sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Justiça autoriza ato de Lula na Paulista após veto da prefeitura

 TRE-SP afirma que município não pode impedir ato eleitoral e determina que caminhada ocorra sem bloquear o trânsito

   Lula na festa da vitória na Avenida Paulista - Crédito: Ricardo Stuckert

 O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a realização de uma caminhada de campanha com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato ao governo paulista Fernando Haddad neste sábado (3), na Avenida Paulista, após a Prefeitura de São Paulo tentar impedir o evento.

A Justiça Eleitoral suspendeu um ofício da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que havia barrado a mobilização, prevista para ocorrer na véspera do primeiro turno das eleições.

Na decisão provisória, a juíza Maria Claudia Bedotti afirmou que o município não tem competência para condicionar a realização de propaganda eleitoral a uma autorização prévia da prefeitura.

“A autoridade municipal, que não detém poder de polícia sobre a propaganda eleitoral, acabou por condicionar e, na prática, impedir ato de campanha que a lei expressamente autoriza”, escreveu a magistrada.

O TRE-SP determinou, porém, que o evento seja realizado sem bloqueio do trânsito de veículos. A concentração está prevista para as 10h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). A caminhada deverá começar às 11h, seguir pela Rua Augusta em direção ao Centro e terminar por volta das 13h, na região da Praça Franklin Roosevelt.

“A caminhada poderá ser realizada, mas a concentração, o deslocamento e a dispersão deverão ocorrer sem obstrução do leito carroçável e sem impedimento do fluxo regular de veículos nas vias abrangidas pelo percurso e em seus acessos, especialmente na Avenida Paulista e na Rua Augusta, mantendo-se, durante todo o evento, corredor de circulação suficiente para o deslocamento de servidores, equipamentos, urnas eletrônicas e demais meios necessários aos trabalhos eleitorais”, estabelece a decisão.

O mimimi da Globo: empresa protesta por não ter conseguido fazer Lula cair em sua armadilha

 Editorial do jornal O Globo transforma cancelamento do debate em defesa da emissora e critica ausência do presidente, que fez a coisa certa

           O palco vazio da Globo - Crédito: Reprodução

O jornal O Globo publicou nesta sexta-feira (2) um editorial em defesa da decisão da TV Globo de cancelar o último debate presidencial antes do primeiro turno e criticou a ausência do presidente Lula. A argumentação apresentada pelo jornal sustenta que intervenções judiciais de última hora teriam comprometido a liberdade da emissora para organizar o encontro.

O pano de fundo, porém, é outro: Lula decidiu não participar do debate e preferiu conceder uma entrevista ao Flow Podcast, enquanto Flávio Bolsonaro também desistiu horas antes do programa. A Globo acabou cancelando o evento depois de decisões judiciais alterarem aspectos das regras e da composição do encontro.

Em sua manifestação pública na noite de quinta-feira, a Globo afirmou que a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a manutenção do púlpito vazio identificado com o nome de Lula e a formulação de perguntas ao candidato ausente. Outra decisão, do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a participação de Renan Santos, do Missão. Romeu Zema também havia conquistado judicialmente o direito de participar.

⦾ O púlpito vazio como espetáculo

É justamente o episódio do púlpito que expõe a fragilidade do discurso da Globo. Se o propósito central de um debate eleitoral é, como sustenta a própria emissora, permitir a discussão de ideias e a comparação de projetos, qual seria a contribuição democrática de manter durante todo o programa um púlpito vazio identificado com o nome de Lula?

Malu Gaspar faz ataque vil a ministra do TSE que impediu Globo de linchar Lula no debate




Malu Gaspar resolveu atacar a ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois que a magistrada impediu a Globo de transformar a ausência de Lula no debate em um espantalho para ser linchado.

Fez isso usando um expediente clássico de seu repertório: recorreu a supostos “ministros”, “ex-ministros” e especialistas ouvidos “reservadamente”. Tudo em off. Como se precisasse: os nomes são André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. Entre outros. As outras declarações ela pode inventar, já que não têm autor.

Na coluna publicada pelo Globo, Malu afirmou que a decisão de Estela representaria uma “intervenção inédita da Justiça Eleitoral”. Um “ministro do TSE” não identificado teria dito: “Isso é interferência e censura evidente.”

Um ex-ministro do TSE, também sem nome, afirmou: “Não me lembro de momento tão intervencionista do STF e do TSE.”

