quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Eduardo Bolsonaro chama Moraes de “câncer” e rejeita voltar ao Brasil para cumprir pena


                O ex-deputado federal foragido, Eduardo Bolsonaro. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14), em Washington, que não pretende voltar ao Brasil para cumprir a pena de quatro anos e dois meses de prisão à qual foi condenado. A declaração ocorreu durante um evento de gala com a presença do presidente argentino, Javier Milei, segundo a Folha de S.Paulo.

“Eu não vou puxar uma cadeia sendo inocente, não”, declarou Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde 2025. Na quinta-feira passada (8), o ministro Alexandre de Moraes determinou o cumprimento da pena e o cancelamento de seus passaportes.

A condenação de Eduardo Bolsonaro foi decidida por unanimidade pela Primeira Turma do STF, pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento tratou de sua atuação nos Estados Unidos para pressionar o Judiciário brasileiro e interferir na análise da trama golpista. O regime inicial fixado foi o semiaberto.

Durante a conversa com jornalistas, Eduardo voltou a defender a retirada de Moraes do Supremo. “Primeiro a gente vai ter que expurgar esse câncer chamado Alexandre de Moraes da Suprema Corte”, afirmou. Em seguida, associou a saída do ministro à eventual eleição do irmão: “Eu também não vejo o Flávio Bolsonaro presidente conseguindo governar com Moraes na Suprema Corte”.

“A luta social venceu”: Erika Hilton comemora aprovação do fim da 6×1


             A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Foto: Ronny Santos/Folhapress

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), uma das principais responsáveis por levar a mobilização pelo fim da escala 6×1 ao Congresso, comemorou nesta quarta-feira (14) a aprovação da proposta em dois turnos no Senado. Em vídeo gravado na Casa, ela atribuiu a conquista à organização dos trabalhadores e ao apoio do presidente Lula, além de confrontar os adversários da mudança. “Nós vencemos, a luta social venceu, a voz do povo venceu”, declarou.

Erika dirigiu a comemoração especialmente às pessoas submetidas à jornada de seis dias de trabalho para um de descanso. “É vitória dos trabalhadores, é vitória das mulheres, é vitória de quem está nessa escala desumana”, afirmou. Ao lembrar a resistência enfrentada durante a tramitação, acrescentou: “Riram de nós, debocharam da nossa capacidade, desacreditaram do nosso poder de articulação”.

A parlamentar também destacou a trajetória que construiu ao lado de Rick Azevedo, fundador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), para transformar o esgotamento dos trabalhadores em uma pauta nacional. “Essa luta foi levantada por uma bicha negra de balcão de farmácia e uma travesti que saiu da esquina e se elegeu deputada federal nesse país”, disse. Erika construiu com Rick e o VAT uma proposta de redução da jornada para 36 horas semanais, distribuídas em quatro dias de trabalho. O texto aprovado pelo Congresso estabelece 40 horas e dois dias de repouso.

Erika reconheceu as dificuldades da negociação e reivindicou o papel das organizações que sustentaram a pressão pela aprovação. “Teve muita conversa, teve muita bucha que a gente teve que engolir, teve muita negociação difícil, mas hoje é um dia que ficará marcado na história do Brasil e do povo brasileiro”, afirmou. Ela citou mulheres, população negra, comunidade LGBT e forças sindicais entre os responsáveis pela conquista e destacou a atuação de Lula ao lado dos trabalhadores.


Após atacar fim da 6×1, Flávio demora quatro horas para entrar na sessão e vota sim


O candidato a presidência Flávio Bolsonaro (PL) em ato de campanha em Porto Alegre (RS). Foto: Divulgação/Charles Vieira

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, passou cerca de quatro horas sem registrar presença na sessão do Senado que discutiu o fim da escala 6×1 nesta quarta-feira (14). Enquanto os parlamentares debatiam a proposta, ele cumpria agenda de campanha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Depois, participou remotamente e votou a favor nos dois turnos.

As discussões começaram por volta das 16h30, mas Flávio só registrou presença às 20h30. A sessão foi convocada em formato semipresencial, que permite aos senadores votar sem comparecer fisicamente ao Congresso.

O voto favorável veio após meses de resistência à redução da jornada. Em 6 de outubro, Flávio classificou como “oportunista” o debate sobre o fim da escala 6×1 e acusou o presidente Lula de explorar a pauta eleitoralmente. Na véspera da votação, mudou de posição e anunciou que apoiaria o texto por reconhecer a vontade da maioria dos trabalhadores.

