quinta-feira, 10 de setembro de 2026
A pedido do PT, Justiça manda candidato do Novo retirar propaganda eleitoral do ar
Sondagem eleitoral mostra tendência de segundo turno para o governo do Paraná
Uma pesquisa Alfa Inteligência, divulgada na manhã desta quinta-feira (10), mostrou tendência de segundo turno nas eleições para governador do Paraná. O levantamento coloca três candidatos na briga pelas duas vagas.
No cenário estimulado, o senador Sergio Moro (PL-PR) pontua com 39%. Na sequência, aparecem o deputado federal Sandro Alex (PSD) com 26% e o deputado estadual Requião Filho (PDT) com 20%. Tayná Miessa (UP) e Luiz França (Missão) somaram 1% das intenções de voto, enquanto os demais candidatos não pontuaram. Eleitores que não souberam ou não responderam marcaram 8%, enquanto votos brancos e nulos registraram 5%.
A pesquisa realizada pela Alfa Inteligência, contratada pela TMC, entrevistou 1,2 mil eleitores, de 16 anos ou mais, pelo método CATI (Computer Assisted Telephone Interviewin Entrevista Telefônica Assistida por Computador), de 132 municípios, de todas as mesorregiões do Paraná, de 4 a 9 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-03042/2026.
Cenário espontâneo
No recorte espontâneo, quando os eleitores respondem o questionário sem os nomes apresentados, os candidatos pontuam da seguinte forma:
- Sergio Moro (PL) – 25%;
- Sandro Alex (PSD) – 14%;
- Requião Filho (PDT) – 13%;
- Alexandre Curi (Republicanos) – 1%;
- Outros – 1%;
- Ninguém, branco ou nulo – 3%;
- Não sabe ou não respondeu – 44%
Segundo turno
A pesquisa Alfa Inteligência simulou três cenários de segundo turno com os líderes do recorte estimulado.
Sandro Alex x Requião Filho
- Sandro Alex (PSD) – 47%;
- Requião Filho (PDT) – 31%;
- Branco ou nulo – 15%;
- Não sabe ou não respondeu – 7%.
Sergio Moro x Sandro Alex
- Sergio Moro (PL) – 45%;
- Sandro Alex (PSD) – 39%;
- Branco ou nulo – 10%;
- Não sabe ou não respondeu – 6%.
Sergio Moro x Requião Filho
- Sergio Moro (PL) – 45%;
- Requião Filho (PDT) – 39%;
- Branco ou nulo – 10%;
- Não sabe ou não respondeu – 6%.
Operação da PF apreende armas e carros de luxo em apuração sobre desvio de emendas para Dark Horse
Ação autorizada pelo STF investiga desvios milionários de recursos públicos que teriam financiado produção sobre o ex-presidente e estada nos EUA
A Polícia Federal (PF) apreendeu armas de fogo e veículos de luxo durante as buscas e apreensões realizadas na manhã desta quinta-feira (10), no âmbito da Operação Make Up. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um esquema de desvio de recursos públicos originados de emendas parlamentares. Entre as principais linhas de apuração dos investigadores está o possível uso desse dinheiro para o financiamento de Dark Horse, filme que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro (PL), segundo Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
Entre os principais alvos da ofensiva policial estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment, empresa responsável pela realização do longa-metragem. Durante o cumprimento das medidas cautelares, os agentes da corporação apreenderam o telefone celular do parlamentar. Ao todo, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrindo endereços localizados no Distrito Federal e nos estados do Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. Além dos automóveis de alto padrão e do armamento, foram recolhidos documentos e aparelhos eletrônicos que passarão por análise pericial.
PT pede que Mendonça e Dino tirem sigilos de investigações do caso Master
Partido argumenta que vazamentos seletivos afetam o debate eleitoral
André Mendonça e Flávio Dino - Crédito: Rosinei Coutinho/STF
O PT acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir a retirada dos sigilos que ainda cercam investigações relacionadas ao Banco Master, caso apontado pelo partido como a maior fraude do sistema financeiro brasileiro.
A legenda protocolou na noite de quarta-feira (9) duas petições no STF, uma endereçada ao ministro André Mendonça e outra ao ministro Flávio Dino. Nos documentos, o partido pede que ambos tornem públicos os autos de apurações ligadas ao banco do empresário Daniel Vorcaro, que está preso.
O argumento central da equipe jurídica petista é que a manutenção parcial do sigilo, combinada com vazamentos seletivos, cria um ambiente de desequilíbrio no debate público e eleitoral. Para os advogados, a divulgação fragmentada de informações impede que partidos, candidatos e eleitores tenham acesso ao contexto completo das investigações.
“No regime de transparência brasileiro, vige o princípio da máxima divulgação, em que a publicidade é regra, e o sigilo, exceção”, afirmam as petições.
