quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A pedido do PT, Justiça manda candidato do Novo retirar propaganda eleitoral do ar




O deputado estadual Arilson Chiorato, presidente do PT do Paraná, pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) a cassação do registro de candidatura de Jeffrey Chiquini (Novo),na foto, candidato a deputado federal, e a retirada de propaganda eleitoral publicada em um canal do Telegram e no site da empresa de Chiquini. Em decisão liminar, a Justiça Eleitoral atendeu ao pedido de remoção e deu 24 horas para os conteúdos serem apagados. O pedido de cassação ainda será analisado pelo Tribunal.

Candidato a deputado federal, Arilson Chiorato entrou com a ação no TRE-PR. Arilson é presidente do PT-PR, coordenador da campanha do presidente Lula no Paraná e líder da Oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A ação é assinada pelos advogados Dorival Assi, Lais Queiroz e Vinícius Gessolo.

Na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), Arilson acusa Chiquini de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação na campanha.

“Os indícios são graves. Dinheiro público de campanha deve servir para apresentar propostas ao povo, não para promover empresa, vender curso ou criar vantagem na eleição. A decisão é um primeiro passo, e esperamos que tudo seja apurado até o fim”, afirmou Arilson.

Segundo a ação, Chiquini teria usado mais de R$ 670 mil em recursos públicos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário para promover páginas e marcas ligadas à Chiquini Consultoria Jurídica Ltda. O processo também aponta que o site de Chiquini e perfis no YouTube e no TikTok misturavam propaganda eleitoral com a venda de cursos e planos de assinatura.

A ação cita ainda um canal no Telegram com mais de 13 mil inscritos que não teria sido informado no prazo à Justiça Eleitoral. De acordo com o documento, o canal reunia conteúdo político, ofertas de investimento em criptomoedas e promessas de retorno financeiro.

Retirada em 24 horas

Na decisão, a juíza Nicole Trauczynski considerou que havia risco de prejuízo à eleição e deu 24 horas para Chiquini retirar toda propaganda e todo conteúdo eleitoral do canal, que não foi informado no prazo à Justiça Eleitoral. A magistrada também mandou retirar qualquer conteúdo eleitoral do site, já que a legislação proíbe propaganda eleitoral em páginas de empresas.

Se a ordem não for cumprida, a multa será de R$ 10 mil por dia e por publicação. O principal pedido da ação é a cassação do registro de candidatura de Chiquini por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Essa parte ainda será analisada pelo TRE-PR. (Do Contraponto com Assessoria).

Sondagem eleitoral mostra tendência de segundo turno para o governo do Paraná

 Uma pesquisa Alfa Inteligência, divulgada na manhã desta quinta-feira (10), mostrou tendência de segundo turno nas eleições para governador do Paraná. O levantamento coloca três candidatos na briga pelas duas vagas.

No cenário estimulado, o senador Sergio Moro (PL-PR) pontua com 39%. Na sequência, aparecem o deputado federal Sandro Alex (PSD) com 26% e o deputado estadual Requião Filho (PDT) com 20%. Tayná Miessa (UP) e Luiz França (Missão) somaram 1% das intenções de voto, enquanto os demais candidatos não pontuaram. Eleitores que não souberam ou não responderam marcaram 8%, enquanto votos brancos e nulos registraram 5%.

A pesquisa realizada pela Alfa Inteligência, contratada pela TMC, entrevistou 1,2 mil eleitores, de 16 anos ou mais, pelo método CATI (Computer Assisted Telephone Interviewin Entrevista Telefônica Assistida por Computador), de 132 municípios, de todas as mesorregiões do Paraná, de 4 a 9 de setembro. A margem de erro da pesquisa é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-03042/2026.

Cenário espontâneo

No recorte espontâneo, quando os eleitores respondem o questionário sem os nomes apresentados, os candidatos pontuam da seguinte forma:

  • Sergio Moro (PL) – 25%;
  • Sandro Alex (PSD) – 14%;
  • Requião Filho (PDT) – 13%;
  • Alexandre Curi (Republicanos) – 1%;
  • Outros – 1%;
  • Ninguém, branco ou nulo – 3%;
  • Não sabe ou não respondeu – 44%

Segundo turno

A pesquisa Alfa Inteligência simulou três cenários de segundo turno com os líderes do recorte estimulado.

Sandro Alex x Requião Filho

  • Sandro Alex (PSD) – 47%;
  • Requião Filho (PDT) – 31%;
  • Branco ou nulo – 15%;
  • Não sabe ou não respondeu – 7%.