Durante os compromissos na capital gaúcha, o candidato não mencionou a proposta em seus discursos. A campanha avaliou que rejeitar uma medida de amplo apoio popular poderia prejudicá-lo na disputa contra Lula, que incorporou o fim da escala 6×1 às suas principais bandeiras.

escala 6x1
Senadores e senadoras comemoram após aprovação da PEC 221/2019 que define o fim da escala 6×1. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

TSE manda bolsonaristas retirarem posts que associam “Marcha para Exu” a ato de Lula


         Fake news bolsonarista que associava ato de Lula à “Marcha de Exu”

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quarta-feira (14) a retirada de sete publicações que usaram imagens de uma manifestação de religiões de matriz africana para espalhar desinformação contra Lula (PT). A liminar da ministra Estela Aranha estabelece prazo de três horas para a remoção pelos responsáveis e pela Meta, dona de Instagram, Facebook e Threads.

Entre os alvos da representação estão os deputados federais Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC), além dos vereadores Fernando Emílio (PL-RS) e Dárcio Bracarense (PL-ES). A medida atende parcialmente a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que representa a candidatura de Lula.

O vídeo foi apresentado falsamente como se tivesse sido gravado na manifestação em apoio ao presidente realizada no domingo (11), na Avenida Paulista. As imagens, porém, são da 4ª Marcha para Exu, realizada em 16 de agosto, no mesmo local. O evento religioso não tinha relação com a campanha presidencial.


Kassio Nunes Marques manda reativar canal “Exército do Lula” no WhatsApp


       Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Foto: Reprodução

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, mandou reativar na noite desta quarta-feira (14) o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, que havia saído do ar na terça-feira (13). A ferramenta, administrada pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), reúne mais de 4 milhões de inscritos.

Nunes Marques determinou ao Facebook, representante do WhatsApp, que “providencie imediatamente o restabelecimento integral do funcionamento do referido canal, inclusive quanto à possibilidade de novas publicações e de ingresso de seguidores”. O canal voltou a funcionar após a decisão.

Antes da suspensão, o presidente do TSE havia reconhecido o registro do canal pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele também afirmou que a página poderia retomar as atividades depois do prazo de 48 horas estabelecido por resolução da Corte Eleitoral.

Janones usa o canal para divulgar áudios, vídeos e orientações aos apoiadores de Lula. A página se tornou um dos instrumentos de comunicação digital da campanha no segundo turno.

“Exército do Lula”: canal de Janones contra com mais de 4,3 milhões de seguidores

Em vitória do governo Lula e dos trabalhadores, Senado aprova o fim da escala 6×1


Plenário do Senado durante votação do fim da escala 6×1. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

O Senado aprovou por 75 votos favoráveis e 1 contrário nesta quarta-feira (14) a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. O resultado representa uma conquista dos trabalhadores e do governo Lula, que incorporou a reivindicação à sua agenda e articulou sua tramitação. O texto garante dois dias de descanso remunerado por semana e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte salarial.

A mudança dá continuidade a uma luta de décadas. Em 1988, a Constituição reduziu o limite semanal de 48 para 44 horas. Em 1995, o então deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE) apresentou a PEC 231, propondo uma jornada máxima de 40 horas. Em 2019, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) protocolou a PEC 221, votada hoje, originalmente destinada a reduzir o teto para 36 horas semanais em dez anos.

A reivindicação ganhou novo impulso em 2023, quando Rick Azevedo, então balconista de farmácia, publicou um vídeo sobre o esgotamento causado pela escala 6×1. O relato encontrou identificação entre trabalhadores e deu origem ao movimento Vida Além do Trabalho (VAT). A mobilização reuniu assinaturas e ganhou uma frente parlamentar com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que construiu com Rick e o movimento uma proposta de 36 horas semanais distribuídas em quatro dias.

O governo Lula passou a defender a mudança e lançou uma campanha nacional pelo fim da escala 6×1 sem redução salarial. Na reta final da tramitação, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), conduziu a articulação para acelerar a análise e permitir as duas votações no mesmo dia. A pressão dos trabalhadores e dos movimentos encontrou, assim, apoio político para avançar no Congresso.

