Pessoas próximas ao senador temem que eleitores bolsonaristas não compareçam às urnas; Pesquisa Quaest indica que Lula ampliou sua vantagem
Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Andressa Anholete/Agência Senado
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a demonstrar preocupação com um novo fator que, na avaliação deles, pode ampliar as chances de vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais: a desmobilização do eleitorado bolsonarista. A informação foi publicada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, nesta quarta-feira (15).
Interlocutores próximos ao pré-candidato avaliam que parte da base mais fiel do bolsonarismo estaria desmotivada com o perfil adotado por Flávio Bolsonaro durante a campanha. Na visão desses aliados, a estratégia de apresentar o senador como um candidato moderado teria reduzido o entusiasmo do eleitorado mais radicalizado, tradicionalmente identificado com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo um interlocutor, a consequência pode ir além da perda de apoio nas pesquisas. O temor é que um número expressivo de eleitores deixe de comparecer às urnas em outubro, elevando a abstenção justamente entre os simpatizantes de Flávio Bolsonaro.
Na avaliação desse grupo, um cenário que poderia resultar em uma disputa equilibrada acabaria se convertendo em uma derrota mais ampla para Lula, em razão da menor participação do eleitorado bolsonarista no dia da votação.
A percepção ocorre em meio aos resultados da nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira. O levantamento mostra uma inversão no cenário de segundo turno em comparação com abril. Naquele mês, Flávio Bolsonaro aparecia com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula. Agora, o presidente registra 45%, enquanto o senador soma 37%.
Para esses aliados, a queda do pré-candidato nas pesquisas já refletiria um processo de desmobilização da base bolsonarista. Eles atribuem esse movimento ao estilo adotado por Flávio Bolsonaro durante a campanha, que, segundo essa avaliação, permanece na defensiva, evita confrontos e polêmicas e, por isso, não desperta o mesmo nível de engajamento que caracterizava as campanhas do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Além dos números das pesquisas eleitorais, o grupo também aponta sinais de perda de desempenho no ambiente digital.
Segundo levantamento da DSC Lab, Flávio Bolsonaro encerrou o mês de junho com 73,57 pontos no iBR (Índice Brasil de Impacto Digital), após registrar queda de 4,28 pontos em relação ao levantamento anterior.
No mesmo período, Lula avançou 9,51 pontos no indicador. Com isso, a diferença entre os dois candidatos no índice caiu de 32,08 para 18,29 pontos, praticamente reduzindo-se à metade.
Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo
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