A Espanha confirmou sua excelente fase na Copa do Mundo de 2026 e garantiu vaga na decisão ao derrotar a França por 2 a 0, em uma semifinal marcada pela superioridade espanhola e pela atuação decepcionante de uma seleção francesa que chegou ao confronto como favorita.
Dona de um elenco estrelado, com nomes como Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Michael Olise, Aurélien Tchouaméni e William Saliba, a França pouco conseguiu produzir diante de uma Espanha organizada, intensa e tecnicamente superior.
A derrota ainda tem um gosto mais amargo porque hoje, 14 de julho, a França celebra o seu Feriado Nacional, a Fête Nationale (o Dia da Bastilha). A data comemora a Tomada da Bastilha em 1789, marco da Revolução Francesa e do fim do absolutismo monárquico. O que era celebração virou luto.
A equipe comandada por Luis de la Fuente controlou o ritmo da partida desde os minutos iniciais, monopolizou a posse de bola em boa parte do jogo e neutralizou as principais armas ofensivas dos franceses.
O primeiro gol saiu aos 21 minutos do primeiro tempo. Lamine Yamal sofreu pênalti após ser derrubado por Lucas Digne dentro da área num lance ridículo. Mikel Oyarzabal assumiu a responsabilidade, bateu com categoria no ângulo esquerdo de Mike Maignan e colocou a Fúria em vantagem.
Mesmo atrás no placar, a França encontrou enormes dificuldades para reagir. Mbappé apareceu pouco e raramente conseguiu vencer a marcação espanhola. Dembélé e Olise também tiveram atuação discreta, enquanto o meio-campo francês perdeu a batalha para Rodri, Dani Olmo e Fabián Ruiz.
As estatísticas do primeiro tempo já refletiam o domínio espanhol. A equipe criou mais oportunidades, finalizou com mais frequência e obrigou Maignan a trabalhar mais do que Unai Simón.
Na volta do intervalo, a Espanha manteve a postura agressiva e praticamente liquidou a classificação logo aos 12 minutos. Pedro Porro tabelou com Dani Olmo, invadiu a área pela direita e finalizou com precisão na saída de Maignan para ampliar a vantagem.
O segundo gol desmontou qualquer tentativa de reação francesa. Didier Deschamps promoveu alterações, colocou Désiré Doué em campo e tentou dar mais velocidade ao ataque, mas a seleção continuou sem criatividade para furar o sólido sistema defensivo espanhol.
A Espanha ainda administrou a vantagem com tranquilidade, trocando passes e controlando o jogo, enquanto a França abusava dos erros de passe e das ligações diretas sem sucesso. A defesa espanhola praticamente anulou Mbappé durante toda a partida, e Unai Simón teve uma atuação segura nas poucas vezes em que foi exigido.
O resultado confirma a força da renovação espanhola, liderada por jovens como Lamine Yamal e apoiada pela experiência de jogadores como Rodri, Oyarzabal e Dani Olmo. A Fúria chega à final embalada por uma campanha consistente, marcada por um futebol coletivo e eficiente.
Para a França, a eliminação deixa um gosto amargo. Considerada uma das grandes favoritas ao título antes do início da competição, a equipe ficou abaixo das expectativas justamente no momento decisivo. Com um elenco recheado de estrelas, os franceses não conseguiram transformar o favoritismo em desempenho dentro de campo e encerram a campanha sem repetir o futebol que os colocou entre os principais candidatos ao título mundial.
Fonte: DCM
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