Instituto Locomotiva aponta apoio à divisão das tarefas e alerta para a sobrecarga feminina
Pai e filho - Crédito: Jon Nazca/Reuters
A ausência da figura paterna marcou a infância e a adolescência de metade dos brasileiros das classes D e E, segundo pesquisa do Instituto Locomotiva. Ao mesmo tempo, o levantamento identifica uma mudança significativa na percepção sobre a paternidade: a maioria considera que pais e mães devem compartilhar o cuidado, o afeto e a formação emocional dos filhos.
Segundo o UOL, o estudo mostra que, mesmo entre brasileiros que cresceram sem a presença constante do pai, existe o reconhecimento de que a participação paterna deveria ir além do sustento financeiro e incluir diálogo, acolhimento e envolvimento cotidiano.
“Muitos brasileiros cresceram sem uma presença paterna constante ou com pais mais associados ao sustento do que ao cuidado cotidiano”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.
“Hoje, essas mesmas pessoas reconhecem que ser pai também deve envolver escuta, afeto, diálogo e participação. Essa demanda deveria abrir espaço para vínculos mais próximos, que muitos não viveram na própria infância e adolescência”, acrescenta.