E outro ex-ministro, igualmente protegido pelo anonimato, teria decretado: “Isso é totalmente inédito e esdrúxulo. Estela conseguiu dar uma decisão pela qual sempre será lembrada.”

O mesmo personagem anônimo ainda teria acrescentado: “É uma decisão totalmente intervencionista e contrária ao que se tem entendido e praticado há anos nos debates da TV.”

O ataque de pelanca é sintomático. A ministra Estela Aranha determinou que a Globo não exibisse de forma destacada a cadeira vazia de Lula e proibiu a dinâmica pela qual os candidatos presentes poderiam formular perguntas ao candidato ausente, sem que ele estivesse ali para responder. Para Estela, a regra poderia criar desequilíbrio entre os participantes.

“A consequência jurídica da ausência é simplesmente que ele perde a oportunidade de participar daquela rodada, enquanto o debate continua segundo as regras previamente acordadas”, escreveu Estela. Segundo ela, não poderiam existir consequências “coercitivas”, pois isso configuraria cerceamento dos direitos políticos do candidato.

É especialmente conveniente que os “ministros” só apareçam quando é para detonar uma ministra — e desapareçam quando chega a hora de assumir publicamente o que disseram. Tem também a tentativa de execração pública de uma mulher, mas isso só vale quando ela é de direita.

PF investiga empréstimo do BRB a Flávio Bolsonaro para compra de mansão de R$ 6 milhões

 Inquérito apura possível favorecimento ao senador com taxas abaixo daquelas praticadas pelo próprio Banco de Brasília

     Crédito: ABr | Reprodução

O empréstimo vantajoso e com taxas abaixo daquelas praticadas pelo mercado e pelo próprio Banco de Brasília (BRB) concedido ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) está na mira da Polícia Federal. A compra de uma mansão em Brasília pelo valor de R$ 6 milhões, sendo R$ 3,1 milhões financiados pelo BRB, é um dos focos do inquérito que investiga Daniel Vorcaro e a relação do Banco Master com a instituição financeira da capital federal, informa Bela Megale, do jornal O Globo.

Na época do financiamento, concedido em 2021, o parlamentar foi beneficiado com uma taxa de juros de 3,71% ao ano, valor significativamente abaixo da média praticada pelo próprio BRB naquele ano, que girava em torno de 4,85%. Na ocasião, a instituição financeira era presidida por Paulo Henrique Costa, que se encontra hoje preso por envolvimento no esquema de fraudes ligado a Vorcaro.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Sem participação de Lula e Flávio Bolsonaro, Globo cancela debate e alega “insegurança jurídica”

 Emissora recebeu intimações do TSE e do STF sobre regras para candidatos ausentes e participação de Renan Santos

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio BolsonaroCrédito: REUTERS/Adriano Machado e Pilar Olivares

Globo decidiu cancelar o debate entre candidatos à Presidência da República previsto para a noite desta quinta-feira (1º), após receber duas intimações judiciais relacionadas à realização do programa. As decisões foram proferidas pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O cancelamento ocorreu também após Flávio Bolsonaro (PL) anunciar que não participaria do debate.

Segundo o G1, a primeira decisão atendeu a um pedido da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida tornou inválida a regra do debate que previa a manutenção do púlpito de candidatos ausentes, com uma placa identificando o nome do concorrente.

Flávio Bolsonaro dá desculpa esfarrapada sobre “censura” e foge de debate da Globo


Flávio Bolsonaro, candidato do PL a presidente do Brasil. Foto: Felipe Medeiros/Folhapress

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta-feira (1º) que não participará do debate da TV Globo, marcado para esta noite. A desistência ocorre em meio a duas decisões judiciais que alteram o encontro: o veto à exibição destacada do púlpito vazio de Lula (PT) e às perguntas dirigidas ao presidente ausente, além da determinação para incluir Renan Santos, do Missão.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, escreveu Flávio em publicação no X. O senador afirmou que dará mais detalhes sobre a desistência. Segundo a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, a campanha considera as intervenções judiciais uma forma de censura às regras do programa.

A primeira decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a regra de exposição do púlpito vazio identificado com o nome de Lula. A liminar, concedida a pedido do PT, também impede a formulação de perguntas destinadas ao candidato ausente. A ordem suspende o item 7 da ata do debate e prevê multa em caso de descumprimento.

