quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Flávio Bolsonaro foi registrado na ficha do Missão como morador da ‘Rua dos Bandidos’, no ‘Bairro Miliciano’

 Candidato do Missão afirma que registros mostram acesso ao e-mail de Flávio Bolsonaro para confirmar filiação ao partido

Renan Santos e Flávio Bolsonaro  - Crédito: Divulgação | Agência Brasil

O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta quinta-feira (13) que o seu partido tem registros capazes de demonstrar o acesso à conta de e-mail do presidenciável Flávio Bolsonaro, com o objetivo de confirmar a filiação do senador ao partido. 

Conforme documento do Missão, a pessoa responsável pelo preenchimento informou como endereço “Rua Dos Bandidos, n° 666, Bairro Miliciano, Rio de Janeiro/RJ”.

A campanha de Flávio Bolsonaro havia informado que não conseguiu registrar a candidatura presidencial dele no Tribunal Superior Eleitoral. O PL oficializou o senador como candidato no fim de julho, mas o sistema da Justiça Eleitoral passou a indicar filiação partidária ao Missão, que enviou a jornalistas um documento produzido por sua área de tecnologia, com informações utilizadas no cadastro atribuído ao senador. Os dados foram distorcidos.


⦿ Renan afirma que partido possui registros do acesso

O presidenciável Renan Santos sustenta que a estrutura tecnológica do Missão registrou etapas que, segundo ele, mostram a confirmação da filiação por meio da conta de e-mail atribuída a Flávio Bolsonaro. O candidato do partido também afirma que a mesma pessoa avançou até uma área destinada à militância.

“Nós temos como COMPROVAR que alguém acessando o e-mail do Flávio apertou o botão de confirmação da filiação e ainda apertou o botão para acessar nosso app de militância”, disse Renan em publicação no X.

“Alguém se passando pelo Flávio Bolsonaro foi lá, cadastrou ele no nosso sistema, tentou fazer a filiação. Isso foi remetido para o sistema do TSE. O sistema do TSE estava fora e a gente tem como comprovar que estava fora”, disse Renan em vídeo distribuído à imprensa.

⦿ Missão diz que procurou gabinete do senador

Renan também afirmou que o Missão entrou em contato com o gabinete de Flávio Bolsonaro para tratar do cadastro. Segundo ele, integrantes da equipe do senador tiveram acesso às mensagens enviadas pelo partido.

“O gabinete de Flávio Bolsonaro abriu os e-mails, portanto, o gabinete dele tinha ciência de tudo isso e, mesmo assim, nada foi feito da parte deles para regularizar a situação.”

O candidato do Missão rejeitou a hipótese de que uma falha interna da legenda tenha provocado o episódio. Ele afirmou que o partido pretende colaborar com a identificação da pessoa responsável pelo cadastro.

“Da nossa parte não tem nenhuma brincadeira. Vamos contribuir para descobrir quem foi o malandro que fez isso.”

Renan também afirmou que o partido não aceita a presença de Flávio Bolsonaro em seus quadros e associou a controvérsia à imagem pública da legenda.

“Isso atinge a honra do nosso partido e nós não queremos ter gente como ele sequer sonhando em figurar com uma marca de gente honesta, inteligente, decente como o partido Missão.”

⦿ Renan propõe acareação pública

Mais tarde, Renan Santos apresentou um novo posicionamento e desafiou Flávio Bolsonaro para uma “acareação pública” com transmissão ao vivo. A proposta, segundo o candidato do Missão, permitiria confrontar os registros tecnológicos relacionados à filiação.

“Faço um desafio para ele. Convido todos os veículos de imprensa. Faço uma acareação pública em qualquer televisão, mostrando tintin, IP por IP, log por log no sistema.”

A declaração amplia a pressão para que as partes esclareçam quem realizou o cadastro e quais registros tecnológicos podem identificar a origem da operação.

⦿ Documento aponta atuação de terceiro não identificado

O documento de quatro páginas que a área de tecnologia do Missão distribuiu à imprensa afirma que os elementos disponíveis indicam uma iniciativa sem autorização de Flávio Bolsonaro.

Segundo o material, a filiação apresenta sinais de atuação “por terceiro não identificado, sem autorização do titular do nome utilizado.”

A controvérsia mantém o foco sobre a origem do cadastro, os registros de acesso ao e-mail e os dados que chegaram ao sistema eleitoral. Enquanto a campanha do PL enfrenta dificuldades para formalizar a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, o Missão sustenta que seus registros tecnológicos podem ajudar a identificar quem iniciou e confirmou o procedimento.

Fonte: Brasil 247

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