

A ordem de Dino derruba o entendimento do ministro André Mendonça, que havia determinado o afastamento dos dois delegados.

Andrei Rodrigues e Leandro Almada da Costa devem reassumir, respectivamente, os postos de diretor-geral e diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal.


Na decisão, Dino também destacou que Mendonça se encontrou com Vorcaro, tornando a decisão de interferência do ministro bolsonarista ainda “mais grave”. “Segundo noticiado, essa reunião teria ocorrido, inclusive, por intermediação de outros agentes que figuram em investigações em curso no Poder Judiciário”, explicou.



Decisão restabelece comando da Polícia Federal

A direção-geral da PF coordena a corporação em âmbito nacional. Já a Diretoria de Inteligência Policial integra a estrutura responsável pela área de inteligência da instituição.

Com a decisão do STF, Rodrigues retorna à chefia máxima da Polícia Federal, enquanto Almada volta ao setor de Inteligência Policial.

O afastamento havia retirado os dois delegados de suas funções por determinação de André Mendonça. Dino adotou posição contrária e restabeleceu os cargos.

A determinação alcança os dois postos ocupados pelos delegados e reverte o efeito da decisão anterior que os afastou da Polícia Federal.


terça-feira, 8 de setembro de 2026

Haddad diz que crise no STF já influencia eleição e cobra fim de sigilos do caso Master

 Candidato diz que divulgação “a conta-gotas” do caso Master pode interferir no pleito e cobra transparência

                Fernando Haddad  -  Crédito: Diogo Zacarias / Divulgação

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (8) que a crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e as investigações relacionadas ao Banco Master já exerce forte influência sobre o processo eleitoral. Ele defendeu a abertura completa dos sigilos das apurações e alertou para o risco de informações relevantes surgirem às vésperas da votação.

Em entrevista ao canal Bacci Notícias, no YouTube, segundo o jornal O Estado de São Paulo, Haddad criticou a divulgação fragmentada de informações das investigações e argumentou que a sociedade deveria ter acesso ao conjunto dos fatos antes de decidir o voto.

“Não vejo outra solução (que não a abertura completa dos sigilos)”, afirmou Haddad.

O petista disse que a eleição já está sendo “muito” influenciada pelo caso e questionou quem detém o controle sobre a divulgação das informações das investigações.

“Está na mão de quem isso, quem decide o que vaza e o que não vaza? A população vai saber (do caso) a conta-gotas? E se quem controla o conta-gotas é uma pessoa falível?”, questionou.

AGU acusa Mendonça de invadir poder de Lula e pede volta de Andrei à PF


O advogado-geral da União, Jorge Messias e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin. Foto: Antonio Augusto/STF

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão imediata da decisão de André Mendonça que afastou preventivamente Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal e Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência. Na petição, assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, o governo sustenta que a medida produziu “grave lesão à ordem pública e administrativa” e invadiu uma atribuição constitucional do presidente Lula. Com informações do g1.

Mendonça afastou os dois delegados ao concluir que havia elementos suficientes para uma medida cautelar enquanto são investigados os chamados relatórios de inteligência produzidos dentro da PF. Na decisão, o ministro afirma que documentos elaborados entre 3 e 31 de agosto teriam submetido ele próprio e Messias a “monitoramento” e “coleta dirigida”, além de avaliar decisões judiciais, a atuação da AGU e o trabalho de policiais. Um dos relatórios reconhecia que determinada cadeia de inferências tinha “confiança agregada baixa”, mas registrava que ela autorizaria “monitoramento e coleta dirigida”.

A decisão de Mendonça continua em vigor. A Segunda Turma chegou a formar três votos pelo referendo da cautelar, com o relator, Luiz Fux e Nunes Marques, mas Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento. É nesse intervalo que a AGU tenta obter de Fachin a suspensão da medida antes da conclusão da análise pelo colegiado.

AGU diz que Mendonça invadiu prerrogativa exclusiva de Lula

O principal argumento da AGU é que a escolha, a nomeação e a exoneração do diretor-geral da Polícia Federal integram as competências do chefe do Executivo. Segundo o órgão, a legislação estabelece como requisito para o posto que ele seja ocupado por delegado federal de classe especial, mas reserva ao presidente da República a decisão sobre quem exerce o comando da corporação. Para o governo, uma decisão judicial que retira o diretor do cargo atinge diretamente essa prerrogativa.

Mendonça adota uma interpretação oposta. Na decisão de 33 páginas, o ministro afirma que o afastamento cautelar encontra fundamento no Código de Processo Penal, na nova legislação disciplinar das carreiras policiais e, “em tese”, na Lei das Organizações Criminosas. Ele argumenta que a posição hierárquica dos dois delegados lhes permitiria acesso a informações, sistemas e relações institucionais capazes de interferir nas próprias apurações que terão de investigar a produção dos documentos.