A medida atinge uma estratégia que o candidato do PL vinha preparando. Nos ensaios, a equipe de Flávio simulou perguntas ao púlpito vazio para explorar a ausência do petista. O senador também treinou respostas sobre sua relação com Daniel Vorcaro e a controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida, temas considerados possíveis pontos de ataque dos adversários.


Bolsonaristas usam vídeo de Xuxa contra Bolsonaro para distorcer fala de Lula


   Xuxa e o presidente Lula. Foto: reprodução

Perfis bolsonaristas passaram a divulgar nos últimos dias dois conteúdos fora de contexto para associar o presidente Lula (PT) à pedofilia. Primeiro, recortaram uma fala do petista sobre exames preventivos de saúde. Depois, recuperaram um vídeo de Xuxa Meneghel, gravado em 2022 contra Jair Bolsonaro (PL), e passaram a compartilhá-lo como se a apresentadora estivesse reagindo agora ao presidente.

Na esteira da repercussão, também voltou a circular um vídeo no qual Xuxa fala sobre pedofilia, abuso sexual e pede que as pessoas não votem em determinado candidato. Publicações recentes passaram a sugerir que a manifestação teria sido motivada pela fala de Lula.

Isso é falso. Não há registro de manifestação recente da apresentadora sobre esse episódio. O vídeo foi gravado em outubro de 2022 e tinha Jair Bolsonaro como alvo.

Na ocasião, Bolsonaro concorria à reeleição e havia contado, em entrevista a um podcast, que encontrou meninas venezuelanas de 14 e 15 anos em São Sebastião, no Distrito Federal, e que “pintou um clima”. A declaração provocou ampla repercussão durante a campanha daquele ano.

Xuxa, que revelou ter sofrido abusos sexuais durante a infância, gravou então um longo desabafo contra o então presidente. “Não vote nesse homem, não deixe isso por menos, vamos falar, vamos gritar por essas meninas, por essas crianças, por essas adolescentes”, afirmou na gravação de 2022.


Flávio Bolsonaro desiste de participar do debate da Globo e alega “interferência do Judiciário”

 Candidato do PL recua após decisão sobre púlpito de Lula e expectativa de inclusão de Renan Santos

Flávio Bolsonaro - Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, desistiu de participar do debate da TV Globo marcado para a noite desta quinta-feira (1º), último confronto televisivo entre presidenciáveis antes do primeiro turno das eleições. A mudança de posição ocorreu após decisões e movimentações judiciais que atingiram a configuração prevista para o programa.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, postou Flávio Bolsonaro nas redes sociais.

Gilmar Mendes determina participação de Renan Santos no debate da Globo

 Ministro do STF atende pedido do Solidariedade e inclui candidato do Missão no último debate antes do primeiro turno

     Renan Santos - Crédito: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (1º) a participação do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) no debate da TV Globo. A decisão ocorreu após uma disputa judicial envolvendo a presença do candidato no último encontro entre presidenciáveis antes do primeiro turno.

Gilmar atendeu a um pedido apresentado pelo Solidariedade para estender a Renan os efeitos de uma decisão anterior relacionada à liberdade de expressão no período eleitoral. O partido também solicitou a cassação da decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que havia rejeitado a participação do candidato.

Segundo Gilmar, a Globo criou uma “legítima expectativa” de participação de Renan ao incluí-lo anteriormente em entrevistas e sabatinas da cobertura eleitoral, inclusive no Jornal Nacional. Para o ministro, houve “comportamento contraditório da emissora responsável pela organização do debate”, em violação ao princípio da boa-fé objetiva.

O pedido do Solidariedade foi apresentado em uma ação na qual Gilmar havia derrubado, em maio, uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que determinava a retirada de uma manifestação política sobre a inelegibilidade de Deltan Dallagnol.

A defesa do partido argumentou que o caso de Renan envolve os limites da intervenção estatal no debate eleitoral, além de princípios relacionados à liberdade de expressão, ao pluralismo político e ao direito à informação.

⦾ Critério estabelecido pela Globo

Na decisão, Gilmar considerou que a própria Globo havia estabelecido uma regra para situações de desistência. Conforme o critério registrado pela emissora no TSE, poderia ser convidado o candidato mais bem colocado na pesquisa Quaest de 28 de setembro entre aqueles que não tinham participação assegurada pela legislação.

Renan Santos aparecia com 3% das intenções de voto e era o candidato mais bem colocado entre os nomes que não estavam contemplados pelos critérios legais de participação.