Índice de rejeição de Flávio Bolsonaro supera o de Lula, mostra Quaest

 De acordo com a pesquisa, 91% dos eleitores afirmam que já decidiram seu voto para o segundo turno

                   Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

 O candidato à Presidência da República pela extrema direita brasileira, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), registra 54% de rejeição entre os eleitores, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 53%, mostrou a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14). A diferença de um ponto percentual entre os candidatos está dentro da margem de erro de dois pontos. O levantamento também revela que 91% dos entrevistados consideram definitiva sua escolha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, enquanto 9% admitem a possibilidade de mudar de candidato.

O levantamento, encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Globo, ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de outubro. A Quaest estabeleceu um nível de confiança de 95% e registrou a pesquisa na Justiça Eleitoral sob o número BR-08729/2026. Os resultados mostram que os dois candidatos enfrentam índices de rejeição superiores à metade do eleitorado consultado.

De acordo com os dados divulgados pela Quaest, os percentuais de rejeição são:

    ●    Flávio Bolsonaro (PL): 54%

    ●    Lula (PT): 53%

A diferença de um ponto percentual não representa uma distância estatisticamente significativa entre os dois concorrentes. Considerando a margem de erro, a rejeição ao senador pode oscilar entre 52% e 56%, enquanto a do presidente pode variar de 51% a 55%.

Flávio Bolsonaro recua e defende volta do “Exército do Lula”a pós PT pedir suspensão de canal bolsonarista no TSE

 Campanha petista pediu ao TSE suspensão de 48 horas do canal “Tropa do Flávio” para garantir tratamento igual às duas candidaturas

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert | Vittor Sales

 O senador Flávio Bolsonaro (PL) se manifestou nesta quarta-feira (14) a favor do restabelecimento imediato do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), após a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o grupo “Tropa do Flávio” também fosse suspenso por 48 horas.

Segundo a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, com Diego Alejandro, Jullia Gouveia e Karina Matias, a manifestação do senador foi apresentada apenas 13 minutos depois de a coligação Brasil Pronto Pra Mais protocolar o pedido de suspensão do canal ligado à campanha bolsonarista. Flávio concordou com a reativação do grupo administrado por Janones, independentemente do cumprimento integral do prazo de 48 horas, desde que fossem observadas as condições estabelecidas pelo ministro Kassio Nunes Marques.

A movimentação ocorre em meio a uma disputa judicial sobre as regras aplicadas aos canais de mobilização eleitoral no WhatsApp. A campanha de Lula reivindica tratamento equivalente para as duas candidaturas, depois que o canal criado por Janones foi retirado do ar por determinação do TSE.

Quaest aponta empate técnico: Flávio Bolsonaro tem 46% contra 44% de Lula

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 44 % das intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 46%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14). O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.

Na pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os eleitores indecisos somam 1 %. Outros 9% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não votar.

Nos votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Lula registra 49,9%, e Flávio Bolsonaro, 51,1%.

Moraes reduz pena de ex-ministro de Bolsonaro preso por trama golpista


O general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa de Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou um desconto de 86 dias da pena do general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa de Jair Bolsonaro (PL), condenado a 19 anos de prisão por participação na trama golpista. A decisão, assinada na terça (13), também autorizou o militar a exercer atividades administrativas no Exército.

O Comando Militar do Planalto apresentou documentos sobre atividades de trabalho, estudo e leitura realizadas pelo general durante o cumprimento da pena. Moraes aceitou os registros para a remição, mecanismo que reduz o tempo de prisão a partir de atividades previstas em lei.

Do total abatido, 32 dias correspondem a trabalhos realizados entre janeiro e junho deste ano. Outros 24 dias vieram da leitura de seis livros, entre eles “Vidas Secas” e “São Bernardo”, de Graciliano Ramos, e “O Filho Eterno”, de Cristovão Tezza.

O ministro também reconheceu 30 dias pela conclusão de um curso de Administração Hospitalar, Legislação e Auditoria. A formação teve carga horária de 360 horas.

Flávio Bolsonaro pede a Kássio censura contra página de artistas que apoiam Lula


    Kassio Nunes Marques e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que retire do ar, até o fim do segundo turno, páginas ligadas a entidades da sociedade civil, artistas, movimentos progressistas e políticos. Entre os alvos está o 342 Artes, grupo que reúne artistas em defesa da democracia e que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que é gerido por Paula Lavigne, mulher e empresária de Caetano Veloso.

