O presidenciável da extrema direita tenta passar a mensagem de que o sistema eleitoral brasileiro é fraudulento, alertou o jurista. ”Prenúncio de tentativa de instalação do caos”, afirmou
O jurista Marcelo Uchôa denunciou nesta quinta-feira (13) o que chamou de “cheiro de armação” do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro após o senador da extrema direita não registrar a candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter aparecido como integrante do Missão e não do Partido Liberal (PL).
“O Flávio Bolsonaro aparecer nos registros do TSE como filiado ao Missão para não conseguir registrar a candidatura à presidência tem cara, jeito e cheiro de armação para dizer que o processo eleitoral brasileiro não é seguro e idôneo. Prenúncio de tentativa de instalação do caos”, escreveu o estudioso na rede social X.
O Partido Liberal protocolou no TSE um pedido de desfiliação do Missão. Presidente do Tribunal, o ministro Nunes Marques determinou o restabelecimento da filiação do senador ao PL.
O Tribunal informou que a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão não foi consequência de um hackeamento, mas sim de uso ilegal da ferramenta por alguém que tinha acesso as credenciais da sigla.
O Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro no dia 25 de julho, durante a convenção nacional da sigla, em São Paulo.
O prazo para a realização das convenções terminou em 5 de agosto e para as trocas partidárias acabou no dia 4 de abril. O candidato pode mudar de partido se quiser, mas precisa abandonar a eleição.






