quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Sem participação de Lula e Flávio Bolsonaro, Globo cancela debate e alega “insegurança jurídica”

 Emissora recebeu intimações do TSE e do STF sobre regras para candidatos ausentes e participação de Renan Santos

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio BolsonaroCrédito: REUTERS/Adriano Machado e Pilar Olivares

Globo decidiu cancelar o debate entre candidatos à Presidência da República previsto para a noite desta quinta-feira (1º), após receber duas intimações judiciais relacionadas à realização do programa. As decisões foram proferidas pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O cancelamento ocorreu também após Flávio Bolsonaro (PL) anunciar que não participaria do debate.

Segundo o G1, a primeira decisão atendeu a um pedido da coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida tornou inválida a regra do debate que previa a manutenção do púlpito de candidatos ausentes, com uma placa identificando o nome do concorrente.

Flávio Bolsonaro dá desculpa esfarrapada sobre “censura” e foge de debate da Globo


Flávio Bolsonaro, candidato do PL a presidente do Brasil. Foto: Felipe Medeiros/Folhapress

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) anunciou nesta quinta-feira (1º) que não participará do debate da TV Globo, marcado para esta noite. A desistência ocorre em meio a duas decisões judiciais que alteram o encontro: o veto à exibição destacada do púlpito vazio de Lula (PT) e às perguntas dirigidas ao presidente ausente, além da determinação para incluir Renan Santos, do Missão.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE”, escreveu Flávio em publicação no X. O senador afirmou que dará mais detalhes sobre a desistência. Segundo a coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, a campanha considera as intervenções judiciais uma forma de censura às regras do programa.

A primeira decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que suspendeu a regra de exposição do púlpito vazio identificado com o nome de Lula. A liminar, concedida a pedido do PT, também impede a formulação de perguntas destinadas ao candidato ausente. A ordem suspende o item 7 da ata do debate e prevê multa em caso de descumprimento.

A medida atinge uma estratégia que o candidato do PL vinha preparando. Nos ensaios, a equipe de Flávio simulou perguntas ao púlpito vazio para explorar a ausência do petista. O senador também treinou respostas sobre sua relação com Daniel Vorcaro e a controvérsia envolvendo Nossa Senhora Aparecida, temas considerados possíveis pontos de ataque dos adversários.


Bolsonaristas usam vídeo de Xuxa contra Bolsonaro para distorcer fala de Lula


   Xuxa e o presidente Lula. Foto: reprodução

Perfis bolsonaristas passaram a divulgar nos últimos dias dois conteúdos fora de contexto para associar o presidente Lula (PT) à pedofilia. Primeiro, recortaram uma fala do petista sobre exames preventivos de saúde. Depois, recuperaram um vídeo de Xuxa Meneghel, gravado em 2022 contra Jair Bolsonaro (PL), e passaram a compartilhá-lo como se a apresentadora estivesse reagindo agora ao presidente.

Na esteira da repercussão, também voltou a circular um vídeo no qual Xuxa fala sobre pedofilia, abuso sexual e pede que as pessoas não votem em determinado candidato. Publicações recentes passaram a sugerir que a manifestação teria sido motivada pela fala de Lula.

Isso é falso. Não há registro de manifestação recente da apresentadora sobre esse episódio. O vídeo foi gravado em outubro de 2022 e tinha Jair Bolsonaro como alvo.

Na ocasião, Bolsonaro concorria à reeleição e havia contado, em entrevista a um podcast, que encontrou meninas venezuelanas de 14 e 15 anos em São Sebastião, no Distrito Federal, e que “pintou um clima”. A declaração provocou ampla repercussão durante a campanha daquele ano.

Xuxa, que revelou ter sofrido abusos sexuais durante a infância, gravou então um longo desabafo contra o então presidente. “Não vote nesse homem, não deixe isso por menos, vamos falar, vamos gritar por essas meninas, por essas crianças, por essas adolescentes”, afirmou na gravação de 2022.


