Levantamento aponta que partidos como PT e PSOL concentram parcela expressiva das agressões registradas nos últimos dez anos
Os mandatos e candidaturas de esquerda continuam a ser os principais alvos de agressões e hostilidades institucionais no território nacional, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira 1º. O levantamento, produzido em conjunto pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global, demonstra que a escalada da intolerância nas disputas institucionais atinge de forma sistemática as legendas progressistas.
⦾ Partidos progressistas acumulam fatia expressiva dos registros
Conforme os dados detalhados pela pesquisa, PT e PSOL concentram mais de 30% de todas as ocorrências mapeadas ao longo da última década. No caso específico do PSOL, o impacto sobre os parlamentares municipais é alarmante, visto que um a cada cinco representantes eleitos para as câmaras locais sofreu algum tipo de investida hostil durante o exercício de suas funções institucionais e partidárias.
A ofensiva contra os parlamentares petistas também demonstra um cenário de forte hostilidade nas casas legislativas pelo país, registrando dezenas de ocorrências direcionadas aos seus quadros. A incidência desses episódios evidencia um ambiente de crescente hostilidade direcionada contra correntes políticas que pautam o combate às desigualdades estruturais, revelando os desafios enfrentados pela representação democrática dessas forças nos espaços de poder local.
⦾ Agremiações conservadoras também registram ocorrências
Apesar da forte concentração de casos nas legendas de esquerda, o mapeamento institucional aponta que o fenômeno da hostilidade política atinge diferentes espectros partidários. Entre os agrupamentos de centro-direita e direita, o PP desponta com o maior número de ocorrências na mesma janela temporal analisada pelas entidades de direitos humanos, seguido de perto pelas bancadas do PL e União Brasil, demonstrando que a tensão institucional afeta múltiplos atores do sistema político brasileiro.
Fonte: Brasil 247
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