quarta-feira, 15 de julho de 2026

Tendência de alta na aprovação de Lula pode dar vitória no 1° turno; entenda


       Lula com a camisa da Seleção Brasileira. Foto: Ricardo Stuckert

A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a trajetória de crescimento e passou, pela primeira vez em 19 meses, a superar numericamente a desaprovação. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que 48% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 47% desaprovam.

Para Dawisson Belém Lopes, professor associado de Política Internacional e Comparada da Universidade Federal de Minas Gerais, o movimento registrado pela pesquisa indica que a aprovação pode continuar avançando nos próximos meses e ultrapassar a marca de 50%.

“A tendência é subir e chegar a 50% até outubro. Incumbência faz coisas”, escreveu em publicação no X. A avaliação é que, nessa expectativa de alta, Lula pode conquistar a reeleição ainda no primeiro turno.

Os números eleitorais da Quaest acompanham a melhora da aprovação. Em uma simulação de primeiro turno, Lula aparece com 40%, contra 28% de Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, esses números ainda são divididos com a parcela que não sabe em quem votar, que deve anular a participação, podendo aumentar o percentual de cada candidato. Outro fator a ser considerado é a abstenção.



A série histórica reforça a leitura de recuperação da avaliação presidencial. Em março, a desaprovação estava em 51%, contra 44% de aprovação. No mês seguinte, a diferença atingiu nove pontos: 52% desaprovavam e 43% aprovavam. Desde então, a distância caiu de forma contínua.

Em maio, a aprovação subiu para 46%, enquanto a desaprovação recuou para 49%. Em junho, os índices chegaram a 47% e 48%, respectivamente. Agora, em julho, as posições se inverteram: a aprovação avançou para 48% e a desaprovação caiu para 47%. O percentual de entrevistados que não souberam ou não responderam permaneceu em 5%.

A avaliação específica do trabalho de Lula também apresentou melhora. As opiniões positiva e negativa ficaram empatadas em 36%, enquanto 26% classificaram o desempenho do governo como regular. Outros 2% não responderam.

Em março, a avaliação negativa era de 43%, 12 pontos acima da positiva, que marcava 31%. Desde então, a percepção negativa recuou sete pontos, e a positiva avançou cinco.

 

Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. O levantamento tem nível de confiança de 95% e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.

Fonte: DCM

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