Flávio Bolsonaro desiste de participar do debate da Globo e alega “interferência do Judiciário”

 Candidato do PL recua após decisão sobre púlpito de Lula e expectativa de inclusão de Renan Santos

Flávio Bolsonaro - Crédito: Carlos Moura/Agência Senado

O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, desistiu de participar do debate da TV Globo marcado para a noite desta quinta-feira (1º), último confronto televisivo entre presidenciáveis antes do primeiro turno das eleições. A mudança de posição ocorreu após decisões e movimentações judiciais que atingiram a configuração prevista para o programa.

“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes”, postou Flávio Bolsonaro nas redes sociais.

Gilmar Mendes determina participação de Renan Santos no debate da Globo

 Ministro do STF atende pedido do Solidariedade e inclui candidato do Missão no último debate antes do primeiro turno

     Renan Santos - Crédito: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (1º) a participação do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) no debate da TV Globo. A decisão ocorreu após uma disputa judicial envolvendo a presença do candidato no último encontro entre presidenciáveis antes do primeiro turno.

Gilmar atendeu a um pedido apresentado pelo Solidariedade para estender a Renan os efeitos de uma decisão anterior relacionada à liberdade de expressão no período eleitoral. O partido também solicitou a cassação da decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que havia rejeitado a participação do candidato.

Segundo Gilmar, a Globo criou uma “legítima expectativa” de participação de Renan ao incluí-lo anteriormente em entrevistas e sabatinas da cobertura eleitoral, inclusive no Jornal Nacional. Para o ministro, houve “comportamento contraditório da emissora responsável pela organização do debate”, em violação ao princípio da boa-fé objetiva.

O pedido do Solidariedade foi apresentado em uma ação na qual Gilmar havia derrubado, em maio, uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que determinava a retirada de uma manifestação política sobre a inelegibilidade de Deltan Dallagnol.

A defesa do partido argumentou que o caso de Renan envolve os limites da intervenção estatal no debate eleitoral, além de princípios relacionados à liberdade de expressão, ao pluralismo político e ao direito à informação.

⦾ Critério estabelecido pela Globo

Na decisão, Gilmar considerou que a própria Globo havia estabelecido uma regra para situações de desistência. Conforme o critério registrado pela emissora no TSE, poderia ser convidado o candidato mais bem colocado na pesquisa Quaest de 28 de setembro entre aqueles que não tinham participação assegurada pela legislação.

Renan Santos aparecia com 3% das intenções de voto e era o candidato mais bem colocado entre os nomes que não estavam contemplados pelos critérios legais de participação.

A Globo havia registrado que, em caso de desistência de um dos candidatos, poderia, “a seu exclusivo critério”, convidar o candidato mais bem colocado na pesquisa entre aqueles que não atendiam às exigências previstas na legislação eleitoral.

Com a desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan passou a ocupar essa posição.

Datafolha: Lula cresce e derrota Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno

 Presidente Lula tinha 40% há uma semana, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 36%

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert I Divulgação

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), encomendada pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 42% das intenções de voto para a Presidência da República, contra 38% de Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento considera o cenário de primeiro turno, que ocorre em três dias.

Segundo os dados publicados pelo g1, Lula tinha 40% na pesquisa anterior, realizada uma semana antes, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 36%. Os dois candidatos, portanto, oscilaram dois pontos percentuais para cima.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 4% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, mesmo percentual de Renan Santos (Missão). Romeu Zema (Novo) registra 1%.

Samara Martins (UP) também aparece com 1%, assim como Wilson Grassi (Democrata), que não havia registrado percentual na pesquisa anterior.

Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Leonardo Avalanche (PRTB), Clariana Barão (DC) e Hertz Dias (PSTU) aparecem com 0%.

Entre os entrevistados, 5% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 2% permanecem indecisos.

