domingo, 25 de outubro de 2026

Urgente: eleitores de Flávio Bolsonaro tentam assassinar vereadora do PT em Montes Claros (MG)

 Iara Pimentel foi atingida na cabeça por um tijolo, perdeu a consciência e precisou ser socorrida pelo Samu

Iara Pimentel após ser agredida por bolsonaristas - Crédito: Redes sociais

A vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, foi vítima de um violento ataque realizado por eleitores de Flávio Bolsonaro neste sábado (24), véspera do segundo turno da eleição presidencial. A parlamentar foi atingida na cabeça por um tijolo arremessado contra uma carreata de apoiadores do presidente Lula, perdeu a consciência e precisou receber atendimento médico de urgência. A gravidade da agressão levanta suspeitas de tentativa de homicídio, embora ainda não haja confirmação de que o caso esteja sendo investigado com essa tipificação.

As informações foram divulgadas pelo portal Panorama da Bahia, que relata que o ataque ocorreu na Avenida Sanitária, durante uma manifestação de apoiadores do Partido dos Trabalhadores. Pedras, tijolos e garrafas foram lançados de um ponto elevado contra os participantes, provocando tumulto e deixando feridos.

⦾ Vereadora foi atingida na cabeça e perdeu a consciência

Iara Pimentel estava sobre um trio elétrico quando foi atingida diretamente na cabeça por um tijolo. O impacto provocou ferimentos com sangramento e fez com que a parlamentar perdesse a consciência. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para socorrê-la.


Uma criança também foi atingida durante a agressão e sofreu uma fratura no braço, segundo a reportagem. O episódio evidencia a gravidade da violência praticada contra os participantes da manifestação política.

O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG) também foi alvo de pedras e garrafas durante os ataques registrados na cidade.

⦾ Violência política marca a véspera da eleição

O ataque ocorre em um momento de extrema tensão política, poucas horas antes da abertura das urnas para o segundo turno da disputa entre o presidente Lula e Flávio Bolsonaro.

A agressão contra a vereadora provocou manifestações de repúdio à violência política, especialmente contra mulheres que exercem mandatos eletivos, e cobranças pela identificação e responsabilização dos envolvidos.

Até o momento, as informações disponíveis não esclarecem a identidade dos agressores, se houve prisões ou qual é o estado de saúde atualizado da parlamentar.

O caso exige investigação rigorosa das autoridades policiais e eleitorais, tanto para esclarecer as circunstâncias do ataque quanto para determinar as responsabilidades criminais dos envolvidos. A violência bolsonarista contra representantes eleitos e participantes de manifestações políticas constitui uma ameaça ao exercício dos direitos democráticos.

Fonte: Brasil 247

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