quinta-feira, 23 de julho de 2026

Moraes manda prender bolsonarista investigada pelos atos de 8/1

Técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, investigada no processo sobre os atos de 8 de Janeiro - Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal prenda a técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, investigada no processo sobre os atos de 8 de Janeiro, após concluir que ela descumpriu medidas cautelares.

Taís, de Petrolina (PE), deixou de se apresentar para cumprir a determinação de monitoramento eletrônico imposta pelo STF. A Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco informou ao ministro que tentou contato diversas vezes para instalar o equipamento, mas não conseguiu localizar a acusada.

A decisão também registra que Taís não compareceu ao juízo responsável por fiscalizar as cautelares e não foi encontrada para intimação. Para Moraes, esses elementos indicam risco à aplicação da lei penal e justificam a prisão preventiva.

“A acusada está deliberadamente desrespeitando as medidas cautelares impostas nestes autos, revelando seu completo desprezo por esta Suprema Corte e pelo Poder Judiciário, havendo indícios claros de evasão, em evidente risco à aplicação da lei penal. Assim, não resta alternativa diferente da decretação da prisão preventiva da ré, a qual se encontra em local incerto e não sabido”, escreveu Moraes.

Alexandre de Moraes, ministro do STF. Foto: reprodução

PF apontou conversas, geolocalização e vídeos na Esplanada

Taís havia firmado um acordo de não persecução penal com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em março de 2024. No acordo, ela confessou participação no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde manifestantes pediam intervenção militar.

Moraes revogou o acordo depois que a Polícia Federal extraiu dados do celular da acusada. Para a PGR, os novos elementos indicam que Taís teve participação mais ampla nos atos de 8 de Janeiro do que a admitida na confissão apresentada para firmar o acordo.

Entre as conversas citadas pela PF, Taís escreveu em 3 de janeiro sobre o uso de CACs, sigla para colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, como forma de retirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do poder. “Solução agora na minha opinião é os atiradores ajudar nós ou vão entregar suas armas? Os CACs?”, disse.

Os investigadores também afirmam ter encontrado dados de geolocalização que colocam o aparelho dela na Esplanada dos Ministérios em 8 de janeiro. A PF destacou ainda que Taís declarou estar em Natal (RN) em 6 de janeiro e que seguiria para Brasília no dia 8.

Documentos enviados a Moraes mencionam vídeos de Taís na Esplanada dos Ministérios ao lado de outros manifestantes. A defesa dela não apresentou manifestação nos elementos divulgados sobre a decisão, e Taís não foi localizada para comentar a ordem de prisão.

Fonte: DCM

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