quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Para 47,9%, relação com Vorcaro reduz chance de voto em Flávio Bolsonaro, diz Meio/Ideia

 Pesquisa mostra impacto negativo do caso Dark Horse sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro

Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro - Crédito: Reprodução

A relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o empresário Daniel Vorcaro tem potencial de desgaste eleitoral para a candidatura presidencial do parlamentar em 2026, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9).

De acordo com levantamento, 47,9% dos entrevistados afirmaram que a ligação entre Flávio e Vorcaro diminui a chance de votarem no senador. Outros 32,2% disseram que a informação não altera sua disposição de voto, enquanto 9,3% declararam que o episódio aumenta a chance de apoio ao candidato. Já 10,7% não souberam ou não responderam.

O resultado indica que o caso envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia ficcional de Jair Bolsonaro, se tornou um fator relevante no debate eleitoral. A produção passou a ser alvo de questionamentos sobre a origem do financiamento e a destinação dos valores arrecadados.


Vorcaro teria feito repasses para viabilizar o filme em montantes superiores aos cerca de R$ 61 milhões inicialmente admitidos por Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. O novo valor aparece em relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que identificou uma parcela de US$ 1,6 milhão, equivalente a cerca de R$ 8 milhões, paga em 16 de setembro de 2025.

A informação sobre o pagamento foi revelada originalmente pela revista Piauí com fontes a par das investigações. O episódio ampliou a pressão sobre Flávio em meio às dúvidas sobre a prestação de contas da produção e sobre a participação de Vorcaro no financiamento do projeto.

A pesquisa Meio/Ideia mostra que o impacto político do caso é majoritariamente negativo para o senador: o percentual dos que dizem ter menor chance de votar em Flávio é mais de cinco vezes superior ao dos que afirmam que a relação com Vorcaro aumenta a possibilidade de voto.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi feita com recursos próprios e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07935/26.

Fonte: Brasil 247

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