A Globo havia registrado que, em caso de desistência de um dos candidatos, poderia, “a seu exclusivo critério”, convidar o candidato mais bem colocado na pesquisa entre aqueles que não atendiam às exigências previstas na legislação eleitoral.

Com a desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan passou a ocupar essa posição.

Datafolha: Lula cresce e derrota Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno

 Presidente Lula tinha 40% há uma semana, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 36%

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42% das intenções de voto para a Presidência da República, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento considera o cenário de primeiro turno, que ocorre em três dias.

Segundo os dados publicados pelo g1, Lula tinha 40% na pesquisa anterior, realizada uma semana antes, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 36%. Os dois candidatos, portanto, oscilaram dois pontos percentuais para cima.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 4% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, mesmo percentual de Renan Santos (Missão). Romeu Zema (Novo) registra 1%.

Samara Martins (UP) também aparece com 1%, assim como Wilson Grassi (Democrata), que não havia registrado percentual na pesquisa anterior.

Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Leonardo Avalanche (PRTB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) aparecem com 0%.

Entre os entrevistados, 5% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2% permanecem indecisos.

Marcos Coimbra: “Lula faltar ao debate não fará diferença”

 Cientista político diz que eleitorado que decide na reta final acompanha pouco debates e tende a escolher a partir de questões concretas

Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert/PR

A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último debate da TV Globo antes do primeiro turno não deverá produzir impacto relevante sobre seu desempenho nas urnas, segundo avaliação do cientista político e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra. Para ele, o segmento do eleitorado ainda capaz de alterar o quadro da disputa acompanha pouco a política, decide o voto nos últimos dias e tende a fazer sua escolha a partir de questões concretas do cotidiano, e não do desempenho dos candidatos em confrontos televisivos.

A análise foi apresentada por Coimbra em entrevista à TV 247, na reta final da campanha presidencial. Ao avaliar previamente a decisão de Lula de não comparecer ao debate da Globo, realizado nesta quinta-feira (1º), o cientista político sustentou que o encontro teria maior repercussão entre os eleitores mais interessados em política — justamente aqueles que, a poucos dias da votação, já tendem a ter suas escolhas consolidadas.

“A importância do debate da TV Globo para essas pessoas que decidem a eleição? Zero”, afirmou Coimbra.

TSE proíbe Globo de mostrar púlpito vazio de Lula no debate


       Estúdio de debates da Globo. Foto: reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a TV Globo de exibir de forma destacada o púlpito reservado e vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial desta quinta-feira (01). A ministra Estela Aranha concedeu uma liminar solicitada pelo PT.

Lula, candidato à reeleição, recebeu convite para o encontro, mas decidiu não comparecer. No horário do debate, ele dará entrevista ao podcast “Flow”.

Na decisão, obtida pelo Metrópoles, o TSE suspendeu o item 7 da ata do debate presidencial de 2026, que previa a exibição da cadeira vazia identificada com o nome do candidato ausente. A medida também alcança a dinâmica de perguntas dirigidas a Lula durante o programa.

“Defiro o pedido liminar para suspender a eficácia do item 7 da ‘Ata Debate Presidencial 2026’”, escreveu Estela Aranha. A ministra determinou que a Globo se abstenha de aplicar o dispositivo no debate de 1º de outubro.

Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto
Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Reprodução

Liminar também veta perguntas ao candidato ausente

No despacho, a ministra citou expressamente a vedação à “exibição destacada da cadeira vazia identificada” e à formulação de perguntas destinadas ao candidato que não estará presente.

Estela Aranha fixou que a emissora poderá sofrer multa caso descumpra a ordem. A decisão trata exclusivamente das regras previstas para a participação ou ausência de Lula no debate.

Estão confirmados no encontro Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A Globo organizará o debate sem o púlpito de Lula em destaque.

A liminar vale para o debate presidencial marcado para esta quinta-feira (01), quando Lula participará da entrevista ao “Flow” em vez do programa da TV Globo.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Datafolha: Celina Leão chega a 46% e Grass marca 22% no DF

 Pesquisa mostra Celina com 53% dos votos válidos. Paula Belmonte alcança 9% e aparece em terceiro lugar na disputa pelo governo do DF

Celina Leão e Leandro Grass - Crédito: Divulgação

A candidata Celina Leão (PP) alcançou 46% das intenções de voto para o governo do Distrito Federal, enquanto Leandro Grass (PT) aparece com 22% e Paula Belmonte (PSDB), com 9%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). No levantamento anterior, ela tinha 42%, o petista registrava 23% e a tucana, 7%.

A pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O Datafolha entrevistou 910 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro DF-00905/2026. Não consegui localizar a publicação original nas buscas disponíveis para fazer uma verificação independente dos números informados.

Datafolha: Michelle tem 23%; Leila e Bia, 18%; Erika, 13% no DF

 Pesquisa para o Senado mostra Michelle Bolsonaro à frente, com Leila do Vôlei e Bia Kicis empatadas numericamente na disputa por duas vagas

Michelle Bolsonaro, Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay - Crédito: Divulgação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 23% das intenções de voto para o Senado pelo Distrito Federal, seguida por Leila do Vôlei (PDT) e Bia Kicis (PL), ambas com 18%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Erika Kokay (PT) registra 13%. Duas vagas estarão em disputa nas eleições de outubro.

O levantamento, contratado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 910 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança chega a 95%. A Folha informa os registros DF-00905/2026 e BR-06769/2026. O material fornecido para esta matéria cita BR-09530/2026 como segundo registro, o que representa uma divergência entre as referências disponíveis.

Datafolha: Marina tem 16% para o Senado em SP; Tebet e André, 15%

 Pesquisa aponta Marina Silva com 16%, enquanto André do Prado e Simone Tebet têm 15% e Derrite, 14%

Simone Tebet, Marina Silva e André do Prado - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Fernando Frazão/Agência Brasil / Agência Alesp

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) aponta empate dentro da margem de erro na disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo em 2026. Marina Silva (Rede) aparece com 16%, seguida por André do Prado (PL) e Simone Tebet (PSB), com 15% cada, e Guilherme Derrite (PP), com 14%.

O levantamento ouviu 1.610 pessoas entre segunda-feira (28) e quarta-feira (30). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro é SP-01367/2026.

Eduardo Bolsonaro compara presos do 8/1 a Vorcaro e diz que ‘corrupção é o de menos’

 Ex-deputado cassado diz que “R$ 200 milhões é o de menos” ao comparar o caso de Daniel Vorcaro às penas impostas pelo STF aos golpistas do 8 de janeiro

Eduardo Bolsonaro – 14/08/2025 - Crédito: REUTERS/Jessica Koscielniak

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro afirmou que a corrupção e as “orgias” atribuídas por ele ao ex-banqueiro banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seriam “o de menos” quando comparadas à situação de pessoas condenadas por participação nos ataques golístas de 8 de Janeiro de 2023.  Eduardo utilizou o caso de uma mulher que deixou a prisão após cumprir pena para questionar as condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro.

“Vi um vídeo agora do (deputado estadual) Gil Diniz, uma senhora, saindo do presídio depois de três anos na cadeia, uma senhorinha (uma das presas condenadas por envolvimento na tentativa de golpe em 2023)”, afirmou Eduardo em um vídeo publicado nesta quarta-feira (30) em seu canal no YouTube, de acordo com a Folha de São Paulo.

⦾ Eduardo diz que “R$ 200 milhões é o de menos”

Na sequência, o ex-deputado fez uma comparação direta entre a situação dos condenados e o escândalo financeiro envolvendo Daniel Vorcaro e o antigo Banco Master.

“Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente, R$ 200 milhões é o de menos, eu estou falando de criança que cresceu sem ver o pai, os caras estão lá há mais de três anos, presos por nada, absolutamente nada, pela lei brasileira nem deveriam ter ido para delegacia”, afirmou.

Proposta de Flávio Bolsonaro desestimula denúncias de estupro, alertam especialistas

De acordo com especialistas e entidades que atuam na defesa das mulheres, a proposta pode criar mais obstáculos para vítimas de violência sexual que decidam procurar a polícia ou a Justiça

Flávio Bolsonaro e uma vítima de estupro  - Crédito: Divulgação I Freepick via Agência Brasil

 Um projeto apresentado pelo atual candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) em 2019 com o objetivo de aumentar a punição por denúncias caluniosas de crimes hediondos, entre eles o estupro, voltou ao debate durante a campanha de 2026. De acordo com especialistas e entidades que atuam na defesa das mulheres, a proposta pode criar mais obstáculos para vítimas de violência sexual que decidam procurar a polícia ou a Justiça. A informação foi publicada nesta quinta-feira (1) pela coluna de Mônica Bergamo.