Quaest: veja como Lula e Flávio se saem no segundo turno em SP, DF, RJ, MG e PE

 Levantamento expõe contrastes regionais na disputa entre o presidente e o senador do PL 

         Lula e Flávio Bolsonaro  -  Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Agência Senado

 A mais recente rodada estadual da pesquisa Quaest mostra cenários bastante distintos para um eventual segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O senador aparece numericamente à frente em São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio de Janeiro, embora nos dois últimos haja empate técnico. Em Pernambuco, Lula estabelece ampla vantagem sobre o adversário.

Os levantamentos foram encomendados pela Globo e divulgados nesta terça-feira (8). As pesquisas foram realizadas entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais em São Paulo e de três pontos nos demais estados, sempre para mais ou para menos.

Marina e Tebet lideram corrida ao Senado em SP, diz pesquisa


      Marina Silva e Simone Tebet. Foto: Reprodução

A ministra Marina Silva (Rede) lidera a disputa por uma vaga no Senado em São Paulo, com 34,9% das citações, seguida pela ministra Simone Tebet (PSB), que soma 32,7%, segundo pesquisa Futura/100% Cidades divulgada nesta terça-feira (08).

O levantamento considera a escolha dos eleitores paulistas para as duas cadeiras que o estado elegerá ao Senado em 2026. Todos os estados e o Distrito Federal renovarão duas vagas na Casa nesta eleição.

A diferença entre Marina e Tebet é de 2,2 pontos percentuais. Os percentuais divulgados reúnem as opções indicadas pelos entrevistados para o primeiro e o segundo voto.

Na consulta, a Futura/100% Cidades perguntou aos eleitores em quem votariam para cada uma das vagas. O instituto consolidou as respostas para chegar aos índices de cada nome.
Intenção de votos para o Senado em SP. Foto: Futura/100% Cidades

Pesquisa ouviu 1.600 eleitores em São Paulo

A Futura/100% Cidades entrevistou 1.600 eleitores no estado de São Paulo entre 2 e 4 de setembro de 2026. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,4 pontos percentuais.

O instituto registrou o levantamento no Tribunal Superior Eleitoral sob os números BR-06720/2026 e SP-00152/2026. A Futura Consultoria e Assessoria financiou a pesquisa, que teve custo informado de R$ 128 mil.

Fonte: DCM

‘Afastamento de Andrei Rodrigues é um prêmio para criminosos do Master’, dispara Gleisi

A candidata ao Senado pelo estado do Paraná criticou o ministro do STF André Mendonça

       Gleisi Hoffmann, André Mendonça (direita, em cima) e Andrei Rodrigues

Crédito: Reprodução/Instagram I Rosinei Coutinho/STF I José Cruz/Agência Brasil


Candidata ao Senado pelo estado do Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça nesta terça-feira (8) após o magistrado determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), André Rodrigues. 

O magistrado anunciou a decisão em um contexto no qual estão sendo feitas mais apurações para descobrir mais detalhes da relação de ministros da Corte com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso atualmente por envolvimento em um esquema bilionário de fraudes financeiras. 

“Afastá-lo do cargo, como fez André Mendonça, é proteger e premiar os criminosos do Master, do INSS, da Carbono Oculto e dos traficantes de drogas que a PF combateu como nunca no governo do presidente Lula”, escreveu Gleisi na rede social X. 

Conforme a candidata, “quem investigou os crimes de Daniel Vorcaro e prendeu a quadrilha do Master foi a Polícia Federal comandada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues”. 

Em sua postagem, Gleisi também cobrou investigação sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, e o ex-banqueiro.

Ao criticar o senador da extrema direita, a candidata citou o escândalo do filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL). 

“Ao invés de afastar quem investigou e prendeu, André Mendonça tem de abrir o sigilo de toda a investigação envolvendo o banco Master e Vorcaro, inclusive tudo que já foi descoberto sobre as ligações com Flávio Bolsonaro e sua família. Sobre os milhões de Vorcaro para o filme Dark Horse”. 

