Operação Distrato investiga advogados e empresas suspeitos de fraude de R$ 3,8 bilhões no ICMS em São Paulo e no Paraná
Crédito: Reprodução/@nelsonwilians
A Operação Distrato investiga advogados, escritórios e empresas suspeitos de participação em uma fraude de R$ 3,8 bilhões no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nesta quarta-feira (15), agentes cumprem 38 mandados de busca e apreensão em municípios de São Paulo e do Paraná, segundo o Metrópoles.
De acordo com informações divulgadas pelo Metrópoles, a ofensiva é conduzida pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (Cira/SP). As apurações identificaram irregularidades tributárias envolvendo 752 empresas que teriam utilizado créditos de ICMS considerados inválidos pela administração estadual.
Os mandados são cumpridos nas cidades paulistas de São Paulo, Campinas, Jundiaí e Ribeirão Preto, além de Londrina e Cambé, no Paraná. As diligências buscam apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que permitam identificar os beneficiários financeiros das operações.
A investigação divide os suspeitos em três grupos econômicos: Nelson Wilians, também identificado como NW; Alpha; e DMC. Segundo o Cira/SP, os agentes ligados a esses núcleos atuariam na prospecção de clientes, na elaboração dos contratos e na operacionalização dos créditos tributários utilizados para reduzir o ICMS devido ao Estado.
➧ Grupo Nelson Wilians é apontado como núcleo principal
O grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians é descrito pelos investigadores como o principal núcleo do esquema. Entre as pessoas jurídicas relacionadas pelas autoridades estão a DPAW Assessoria em Cobrança Ltda., a Strategi Intermediação Corporativa Ltda., a Valestra Assessoria, Auditoria e Gestão Ltda. e a Valestra Negócios e Investimentos Ltda.

