quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Governo Lula pede aos EUA arquivamento definitivo de ação contra Moraes

 

Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: REUTERS/Mateus Bonomi
O governo brasileiro pediu à Justiça dos Estados Unidos o arquivamento definitivo da ação movida por Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta quarta-feira (12) que protocolou uma réplica em apoio ao encerramento do processo.

A manifestação chegou ao Tribunal Federal do Distrito Central da Flórida na terça-feira (11). O Brasil defende um dismissal with prejudice (extinção do processo com resolução de mérito), modalidade que impede a reapresentação da mesma ação, com base na lei norte-americana que regula a imunidade de Estados estrangeiros perante tribunais dos EUA.

Para a AGU, embora as empresas afirmem processar Moraes em caráter pessoal, a ação atinge na prática o Estado brasileiro. O governo sustenta que os atos questionados, entre eles decisões judiciais e a forma de notificação, têm natureza soberana e dependem do exercício de uma função pública.

O Brasil também contestou a alegação de que Moraes teria extrapolado suas atribuições institucionais. A defesa afirma que a Presidência do STF delegou validamente a autoridade exercida pelo ministro e que o colegiado da Corte referendou decisões questionadas no processo.

Rumble e Trump Media alegam censura em processo na Flórida


Logo do Truth Social controlado pela Trump Media. (Foto: Adobe Stock)

Rumble e Trump Media & Technology Group abriram a ação em fevereiro. As empresas acusam Moraes de promover censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira, entre eles o influenciador bolsonarista Allan dos Santos.

Em maio, Moraes recebeu por e-mail uma notificação judicial para responder ao processo nos Estados Unidos. As autoras sustentam que decisões do ministro para remover contas da Rumble violariam a Primeira Emenda da Constituição norte-americana, que protege a liberdade de expressão.

As empresas também questionam a exigência de que a plataforma mantenha representação legal no Brasil para cumprir ordens judiciais. Esse tipo de determinação integra a disputa entre o STF e plataformas digitais que operam no país.

A Trump Media, empresa do presidente Donald Trump, não foi alvo direto das decisões atribuídas a Moraes. Ela afirma, porém, que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para manter a operação da rede Truth Social.

Fonte: DCM

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