Sergio Moro x Sandro Alex 

  • Sergio Moro (PL) – 45%;
  • Sandro Alex (PSD) – 39%;
  • Branco ou nulo – 10%;
  • Não sabe ou não respondeu – 6%.

Sergio Moro x Requião Filho

  • Sergio Moro (PL) – 45%;
  • Requião Filho (PDT) – 39%;
  • Branco ou nulo – 10%;
  • Não sabe ou não respondeu – 6%.
Fonte: Contraponto

Operação da PF apreende armas e carros de luxo em apuração sobre desvio de emendas para Dark Horse

 Ação autorizada pelo STF investiga desvios milionários de recursos públicos que teriam financiado produção sobre o ex-presidente e estada nos EUA

Armas e carro apreendido na operação Operação Make Up, da Polícia Federal - Crédito: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) apreendeu armas de fogo e veículos de luxo durante as buscas e apreensões realizadas na manhã desta quinta-feira (10), no âmbito da Operação Make Up. A ação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre um esquema de desvio de recursos públicos originados de emendas parlamentares. Entre as principais linhas de apuração dos investigadores está o possível uso desse dinheiro para o financiamento de Dark Horse, filme que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro (PL), segundo Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

Entre os principais alvos da ofensiva policial estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment, empresa responsável pela realização do longa-metragem. Durante o cumprimento das medidas cautelares, os agentes da corporação apreenderam o telefone celular do parlamentar. Ao todo, a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cobrindo endereços localizados no Distrito Federal e nos estados do Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. Além dos automóveis de alto padrão e do armamento, foram recolhidos documentos e aparelhos eletrônicos que passarão por análise pericial.

PT pede que Mendonça e Dino tirem sigilos de investigações do caso Master

 Partido argumenta que vazamentos seletivos afetam o debate eleitoral

             André Mendonça e Flávio Dino - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

O PT acionou o Supremo Tribunal Federal para pedir a retirada dos sigilos que ainda cercam investigações relacionadas ao Banco Master, caso apontado pelo partido como a maior fraude do sistema financeiro brasileiro.

A legenda protocolou na noite de quarta-feira (9) duas petições no STF, uma endereçada ao ministro André Mendonça e outra ao ministro Flávio Dino. Nos documentos, o partido pede que ambos tornem públicos os autos de apurações ligadas ao banco do empresário Daniel Vorcaro, que está preso.

O argumento central da equipe jurídica petista é que a manutenção parcial do sigilo, combinada com vazamentos seletivos, cria um ambiente de desequilíbrio no debate público e eleitoral. Para os advogados, a divulgação fragmentada de informações impede que partidos, candidatos e eleitores tenham acesso ao contexto completo das investigações.

“No regime de transparência brasileiro, vige o princípio da máxima divulgação, em que a publicidade é regra, e o sigilo, exceção”, afirmam as petições.

Deputada do PL denuncia importunação sexual em comício de Flávio Bolsonaro (vídeo)

 Imagens mostram agressão contra mulher no centro de Juiz de Fora

      Crédito: Reprodução

A deputada estadual Delegada Sheila (PL-MG), candidata à reeleição, denunciou um caso de suposta importunação sexual ocorrido contra uma mulher durante um ato de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. O episódio de violência ocorreu na quarta-feira (9), no meio da aglomeração de apoiadores que acompanhavam a movimentação política na cidade.

A denúncia foi feita por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, em que a parlamentar aparece ao lado de Charlles Evangelista, candidato a deputado federal por Minas Gerais. Na gravação, os dois comentam o registro em vídeo feito durante o evento, no qual um homem é flagrado se aproximando indevidamente da vítima por trás. Ao perceber a aproximação e a atitude do indivíduo, a mulher reage imediatamente para se defender, afastando o homem com tapas e socos.


Diante da gravidade da situação, a deputada repudiou veementemente a atitude do agressor nas imagens. “Gente, olha o que esse covarde fez com uma mulher no meio do comício do candidato Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora. Isso é inadmissível”, afirmou a Delegada Sheila durante a gravação.

PF revela se crianças desaparecidas em Bacabal são as mesmas encontradas nos EUA

 Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal

Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4 - Crédito: Reprodução

 A Polícia Federal descartou a possibilidade de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, estejam entre as 163 pessoas localizadas recentemente na Flórida, nos Estados Unidos, durante uma operação de combate à exploração infantil e ao tráfico de pessoas.