Deputada do PL denuncia importunação sexual em comício de Flávio Bolsonaro (vídeo)
Imagens mostram agressão contra mulher no centro de Juiz de Fora
A deputada estadual Delegada Sheila (PL-MG), candidata à reeleição, denunciou um caso de suposta importunação sexual ocorrido contra uma mulher durante um ato de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O episódio de violência ocorreu na quarta-feira (9), no meio da aglomeração de apoiadores que acompanhavam a movimentação política na cidade.
A denúncia foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, em que a parlamentar aparece ao lado de Charlles Evangelista, candidato a deputado federal por Minas Gerais. Na gravação, os dois comentam o registro em vídeo feito durante o evento, no qual um homem é flagrado se aproximando indevidamente da vítima por trás. Ao perceber a aproximação e a atitude do indivíduo, a mulher reage imediatamente para se defender, afastando o homem com tapas e socos.
Diante da gravidade da situação, a deputada repudiou veementemente a atitude do agressor nas imagens. “Gente, olha o que esse covarde fez com uma mulher no meio do comício do candidato Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora. Isso é inadmissível”, afirmou a Delegada Sheila durante a gravação.
PF revela se crianças desaparecidas em Bacabal são as mesmas encontradas nos EUA
Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal
A Polícia Federal descartou a possibilidade de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, estejam entre as 163 pessoas localizadas recentemente na Flórida, nos Estados Unidos, durante uma operação de combate à exploração infantil e ao tráfico de pessoas.
Segundo o Metrópoles, a corporação informou nesta quarta-feira (9) que recebeu das autoridades norte-americanas a confirmação de que nenhuma criança brasileira integra o grupo encontrado durante a Operação Statewide Shield.
“A Polícia Federal esclarece ainda que, segundo informações das autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas recentemente nos Estados Unidos no âmbito da Operação Statewide Shield”, diz a corporação em nota.
Operação sobre Dark Horse acende alerta na campanha de Flávio Bolsonaro
Aliados tentam separar ação da PF de investigação sobre repasses de Vorcaro e apostam na crise do STF para reduzir desgaste eleitoral
Flávio Bolsonaro -Crédito: Lula Marques/Agência Brasil
A nova operação da Polícia Federal sobre o financiamento do filme Dark Horse acendeu um sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a três semanas do primeiro turno. Embora o senador não seja alvo da ação deflagrada nesta quinta-feira, aliados veem risco de desgaste por causa da retomada do tema no noticiário e da ligação do presidenciável com outra frente de apuração relacionada ao longa.
Segundo O Globo, a estratégia do entorno de Flávio é sustentar que a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga suspeitas envolvendo emendas parlamentares e não a atuação do candidato na busca de recursos privados para o filme. Ao mesmo tempo, a campanha pretende manter o foco político na crise interna do STF, tema que vinha sendo explorado pelo presidenciável e que, na avaliação de seus aliados, ajudou a impulsionar seu desempenho nas pesquisas.
PF apreende sete armas de Mario Frias em operação

Alexandre de Moraes cancela pronunciamento no STF
Ministro faria declaração nesta quinta-feira sobre o inquérito das fake news e o caso do Banco Master, mas adiou fala sem nova data
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes cancelou a declaração oficial que faria à imprensa nesta quinta-feira (10). O anúncio do cancelamento ocorreu pouco tempo após o próprio gabinete do magistrado ter confirmado a realização da agenda pública.
A manifestação de Moraes estava prevista para acontecer um dia depois de o presidente do STF, ministro Edson Fachin, adotar uma série de medidas institucionais no intuito de conter a crise interna que se instalou na Corte. A tensão nos bastidores do tribunal envolve o inquérito que apura a disseminação de fake news e desdobramentos de investigações ligadas ao Banco Master.
Dark Horse custou US$ 24 milhões e supera orçamento de ganhadores do Oscar
Produção ‘Dark Horse’ entra no alvo de operação por suposto desvio de emendas com custo que supera sucessos do cinema mundial
A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira (10) para investigar o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia baseada na trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). A corporação apura o suposto desvio de emendas parlamentares voltadas à realização da obra cinematográfica. A ação cumpre 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O montante investido no projeto chama a atenção pelos valores astronômicos para os padrões do audiovisual. Segundo reportagem do Intercept Brasil veiculada em maio, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado US$ 24 milhões — equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para custear a produção.
O orçamento expressivo do longa-metragem supera com folga grandes produções do cinema brasileiro, como os aclamados e premiados “O agente secreto” (2025) e “Ainda estou aqui” (2024). Além disso, a quantia de US$ 24 milhões seria suficiente para produzir 15 dos últimos 20 filmes vencedores do Oscar de Melhor Filme. O valor despendido suplanta o orçamento de produções independentes de prestígio como “Anora”, “Parasita” e “Moonlight”, e supera até mesmo obras hollywoodianas de grande porte técnico, a exemplo de “A forma da água” e “Birdman”.