A avaliação dessas organizações contrasta com uma das promessas apresentadas por Flávio em seu plano de governo, no qual o candidato afirma que pretende facilitar as denúncias de violência contra a mulher. O texto em questão é o Projeto de Lei 3.462, apresentado por Flávio Bolsonaro no Senado em 2019. 

A proposta prevê aumento de um terço até a metade da pena aplicada a quem fizer denúncia caluniosa relacionada a crimes hediondos, como estupro e latrocínio. O Senado registrou que a iniciativa buscava endurecer a punição prevista no Código Penal nesses casos.

O plenário do Senado recebeu formalmente a proposta em 12 de junho daquele ano, poucos dias depois de a modelo Najila Trindade acusar o jogador Neymar de agressão e estupro. As autoridades arquivaram o caso dois meses depois por falta de provas.

Naquele período, deputados apresentaram pelo menos outras cinco propostas semelhantes na Câmara. O Senado nunca votou o projeto de Flávio. De acordo com a tramitação citada pela Folha, o registro mais recente apontava que o texto aguardava relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Datafolha: Tarcísio tem 50% e Haddad sobe a 33% em SP

 Petista avança três pontos em uma semana. Já o seu adversário manteve o mesmo percentual

                               Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad - Crédito: Divulgação

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 50% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) chega a 33% na reta final da disputa pelo governo paulista, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na comparação com o levantamento de 24 de setembro, o republicano manteve o índice e o petista avançou três pontos percentuais.

A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 1.610 eleitores entre 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro SP-01367/2026.

TSE escolhe por sorteio relatores de recursos sobre a apuração da eleição presidencial

 Seis ministros ficarão responsáveis por processos sobre a apuração dos votos nos 26 estados e no Distrito Federal

Sessão Plenária do TSE em 29/09/2026 - Crédito: Leobark Rodrigues/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta quinta-feira (1º) os seis ministros responsáveis por analisar recursos relacionados à apuração dos resultados da eleição presidencial. A distribuição ocorreu por sorteio, três dias antes do primeiro turno.

Os 26 estados e o Distrito Federal foram divididos em seis grupos. Cada ministro ficará responsável pelos recursos e documentos referentes à apuração dos votos para presidente e vice-presidente nas unidades da Federação que lhe foram atribuídas. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, não participou do sorteio.

Veja como os estados foram distribuídos

Sebastião Reis Júnior será responsável por Amazonas, Alagoas, São Paulo e Tocantins. Estela Aranha ficará com Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

Floriano de Azevedo Marques analisará os processos referentes ao Ceará, a Sergipe, ao Maranhão e a Goiás. André Mendonça ficará responsável por Rio de Janeiro, Paraná, Pará e Piauí.

AGU apresenta notícia-crime sobre projeto de US$ 1 milhão de Trump contra STF


                      Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União. Foto: Reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta quinta-feira (1°) uma notícia-crime para pedir apuração sobre o financiamento do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, a um projeto voltado a contestar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil.

O pedido surgiu após o jornal britânico The Guardian publicar, na quarta-feira (30), detalhes de uma iniciativa intitulada “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. O projeto prevê recursos para organizações da sociedade civil que se opõem ao que classificam como abuso de poder judicial e censura por parte do STF.

A iniciativa integra um conjunto de 43 concessões do Fundo de Direitos Humanos e Democracia do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que somam US$ 176,9 milhões.

Os documentos consultados pelo The Guardian não identificam qual organização brasileira receberia os recursos destinados ao projeto. A previsão é financiar grupos que contestam decisões do Supremo e sustentam acusações de abuso do poder judicial e censura.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, aparece citado no contexto do financiamento relatado pelo jornal britânico.

O projeto destinado especificamente ao Brasil recebeu o título de “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”, ou “Combatendo o lawfare e a censura no Brasil”. Segundo a documentação, o dinheiro é usado para financiar grupos da sociedade civil que se oponham ao que o governo Trump classifica como “excessos judiciais” e “censura” praticados pelo STF.

O Brasil também aparece em um conjunto maior de projetos que enfrentaram resistência no Congresso americano. De acordo com uma assessoria democrata do Legislativo citada pelo Guardian, a senadora Jeanne Shaheen, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores do Senado, manteve dez bloqueios sobre US$ 22 milhões em recursos destinados a iniciativas envolvendo Brasil, África do Sul, Nigéria, Reino Unido e outros países europeus.