Segundo o Metrópoles, a corporação informou nesta quarta-feira (9) que recebeu das autoridades norte-americanas a confirmação de que nenhuma criança brasileira integra o grupo encontrado durante a Operação Statewide Shield.

“A Polícia Federal esclarece ainda que, segundo informações das autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas recentemente nos Estados Unidos no âmbito da Operação Statewide Shield”, diz a corporação em nota.

Operação sobre Dark Horse acende alerta na campanha de Flávio Bolsonaro

 Aliados tentam separar ação da PF de investigação sobre repasses de Vorcaro e apostam na crise do STF para reduzir desgaste eleitoral

    Flávio Bolsonaro  -Crédito: Lula Marques/Agência Brasil

A nova operação da Polícia Federal sobre o financiamento do filme Dark Horse acendeu um sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a três semanas do primeiro turno. Embora o senador não seja alvo da ação deflagrada nesta quinta-feira, aliados veem risco de desgaste por causa da retomada do tema no noticiário e da ligação do presidenciável com outra frente de apuração relacionada ao longa.

Segundo O Globo, a estratégia do entorno de Flávio é sustentar que a operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga suspeitas envolvendo emendas parlamentares e não a atuação do candidato na busca de recursos privados para o filme. Ao mesmo tempo, a campanha pretende manter o foco político na crise interna do STF, tema que vinha sendo explorado pelo presidenciável e que, na avaliação de seus aliados, ajudou a impulsionar seu desempenho nas pesquisas.

PF apreende sete armas de Mario Frias em operação

 

Armas de Mário Frias apreendidas pela PF. Foto: reprodução
A Polícia Federal apreendeu sete armas de fogo registradas em nome do deputado federal Mario Frias (PL-SP) durante buscas em endereços do parlamentar nesta quinta-feira (10). Os agentes encontraram o armamento em local diferente do endereço declarado nos registros.

A PF apontou situação irregular na guarda das armas e vai apurar o possível crime de posse ilegal de arma de fogo. A operação também incluiu buscas relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Frias figura entre os alvos da investigação que examina o repasse de R$ 2 milhões em emendas parlamentares para organizações ligadas à produtora Karina Gama. A Polícia Federal suspeita de desvios de recursos públicos destinados à realização do longa.

Os policiais cumprem 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou as medidas, e a operação não prevê mandados de prisão.

Alexandre de Moraes cancela pronunciamento no STF

 Ministro faria declaração nesta quinta-feira sobre o inquérito das fake news e o caso do Banco Master, mas adiou fala sem nova data

Brasília (DF), 02/02/2026 – O ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes cancelou a declaração oficial que faria à imprensa nesta quinta-feira (10). O anúncio do cancelamento ocorreu pouco tempo após o próprio gabinete do magistrado ter confirmado a realização da agenda pública.

A manifestação de Moraes estava prevista para acontecer um dia depois de o presidente do STF, ministro Edson Fachin, adotar uma série de medidas institucionais no intuito de conter a crise interna que se instalou na Corte. A tensão nos bastidores do tribunal envolve o inquérito que apura a disseminação de fake news e desdobramentos de investigações ligadas ao Banco Master.

Dark Horse custou US$ 24 milhões e supera orçamento de ganhadores do Oscar

 Produção ‘Dark Horse’ entra no alvo de operação por suposto desvio de emendas com custo que supera sucessos do cinema mundial

Ator Jim Caviezel interpretando Jair Bolsonaro - Crédito: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira (10) para investigar o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia baseada na trajetória política de Jair Bolsonaro (PL). A corporação apura o suposto desvio de emendas parlamentares voltadas à realização da obra cinematográfica. A ação cumpre 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O montante investido no projeto chama a atenção pelos valores astronômicos para os padrões do audiovisual. Segundo reportagem do Intercept Brasil veiculada em maio, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria solicitado US$ 24 milhões — equivalente a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época — ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para custear a produção.

O orçamento expressivo do longa-metragem supera com folga grandes produções do cinema brasileiro, como os aclamados e premiados “O agente secreto” (2025) e “Ainda estou aqui” (2024). Além disso, a quantia de US$ 24 milhões seria suficiente para produzir 15 dos últimos 20 filmes vencedores do Oscar de Melhor Filme. O valor despendido suplanta o orçamento de produções independentes de prestígio como “Anora”, “Parasita” e “Moonlight”, e supera até mesmo obras hollywoodianas de grande porte técnico, a exemplo de “A forma da água” e “Birdman”.

