Renan Santos em sabatina na Globo. Foto: reprodução
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidirá se Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, poderá participar do debate da TV Globo marcado para a noite desta quinta-feira (1º). O líder do Movimento Brasil Livre (MBL) acusa a emissora de agir parcialmente com o propósito de beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal candidato da extrema-direita.
O caso chegou ao Supremo após o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, rejeitar o pedido apresentado pela campanha para incluir Renan no último confronto televisivo antes do primeiro turno.
A Globo convidou Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e, após decisão judicial, Romeu Zema (Novo). Lula (PT) também havia sido convidado, mas informou que não participará. Renan, que aparece à frente de alguns dos participantes em levantamentos recentes, ficou fora.
A justificativa inicial da emissora foi a representação parlamentar. O artigo 46 da Lei das Eleições assegura a presença em debates de candidatos cujos partidos tenham ao menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Para os demais concorrentes, o convite é facultativo.
Renan acusa Globo de favorecer Flávio
A exclusão também abriu uma frente política. Renan acusa a Globo de tentar proteger Flávio Bolsonaro ao evitar um confronto direto entre os dois. Na terça-feira (29), abordado por uma repórter da Globo, o líder do MBL afirmou que a decisão beneficiava o senador. “Vocês estão sendo injustos com o Brasil inteiro, vocês estão jogando o jogo do Flávio Bolsonaro”, disse.
Ele também criticou a falta de resposta da direção da emissora e afirmou que sua exclusão retiraria do debate um candidato que vinha participando das demais sabatinas.
“É uma vergonha tirar do debate o candidato que está falando todas as verdades que precisam ser ditas, participando democraticamente, fui a todas as sabatinas”, afirmou.
Renan também atacou Nunes Marques depois de perder no TSE. “Ele inventou uma jurisprudência para colocar o Zema, que é aliado do Flávio. No meu caso, lógico que negou”, declarou.