Deputado prevê “quebra de sigilo” e “prisão preventiva” ao comentar a investigação sobre o longa que retrata a biografia de Jair Bolsonaro
Da esq. para a dir.: Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Lindbergh Farias. Ao fundo, à esq.: ato Jim Caviezel interpretando Jair Bolsonaro em Dark Horse. Ao fundo, à diri: mapa da América, com destaques para os mapas dos EUA e do Brasil (Crédito: Reprodução I Reprodução/Redes Sociais)
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) destacou nas redes sociais a importância da iniciativa anunciada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou a Polícia Federal (PF) a investigar o financiamento do filme Dark Horse, retrato biográfico de Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após ser condenado por ministros do STF no inquérito da trama golpista a 27 anos de prisão.
Em sua postagem, Lindbergh recordou que R$ 61 milhões teriam sido repassados para o filme. “O Brasil merece saber a verdade sobre a engrenagem de financiamento internacional dos traidores da Pátria! Vai vir muita coisa: quebra de sigilo, prisão preventiva”, destacou o parlamentar.
Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negociou um financiamento de R$ 134 milhões com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso após ser alvo da Operação Compliance Zero. Deste total, mais de R$ 60 milhões teriam sido efetivamente repassados pelo ex-banqueiro.
A PF também investiga um esquema de fraudes financeiras que, segundo a corporação, movimentou ao menos R$ 12 bilhões. As apurações sobre o financiamento do filme Dark Horse e o esquema envolvendo a instituição bancária, contudo, são investigações diferentes.
Eduardo Bolsonaro
O ex-deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participou de conversas sobre a captação e a transferência de recursos para Dark Horse. De acordo com reportagem publicada em 27 de maio pelo site The Intercept Brasil, as tratativas envolveram o publicitário Thiago Miranda, sócio do Portal Leo Dias, e Vorcaro.
As mensagens reveladas pelo Intercept Brasil mostram que Eduardo pediu que fosse encaminhado aos EUA o maior volume possível de dinheiro. O país concentrava a etapa mais avançada da produção do longa-metragem.
O ex-parlamentar orientou Miranda sobre alternativas que poderiam facilitar o envio dos valores ao exterior. A negociação tinha como objetivo garantir recursos para a continuidade do projeto cinematográfico.
Em uma primeira manifestação, Eduardo negou ter investido na obra ou exercido a função de produtor-executivo. “Não exerci qualquer posição de gestão ou emprego no fundo, apenas cedi meus direitos de imagem”, afirmou.
O deputado cassado também reconheceu ter destinado R$ 350 mil — aproximadamente US$ 50 mil — ao filme. Segundo Eduardo, o valor foi obtido com a venda de um curso.
Fonte: Brasil 247
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