Marcos Coimbra: “Lula faltar ao debate não fará diferença”

 Cientista político diz que eleitorado que decide na reta final acompanha pouco debates e tende a escolher a partir de questões concretas

Luiz Inácio Lula da Silva - Crédito: Ricardo Stuckert/PR

A ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último debate da TV Globo antes do primeiro turno não deverá produzir impacto relevante sobre seu desempenho nas urnas, segundo avaliação do cientista político e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra. Para ele, o segmento do eleitorado ainda capaz de alterar o quadro da disputa acompanha pouco a política, decide o voto nos últimos dias e tende a fazer sua escolha a partir de questões concretas do cotidiano, e não do desempenho dos candidatos em confrontos televisivos.

A análise foi apresentada por Coimbra em entrevista à TV 247, na reta final da campanha presidencial. Ao avaliar previamente a decisão de Lula de não comparecer ao debate da Globo, realizado nesta quinta-feira (1º), o cientista político sustentou que o encontro teria maior repercussão entre os eleitores mais interessados em política — justamente aqueles que, a poucos dias da votação, já tendem a ter suas escolhas consolidadas.

“A importância do debate da TV Globo para essas pessoas que decidem a eleição? Zero”, afirmou Coimbra.

TSE proíbe Globo de mostrar púlpito vazio de Lula no debate


       Estúdio de debates da Globo. Foto: reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu a TV Globo de exibir de forma destacada o púlpito reservado e vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial desta quinta-feira (01). A ministra Estela Aranha concedeu uma liminar solicitada pelo PT.

Lula, candidato à reeleição, recebeu convite para o encontro, mas decidiu não comparecer. No horário do debate, ele dará entrevista ao podcast “Flow”.

Na decisão, obtida pelo Metrópoles, o TSE suspendeu o item 7 da ata do debate presidencial de 2026, que previa a exibição da cadeira vazia identificada com o nome do candidato ausente. A medida também alcança a dinâmica de perguntas dirigidas a Lula durante o programa.

“Defiro o pedido liminar para suspender a eficácia do item 7 da ‘Ata Debate Presidencial 2026’”, escreveu Estela Aranha. A ministra determinou que a Globo se abstenha de aplicar o dispositivo no debate de 1º de outubro.

Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto
Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto, em Brasília. Foto: Reprodução

Liminar também veta perguntas ao candidato ausente

No despacho, a ministra citou expressamente a vedação à “exibição destacada da cadeira vazia identificada” e à formulação de perguntas destinadas ao candidato que não estará presente.

Estela Aranha fixou que a emissora poderá sofrer multa caso descumpra a ordem. A decisão trata exclusivamente das regras previstas para a participação ou ausência de Lula no debate.

Estão confirmados no encontro Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A Globo organizará o debate sem o púlpito de Lula em destaque.

A liminar vale para o debate presidencial marcado para esta quinta-feira (01), quando Lula participará da entrevista ao “Flow” em vez do programa da TV Globo.

Fonte: DCM com informações do Metrópoles

Datafolha: Celina Leão chega a 46% e Grass marca 22% no DF

 Pesquisa mostra Celina com 53% dos votos válidos. Paula Belmonte alcança 9% e aparece em terceiro lugar na disputa pelo governo do DF

Celina Leão e Leandro Grass - Crédito: Divulgação

A candidata Celina Leão (PP) alcançou 46% das intenções de voto para o governo do Distrito Federal, enquanto Leandro Grass (PT) aparece com 22% e Paula Belmonte (PSDB), com 9%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). No levantamento anterior, ela tinha 42%, o petista registrava 23% e a tucana, 7%.

A pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo. O Datafolha entrevistou 910 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro DF-00905/2026. Não consegui localizar a publicação original nas buscas disponíveis para fazer uma verificação independente dos números informados.

Datafolha: Michelle tem 23%; Leila e Bia, 18%; Erika, 13% no DF

 Pesquisa para o Senado mostra Michelle Bolsonaro à frente, com Leila do Vôlei e Bia Kicis empatadas numericamente na disputa por duas vagas

Michelle Bolsonaro, Leila do Vôlei, Bia Kicis e Erika Kokay - Crédito: Divulgação

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 23% das intenções de voto para o Senado pelo Distrito Federal, seguida por Leila do Vôlei (PDT) e Bia Kicis (PL), ambas com 18%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Erika Kokay (PT) registra 13%. Duas vagas estarão em disputa nas eleições de outubro.