Quem é Karina Gama, alvo de operação da PF sobre Dark Horse

 Produtora de “Dark Horse” se aproximou de Mario Frias, recebeu recursos de emendas e comandou ONG que fechou contrato de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo

Karina Ferreira Gama - Crédito: Reprodução / IA/Dall-E

Antes de assumir a produção de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro (PL), Karina Ferreira da Gama, de 47 anos, não tinha experiência conhecida na produção cinematográfica. Ligada ao terceiro setor e próxima do deputado federal Mario Frias (PL-SP), ela está entre os alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) para investigar o financiamento da obra.

A investigação apura o suposto desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares para bancar a produção do filme. Frias, que também é alvo da operação, foi o responsável por indicar a Go Up Entertainment para a produção de “Dark Horse”.

Moradora da Brasilândia, na Zona Norte de São Paulo, Karina construiu sua trajetória principalmente por meio do Instituto Conhecer Brasil, organização que, nos últimos anos, passou a obter contratos e convênios públicos de valores elevados. Paralelamente, ela ampliou sua atuação empresarial e abriu negócios em outros estados.

Alvo da PF, Karina Gama é aconselhada a delatar no caso Dark Horse

 Produtora da cinebiografia de Bolsonaro foi alvo da PF e teria sido procurada até por lideranças religiosas para fechar acordo

                                   Dark Horse e Karina Gama  - Crédito: Reprodução

A produtora Karina Gama, responsável pelo filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, resiste à possibilidade de firmar um acordo de delação premiada, apesar de estar sendo pressionada a colaborar com as investigações da Polícia Federal.

Segundo informou a coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Karina teria sido procurada até por lideranças religiosas, que sugeriram a ela a celebração de um acordo no âmbito do caso Dark Horse. A produtora, no entanto, tem rejeitado a ideia.

Karina foi alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (10). Além de atuar como produtora do filme sobre Bolsonaro, ela é proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), entidades que também entraram na mira dos investigadores.

De acordo com a apuração, pessoas que se aproximaram de Karina defenderam que ela buscasse uma delação premiada como forma de lidar com o avanço da investigação. A produtora, contudo, tem afirmado que não teria elementos a apresentar às autoridades.

A interlocutores que sugeriram o acordo, Karina argumentou que “não teria o que delatar”, sob a justificativa de que “não teria feito nada de errado”.

PF deflagra operação contra financiamento ilegal de Dark Horse e atinge Mario Frias

 Ação cumpre mandados de busca contra o deputado e a produtora Karina Gama após delação premiada revelar repasses milionários ao exterior

Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Mario Frias e, ao fundo, o ator Jim Caviezel interpretando Jair Bolsonaro no filme Dark Horse -  Crédito: Divulgação I Reprodução

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (10), uma operação para investigar o esquema de financiamento do filme “Dark Horse”, produção cinematográfica que narra a história de Jair Bolsonaro (PL). A ação ostensiva cumpre mandados de busca e apreensão contra a produtora da obra, Karina Gama, e o deputado federal Mario Frias (PL-SP), além de buscar provas relativas a outras 20 pessoas envolvidas no caso, informa Andréia Sadi, do G1. O processo investigativo transcorre sob a relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

As investigações ganharam forte impulso após o ministro André Mendonça, também do STF, homologar na última quarta-feira (9) o acordo de colaboração premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido pelo apelido “Mineiro”. Dono da empresa Entre Investimentos, o delator revelou ter atuado a mando do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, para operacionalizar remessas financeiras ao exterior que atendiam a pedidos diretos do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

‘Mendonça tentou blindar os Bolsonaros e escândalos multimilionários’, denuncia Correia (vídeo)

 De acordo com o deputado, as investigações sobre Dark Horse, Banco Master e repasses ligados à família Bolsonaro motivou a ofensiva contra Andrei Rodrigues

                Rogério Correia e André Mendonça  - Crédito: Agência Câmara I STF

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou nesta quarta-feira (9) que a tentativa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal teve como objetivo conturbar investigações sobre o filme Dark Horse, o Banco Master e repasses ligados à família Bolsonaro. 

“Polícia Federal está investigando detalhadamente o caso Dark Horse. 134 milhões de reais para um filme. Vocês vão compartilhar esse vídeo para todo mundo saber por que tem gente, inclusive no Supremo Tribunal Federal, como o ministro André Mendonça, querendo conturbar o trabalho da Polícia Federal fazendo intervenção e afastando o responsável por toda esta análise, por toda esta investigação, que é o André Rodrigues, o mesmo que conseguiu também desvendar os crimes do INSS”, afirmou Correia.

