quarta-feira, 22 de julho de 2026

Nunes Marques orienta TREs a buscar especialistas em IA para identificar conteúdos adulterados

Presidente do TSE recomenda parcerias com universidades e entidades para fortalecer provas técnicas em processos eleitorais

Kassio Nunes Marques
Crédito: Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, orientou os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) a estabelecer acordos com instituições especializadas em inteligência artificial. A medida busca acelerar a identificação de conteúdos adulterados durante a campanha eleitoral de 2026. As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Em ofícios enviados aos presidentes dos TREs, o ministro afirma que as parcerias podem contribuir para a produção de provas técnicas capazes de auxiliar magistrados na análise de processos relacionados à desinformação e à circulação de conteúdos sintéticos.

A recomendação, assinada na terça-feira (21), sugere que os tribunais busquem cooperação com “universidades, órgãos e entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, dotados de reconhecida capacidade técnica” na área de inteligência artificial.

Segundo a orientação, os acordos poderão incluir a disponibilização de laboratórios e equipamentos para examinar materiais suspeitos, a cooperação na realização de perícias determinadas pela Justiça Eleitoral e a criação de um banco de especialistas em perícia digital.

De acordo com o TSE, a iniciativa busca responder aos desafios decorrentes do avanço das tecnologias digitais e do uso cada vez mais frequente da inteligência artificial na criação e disseminação de conteúdos.

Uso de IA nas campanhas gera cautela

Segundo a apuração, as campanhas eleitorais têm adotado cautela diante das regras do TSE sobre inteligência artificial. A resolução da Corte proíbe o uso de deepfakes, como vídeos e áudios não autorizados que reproduzem candidatos ou outras figuras públicas, e estabelece restrições ao emprego de robôs para contato com eleitores.

Ao mesmo tempo, equipes de campanha já utilizam ferramentas de inteligência artificial para enviar mensagens segmentadas, avaliar pesquisas qualitativas e acelerar a produção e a publicação de vídeos e conteúdos para redes sociais.

Fonte: Brasil 247 com informações da Folha de S. Paulo

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