O levantamento, contratado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 910 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança chega a 95%. A Folha informa os registros DF-00905/2026 e BR-06769/2026. O material fornecido para esta matéria cita BR-09530/2026 como segundo registro, o que representa uma divergência entre as referências disponíveis.

Datafolha: Marina tem 16% para o Senado em SP; Tebet e André, 15%

 Pesquisa aponta Marina Silva com 16%, enquanto André do Prado e Simone Tebet têm 15% e Derrite, 14%

Simone Tebet, Marina Silva e André do Prado - Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Fernando Frazão/Agência Brasil / Agência Alesp

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º) aponta empate dentro da margem de erro na disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo em 2026. Marina Silva (Rede) aparece com 16%, seguida por André do Prado (PL) e Simone Tebet (PSB), com 15% cada, e Guilherme Derrite (PP), com 14%.

O levantamento ouviu 1.610 pessoas entre segunda-feira (28) e quarta-feira (30). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro é SP-01367/2026.

Eduardo Bolsonaro compara presos do 8/1 a Vorcaro e diz que ‘corrupção é o de menos’

 Ex-deputado cassado diz que “R$ 200 milhões é o de menos” ao comparar o caso de Daniel Vorcaro às penas impostas pelo STF aos golpistas do 8 de janeiro

Eduardo Bolsonaro – 14/08/2025 - Crédito: REUTERS/Jessica Koscielniak

O ex-deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro afirmou que a corrupção e as “orgias” atribuídas por ele ao ex-banqueiro banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, seriam “o de menos” quando comparadas à situação de pessoas condenadas por participação nos ataques golístas de 8 de Janeiro de 2023.  Eduardo utilizou o caso de uma mulher que deixou a prisão após cumprir pena para questionar as condenações relacionadas aos atos de 8 de Janeiro.

“Vi um vídeo agora do (deputado estadual) Gil Diniz, uma senhora, saindo do presídio depois de três anos na cadeia, uma senhorinha (uma das presas condenadas por envolvimento na tentativa de golpe em 2023)”, afirmou Eduardo em um vídeo publicado nesta quarta-feira (30) em seu canal no YouTube, de acordo com a Folha de São Paulo.

⦾ Eduardo diz que “R$ 200 milhões é o de menos”

Na sequência, o ex-deputado fez uma comparação direta entre a situação dos condenados e o escândalo financeiro envolvendo Daniel Vorcaro e o antigo Banco Master.

“Eu acho que, comparado a isso, até a corrupção ou as orgias do Vorcaro, isso é o de menos, gente, R$ 200 milhões é o de menos, eu estou falando de criança que cresceu sem ver o pai, os caras estão lá há mais de três anos, presos por nada, absolutamente nada, pela lei brasileira nem deveriam ter ido para delegacia”, afirmou.

Proposta de Flávio Bolsonaro desestimula denúncias de estupro, alertam especialistas

De acordo com especialistas e entidades que atuam na defesa das mulheres, a proposta pode criar mais obstáculos para vítimas de violência sexual que decidam procurar a polícia ou a Justiça

Flávio Bolsonaro e uma vítima de estupro  - Crédito: Divulgação I Freepick via Agência Brasil

 Um projeto apresentado pelo atual candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) em 2019 com o objetivo de aumentar a punição por denúncias caluniosas de crimes hediondos, entre eles o estupro, voltou ao debate durante a campanha de 2026. De acordo com especialistas e entidades que atuam na defesa das mulheres, a proposta pode criar mais obstáculos para vítimas de violência sexual que decidam procurar a polícia ou a Justiça. A informação foi publicada nesta quinta-feira (1) pela coluna de Mônica Bergamo.