Quem é Karina Gama, alvo de operação da PF sobre Dark Horse
Produtora de “Dark Horse” se aproximou de Mario Frias, recebeu recursos de emendas e comandou ONG que fechou contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo
Antes de assumir a produção de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro (PL), Karina Ferreira da Gama, de 47 anos, não tinha experiência conhecida na produção cinematográfica. Ligada ao terceiro setor e próxima do deputado federal Mario Frias (PL-SP), ela está entre os alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) para investigar o financiamento da obra.
A investigação apura o suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares para bancar a produção do filme. Frias, que também é alvo da operação, foi o responsável por indicar a Go Up Entertainment para a produção de “Dark Horse”.
Moradora da Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, Karina construiu sua trajetória principalmente por meio do Instituto Conhecer Brasil, organização que, nos últimos anos, passou a obter contratos e convênios públicos de valores elevados. Paralelamente, ela ampliou sua atuação empresarial e abriu negócios em outros estados.
Alvo da PF, Karina Gama é aconselhada a delatar no caso Dark Horse
Produtora da cinebiografia de Bolsonaro foi alvo da PF e teria sido procurada até por lideranças religiosas para fechar acordo
Dark Horse e Karina Gama - Crédito: Reprodução
A produtora Karina Gama, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, resiste à possibilidade de firmar um acordo de delação premiada, apesar de estar sendo pressionada a colaborar com as investigações da Polícia Federal.
Segundo informou a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Karina teria sido procurada até por lideranças religiosas, que sugeriram a ela a celebração de um acordo no âmbito do caso Dark Horse. A produtora, no entanto, tem rejeitado a ideia.
Karina foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (10). Além de atuar como produtora do filme sobre Bolsonaro, ela é proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades que também entraram na mira dos investigadores.
De acordo com a apuração, pessoas que se aproximaram de Karina defenderam que ela buscasse uma delação premiada como forma de lidar com o avanço da investigação. A produtora, contudo, tem afirmado que não teria elementos a apresentar às autoridades.
A interlocutores que sugeriram o acordo, Karina argumentou que “não teria o que delatar”, sob a justificativa de que “não teria feito nada de errado”.
PF deflagra operação contra financiamento ilegal de Dark Horse e atinge Mario Frias
Ação cumpre mandados de busca contra o deputado e a produtora Karina Gama após delação premiada revelar repasses milionários ao exterior
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação para investigar o esquema de financiamento do filme “Dark Horse”, produção cinematográfica que narra a história de Jair Bolsonaro (PL). A ação ostensiva cumpre mandados de busca e apreensão contra a produtora da obra, Karina Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), além de buscar provas relativas a outras 20 pessoas envolvidas no caso, informa Andréia Sadi, do G1. O processo investigativo transcorre sob a relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As investigações ganharam forte impulso após o ministro André Mendonça, também do STF, homologar na última quarta-feira (9) o acordo de colaboração premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido pelo apelido “Mineiro”. Dono da empresa Entre Investimentos, o delator revelou ter atuado a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, para operacionalizar remessas financeiras ao exterior que atendiam a pedidos diretos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
‘Mendonça tentou blindar os Bolsonaros e escândalos multimilionários’, denuncia Correia (vídeo)
De acordo com o deputado, as investigações sobre Dark Horse, Banco Master e repasses ligados à família Bolsonaro motivou a ofensiva contra Andrei Rodrigues
Rogério Correia e André Mendonça - Crédito: Agência Câmara I STF
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou nesta quarta-feira (9) que a tentativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal teve como objetivo conturbar investigações sobre o filme Dark Horse, o Banco Master e repasses ligados à família Bolsonaro.
“Polícia Federal está investigando detalhadamente o caso Dark Horse. 134 milhões de reais para um filme. Vocês vão compartilhar esse vídeo para todo mundo saber por que tem gente, inclusive no Supremo Tribunal Federal, como o ministro André Mendonça, querendo conturbar o trabalho da Polícia Federal fazendo intervenção e afastando o responsável por toda esta análise, por toda esta investigação, que é o André Rodrigues, o mesmo que conseguiu também desvendar os crimes do INSS”, afirmou Correia.
O parlamentar fez uma gravação publicada na rede social X em um contexto de crise no STF por causa da relação de magistrados com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Após a publicação do post de Correia, o presidente da Corte, Edson Fachin, suspendeu a decisão do ministro André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e de Leandro Almada da chefia da Diretoria de Inteligência Policial.
Com a decisão de Fachin, nesta quarta (9), as determinações anunciadas anteriormente pelos ministros Flávio Dino e André Mendonça foram derrubadas.