O parlamentar fez uma gravação publicada na rede social X em um contexto  de crise no STF por causa da relação de magistrados com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. 

Após a publicação do post de Correia, o presidente da Corte, Edson Fachin, suspendeu a decisão do ministro André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e de Leandro Almada da chefia da Diretoria de Inteligência Policial. 

Com a decisão de Fachin, nesta quarta (9), as determinações anunciadas anteriormente pelos ministros Flávio Dino e André Mendonça foram derrubadas.

O ministro André Mendonça havia determinado o afastamento de Andrei Rodrigues da PF sob o argumento de que era necessário apurar o conteúdo de relatórios da PF enviados a outro ministro da Corte, Alexandre de Moraes.

Já o ministro Flávio Dino determinou a recondução de Andrei Rodrigues e de Leandro Almada à PF. 


Fachin convoca Mendonça a sessão do plenário para analisar decisão que afastou Andrei Rodrigues

 Sessão foi marcada para o dia 15 de setembro; Andrei Rodrigues foi restaurado no cargo

        Edson Fachin  -  Crédito: Victor Piemonte/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, convocou uma sessão plenária extraordinária da Corte para 15 de setembro, às 10h. O plenário irá analisar a decisão de terça-feira (8) do ministro do STF André Mendonça, que levou ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do cargo. A decisão foi revertida nesta quarta-feira (9) por decisão do ministro do STF Flávio Dino. Ambas as decisões anteriores à de Fachin foram anuladas pelo presidente do STF, e Andrei Rodrigues permanece no cargo.

“Por fim, fica convocada sessão extraordinária do Plenário, em formato presencial, para a data de 15 de setembro de 2026, às 10h00, para apreciar a Pet 16.662, feito já indicado à pauta pelo Relator”, disse Fachin, em nota nesta quarta-feira.

Fachin manda ao plenário do STF decisão de Mendonça que cita Moraes e Vorcaro


     Medonça e Moraes

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, convocou o plenário da Corte para a próxima terça-feira (15) para analisar o relatório da Polícia Federal que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Os ministros deverão discutir a validade do documento produzido pela PF a pedido do ministro André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao caso Master no Supremo.

PF intima Galípolo, Campos Neto e André Esteves para prestar depoimento no caso Banco Master

Depoimentos foram determinados após ex-diretor do BC relatar reuniões sobre a situação do Banco Master

Roberto Campos Neto   -  Crédito: REUTERS/Brendan McDermid

A Polícia Federal determinou que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto e o controlador do BTG Pactual, André Esteves, sejam intimados para prestar depoimento no inquérito que apura suspeitas relacionadas à fiscalização do Banco Master. O diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino, também deverá prestar um novo depoimento.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, as intimações foram determinadas pela PF em 3 de agosto. Inicialmente, Galípolo, Campos Neto e Esteves serão ouvidos na condição de testemunhas, assim como Ailton.

Os depoimentos ainda não haviam sido colhidos porque outros interrogatórios estavam na fila do mesmo inquérito. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento em 28 de agosto.

A decisão de ouvir os três, além de reinquirir Ailton de Aquino, ocorreu depois de eles serem mencionados no depoimento de Paulo Sérgio Souza, ex-chefe adjunto do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central e um dos investigados no caso.

Em um  trecho da determinação, a PF ordenou que o Banco Central apresentasse Galípolo e Ailton para audiências por videoconferência.

“Expeça-se ofício ao Banco Central do Brasil, solicitando a apresentação dos servidores seguintes na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal, conforme pauta cartorária, para audiências por videoconferência na condição de testemunhas: a) Gabriel Muricca Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil; b) Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, para reinquirição”.

Superintendentes da PF em 22 estados e DF manifestam apoio a Andrei Rodrigues

 Diretor-geral da PF teve seu cargo restaurado nesta quarta-feira

Andrei Rodrigues - Crédito: REUTERS/Adriano Machado

 Um conjunto de superintendentes da Polícia Federal de 22 estados e no DF divulgou nesta quarta-feira (9) uma nota manifestando apoio ao diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, que teve seu cargo restaurado nesta mesma data, após decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nota conjunta é do Ministério da Justiça (MJSP) e da PF. Os superintendentes regionais também manifestaram apoio ao delegado Leandro Almada da Costa. Na decisão desta quarta-feira, Dino determinou a reintegração integral e imediata ao cargo do delegado. Na decisão de Mendonça, anulada por Dino, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, chegou a ser intimado a se manifestar.