A avaliação dessas organizações contrasta com uma das promessas apresentadas por Flávio em seu plano de governo, no qual o candidato afirma que pretende facilitar as denúncias de violência contra a mulher. O texto em questão é o Projeto de Lei 3.462, apresentado por Flávio Bolsonaro no Senado em 2019. 

A proposta prevê aumento de um terço até a metade da pena aplicada a quem fizer denúncia caluniosa relacionada a crimes hediondos, como estupro e latrocínio. O Senado registrou que a iniciativa buscava endurecer a punição prevista no Código Penal nesses casos.

O plenário do Senado recebeu formalmente a proposta em 12 de junho daquele ano, poucos dias depois de a modelo Najila Trindade acusar o jogador Neymar de agressão e estupro. As autoridades arquivaram o caso dois meses depois por falta de provas.

Naquele período, deputados apresentaram pelo menos outras cinco propostas semelhantes na Câmara. O Senado nunca votou o projeto de Flávio. De acordo com a tramitação citada pela Folha, o registro mais recente apontava que o texto aguardava relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

Datafolha: Tarcísio tem 50% e Haddad sobe a 33% em SP

 Petista avança três pontos em uma semana. Já o seu adversário manteve o mesmo percentual

                               Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad - Crédito: Divulgação

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece com 50% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) chega a 33% na reta final da disputa pelo governo paulista, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na comparação com o levantamento de 24 de setembro, o republicano manteve o índice e o petista avançou três pontos percentuais.

A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, ouviu 1.610 eleitores entre 28 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento tem registro SP-01367/2026.

TSE escolhe por sorteio relatores de recursos sobre a apuração da eleição presidencial

 Seis ministros ficarão responsáveis por processos sobre a apuração dos votos nos 26 estados e no Distrito Federal

Sessão Plenária do TSE em 29/09/2026 - Crédito: Leobark Rodrigues/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta quinta-feira (1º) os seis ministros responsáveis por analisar recursos relacionados à apuração dos resultados da eleição presidencial. A distribuição ocorreu por sorteio, três dias antes do primeiro turno.

Os 26 estados e o Distrito Federal foram divididos em seis grupos. Cada ministro ficará responsável pelos recursos e documentos referentes à apuração dos votos para presidente e vice-presidente nas unidades da Federação que lhe foram atribuídas. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, não participou do sorteio.

Veja como os estados foram distribuídos

Sebastião Reis Júnior será responsável por Amazonas, Alagoas, São Paulo e Tocantins. Estela Aranha ficará com Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

Floriano de Azevedo Marques analisará os processos referentes ao Ceará, a Sergipe, ao Maranhão e a Goiás. André Mendonça ficará responsável por Rio de Janeiro, Paraná, Pará e Piauí.

AGU apresenta notícia-crime sobre projeto de US$ 1 milhão de Trump contra STF


                      Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União. Foto: Reprodução

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou nesta quinta-feira (1°) uma notícia-crime para pedir apuração sobre o financiamento do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, a um projeto voltado a contestar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil.

O pedido surgiu após o jornal britânico The Guardian publicar, na quarta-feira (30), detalhes de uma iniciativa intitulada “Combate à Litigância Deliberativa e à Censura no Brasil”. O projeto prevê recursos para organizações da sociedade civil que se opõem ao que classificam como abuso de poder judicial e censura por parte do STF.

A iniciativa integra um conjunto de 43 concessões do Fundo de Direitos Humanos e Democracia do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que somam US$ 176,9 milhões.

Os documentos consultados pelo The Guardian não identificam qual organização brasileira receberia os recursos destinados ao projeto. A previsão é financiar grupos que contestam decisões do Supremo e sustentam acusações de abuso do poder judicial e censura.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, aparece citado no contexto do financiamento relatado pelo jornal britânico.

O projeto destinado especificamente ao Brasil recebeu o título de “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”, ou “Combatendo o lawfare e a censura no Brasil”. Segundo a documentação, o dinheiro é usado para financiar grupos da sociedade civil que se oponham ao que o governo Trump classifica como “excessos judiciais” e “censura” praticados pelo STF.