Afastado por Mendonça, delegado da PF denunciou esquema ilegal de Bolsonaro, Anderson Torres e PRF na Bahia

 Leandro Almada também teve participação central nas investigações sobre o assassinato de Marielle Franco

            Leandro Almada da Costa  - Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento preventivo cautelar do delegado da Polícia Federal Leandro Almada da Costa do cargo de Diretor de Inteligência Policial (DIP) da PF. A medida, que também atingiu o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues. Almada foi peça-chave em investigações de expressivo impacto político, denunciando tentativas de interferência eleitoral no governo de Jair Bolsonaro (PL) e atuando de forma decisiva na elucidação do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A atuação mais marcante do delegado no enfrentamento a ingerências políticas deu-se durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2022, quando chefiava a Superintendência Regional da PF na Bahia. Em depoimento prestado à Polícia Federal em maio de 2023, Almada revelou os bastidores de uma reunião realizada às vésperas do pleito, na qual o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, acompanhado do então diretor-geral da PF, Márcio Nunes, tentou compelir a Polícia Federal a realizar operações ostensivas conjuntas com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

VÍDEO – Nikolas ataca Anitta e a chama de “cabo eleitoral da esquerda”


     Nikolas Ferreira e Anitta. Foto: Reprodução

O deputado federal Nikolas Ferreira atacou a cantora Anitta durante entrevista ao “Show do Bacci”, no YouTube, e afirmou que ela se tornou um “cabo eleitoral da esquerda”. O parlamentar mineiro também questionou a qualidade das músicas da artista e disse que não a considera uma representante da alta cultura.

A conversa ocorreu na segunda (7), quando o apresentador Luiz Bacci perguntou a opinião do deputado sobre Anitta. “Nós estamos falando de artista. Anitta não é considerada artista. Pelo amor de Deus”, respondeu Nikolas.

Na sequência, o deputado tentou diferenciar sua crítica da avaliação sobre a capacidade vocal da cantora. “Ela tem a arte dela, mas eu, Nikolas, eu sou músico, beleza, eu admiro músicas boas. Anitta é afinada? É afinada, mas eu não posso considerar uns ‘trem’ que ela faz de música ou de alta cultura”, afirmou.

Bacci perguntou se Anitta seria afinada sem recursos de produção musical. Nikolas disse não saber e comparou apresentações de outras cantoras, citando Alcione e Ana Castela: “A diferença é brutal”.

Nikolas associou Anitta à esquerda e citou patrocínios de bets

Ao ser pressionado pelo apresentador a definir o que Anitta seria, caso não fosse artista, Nikolas associou a cantora à atuação política. “Pra mim ela se tornou um cabo eleitoral da esquerda porque ganha com isso”, declarou.

O deputado também acusou Anitta de hipocrisia por criticar empresas de apostas enquanto eventos ligados a ela recebem patrocínio dessas marcas. “Ficou falando contra bet, mas os eventos dela são tudo patrocinado por bet”, disse.

TRE marca para a sessão de hoje o registro da candidatura de Deltan

A sessão começa às 14h. A inclusão do processo de Deltan na pauta desta terça, feriado em Curitiba, pegou alguns desembargadores eleitorais de surpresa.

Foto: Reprodução Redes Sociais

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE), desembargador Luciano Carrasco Falavinha, marcou para a sessão extraordinária desta terça-feira (8) o julgamento do registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) — que concorre a uma vaga no Senado.

A sessão começa às 14h. A inclusão do processo de Deltan na pauta desta terça, feriado em Curitiba, pegou alguns desembargadores eleitorais de surpresa.

O Blog Politicamente conversou em off com alguns membros da Corte eleitoral que confirmaram a “surpresa”.

Há dois pareceres do Ministério Público Eleitoral pela candidatura de Deltan. A primeira a votar, na sessão de hoje, será a desembargadora Vanessa Jamus — a relatora do processo.

Onze diretores da PF declaram ‘total apoio’ a Andrei Rodrigues e colocam cargos à disposição após interferência de Mendonça

 Cúpula da corporação repudiou acusações contra o diretor-geral afastado e diz que decisão de André Mendonça é motivada por interesses políticos-eleitorais

                  Andrei Rodrigues  - Crédito: Andressa Anholete/Divulgação

 A cúpula da Polícia Federal reagiu em bloco ao afastamento do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, determinado nesta terça-feira (8) pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Em nota pública, os diretores da PF declararam “total apoio” a Rodrigues e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada, e colocaram seus cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad.

O comunicado foi publicado poucas horas depois da decisão de Mendonça e representa uma manifestação institucional de respaldo ao comando afastado, em meio à escalada da crise provocada pela intervenção do ministro do STF na direção da Polícia Federal.

No texto, os diretores afirmam repudiar tentativas de atribuir a Andrei Rodrigues, a Leandro Almada ou à própria PF uma conduta irregular. “Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas”, diz a nota.

A manifestação também classifica os ataques sofridos pela corporação como “injustificados” e afirma que narrativas “marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais” não seriam capazes de apagar a trajetória profissional dos delegados atingidos pela decisão e pelas acusações. “Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja”, afirmaram os diretores.