O ministro André Mendonça havia determinado o afastamento de Andrei Rodrigues da PF sob o argumento de que era necessário apurar o conteúdo de relatórios da PF enviados a outro ministro da Corte, Alexandre de Moraes.
Já o ministro Flávio Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada à PF.
Fachin convoca Mendonça a sessão do plenário para analisar decisão que afastou Andrei Rodrigues
Sessão foi marcada para o dia 15 de setembro; Andrei Rodrigues foi restaurado no cargo
Edson Fachin - Crédito: Victor Piemonte/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou uma sessão plenária extraordinária da Corte para 15 de setembro, às 10h. O plenário irá analisar a decisão de terça-feira (8) do ministro do STF André Mendonça, que levou ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do cargo. A decisão foi revertida nesta quarta-feira (9) por decisão do ministro do STF Flávio Dino. Ambas as decisões anteriores à de Fachin foram anuladas pelo presidente do STF, e Andrei Rodrigues permanece no cargo.
“Por fim, fica convocada sessão extraordinária do Plenário, em formato presencial, para a data de 15 de setembro de 2026, às 10h00, para apreciar a Pet 16.662, feito já indicado à pauta pelo Relator”, disse Fachin, em nota nesta quarta-feira.
Fachin manda ao plenário do STF decisão de Mendonça que cita Moraes e Vorcaro
PF intima Galípolo, Campos Neto e André Esteves para prestar depoimento no caso Banco Master
Depoimentos foram determinados após ex-diretor do BC relatar reuniões sobre a situação do Banco Master
A Polícia Federal determinou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto e o controlador do BTG Pactual, André Esteves, sejam intimados para prestar depoimento no inquérito que apura suspeitas relacionadas à fiscalização do Banco Master. O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, também deverá prestar um novo depoimento.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, as intimações foram determinadas pela PF em 3 de agosto. Inicialmente, Galípolo, Campos Neto e Esteves serão ouvidos na condição de testemunhas, assim como Ailton.
Os depoimentos ainda não haviam sido colhidos porque outros interrogatórios estavam na fila do mesmo inquérito. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento em 28 de agosto.
A decisão de ouvir os três, além de reinquirir Ailton de Aquino, ocorreu depois de eles serem mencionados no depoimento de Paulo Sérgio Souza, ex-chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central e um dos investigados no caso.
Em um trecho da determinação, a PF ordenou que o Banco Central apresentasse Galípolo e Ailton para audiências por videoconferência.
“Expeça-se ofício ao Banco Central do Brasil, solicitando a apresentação dos servidores seguintes na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, conforme pauta cartorária, para audiências por videoconferência na condição de testemunhas: a) Gabriel Muricca Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil; b) Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, para reinquirição”.
Superintendentes da PF em 22 estados e DF manifestam apoio a Andrei Rodrigues
Diretor-geral da PF teve seu cargo restaurado nesta quarta-feira
Um conjunto de superintendentes da Polícia Federal de 22 estados e no DF divulgou nesta quarta-feira (9) uma nota manifestando apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, que teve seu cargo restaurado nesta mesma data, após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A nota conjunta é do Ministério da Justiça (MJSP) e da PF. Os superintendentes regionais também manifestaram apoio ao delegado Leandro Almada da Costa. Na decisão desta quarta-feira, Dino determinou a reintegração integral e imediata ao cargo do delegado. Na decisão de Mendonça, anulada por Dino, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, chegou a ser intimado a se manifestar.
De acordo com a nota, as acusações de Mendonça contra a PF são infundadas. “Não é admissível que acusações desprovidas de fundamento sejam utilizadas para atingir a honra de seus dirigentes e, por consequência, a própria credibilidade da Polícia Federal. Divergências institucionais devem ser enfrentadas nos limites da Constituição, das leis e do respeito às atribuições de cada órgão, jamais mediante iniciativas que possam comprometer a independência e o regular funcionamento de uma instituição essencial ao Estado Democrático de Direito”, diz a nota.
Mendonça revoga prisão de filho do Careca do INSS
Ministro do STF substitui prisão preventiva de Romeu Antunes por medidas cautelares
André Mendonça - Crédito: Carlos Moura/SCO/STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Romeu deverá usar tornozeleira eletrônica e ficará submetido a outras restrições enquanto prosseguem as investigações da Operação Sem Desconto.
Segundo a Folha de São Paulo, Mendonça também proibiu Romeu de manter contato com outros investigados da operação, que apura desvios envolvendo aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ministro determinou ainda que ele não frequente entidades suspeitas de participação no esquema.
Romeu estava preso preventivamente havia nove meses. As investigações o tratavam como sucessor do pai, apontado como um dos operadores centrais do esquema investigado. Antônio Camilo Antunes permanece preso.