O Brasil também aparece em um conjunto maior de projetos que enfrentaram resistência no Congresso americano. De acordo com uma assessoria democrata do Legislativo citada pelo Guardian, a senadora Jeanne Shaheen, principal democrata no Comitê de Relações Exteriores do Senado, manteve dez bloqueios sobre US$ 22 milhões em recursos destinados a iniciativas envolvendo Brasil, África do Sul, Nigéria, Reino Unido e outros países europeus.

Após cobrança formal, Zanin é reconduzido por Nunes Marques ao TSE

 Ministro do STF reassume vaga de substituto após quase um mês de espera pela posse no Tribunal Superior Eleitoral

O ministro Cristiano Zanin - Crédito: Luiz Silveira/STF

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, reconduziu nesta quinta-feira (1º) o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao cargo de ministro substituto da Corte Eleitoral.

Segundo o SBT News, a posse ocorreu depois que o gabinete de Zanin fez uma cobrança formal a Nunes Marques pela demora na oficialização do novo mandato. Zanin havia sido reeleito pelo plenário do STF em 3 de setembro para permanecer por mais dois anos no TSE.

O ministro atua na Corte Eleitoral desde agosto de 2024. Apesar da recondução aprovada pelo STF, a posse não havia sido marcada desde a votação, deixando o cargo sem ocupante durante quase um mês.

De acordo com a apuração, a demora ocorreu em meio a divergências internas entre integrantes do STF. Zanin é apontado como próximo de Alexandre de Moraes, enquanto Nunes Marques mantém maior proximidade com André Mendonça.

‘Meu último governo será o mais importante de todos’, diz Lula

 Presidente também associou Flávio Bolsonaro às bets, defende respeito religioso e pede voto por mudanças que melhorem a vida das famílias

Lula e Flávio Bolsonaro - Crédito: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou nesta quinta-feira (1º) sua participação no horário eleitoral do primeiro turno com uma mensagem centrada na continuidade de avanços sociais, no combate às bets e no respeito às religiões, além de críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL). A propaganda marcou o último dia de exibição gratuita de candidatos no rádio e na televisão antes da votação de domingo (4).

A campanha do petista relacionou o presidenciável da extrema direita o ao setor de apostas, retomou a controvérsia envolvendo declarações do candidato do PL sobre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e apresentou uma mensagem de solidariedade aos devotos de Nossa Senhora Aparecida e a brasileiros de diferentes religiões.

No programa, Lula pediu que os eleitores associem a escolha nas urnas às mudanças que desejam para a própria vida e para suas famílias. “Quando for votar, vote em você. Vote nas mudanças que você quer para você e sua família. Mudança é para melhorar a sua vida. Essa é a minha última eleição, e o meu último governo será o mais importante de todos”, destacou o presidente.

A campanha petista também apresentou a proposta de um Brasil sem bets e vinculou Flávio à defesa das empresas de apostas e dos cassinos. No trecho dedicado à segurança pública, o programa exibiu o depoimento de uma eleitora que afirmou que o senador “não tem moral para combater nada, muito menos para ser presidente do país”.

STF: Fachin nega pedido para afastar Dino de processos sobre Flávio Bolsonaro, Lula e eleições

 Advogados do senador e candidato à Presidência pelo PL haviam pedido redistribuição de ações relatadas pelo ministro do STF

Edson Fachin - Crédito: Rosinei Coutinho/STF

 O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou o pedido apresentado pela defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para afastar o ministro Flávio Dino de processos relacionados ao presidenciável, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e às eleições de 2026.

O caso tramita sob segredo de Justiça no Supremo, e o conteúdo integral da decisão de Fachin não foi divulgado. A defesa de Flávio Bolsonaro sustentou que Dino teria uma relação de “proximidade” com Lula. Por esse motivo, os advogados pediram que os processos relacionados aos temas fossem retirados da relatoria do ministro e redistribuídos a outro integrante da Corte.