A ação acusa o 342 Artes de disseminar uma tese considerada infundada a partir da interpretação de uma declaração de Flávio Bolsonaro sobre “mudar a Constituição para redemocratizar o Brasil”. Foi exatamente o que o candidato de extrema-direita prometeu.

A campanha de Flávio, porém, tratou a publicação como uma infração grave e pediu a retirada das páginas do ar até o encerramento do segundo turno. O 342 Artes atua há anos em pautas ligadas à cultura e ao meio ambiente e reúne artistas que defendem a democracia e manifestam apoio a Lula.

Em vitória de Lula, CCJ do Senado aprova PEC da Segurança

 Proposta avança após votação relâmpago e segue para o plenário do Senado

CCJ – Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania - Crédito: Saulo Cruz/Agência Senado

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado concluiu nesta quarta-feira (14) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, uma das prioridades do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida, que busca ampliar a integração das forças policiais e fortalecer o combate ao crime organizado, segue agora para o plenário da Casa.

A conclusão da votação ocorreu de maneira acelerada, após o colegiado analisar três destaques que haviam ficado pendentes desde 2 de setembro, quando o texto principal foi aprovado. O relator da proposta, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou as alterações apresentadas e preservou a versão aprovada pela Câmara dos Deputados.

A decisão faz parte de uma estratégia para acelerar a tramitação da PEC e permitir que sua votação seja concluída antes do segundo turno das eleições. Ao manter o texto encaminhado pelos deputados, a comissão também evita, nesta etapa, mudanças que poderiam prolongar a análise da proposta no Congresso.

A aprovação definitiva da PEC é considerada estratégica pelo governo Lula, que pretende criar o Ministério da Segurança Pública após a conclusão da tramitação. A nova estrutura é uma das iniciativas planejadas pelo Executivo para ampliar a coordenação federal das políticas de segurança e do enfrentamento às organizações criminosas.

Ministério Público federal abre apuração sobre moderação de conteúdo das eleições por Meta e X

 O objetivo é apurar as práticas de moderação adotadas pelas empresas durante as eleições devido às reclamações de bloqueios, suspensões de contas, remoções de publicações e restrições de alcance

O logotipo da Meta é visto na entrada do estande temporário da empresa antes do Fórum Econômico Mundial (WEF), em Davos, na Suíça, em 18 de janeiro de 2025.Crédito: REUTERS/Yves Herman//Foto de arquivo

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento administrativo com o objetivo de apurar as práticas de moderação de conteúdo adotadas pelas empresas Meta e X durante as eleições de 2026, informou o órgão, após reclamações de bloqueios, suspensão de contas, remoções de publicações e restrições de alcance.

Segundo o documento do MPF, com data de terça-feira, os procuradores receberam uma representação formulada por organizações que monitoram o trabalho das “big techs” relatando “volume expressivo de notícias (mais de 1.000 casos registrados) de bloqueios, suspensão de contas, remoções de publicações e restrições de alcance promovidos por plataformas digitais — especialmente a Meta (Instagram, Facebook e WhatsApp) e o X — contra cidadãos, jornalistas, comunicadores, veículos independentes de imprensa, entidades estudantis e movimentos sociais”.

Uma das organizações que assinam o pedido, a CTRL+Z, detalha em seu site que, além de já ter documentado mais de 1.000 casos de restrições e banimentos, 22% dos casos documentados são de contas ou postagens censuradas sem explicação –- o que tem afetado, além de cidadãos comuns, também movimentos sociais e estudantis, segundo a entidade.

Procuradas, a Meta e o X não responderam de imediato a pedido de comentário.

A subprocuradora-geral da República Paula Bajer Fernandes, procuradora federal adjunta dos Direitos do Cidadão, determinou o envio de ofício à Meta para que informe em cinco dias como é feito o monitoramento, detalhando os episódios reportados. Por ora, não houve providências a serem adotadas pelo X, conforme o documento.

