quinta-feira, 10 de setembro de 2026

PF revela se crianças desaparecidas em Bacabal são as mesmas encontradas nos EUA

 Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal

Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4 - Crédito: Reprodução

 A Polícia Federal descartou a possibilidade de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, estejam entre as 163 pessoas localizadas recentemente na Flórida, nos Estados Unidos, durante uma operação de combate à exploração infantil e ao tráfico de pessoas.

Segundo o Metrópoles, a corporação informou nesta quarta-feira (9) que recebeu das autoridades norte-americanas a confirmação de que nenhuma criança brasileira integra o grupo encontrado durante a Operação Statewide Shield.

“A Polícia Federal esclarece ainda que, segundo informações das autoridades norte-americanas, nenhuma criança brasileira está entre as 163 pessoas localizadas recentemente nos Estados Unidos no âmbito da Operação Statewide Shield”, diz a corporação em nota.


A manifestação da PF afasta uma hipótese que havia ganhado força após surgir a suspeita de que uma das crianças encontradas nos Estados Unidos pudesse ser Allan Michael. A mãe dos irmãos, Clarisse Cardoso, chegou a fornecer material genético à Polícia Federal para uma eventual comparação de DNA.

A coleta havia sido realizada no mesmo dia em que a corporação divulgou a nota. Com a informação repassada pelas autoridades dos Estados Unidos, porém, a possibilidade de que Allan estivesse entre os resgatados foi descartada.

Procurada pelo Metrópoles, a advogada da família, Nathaly Moraes, afirmou que não havia sido informada diretamente pela Polícia Federal sobre a ausência de brasileiros entre as pessoas localizadas na operação.

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro, no Quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. Desde então, o caso mobiliza familiares e autoridades em buscas pelas duas crianças.

A operação realizada na Flórida foi conduzida por uma força-tarefa liderada pelo Departamento de Polícia da Flórida e pelo gabinete do procurador-geral do estado, James Uthmeier.

Ao longo de cinco dias de diligências, as equipes localizaram 163 crianças desaparecidas. As vítimas tinham entre dois meses e 17 anos e, segundo as autoridades, muitas haviam sido submetidas a diferentes formas de abuso, negligência, exploração ou exposição a atividades criminosas.

Entre as situações investigadas estava também o tráfico de pessoas. A operação teve desdobramentos em outros 12 países, entre eles o Brasil.

A confirmação de que não há brasileiros entre as crianças localizadas mantém abertas as buscas por Ágatha e Allan. O desaparecimento dos irmãos segue sob investigação, enquanto familiares aguardam novas informações que possam indicar o paradeiro das crianças.

Fonte: Brasil 247

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