quarta-feira, 5 de agosto de 2026

PT busca definir vice para chapa de Patrus Ananias em MG no último dia de prazo

Impasse na aliança com PSB e definições sobre candidatura ao Senado travam composição majoritária do partido em Minas Gerais

Patrus Ananias - Crédito: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O PT enfrenta uma corrida contra o tempo para definir o nome que ocupará a vaga de candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) na disputa pelo Governo de Minas Gerais. Esta quarta-feira (5) marca a data limite estipulada pelo calendário eleitoral para que partidos e federações formalizem e fechem suas chapas majoritárias, informa o Metrópoles.

A expectativa inicial da legenda petista era de que a indicação para a vice saísse das fileiras do PSB mineiro. A sigla pesebista firmou alianças com o PT na grande maioria dos estados brasileiros, porém, divergências e disputas internas na seção estadual do partido em Minas Gerais tornaram o cenário complexo e incerto.


Sequência de obstáculos e composições políticas

A montagem da chapa do PT no estado vem sendo marcada por um conjunto de desafios estratégicos e recusas de nomes de peso:

  • Primeira opção: O presidente Lula (PT) tinha o senador Rodrigo Pacheco (PSB) como escolha prioritária para concorrer ao Palácio da Liberdade, mas o parlamentar resistiu aos apelos da liderança nacional e optou por não disputar o governo estadual.
  • Cabeça de chapa: Diante da negativa de Pacheco, o PT articulou para deslocar a prefeita de Contagem, Marília Campos, para a liderança da disputa governamental. Marília, contudo, manteve sua decisão de concorrer ao Senado Federal.
  • Isolamento de alianças: Definido como o candidato oficial ao governo, o deputado Patrus Ananias não obteve êxito em atrair outras forças partidárias tradicionais do estado, como o MDB e o PDT, para integrar o seu arco de aliança.
  • Divisão no PSB: A bancada e a direção estadual do PSB permanecem divididas sobre qual rumo adotar. A legenda pondera formalizar o apoio a Patrus Ananias, integrar a coligação de Alexandre Kalil (PDT), lançar uma candidatura própria ao governo ou focar exclusivamente na viabilização do nome do ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.

Cotados para a vice e impasses nos nomes

Diversos nomes foram especulados para compor a chapa petista, mas enfrentam resistências e indefinições. O ex-procurador de Justiça de Minas Gerais Jarbas Soares (PSB) figurava como um dos favoritos para a vice, contudo indicou preferência por disputar uma cadeira no Senado. O empresário Josué Gomes, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e filho do falecido ex-vice-presidente José Alencar, ainda não confirmou se aceitará o convite para ingressar no pleito.

Outro nome avaliado internamente foi o do ex-vice-governador Clésio Andrade (PSB). Embora tenha manifestado aprovação pública à formalização de uma aliança com o PT, Andrade declarou expressamente que não tem interesse em retornar ao posto ocupado anteriormente. Na reta final das negociações, a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSol), atualmente pré-candidata ao Senado, passou a ser tratada como uma alternativa para compor como vice de Patrus, embora a movimentação seja vista com certo receio por setores da própria legenda petista.

Abertura para Kalil e os cenários do PSB

A equação política pode ganhar novos contornos ao longo do dia. Está agendada para a noite desta quarta-feira uma reunião decisiva entre o presidente estadual do PSB, Otacílio Costa, o ex-procurador Jarbas Soares e o candidato ao governo pelo PDT, Alexandre Kalil.

Atualmente, a cúpula do PSB trabalha com seis cenários possíveis de atuação:

1. Candidatura de Jarbas Soares ao Senado integrada à chapa de Patrus      Ananias (cenário preferido por Soares);

2. Candidatura de Jarbas Soares ao Senado compondo a chapa liderada por Alexandre Kalil;

3. Lançamento de uma candidatura majoritária solitária pelo próprio PSB;

4. Indicação de Jarbas Soares como vice na chapa do PT (hipótese considerada improvável);

5. Indicação de Jarbas Soares como vice na chapa do PDT (igualmente avaliada como improvável);

6. Recuo total, abrindo mão de candidaturas majoritárias para não disputar cargos no pleito deste ano.

Apesar da indefinição na vaga de vice, o PT mantém para a noite desta quarta-feira um evento festivo de lançamento oficial das candidaturas de Patrus Ananias ao Governo de Minas Gerais e de Marília Campos ao Senado Federal.

Fonte: Brasil 247 com informações do Metrópoles

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