De acordo com a nota, as acusações de Mendonça contra a PF são infundadas. “Não é admissível que acusações desprovidas de fundamento sejam utilizadas para atingir a honra de seus dirigentes e, por consequência, a própria credibilidade da Polícia Federal. Divergências institucionais devem ser enfrentadas nos limites da Constituição, das leis e do respeito às atribuições de cada órgão, jamais mediante iniciativas que possam comprometer a independência e o regular funcionamento de uma instituição essencial ao Estado Democrático de Direito”, diz a nota.

Mendonça revoga prisão de filho do Careca do INSS

 Ministro do STF substitui prisão preventiva de Romeu Antunes por medidas cautelares

                       André Mendonça  - Crédito: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou nesta quarta-feira (9) a prisão preventiva de Romeu Carvalho Antunes, filho do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Romeu deverá usar tornozeleira eletrônica e ficará submetido a outras restrições enquanto prosseguem as investigações da Operação Sem Desconto.

Segundo a Folha de São Paulo, Mendonça também proibiu Romeu de manter contato com outros investigados da operação, que apura desvios envolvendo aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ministro determinou ainda que ele não frequente entidades suspeitas de participação no esquema.

Romeu estava preso preventivamente havia nove meses. As investigações o tratavam como sucessor do pai, apontado como um dos operadores centrais do esquema investigado. Antônio Camilo Antunes permanece preso.

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino e mantém Andrei como chefe da PF


    Édson Fachin, presidente do STF

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada.

Ao justificar a medida, Fachin afirmou que a sequência de decisões entre ministros havia criado um cenário de conflito institucional e sobreposição de procedimentos. “É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente”, escreveu.

Para o presidente do STF, a suspensão era necessária para evitar novos conflitos dentro da Corte. Fachin afirmou que, independentemente do mérito sobre o afastamento das autoridades, era preciso impedir uma situação que poderia atingir a ordem pública e a própria integridade institucional do Supremo.

A decisão é mais um capítulo da crise que se instalou no STF em torno das investigações relacionadas ao Banco Master e que passou a envolver Mendonça, Alexandre de Moraes, Fachin, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a direção da Polícia Federal.

Veja a primeira convocação da Seleção após vexame na Copa


Carlo Ancelotti durante anuncio da convocação da Seleção Brasileira na sede da CBF, nesta quarta (9). Foto: Reprodução

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, anunciou nesta quarta (9) os 26 jogadores convocados para os amistosos contra Austrália e Índia, entre o final de setembro e o início de outubro. A coletiva de imprensa do treinador foi feita na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), no Rio de Janeiro.

A Seleção enfrenta a Austrália em dois confrontos: o primeiro, no dia 25, no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, e o segundo, quatro dias depois, no Suncorp Stadium, em Brisbane. No dia 3 de outubro, a seleção enfrenta a Índia no Salt Lake Stadium, em Calcutá.

Na próxima Data Fifa, ocorrem os primeiros confrontos de seleções após a Copa do Mundo. Ancelotti já havia anunciado, após o torneio, que o grande foco das próximas convocações será a renovação do elenco, com diversos jogadores na faixa de 32 a 38 anos.

Veja a lista:

Goleiros
    •    Hugo Souza – Corinthians
    •    Pedro Morisco – Coritiba
    •    Otávio – Cruzeiro

Defensores
    •    Arthur Dias – Athletico Paranaense
    •    Douglas Santos – Zenit
    •    Gabriel Magalhães – Arsenal
    •    Jair – Nottingham
    •    Marquinhos – PSG
    •    Matheuzinho – Corinthians
    •    Mauro Jr. – PSV
    •    Victor Reis – Manchester City
    •    Wesley – Roma

Meio-campistas
    •    Andrey Santos – Manchester United
    •    Breno Bidon – Corinthians
    •    Bruno Guimarães – Arsenal
    •    Danilo – Botafogo
    •    Douglas Luiz – Juventus
    •    Gabriel Bontempo – Santos

Atacantes
    •    Endrick – Real Madrid
    •    Estêvão – Chelsea
    •    João Pedro – Chelsea
    •    Pedro – Flamengo
    •    Raphinha – Barcelona
    •    Rayan – Bournemouth
    •    Samuel Lino – Flamengo
    •    Vinícius Jr. – Real Madrid