Alcolumbre pretende promulgar fim da escala 6×1 na próxima terça-feira

 PEC deve ser votada em dois turnos nesta quarta-feira no Senado e pode garantir a Lula uma importante vitória política antes do segundo turno das eleições

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avalia promulgar na terça-feira (20) a PEC que acaba com a escala 6×1, caso a proposta seja aprovada em dois turnos pelos senadores nesta quarta-feira (14)Crédito: Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), trabalha com a possibilidade de promulgar, na próxima terça-feira (20), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da escala de trabalho 6×1. A medida, uma das principais bandeiras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), poderá ser aprovada ainda nesta quarta-feira (14), caso obtenha o apoio necessário em duas votações no plenário da Casa.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, Alcolumbre comunicou a aliados sua intenção de concluir a tramitação da proposta e realizar a promulgação na próxima semana. O presidente do Senado avalia que há condições políticas para garantir a aprovação do texto em dois turnos, permitindo que a mudança constitucional seja formalizada antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.

A iniciativa ganhou importância na reta final da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). O presidente busca transformar a aprovação do fim da escala 6×1 em uma conquista de seu governo, associando sua candidatura à redução da jornada de trabalho e à ampliação dos direitos dos trabalhadores.

Meta diz que adotou medidas, mas IA segue fazendo propaganda pró-Flávio


            Lula e Flávio Bolsonaro em montagem com retratos dos dois candidatos. Foto: Reprodução

A Meta afirmou que adotou medidas em sua ferramenta de inteligência artificial (IA) após se recusar a produzir imagens pró-Lula e criar montagens com a frase “Vote Flávio 22”. Mesmo após a empresa se pronunciar, o veto ao nome do petista segue acontecendo.

Em nota divulgada nesta quarta (14), a Meta alegou que proibiu temporariamente “a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles” para cumprir as regras eleitorais brasileiras. A empresa também disse ter adotado restrições para comandos que usem apenas o primeiro nome de candidatos e seus números de urna.

Após a manifestação da companhia, novos testes indicaram que a ferramenta inicialmente recusava o pedido para gerar uma imagem com “Flávio 22”. Questionada sobre a negativa, porém, a própria Meta AI sugeriu outra formulação: “Quer que eu tente de novo com um texto um pouco diferente, tipo só ‘Flávio’ ou ‘Vote Flávio’?”.

Depois que recebeu uma resposta positiva, o chatbot criou a imagem sem o número. Em seguida, quando recebeu novo comando, acrescentou o 22 ao material produzido para o senador bolsonarista.

IA da Meta se recusa a fazer imagens pró-Lula. Foto: Reprodução

Ferramenta recusou comandos com o nome de Lula

No caso de Lula, a Meta AI seguiu bloqueando a criação de imagens com “Lula 13”, “Vote Lula” e “Vote Luiz Inácio”. Os comandos fazem referência ao presidente e candidato do PT na disputa presidencial de 2026.

Campanha de Lula aciona TSE contra Meta por favorecer Flávio Bolsonaro e cobra investigação sobre vídeos de Nikolas

 Coligação questiona alcance milionário de vídeos de Nikolas Ferreira e pede ao TSE investigação sobre distribuição de conteúdo político no Instagram

Luiz Inácio Lula da Silva -   Crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A equipe jurídica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou, nesta quarta-feira (14), novos documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reforçar uma ação contra a Meta, controladora do Instagram e do Facebook. A coligação suspeita que os mecanismos de distribuição de conteúdo da empresa estejam beneficiando a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto publicações ligadas à campanha pela reeleição do presidente enfrentariam restrições de alcance.

Segundo o jornal O Globo, a nova manifestação concentra parte das suspeitas no desempenho das publicações do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), aliado de Flávio Bolsonaro. Os advogados de Lula apontam diferenças expressivas entre o número de seguidores do parlamentar e as visualizações registradas em seus vídeos, além de questionarem os critérios utilizados pela plataforma para recomendar conteúdos políticos.

A petição foi encaminhada ao ministro Marco Aurélio Bellizze, relator da ação. A campanha argumenta que o alcance das publicações de Nikolas seria incompatível com os parâmetros de distribuição informados pela própria Meta, especialmente diante das dificuldades enfrentadas pelos perfis associados ao presidente.

“Em termos claros, a META vem entregando a campanha de Flávio Bolsonaro a uma quantidade de usuários e usuárias que sequer celebridades internacionais alcançam. Não há como conceber equilíbrio na disputa eleitoral com esse cenário”, afirma o documento apresentado ao TSE.