Entre as ações mencionadas pela defesa estão processos envolvendo o uso de emendas parlamentares, o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, e pedidos apresentados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) ao Supremo.

PF agenda Galípolo, Campos Neto e André Esteves no caso Master

 Polícia Federal apura suspeitas de atuação de servidores do Banco Central em favor do empresário Daniel Vorcaro

Policiais federais, Gabriel Galípolo (dir., em cima), Roberto Campos Neto (dir., no meio) e André Esteves - Crédito: Divulgação


A Polícia Federal marcou para a próxima semana os depoimentos do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, do ex-dirigente da instituição Roberto Campos Neto, e do controlador do BTG Pactual, André Esteves. Os três prestarão esclarecimentos como testemunhas. A informação foi publicada nesta quinta-feira (1) pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Investigadores da PF apuram suspeitas de atuação de servidores do BC em favor do Banco Master, que era controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, preso no ano passado após ser alvo da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras. 

A PF decidiu convocá-los depois que o ex-diretor do BC Paulo Sérgio Souza, investigado no caso, mencionou encontros que envolveram Galípolo, Campos Neto e Esteves em discussões sobre a situação do Master. Galípolo já havia confirmado em setembro que recebeu intimação para depor no início de outubro.

A programação prevê um depoimento por dia, embora os advogados possam solicitar mudanças nas datas. A PF pretende ouvir André Esteves na segunda-feira, Gabriel Galípolo na terça-feira e Roberto Campos Neto na quarta-feira.

Lula usará entrevista ao Flow para rebater a ataques durante debate da Globo

 Equipe do presidente acompanhará confronto entre adversários e poderá incorporar respostas ao podcast em tempo real

Lula participará do Flow Podcast enquanto adversários disputam o último debate presidencial da TV Globo antes do primeiro turno - Crédito: Ricardo Stuckert

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende transformar sua participação no Flow Podcast, na noite desta quinta-feira (1º), em uma oportunidade para responder a ataques feitos por adversários durante o debate presidencial da TV Globo, realizado simultaneamente. Lula decidiu não comparecer ao último confronto televisivo antes do primeiro turno.

Segundo O Globo, integrantes da equipe do presidente acompanharão o debate, marcado para começar às 21h30, e ficarão atentos a críticas dirigidas ao petista para que temas levantados pelos adversários possam ser respondidos durante a entrevista. A estratégia, porém, não prevê que toda a conversa no podcast seja conduzida pelas declarações feitas na Globo.

PT contesta gestão Nunes e confirma ato com Lula na Avenida Paulista

 Partido afirma que restrição imposta pela gestão Ricardo Nunes extrapola pedido do TRE-SP e promete medidas para garantir caminhada no sábado

26.09.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de campanha em São Paulo: o evento "Lula na Zona Leste de São Paulo: O Brasil Pronto Pra Mais", realizado em São Miguel Paulista, São Paulo – SP.
Crédito: Foto/Ricardo Stuckert

O Partido dos Trabalhadores decidiu manter para este sábado (3) a caminhada na Avenida Paulista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, apesar de a Prefeitura de São Paulo ter informado que não permitirá eventos na via durante o fim de semana do primeiro turno.

Segundo o Metrópoles, o PT criticou a decisão da gestão Ricardo Nunes (MDB) e lamentou o que classificou como “tentativa da prefeitura de criar confusão em torno da realização do ato”. A administração municipal afirma que a restrição atende a uma requisição do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

O ponto central da divergência está no alcance da solicitação feita pelo tribunal. De acordo com a reportagem, o pedido do TRE-SP determina que a Avenida Paulista permaneça livre para circulação no domingo (4), dia do primeiro turno, mas não estabelece proibição semelhante para o sábado (3), véspera da votação.

O calendário oficial do TRE-SP confirma que o primeiro turno das eleições de 2026 ocorrerá no domingo, 4 de outubro. O tribunal também programou para o sábado atividades preparatórias, como a saída das urnas para os locais de votação e os testes de integridade e autenticidade.