Zanin dá 48 horas para Anatel explicar falhas no 1º turno das eleições

Ministro do STF exige relatório detalhado e determina que problemas sejam corrigidos até 22 de outubro

       Cristiano Zanin  -  Crédito: Antonio Augusto/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (14) que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apresente, no prazo de 48 horas, explicações detalhadas sobre as falhas registradas no acesso gratuito aos serviços digitais da Justiça Eleitoral durante o primeiro turno das eleições de 2026. A decisão também estabelece que os proble as sejam corrigidos até 22 de outubro, antes da votação do segundo turno.

A determinação atende parcialmente a um pedido do Partido Verde (PV), apresentado no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1355. O objetivo é assegurar que eleitores com planos de telefonia móvel pré-pagos, mesmo sem saldo ou franquia de dados disponível, consigam acessar gratuitamente as plataformas oficiais da Justiça Eleitoral.

Zanin exigiu que a Anatel encaminhe ao Supremo um relatório detalhado sobre a fiscalização do cumprimento da medida que garantiu acesso gratuito ao portal de checagem de notícias falsas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além dos demais sites e aplicativos eleitorais, nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao primeiro turno.

Lula cresce e reduz distância para Flávio Bolsonaro, dizem trackings encomendados por bancos

 Levantamentos internos de duas grandes instituições financeiras apontam recuperação do presidente na disputa pelo segundo turno

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio BolsonaroCrédito: Ricardo Stuckert | Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou uma recuperação nas intenções de voto em relação a Flávio Bolsonaro (PL), segundo levantamentos internos encomendados por duas grandes instituições bancárias. Os dados indicam uma redução da vantagem que o candidato do PL mantinha sobre o petista na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (14) pelo jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no jornal O Globo.

De acordo com a publicação, pelo menos dois levantamentos de acompanhamento eleitoral, conhecidos como trackings, identificaram uma movimentação favorável a Lula ao longo dos últimos dias.

Campanha de Lula aciona TSE contra Meta por favorecer Flávio Bolsonaro nas redes

 IA da Meta se nega a produzir materiais para Lula, mas elabora conteúdos pró-Flávio Bolsonaro. Organização CTRL+Z também pressiona Nunes Marques, presidente do TSE, a reagir

                Crédito: ABr | Ricardo Stuckert/PR

A campanha do presidente Lula (PT) apresentou uma nova petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (14), em que volta a acusar a Meta, empresa de tecnologia norte-americana proprietária do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, de interferir na disputa eleitoral em favor do senador Flávio Bolsonaro (PL), informa a Folha de São Paulo.

A equipe de Lula compilou registros que indicam que a inteligência artificial da Meta se recusa a criar material de campanha para o presidente, ao mesmo tempo em que atende a pedidos semelhantes em relação ao senador Flávio Bolsonaro. “Sim, o algoritmo da Meta é enviesado, pratica seletividade algorítmica e permite que Flávio Bolsonaro e seus apoiadores produzam, em massa, conteúdos eleitorais ilícitos e de fácil replicação”, diz a peça jurídica.

‘Além de mentiroso, Flávio Bolsonaro é dissimulado e perverso’, afirma Gleisi Hoffmann

 Deputada critica postura do candidato, que promete votar pelo fim da escala 6×1 e, ao mesmo tempo, sinaliza a empresários que vai rever a medida

Gleisi Hoffmann e Flávio Bolsonaro - Crédito: Joédson Alves/Agência Brasil | Lula Marques/ Agência Brasil

A ex-ministra e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) fez duras críticas ao senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), acusando-o de atuar de forma dissimulada em relação ao fim da escala de trabalho 6×1.

Em publicação realizada nas redes sociais nesta quarta-feira (14), a parlamentar reagiu às sinalizações do adversário ao setor empresarial e disparou: “nem cumpriu a promessa de votar contra a escala 6×1 e Flávio Bolsonaro já promete a aliados que, se eleito, vai rever a medida. Além de mentiroso é dissimulado e perverso”.

A manifestação da deputada ocorre no momento em que a campanha de Flávio Bolsonaro passa a emitir acenos ao empresariado, indicando que poderá promover alterações na legislação que extingue a jornada 6×1 caso vença o segundo turno das eleições presidenciais. A articulação é feita de forma paralela ao anúncio público de que o candidato votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), uma das principais pautas sociais defendidas pelo presidente Lula (PT), seu oponente na disputa pelo Palácio do Planalto.